29 de junho de 2007
CORREÇÕES AO DICIONÁRIO-2 : BOI = BODE. BEM QUE CHICO BUARQUE AVISOU...
Boi = Bode.
Chico Buarque de Holanda não é o melhor profeta em atividade no Atlântico Sul. Mas, numa música de 1973, "Boi Voador Não Pode", ele escreveu o verso que viraria lema do Senado da República em 2007:
"O boi ainda dá bode".
Deu.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
De seis em seis meses, tudo muda no Brasil.
Só o Brasil não muda.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Por falar em bombas...
...toda a gente que responde por isto aqui deveria ser processada por incentivo ao terrorismo lúdico.
Sessão Pastelão - hoje, em cartaz: "Loucurinhas de um Senador em Plenário"
" MEU DEUS, A QUE PONTO CHEGAMOS..."
A seguir, algumas pérolas do tresloucado boa-tarde-Brasil, dado, ontem, da tribuna do Congresso, pelo astro da mais nova versão tupiniquim do saudoso e bom dramalhão mexicano, Joaquim Roriz.
Divirtam-se. E que Deus - em sua infinita bondade, acompanhando o voto, em separado, de Nossa Senhora, apiedem-se, ambos, desta alma que ainda corre solta ao redor dos cofres públicos:
- Jamais ao longo da minha vida misturei o público com o privado. Sempre respeitei a ética. Estou triste por ter que falar de coisas pessoais.
- Tem algum artigo no Código Penal que diga que é crime pedir um empréstimo a um amigo? Quem na sua vida nunca fez isso?
- A quem interessa tudo isso? Faço essa indagação aos meus adversários políticos. Penso que eles não seriam covardes ao ponto de alimentar essas dúvidas repercutidas na imprensa só para me prejudicar.
- Aprendi com meu pai que as pessoas são boas. Não fugirei desse pensamento. Gosto de pessoas. Considero uma virtude confiar nas pessoas. Não vou deixar agora, com esses cabelos brancos, de confiar e de acreditar nas pessoas, mesmo com o preço às vezes da ingratidão.
- A imprensa, quando quer, massacra, destrói. Vejam o que está acontecendo com o nosso amigo, o senador Renan Calheiros. Será que é justo tanta maldade com um homem que prestou tantos serviços ao país e ao seu Estado em particular?
- Nunca sofri tanto com as notícias mentirosas da imprensa. Podem abrir minhas contas de vereador a governador. E se encontrarem alguma coisa que me comprometa, darei a mão à palmatória.
- Imaginem, brasileiros, se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus, a que ponto chegamos! Vou continuar ajudando o povo humilde. Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz.
- Saio daqui aliviado e feliz. Vou prostrar-me de joelhos na Catedral de Brasília até à noite para agradecer a Deus e a Nossa Senhora ter tido forças para vir até aqui.
A seguir, algumas pérolas do tresloucado boa-tarde-Brasil, dado, ontem, da tribuna do Congresso, pelo astro da mais nova versão tupiniquim do saudoso e bom dramalhão mexicano, Joaquim Roriz.
Divirtam-se. E que Deus - em sua infinita bondade, acompanhando o voto, em separado, de Nossa Senhora, apiedem-se, ambos, desta alma que ainda corre solta ao redor dos cofres públicos:
- Jamais ao longo da minha vida misturei o público com o privado. Sempre respeitei a ética. Estou triste por ter que falar de coisas pessoais.
- Tem algum artigo no Código Penal que diga que é crime pedir um empréstimo a um amigo? Quem na sua vida nunca fez isso?
- A quem interessa tudo isso? Faço essa indagação aos meus adversários políticos. Penso que eles não seriam covardes ao ponto de alimentar essas dúvidas repercutidas na imprensa só para me prejudicar.
- Aprendi com meu pai que as pessoas são boas. Não fugirei desse pensamento. Gosto de pessoas. Considero uma virtude confiar nas pessoas. Não vou deixar agora, com esses cabelos brancos, de confiar e de acreditar nas pessoas, mesmo com o preço às vezes da ingratidão.
- A imprensa, quando quer, massacra, destrói. Vejam o que está acontecendo com o nosso amigo, o senador Renan Calheiros. Será que é justo tanta maldade com um homem que prestou tantos serviços ao país e ao seu Estado em particular?
- Nunca sofri tanto com as notícias mentirosas da imprensa. Podem abrir minhas contas de vereador a governador. E se encontrarem alguma coisa que me comprometa, darei a mão à palmatória.
- Imaginem, brasileiros, se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus, a que ponto chegamos! Vou continuar ajudando o povo humilde. Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz.
- Saio daqui aliviado e feliz. Vou prostrar-me de joelhos na Catedral de Brasília até à noite para agradecer a Deus e a Nossa Senhora ter tido forças para vir até aqui.
CORREÇÕES AO DICIONÁRIO-1 : PITIBOY = PITINAZI
Pitboy = Pitinazi ( Acréscimo a nota de ontem sobre o assunto : "This Boy" é o nome de uma canção bonita dos Beatles. "Boy" é o nome do cachorro que fugiu da minha casa com medo do ruídos dos fogos de São João, quando eu era criança. Não vale a pena,então, sujar o sentido da palavra. Não se deve chamar de Pitiboy o animal-mauricinho que trucida empregadas domésticas em pontos de ônibus na Barra. Os chamados Pitiboys são, na verdade, Pitinazis. Se vivessem na Alemanha nos anos trinta, estariam com um chicote na mão e suástica no braço).
Juramento de Hipócrates
Para o sindicato dos doutores de Pernambuco, só um milagre explica o fato de o nosso querido Brasil não ser um vasto Shopping do Alemão.
Posto que fizeram uma pesquisa entre os doutores de lá. Dezoito por cento disseram saber de colegas que consomem morfina, maconha, cocaína e dolantina.
O presidente do sindicato diz que a explicação para o consumo - diríamos, mais precisamente, para o rumor sobre consumo, mas deixa pra lá - está no acesso fácil às coisas (!) e no estresse.
Solução proposta: melhoriais salariais! Como diria o alagoano do momento, "bissolutamente!".
Línqui.
Posto que fizeram uma pesquisa entre os doutores de lá. Dezoito por cento disseram saber de colegas que consomem morfina, maconha, cocaína e dolantina.
O presidente do sindicato diz que a explicação para o consumo - diríamos, mais precisamente, para o rumor sobre consumo, mas deixa pra lá - está no acesso fácil às coisas (!) e no estresse.
Solução proposta: melhoriais salariais! Como diria o alagoano do momento, "bissolutamente!".
Línqui.
Gradeados da Polinter versus Grafitados da Barra. Isso é Pan.
Os jornais noticiam: 500 manos gradeados da Polinter estão injuriados com as "crianças" da Barra. Como a maioria dos nobres ilustradores do código penal tem alguma parente que é empregada doméstica, eles avisaram que pretendem ter uma conversa a sós, na primeira oportunidade, com os delinqüentes grifados. Conversa de confessionário. Papai e Mamãe "sob o meu teto, um crápula" ficaram apreensivos. Não é pra menos. Os gradeados da Polinter também têm ascendentes nordestinos, a quem as "crianças" da Barra gostam de humilhar chamando-os de "paraíba". O "senhor da guerra" Sergio Cabral Filho deveria promover uma competição no estilo Pan (de pancada). Soltar os gradeados da Polinter para brincar de "paraíba" com os grafitados da Barra. Aos vencedores, uma visita turística à bela praia paraibana, a naturista Tambaba, onde todo mundo fica como nasceu na revista Playboy.
Salvem a Barra da Tijuca
I love Tacaimbó. Essa onda de otariano começou em Nova York. Todos amamos a cidade que nunca dorme, inclusive o sócio dos Bush, Bin Bin. Todos amamos a Barra da Tijuca, a maior concentração de delinqüentes grifados por metro quadrado da Somália do Atlântico. Precisamos, porém, fazer algo pela Barra, sobretudo depois que os repórteres de TV começaram a execrar os valores republicanos do bairro. Publicitários cariocas, uni-vos. Por que não iniciar uma campanha de recuperação da imagem da Barra? A primeira fase seria uma adesivação em massa nos carros dos moradores do belo bairro da zona sul. Façam uma brain storm: salvemos a Barra. Seguem sugestões para que os primatas descendentes dos yuppies pensem melhor.
"Sou misógino. Moro na Barra"
"Puta é na Barra de ferro"
"Racistas, sim. Barra, sim"
"Odeio mulher. Amo a Barra"
"Barra: uma razão para matar"
"Sob meu teto, um crápula. Papai Barra"
"Meu adorável assassino. Mamãe barra"
"Renan, venha morar na Barra"
"Roriz, a Barra espera por você"
"Eu sou da Barra pesada"
"Embeleze a Barra. Espanque e mate"
"Sou pitnazi. Amo a Barra"
"Sou carioca. Sou Barra"
28 de junho de 2007
Delírios do sol de Ipanema
Bons tempos aqueles em que o Rio de Janeiro era mais conhecido pelo complexo vulvo-vaginal e seu doce balanço a caminho do mar, e não pelo Complexo do Alemão.
Pelos testículos de Camões
Este espaço tem sido exorbitante na defesa da atualidade reconstituída da língua brasileira. Todos temos o dever cívico de tentar renová-la, de não permitir que essa missão fique apenas com os drugues das favelas cariocas. O nosso apelo, ao que parece, começa a ser atendido pelos meios de comunicação. De forma exorbitante, ressalte-se. Uma nova expressão aterrissou nos textos dos telejornais sobre, entre outros assuntos, a crise aérea e a guerra civil urbana: "aparente tranqüilidade". Pelos testículos de Camões, o que significa "aparente tranqüilidade"?
A polícia mata 19 drugues no Complexo do Alemão, mas as favelas reunidas estão em "aparente tranqüilidade".
Os torcedores tentam surrar o presidente do Corinthias, mas o ambiente é de "aparente tranqüilidade".
O Hamas expulsa a tiros o Fatah, mas a Faixa de Gaza vive em "aparente tranqüilidade".
Camões fica cego de um olho, mas o estado de espírito do poeta é de "aparente tranqüilidade".
A expressão "aparente tranqüilidade" aparentemente é um sucedâneo pós-moderno do jargão militar da ditadura: "reina a calma em todo o país". Se é assim, relaxemos. Afinal, reina aparente tranqüilidade em todo o país.
O cinismo é angelical
Postado na internet. Relato de mais um "bezerro de ouro" lacrimoso:
"Dizendo-se católico praticante, o senador Joaquim Roriz (PMDB-AL) deixou hoje o Senado e seguiu direto para a Catedral de Brasília. Por quase uma hora, Roriz ameaçou chorar: embargou a voz, emocionou-se e gaguejou. Disse ser um homem de fé. Afirmou que, nos últimos dias desde que as denúncias contra ele vieram à tona, reza constantemente.
A santa de devoção de Roriz é Nossa Senhora: "Como sofri essa semana. Confesso que chorei e rezei muito. Sou um homem temente a Deus. Vou à missa todos os domingos"".
Agora é fácil compreender por qual razão Deus é ateu.
A santa de devoção de Roriz é Nossa Senhora: "Como sofri essa semana. Confesso que chorei e rezei muito. Sou um homem temente a Deus. Vou à missa todos os domingos"".
As novas vacas de divinas tetas da Parmalat
Postado na internet:
"Luana Piovani e Ildi Silva, duas mulheres envolvidas em casos ruidosos envolvendo também o cantor e compositor Caetano Veloso nas últimas semanas, vão dividir a mesma campanha publicitária. A campanha visa alavancar as vendas de produtos da Parmalat. Hoje os responsáveis pelo marketing da empresa farão uma reunião para acertar os detalhes de divulgação da nova campanha".
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Esse Caetano Veloso é mesmo um tampa de crush. É o Midas do Monte de Vênus. Onde a sua mão mais atrevida toca, a graminha logo vira ouro.
'Ulysses' revisitado - Pobre 'Ulysses'
O camarada a seguir está blogando diretamente da fila de comedores de cheesburger ávidos por um iPhone. As vendas começarão amanhã.
http://bubblesbanglesbeads.blogspot.com/
http://bubblesbanglesbeads.blogspot.com/
Grandes tribunos já avacalhados
"Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz."
Joaquim Roriz
Sabe com quem está falando?
O americano, esse desconfiado...
Os comedores de cheesburger estão em polvorosa diante da lei que os obriga a ter uma carteira de identidade nacional.
Eles não têm.
Têm o equivalente ao nosso CPF/INSS, e só. Em geral, a autoridade comedora de cheesburger que precisa saber com quem está falando pede a... carteira de motorista.
Sim, amigos. Naquele grande país do Norte, você é um cidadão se você é um motorista.
Por isto o SOPA DE TAMANCO defende a concessão do título de maior urbanista americano a Henry Ford.
Vá lá, eles têm os motivos: intrusão do governo federal na vida dos estados; paranóia fundamentada no roubo homérico de identidades; arapongagem a torto e a direito.
Pelo menos no primeiro quesito a História, porém, se fez à revelia dos defensores estaduais: quando o FBI foi criado, houve grita, e muita, por causa da intromissão do governo etc.
Línqui.
Os comedores de cheesburger estão em polvorosa diante da lei que os obriga a ter uma carteira de identidade nacional.
Eles não têm.
Têm o equivalente ao nosso CPF/INSS, e só. Em geral, a autoridade comedora de cheesburger que precisa saber com quem está falando pede a... carteira de motorista.
Sim, amigos. Naquele grande país do Norte, você é um cidadão se você é um motorista.
Por isto o SOPA DE TAMANCO defende a concessão do título de maior urbanista americano a Henry Ford.
Vá lá, eles têm os motivos: intrusão do governo federal na vida dos estados; paranóia fundamentada no roubo homérico de identidades; arapongagem a torto e a direito.
Pelo menos no primeiro quesito a História, porém, se fez à revelia dos defensores estaduais: quando o FBI foi criado, houve grita, e muita, por causa da intromissão do governo etc.
Línqui.
Grandes questões da tietagem-cabeça
"Por que a Festa Literária Internacional de Parati não convida o ministro da Secretaria de Ações a Longo Prazo, autor de 'Paixão: Um Ensaio sobre a Personalidade'?"
Grandes questões questionáveis
"A Nossa Caixa é deles?"
da "Folha":
"A contratação de uma pesquisa para medir a satisfação do cliente é o principal elemento que leva o Ministério Público e a Polícia Civil a dizer que há "fortes indícios" de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa."
da "Folha":
"A contratação de uma pesquisa para medir a satisfação do cliente é o principal elemento que leva o Ministério Público e a Polícia Civil a dizer que há "fortes indícios" de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa."
Revolta contra notícias da perua
Perto de Paris Hilton, qualquer fenômeno midíatico tipo "Big Brother" é o Parnassus.
Por causa dela, uma jornalista da MSNBC - canal por assinatura que perde todo santo dia da CNN e da Fox News - deu um faniquito no programa do chatíssimo ex-parlamentar Joe Scarborough.
Este Joe, por seu turno, tem a missão de mostrar que a MSNBC também pode ser histericamente conservadora - tática contra a Fox News.
Enfim.
Por causa dela, uma jornalista da MSNBC - canal por assinatura que perde todo santo dia da CNN e da Fox News - deu um faniquito no programa do chatíssimo ex-parlamentar Joe Scarborough.
Este Joe, por seu turno, tem a missão de mostrar que a MSNBC também pode ser histericamente conservadora - tática contra a Fox News.
Enfim.
Sopa de Cinema Apresenta...
...o Mistério do Peixe Saltador (1916) - 27 minutos
Douglas Fairbanks é um detetive "científico" que adora drogas. Aqui ele investiga - e aproveita - um esquema de ópio.
Douglas Fairbanks é um detetive "científico" que adora drogas. Aqui ele investiga - e aproveita - um esquema de ópio.
PERGUNTA FEITA AOS CÉUS
Bernardo Carvalho ( acho que é este o nome), autor dos livros de ficção mais chatos já publicados no Cone Sul da América, continua solto ?
HÁ VAGAS
Complexo do Alemão – Função: Ajudar criancinhas a atravessarem as ruas, no caminho da escola, em dia de baculejo.
Conselho de Ética – Missão: Dar canseira, empurrar com a barriga, até a nação jogar a toalha.
Seleção Brasileira – Objetivo: Resgatar o perfil de vira-lata que foi engolido pelo perfil de poodle que avacalha com nossos peladeiros atuais.
Conselho de Ética – Missão: Dar canseira, empurrar com a barriga, até a nação jogar a toalha.
Seleção Brasileira – Objetivo: Resgatar o perfil de vira-lata que foi engolido pelo perfil de poodle que avacalha com nossos peladeiros atuais.
PAUSA PARA UM MOMENTO CANINO. E UMA CORREÇÃO: PITBOYS NÃO! O NOME CERTO É PITNAZIS !
Ninguém perguntou, mas declaro, diante deste egrégio tribunal, que tenho horror a cachorros. Os bichos só são toleráveis em cinema. Não existe nada pior que cachorro fungando a perna dos outros dentro de elevador. Se houvesse justiça nesta planeta desperdiçado, quem botasse cachorro dentro de elevador pegaria cinco anos de cadeia automaticamente, sem direito a apelação.
Mas devo confessar uma admiração secreta por um gesto nobre que os cachorros praticam todo dia, no anonimato, longe dos olhares dos citadinos.
O cenário: aquelas estradas barrentas do interior. Ali, os cachorros praticam um exercício admirável, pela persistência: toda vez que é despertado pelo ronco de um motor, o vira-latas de plantão dispara atrás do carro e começa a latir, desesperadamente. Jamais alcançará os carros, porque não terá força nem velocidade para tanto, mas, ainda, assim, corre e late a cada vez que o ronco de um motor o desperta da modorra. É assim o dia inteiro. Quantas centenas de vezes não vi esta cena ?
Depois de correr cem metros atrás da roda, o cão desiste, exausto, enquanto o carro se afasta.
O bicho perdeu a batalha contra a máquina. Mas basta que o ronco do motor anuncie a passagem de outro carro para que o cão sarnento se apresente de novo para a perseguição inútil.
A beleza do gesto é justamente esta : a coragem de persistir na inutilidade . Porque não existe exercício tão inútil quanto o de cães vadios perseguindo a roda dos automóveis na beira de estradas do interior do Brasil. Mas, sem esperar medalhas da humanidade, eles persistem. É uma lição silenciosa para nós, fracos de espírito que cambaleiam diante do primeiro fracasso.
O cão fracassa todo dia, mas corre, late, faz barulho.
Acabo de descobrir um sentido para a vida: uivar - feito os cães das estradas do interior - diante de cada impostura, cada incômodo, cada fracasso, cada empulhação. Pode ser um belo exercício. Não precisa incomodar os vizinhos. Basta um uivo inaudível. É inútil, porque os carros continuarão passando, indiferentes. Mas vale o protesto.
Em homenagem aos cães sarnentos das beiras de estrada do interior, a humanidade deveria uivar todo dia para a lua ( "Um Cão Uivando para a Lua" é o belo título do livro de Antônio Torres - que li, ainda nos anos setenta, entre uma aula e outra).
Minha ojeriza aos caninos comporta outra exceção: preciso levantar a voz em defesa de um cachorro chamado Boy. Quando eu era criança, no século passado, no bairro de Nossa Senhora do Rosário da Torre, no Recife, havia em minha casa um cachorro branco que tinha este nome. Nunca fez mal a ninguém. Numa noite de São João, assustado com o ruído dos fogos, Boy fugiu. Jamais foi encontrado. ( Música triste. Cena trash. Câmera percorre rua iluminada por fogueiras de São João. O olhar de um menino procura na paisagem sinais do cachorro. Nada. Créditos começam a rolar. Luzes do cinema se acendem. Uma mulher disfarça o choro, com vergonha do vexame).
Se eu escrever outro parágrafo, ganharei o Troféu José Mauro Vasconcelos de pieguice animal.
Por que tanta divagação sobre cachorros?
Por um motivo:
Por uma questão de justiça, recuso-me formalmente a dar o título de Pitboys a estes bichos que tentam matar empregadas domésticas em pontos de ônibus. Boy, em minha geografia sentimental, é o nome de um cachorro manso que fugiu de casa com medo do som dos fogos de artifício de uma festa de São João.
Pitboys,não. Pitnazis. É melhor assim.
'Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e...'
Sempre achei a lavra dele chata, e continuo achando - viva o impressionismo. Mas o que ele dizia faz todo o sentido.
No Reinaldo Azevedo, entrevista dada por Bruno Tolentino séculos atrás (atrás mesmo?).
Trecho:
VEJA — Por que só o senhor, e não outros críticos, diz essas coisas?
TOLENTINO — Na República das Letras, ainda estamos à espera das diretas-já. A usurpação do poder legal por vinte anos deixou-nos seus legados nas patotas literárias que desde então controlam a entrada em circulação, ou a exclusão pelo silêncio, de livros, autores, obras inteiras. Nas redações dos jornais como nas universidades, prevalece a censura, e o único critério para sancionar uma obra parece ser o bom comportamento do neófito, sua genuflexão aos ícones da hora. Nossa crítica suicidou-se, matando o diálogo, o debate e a polêmica. Mascarados de universitários, esses anõezinhos conseguem dar a impressão de que a inteligência nacional encolheu, de que, em Lilliput, só se sabe da cintura para baixo. Quem já ouviu falar de Alberto Cunha Melo, que vive escondido no Recife, e é nosso maior poeta desde João Cabral? São dele estas palavras: "Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem". Mas José Miguel Wisnik ora é crítico, ora é letrista e compositor, portanto é catedrático. Os violeiros empoleiraram-se nas cátedras, e Fernando Pessoa virou afluente da MPB. Não é à toa que até em Portugal os brasileiros viraram piada. Ouvi uma que provocava gargalhada logo à primeira frase: "Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..." É preciso perguntar dia e noite: por que Chico, Caetano e Benjor no lugar de Bandeira, Adélia Prado e Ferreira Gullar?
No Reinaldo Azevedo, entrevista dada por Bruno Tolentino séculos atrás (atrás mesmo?).
Trecho:
VEJA — Por que só o senhor, e não outros críticos, diz essas coisas?
TOLENTINO — Na República das Letras, ainda estamos à espera das diretas-já. A usurpação do poder legal por vinte anos deixou-nos seus legados nas patotas literárias que desde então controlam a entrada em circulação, ou a exclusão pelo silêncio, de livros, autores, obras inteiras. Nas redações dos jornais como nas universidades, prevalece a censura, e o único critério para sancionar uma obra parece ser o bom comportamento do neófito, sua genuflexão aos ícones da hora. Nossa crítica suicidou-se, matando o diálogo, o debate e a polêmica. Mascarados de universitários, esses anõezinhos conseguem dar a impressão de que a inteligência nacional encolheu, de que, em Lilliput, só se sabe da cintura para baixo. Quem já ouviu falar de Alberto Cunha Melo, que vive escondido no Recife, e é nosso maior poeta desde João Cabral? São dele estas palavras: "Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem". Mas José Miguel Wisnik ora é crítico, ora é letrista e compositor, portanto é catedrático. Os violeiros empoleiraram-se nas cátedras, e Fernando Pessoa virou afluente da MPB. Não é à toa que até em Portugal os brasileiros viraram piada. Ouvi uma que provocava gargalhada logo à primeira frase: "Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..." É preciso perguntar dia e noite: por que Chico, Caetano e Benjor no lugar de Bandeira, Adélia Prado e Ferreira Gullar?
Gaturama informa: Sai Dunga, entra Renan
Não temos que engolir barato essa derrota contra o México.
Que o Congresso esteja completamente desmoralizado, ainda vá lá! Mas o povo não agüenta mais ficar à sombra destas chuteiras desmoralizantes da Seleção.
Pelos mil gols de Romário, chega de dungadas na nação.
Sentimos falta da criatividade de jogadas, do jeito moleque, do jogo de cintura, da ginga, da malemolência, que sobram naquele outro gramado de luta.
Vejamos, então, se não seria uma boa troca:
O Almofadinha da Bola iria vender a grife “mamãe-me-engana-que–eu-gosto", da filha, em ambientes mais apropriados.
E o Fazendeiro do Ar largaria o osso, pela causa justa de salvar nosso escrete, restituindo-lhe o jeito Macunaíma de ser.
Que o Congresso esteja completamente desmoralizado, ainda vá lá! Mas o povo não agüenta mais ficar à sombra destas chuteiras desmoralizantes da Seleção.
Pelos mil gols de Romário, chega de dungadas na nação.
Sentimos falta da criatividade de jogadas, do jeito moleque, do jogo de cintura, da ginga, da malemolência, que sobram naquele outro gramado de luta.
Vejamos, então, se não seria uma boa troca:
O Almofadinha da Bola iria vender a grife “mamãe-me-engana-que–eu-gosto", da filha, em ambientes mais apropriados.
E o Fazendeiro do Ar largaria o osso, pela causa justa de salvar nosso escrete, restituindo-lhe o jeito Macunaíma de ser.
E mais essa: Renan & Roriz contribuem para o aquecimento global
Quer dizer, talvez contribuam. Os comedores de cheesburger vão estudar - com dinheiro público - a contribuição dos odores pecuários.
"You can definitely smell it, but you can't see it. The United States Department of Agriculture has released reports stating that when you smell cow manure, you're also smelling greenhouse gas emissions."
Línqui.
"You can definitely smell it, but you can't see it. The United States Department of Agriculture has released reports stating that when you smell cow manure, you're also smelling greenhouse gas emissions."
Línqui.
Assassinato Zero
Cientistas marotos se intrigaram: quão gordo é preciso ser para uma bala não acertar um órgão vital?
Donde que o pessoal do Alemão - policiais inclusive - pode usar a conclusão do experimento para reivindicar subsídio para uma dieta que conforme 72cm de gordura corporal. A carapaça calórica pararia um projétil supersônico.
The Naked Scientists.
Donde que o pessoal do Alemão - policiais inclusive - pode usar a conclusão do experimento para reivindicar subsídio para uma dieta que conforme 72cm de gordura corporal. A carapaça calórica pararia um projétil supersônico.
The Naked Scientists.
Sugestões construtivas
Grandes frases avacalhadas
"[O Brasil é] Uma nação que pode ser chamada de república, disfarçada sob a forma de monarquia."
Charles de Montesquieu, "Do Encosto das Leis"
Vide "Planalto e PMDB vetam líder tucano" & "Lula intercede por Renan", via Noblat.
"EU ESTAVA NO TITANIC"
Vocês estão reclamando de barriga cheia. Azar foi o desta mulher : quando era bebê, estava a bordo de um navio que, em alto mar, bateu numa montanha de gelo. O navio começou a afundar. Não havia botes salva-vidas para todos. A água estava gelada. Era madrugada: estava tudo escuro. Sem ter, é claro, noção do que estava acontecendo, ela dependia cem por cento da ajuda dos outros para escapar com vida. Mas o pai, que poderia protegê-la, morreu afogado. Pânico. Gritos. Terror em último grau.
A diferença é que aquilo tudo não era filme de Hollywood : era a "vida real".
O que terá acontecido com este bebê ?
Rufar de tambores. Acordes dramáticos.
A resposta, com todos os detalhes, na entrevista que o locutor-que-vos-fala fez com uma passageira do Titanic:
(é só clicar o ícone http://www.geneton.com.br/archives/000116.html)
FURO DE REPORTAGEM: QUEM SÃO OS SENADORES DE 2020
O Sopa de Tamanco registra um gol de Cora Rónai : o texto "As Bestas da Barra e Sua Diversão Sinistra".
Bola na rede. Vale ler:
(é só clicar no ícone http://www.cora.blogspot.com/)
Lá, ela pratica um bom jornalismo antecipatório: dá os nomes de senadores que, em torno de 2020, estarão frequentando a Comissão de Ética.
"Guardem esses nomes!".
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
O Brasil perdeu definitivamente a vergonha.
E o pior é que não sabe onde a perdeu.
Joel Silveira, datilografado por GMN
27 de junho de 2007
Alemanlabad
Como o secretário de Segurança de São Sebanistão do Iraque parece incerto quanto às baixas da Operação Tempestade em Copo d'Água, o SOPA DE TAMANCO elenca sugestões para tornar as coisas mais contábeis e, portanto, republicanas.
1) Balas jamais se perderão, mediante a instalação de GPS em cada projétil.
2) O Viva Rio distribuirá as buzinas de ar comprimido da torcida do Banco do Brasil que sobraram da Copa de 2006. Civis das áreas de risco serão treinados na arte de morrer de modo a cair sobre a buzina, disparando-a. O pessoal do Google entrará com a tecnologia de captação, distinção e armazenamento das buzinadas. Se as associações de moradores chiarem quanto à orgia auditiva do engarrafamento de presuntos, os herdeiros de Chacrinha vão doar o mp3 do bordão "Alô, Terezinhaaaaa!", o qual substituirá a buzinada da morte.
3) As griffes das semanas de moda de São Paulo e São Sebanistão, por decreto, ver-se-ão obrigadas a produzir e distribuir coletes à prova de bala em consonância com o último grito da moda em Paris, Milão, Londres e Nova York. Os desfiles serão mixados com estandes de tiro. Jornalistas, compradores e demais convidados poderão atirar nos modelos e manequins com as balas GPS. "Alô, Terezinhaaaaa!"
4) As reservas indígenas poderão operar ocas de bingo, desde que unicamente explorem a Bolsa de Apostas de Assassinados. A Bolsa terá auditoria do fantasma da Arthur Andersen. Parte da receita será do Sistema Único de Saúde. Outra parte terá de ser rastreada.
5) Os consumidores de drogas, aí se incluindo fumantes, cervejadores, cachaceiros e leitores de blogs, precisarão se cadastrar no INSS, à maneira de "A letra escarlate". A taxa do cadastro será integralmente revertida para as comunidades carentes.
1) Balas jamais se perderão, mediante a instalação de GPS em cada projétil.
2) O Viva Rio distribuirá as buzinas de ar comprimido da torcida do Banco do Brasil que sobraram da Copa de 2006. Civis das áreas de risco serão treinados na arte de morrer de modo a cair sobre a buzina, disparando-a. O pessoal do Google entrará com a tecnologia de captação, distinção e armazenamento das buzinadas. Se as associações de moradores chiarem quanto à orgia auditiva do engarrafamento de presuntos, os herdeiros de Chacrinha vão doar o mp3 do bordão "Alô, Terezinhaaaaa!", o qual substituirá a buzinada da morte.
3) As griffes das semanas de moda de São Paulo e São Sebanistão, por decreto, ver-se-ão obrigadas a produzir e distribuir coletes à prova de bala em consonância com o último grito da moda em Paris, Milão, Londres e Nova York. Os desfiles serão mixados com estandes de tiro. Jornalistas, compradores e demais convidados poderão atirar nos modelos e manequins com as balas GPS. "Alô, Terezinhaaaaa!"
4) As reservas indígenas poderão operar ocas de bingo, desde que unicamente explorem a Bolsa de Apostas de Assassinados. A Bolsa terá auditoria do fantasma da Arthur Andersen. Parte da receita será do Sistema Único de Saúde. Outra parte terá de ser rastreada.
5) Os consumidores de drogas, aí se incluindo fumantes, cervejadores, cachaceiros e leitores de blogs, precisarão se cadastrar no INSS, à maneira de "A letra escarlate". A taxa do cadastro será integralmente revertida para as comunidades carentes.
ÍNDICE UNIVERSAL DE BOCEJO
Improviso de jazz = bocejo. Novela de época = sono profundo. Tese acadêmica = sobrancelha pesando uma tonelada. Editorial = estado de coma.
Assim caminha a humanidade.
O GIGANTE EMITE UM RUGIDO DESALENTADO : "UFA...."
Capto no ar, claras e nítidas, as vibrações de um rugido desalentado. Como se fosse um índio, colo o ouvido ao chão. Consigo decifrar de onde vem o rugido: é o Brasil emitindo um suspiro de tédio a cada hora que aparece um senador fazendo malabarismos com uma máquina imaginária de calcular nas mãos. Pensa que engana a platéia do circo.
"Ufa.....".
Boiolas da bola. Quem são?
Começou uma acirrada discussão sobre quem, em não sendo goleiro, gosta de engolir bola no futebol brasileiro. Já tem alguns nomes de boleiros rolando na internet. É o apogeu filosófico da classe operária: sexo e futebol. Deflagrado o debate, algumas questões devem ser bem analisadas pelos cronistas e repórteres do setor.
Exemplos: aquele torcedor que, terminada a partida, vai ao vestiário cumprimentar e conversar com os jogadores que estão tomando banho é ou não é boiola? O cara que leva a mulher para assistir ao jogo no meio da macharia é ou não boiola? E aquele grupinho uniformizado com a camisa do clube que sai pelas ruas, com a latinha de cerveja na mão, abraçados e cantando o refrão do hino do time, é ou não formado por boiolas? E o idiota que compra um carro com as cores do time é ou não boiola? E quem lê página esportiva é ou não boiola?
Assessoria comparada
"Para cada líder da Al-Qaeda tombado, surge um novo Marcelo PQD."
Da divulgação do Centcom:
Posted: 27 Jun 2007 10:30 AM CDT
HIGH-LEVEL SENIOR AL-QAEDA LEADER KILLED DURING COALITION OPERATIONS
General Petraeus Cabral Filho
Da divulgação do Centcom:
Posted: 27 Jun 2007 10:30 AM CDT
HIGH-LEVEL SENIOR AL-QAEDA LEADER KILLED DURING COALITION OPERATIONS
Luto
O fato de Bruno Tolentino não ser lido nem por meninas com afliceta nem por barbudos fedidos demonstra sua imensa e, para a maioria, inatingível qualidade como poeta.
O azar de Tolentino foi ter nascido brasileiro. Azar, aliás, comum entre mim e ele.
O azar de Tolentino foi ter nascido brasileiro. Azar, aliás, comum entre mim e ele.
Entanto lutamos, mal rompe a manhã
A nossa imprensa tasca nas primeiras páginas avaliações de outrora da CIA sobre nosso querido Brasil.
"Jango era isso." "Brizola era aquilo."
Hmmm.
O SOPA DE TAMANCO aprecia o sistema que disciplina o acesso a documentos federais naquele grande país do Norte. Postou mais de uma vez nossa serva louvação. Os comedores de cheesburger nos ajudam a escrever nossa alegada História.
Não obstante, temos de atalhar: notícia mesmo, quiçá manchete, seria a divulgação dos nossos católicos documentos federais.
Para não ir muito longe, tão longe quanto o Araguaia: o que não escrevem os itamaratianos sobre, ahn, Chávez e Chapolin Morales?
"Jango era isso." "Brizola era aquilo."
Hmmm.
O SOPA DE TAMANCO aprecia o sistema que disciplina o acesso a documentos federais naquele grande país do Norte. Postou mais de uma vez nossa serva louvação. Os comedores de cheesburger nos ajudam a escrever nossa alegada História.
Não obstante, temos de atalhar: notícia mesmo, quiçá manchete, seria a divulgação dos nossos católicos documentos federais.
Para não ir muito longe, tão longe quanto o Araguaia: o que não escrevem os itamaratianos sobre, ahn, Chávez e Chapolin Morales?
Isso aqui, ô ô
Traveco brasileiro vence o certame internacional de trans-es na Espanha.
Notícia do Terra. (O site do concurso não está atualizado...)
Enfim uma razão para ufanar.
E para mencionar entrevista feita pelo "Globo" com Will Self, autor britânico.
Self teve um lampejo sintético digno de um Quintana ao contrário.
Resposta dele sobre em que pensa quando ouve falar em "Brasil: "Travestis derrubando a floresta tropical".
Notícia do Terra. (O site do concurso não está atualizado...)
Enfim uma razão para ufanar.
E para mencionar entrevista feita pelo "Globo" com Will Self, autor britânico.
Self teve um lampejo sintético digno de um Quintana ao contrário.
Resposta dele sobre em que pensa quando ouve falar em "Brasil: "Travestis derrubando a floresta tropical".
Fundação Tamanco lança campanha de combate à pirataria, também, no parlamento
Chega de suplentes... Clamamos pelo originais, os legítimos, aqueles senadores que foram eleitos pelo povo. Esses, sim, queremos ver à frente do Conselho de Ética.
Sibá, o Marujo, de primeira viagem, é suplente da ministra Marina, do Meio Ambiente.
Wellington, o Salgado, suplente do ministro Hélio, das Comunicações.
E o senador Adelmir, próspero comerciante brasiliense, que assumiu interinamente, é reserva de Paulo Octavio, atual vice-governador do Distrito Federal.
O senador Demóstenes, titular, já disse que aceita a empreitada, por que não deixá-lo honrar o voto do povo goiano?
Tudo bem que um cedezinho original de Bruno & Marrone custe os olhos da cara num shopping center, mas como querem que o povo deixe de comprar o dvd pirata do novo filme do Shrek, no barzinho da esquina, por um preço dez vezes menor, se o bom exemplo não vem de cima? O sacrifício deve ser geral.
Portanto, a Fundação Tamanco deixa clara a necessidade de se fazer uma campanha, com urgência urgentíssima, para usar termos dos nobres parlamentares, em prol do fim da pirataria, em todos os níveis das camadas sociais. Nosso sonoro SIM aos originais, aos legítimos, aqueles que são como aquelas sandálias, que não mancham e nem soltam as tiras.
Sibá, o Marujo, de primeira viagem, é suplente da ministra Marina, do Meio Ambiente.
Wellington, o Salgado, suplente do ministro Hélio, das Comunicações.
E o senador Adelmir, próspero comerciante brasiliense, que assumiu interinamente, é reserva de Paulo Octavio, atual vice-governador do Distrito Federal.
O senador Demóstenes, titular, já disse que aceita a empreitada, por que não deixá-lo honrar o voto do povo goiano?
Tudo bem que um cedezinho original de Bruno & Marrone custe os olhos da cara num shopping center, mas como querem que o povo deixe de comprar o dvd pirata do novo filme do Shrek, no barzinho da esquina, por um preço dez vezes menor, se o bom exemplo não vem de cima? O sacrifício deve ser geral.
Portanto, a Fundação Tamanco deixa clara a necessidade de se fazer uma campanha, com urgência urgentíssima, para usar termos dos nobres parlamentares, em prol do fim da pirataria, em todos os níveis das camadas sociais. Nosso sonoro SIM aos originais, aos legítimos, aqueles que são como aquelas sandálias, que não mancham e nem soltam as tiras.
Para Mangabeira Unger planejar
A Barra da Tijuca se notabiliza pela grande concentração de deliqüentes de grife. Misóginos assumidos, ricos e fascistóides, gostam de espancar empregadas domésticas, prostitutas, comerciárias, gente simples. As pessoas interessadas em tornar o Brasil menos brasileiro precisam apresentar sugestões ao secretário de Planejamento de Longo Prazo, o professor Mangabeira Unger. Por exemplo: por que não entregar a Barra da Tijuca para ser administrada pelo Sendero Luminoso (da fase Fujimori), ou pela Farc colombiana, ou ainda pelos guerrilheiros maoístas do Nepal? É uma proposta que deveria ser examinada sintonizada com o conceito de alternância de poder, próprio das democracias consolidadas.
Vamos lá, Mangabeira, se os irlandeses da Serasa vão decidir, a partir de agora, se o trabalhador brasileiro pode ou não comprar um fogão a crédito, o que impede de entregar um bairro de cafajestes ao rígido código de conduta dos "manos" senderistas ou farquistas? Faz parte da globalização, um outro mundo é possível, uma experiência administrativa que servirá de modelo para todo o país.
Especulações mediúnicas - O trezoitão
“Tenho a impressão de estar pairando sobre um mar de esterco.”
Getúlio Vargas
Bilhetes renânicos ainda inéditos
"Gaba, mon semblable, mon frère. Qual a melhor coffeeshop de Amsterdão? Tenho de viajar durante o recesso. Preciso da sua ajuda. R."
Chanchadas literárias - transfer Barão de Itararé
"Ou se restaura a moralidade ou nos empanturremos todos de churrasco"
ORAÇÃO DE UMA PALAVRA SÓ, A SER RECITADA TODO DIA, EM FRENTE AO ESPELHO: "PATÉTICO!"
Joel Silveira conta que, um dia, estava na redação. Datilografava uma reportagem qualquer, concentrado, com ar grave, como se estivesse escrevendo "A Montanha Mágica". O balé dos dedos sobre o teclado produzia barulho, chamava a atenção.
De repente, Nélson Rodrigues pára diante da mesa de Joel, fica observando em silêncio aquele espetáculo e pronuncia apenas uma palavra, antes de seguir adiante:
- Patético !
Eis uma excelente maneira de começar o dia. Olhar-se no espelho, fitar o fundo dos olhos e dizer, em voz baixa, para não chamar a atenção dos vizinhos:
-Patético !
Não existe exercício melhor de auto-avaliação.
Cumprido este ritual, o terráqueo estará pronto para enfrentar um novo dia, livre do terrível pecado da pretensão descabida, a ilusão de importância, a auto-suficiência cega.
A palavra de ordem,então, é "patético!".
É a salvação em vida, a senha que abre todas as portas, a fórmula da felicidade.
Acabou em churrasquinho
A dona-de-casa, o aposentado, o servidor fantasma, o paspalho Pasquale, todos estão inconformados com o desfecho dos casos Renan e Roriz. Os leitores também. Então, por favor, não queremos mais ler a palavra "pizza" quando se referirem à impunidade que reina no Congresso Nacional. Sem querer sugerir modismos vocabulares, mas não seria mais adequado, a partir de agora, se falar ou escrever assim: "o caso Renan acabou em churrasco" ou "as investigações sobre Roriz terminaram em churrasquinho"? Pode até parecer implicância, mas, sinceramente, é justo deixar a atualização do idioma apenas com a língua suja dos traficantes cariocas, dos fardões mofados ou de redatores sem imaginação?
SÉRGIO AUGUSTO CHUTA A CANELA DOS BLOGS, "PLATAFORMA DA GRAFOMANIA EGÓLATRA E ONFALOCÊNTRICA"
Sérgio Augusto, provavelmente o melhor jornalista cultural desta República Federativa, dribla um, dribla dois, entra na área, finta o zagueiro, encara o goleiro e dispara:
"Quanto aos blogs, ainda os vejo como uma plataforma da grafomania ególatra e onfalocêntrica (ônfalo é umbigo em grego). São tantos blogs — alguns bons, ótimos, mesmo — que não dá tempo de acompanhá-los. Mas a maioria é feita por gente medíocre, vaidosa, semi-analfabeta e ressentida com a falta de oportunidade na chamada mídia mainstream"
A entrevista de SA aqui:
(é só clicar no ícone:
http://www.digestivocultural.com/entrevistas/entrevista.asp?codigo=10)
CONSTATAÇÃO À MODA DOS MUROS DE PARIS, 1968
A humanidade só será feliz no dia em que o último criador de passarinho for pendurado nas tripas do penúltimo.
'Blair não é meu poodle'
Presidentes não são chegados a dar entrevista. Estão certos. Mas deveriam manter um canal de comunicação com o populacho consumidor de notícia no YouTube ou na sua versão menos infantil, o LiveLeak.
Dentre os presidentes que aí estão, Bush só não dá menos entrevistas que Lula. Agora, como Lula, quando resolve abrir a boca diante de um repórter, sai de baixo!
Não é que ele, Bush, deu uma entrevista ao "The Sun"? Está referendada a figura do presidente-tablóide.
Primor de título: 'Blair não é meu poodle, diz Bush'
Línqui.
Dentre os presidentes que aí estão, Bush só não dá menos entrevistas que Lula. Agora, como Lula, quando resolve abrir a boca diante de um repórter, sai de baixo!
Não é que ele, Bush, deu uma entrevista ao "The Sun"? Está referendada a figura do presidente-tablóide.
Primor de título: 'Blair não é meu poodle, diz Bush'
Línqui.
Das conseqüências
A cada concordância errada de Lula & seus asseclas o Brasil fica mais próximo das Trevas.
Das liberdades
Neguinho entra no meu espaço chutando a porta, xingando a mãe, arrotando e fazendo o que não se deve pelos cantos. E diz:
- Você me censurou! Você é contra a liberdade de expressão!
Não sou. Você é livre para fazer o que quiser em seu espaço, em sua casa. Até sou capaz de entender o prazer dos cantos e das palavras de baixo calão.
Mas, sob meu teto, ainda mando eu. Isso, sim, é que é liberdade!
- Você me censurou! Você é contra a liberdade de expressão!
Não sou. Você é livre para fazer o que quiser em seu espaço, em sua casa. Até sou capaz de entender o prazer dos cantos e das palavras de baixo calão.
Mas, sob meu teto, ainda mando eu. Isso, sim, é que é liberdade!
Das culpas
A barbárie não é escolha dos portugueses ou do Império da vez; a barbárie é escolha nossa.
Simples assim.
Simples assim.
INTERNAUTAS, CORREI EM BUSCA DE "O NARIZ DO MORTO": "Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados...."
O Sopa de Tamanco faz a boa ação do dia: convoca os internautas para um momento de enlevo literário.
Você conhece Antônio Carlos Vilaça? Já ouviu falar de um livro chamado "O Nariz do Morto" ?
Se a resposta for "não", é hora de tirar o atraso. Antônio Carlos Vilaça, morto há dois anos, era uma figura raríssima : não é exagero dizer que ele entregou a vida à literatura e à contemplação. Não cultuava bens materiais. Converteu-se à vida religiosa, mas, diante do silêncio de Deus, voltou às lides terrenas. Vivia de favor. Numa sociedade que glorifica a mediocridade em último grau, era uma espécie de pária.
O livro "O Nariz do Morto", obra-prima, foi relançado há pouco.
Correi, incréus, à primeira livraria física ou virtual, para encomendar um exemplar.
É leitura de primeiríssima qualidade. Mas, como é hábito na Brasilândia, circula num clube fechado.
Eis uma pequena mostra do texto de Antônio Carlos Vilaça:
"Ó dias, ó noites, ó vermes, que perfurais em nós a essência nossa. Que essência ? Que vermes ? Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados, terras absurdas e quietas, colinas, mausoléus ,incógnitas e nós, bichos da terra, pitorescos, à procura".
"A vida é numerosa. E então os sinos súbito anunciam em nós a morte,que virá. A morte vem.Cada dia, a morte vem".
"A fé religiosa como que me assaltou.Vi-me subjugado pelo entusiasmo. A vida de rapaz que amava as letras e sabia de cor os seus poetas preferidos,a vida simples, descuidada, solitária,tantas vezes,de um rapaz estudioso (e reto) ganhou esse frêmito novo e desconhecido, essa audácia, essa loucura, essa vibração absurda".
"Eu gostava das sublimidades.Eu queria as grandezas. Eu sonhava com alturas límpidas. Eu queria as nuvens. Muito menos, o duro chão dos homens".
"Ó paredes, dizei-me. "Eu quero a estrela da manhã !". Dizei-me o endereço dela. Ó sala capitular, ó claustros, ó antifonários com iluminuras, ó sinos brônzeos, estatuazinhas , capitéis, afrescos, casulas, pesadas estalas, pedras, faces, madeiras e ouro, tapetes, cálices, relicários , retábulos e móveis, crucifixos e virgens, falai ! Um sussuro que nos chegue. Que monólogo é este, dia e noite entretido ? Sombras, sombras, sussurai-me, segredai-me. Todo esse passado, esse peso, essa pátina, pureza, pecado".
"O homem morre para sempre. O abismo da morte não devolve ninguém. E então, lentamente, fui percebendo que só nos resta uma atitude, menos que atitude, uma postura - a tranquila dignidade de quem sabe e não se desespera".
"Ó interminável estrada, ó ruas do mundo, ó caminhos da vida, ó rio dos homens por onde incessantemnte rolamos como gloriosos destroços !".
"Ó caminhante sombrio e só ! Sempre sentiste o efêmero de tudo. Nunca pousaste, nem repousaste em nada. Nunca tiveste sossego. Fosto sempre um peregrino em perigo".
"Isto é apetecível, uma casa, com mulher e meninos, para a noite do homem. Nunca terás isto, ó incauto viajante, ó ser noturno, abandonado e trágico, nunca terás o limpo sossego dos homens. Não o terás, porque o recusas, ó louco, ó orgulhoso, ó só. Não conhecerás nunca a meiga tranquilidade dos serões sem agitação : viverás como um condenado, sem casa, entregue à nostalgia do paraíso absurdo, sem chave, sem nada. Caminharás sem fim. Nunca chegarás".
Você conhece Antônio Carlos Vilaça? Já ouviu falar de um livro chamado "O Nariz do Morto" ?
Se a resposta for "não", é hora de tirar o atraso. Antônio Carlos Vilaça, morto há dois anos, era uma figura raríssima : não é exagero dizer que ele entregou a vida à literatura e à contemplação. Não cultuava bens materiais. Converteu-se à vida religiosa, mas, diante do silêncio de Deus, voltou às lides terrenas. Vivia de favor. Numa sociedade que glorifica a mediocridade em último grau, era uma espécie de pária.
O livro "O Nariz do Morto", obra-prima, foi relançado há pouco.
Correi, incréus, à primeira livraria física ou virtual, para encomendar um exemplar.
É leitura de primeiríssima qualidade. Mas, como é hábito na Brasilândia, circula num clube fechado.
Eis uma pequena mostra do texto de Antônio Carlos Vilaça:
"Ó dias, ó noites, ó vermes, que perfurais em nós a essência nossa. Que essência ? Que vermes ? Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados, terras absurdas e quietas, colinas, mausoléus ,incógnitas e nós, bichos da terra, pitorescos, à procura".
"A vida é numerosa. E então os sinos súbito anunciam em nós a morte,que virá. A morte vem.Cada dia, a morte vem".
"A fé religiosa como que me assaltou.Vi-me subjugado pelo entusiasmo. A vida de rapaz que amava as letras e sabia de cor os seus poetas preferidos,a vida simples, descuidada, solitária,tantas vezes,de um rapaz estudioso (e reto) ganhou esse frêmito novo e desconhecido, essa audácia, essa loucura, essa vibração absurda".
"Eu gostava das sublimidades.Eu queria as grandezas. Eu sonhava com alturas límpidas. Eu queria as nuvens. Muito menos, o duro chão dos homens".
"Ó paredes, dizei-me. "Eu quero a estrela da manhã !". Dizei-me o endereço dela. Ó sala capitular, ó claustros, ó antifonários com iluminuras, ó sinos brônzeos, estatuazinhas , capitéis, afrescos, casulas, pesadas estalas, pedras, faces, madeiras e ouro, tapetes, cálices, relicários , retábulos e móveis, crucifixos e virgens, falai ! Um sussuro que nos chegue. Que monólogo é este, dia e noite entretido ? Sombras, sombras, sussurai-me, segredai-me. Todo esse passado, esse peso, essa pátina, pureza, pecado".
"O homem morre para sempre. O abismo da morte não devolve ninguém. E então, lentamente, fui percebendo que só nos resta uma atitude, menos que atitude, uma postura - a tranquila dignidade de quem sabe e não se desespera".
"Ó interminável estrada, ó ruas do mundo, ó caminhos da vida, ó rio dos homens por onde incessantemnte rolamos como gloriosos destroços !".
"Ó caminhante sombrio e só ! Sempre sentiste o efêmero de tudo. Nunca pousaste, nem repousaste em nada. Nunca tiveste sossego. Fosto sempre um peregrino em perigo".
"Isto é apetecível, uma casa, com mulher e meninos, para a noite do homem. Nunca terás isto, ó incauto viajante, ó ser noturno, abandonado e trágico, nunca terás o limpo sossego dos homens. Não o terás, porque o recusas, ó louco, ó orgulhoso, ó só. Não conhecerás nunca a meiga tranquilidade dos serões sem agitação : viverás como um condenado, sem casa, entregue à nostalgia do paraíso absurdo, sem chave, sem nada. Caminharás sem fim. Nunca chegarás".
ATENÇÃO, TORCIDA BRASILEIRA ! JOÃO SALDANHA MANDA LEMBRANÇAS!
Enquanto a seleção brasileira se prepara para, quem sabe, criar um novo vexame na Copa América, uma preciosidade: a transcrição completa de um depoimento de João Saldanha, o técnico que não tinha meias-palavras. Dizia, por exemplo, que, no futebol, existiam "corrupção, homossexualismo e tóxico".
Aqui, o dia em que o locutor-que-vos-fala interrogou o super-técnico:
( é só clicar no ícone : http://www.geneton.com.br/archives/000171.html)
PÍLULA DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
O problema da seleção é Galvão Bueno
Joel Silveira, datilografado por GMN
Torpedo de suicida

Um cara do telecatch americano matou mulher e filho e se matou. Antes de se matar enviou instruções pros colegas do seviço via SMS. A notícia está no site de fofocas da AOL.
Ponto pra "The Onion", a cebola que faz rir, com seu PowerPoint de despedida de suicida.
TV Tamanco - Quero a vida sempre assim
- Aí, doutor delegado. Na boa. Só fui sentar uns cascudos porque achei que a vagabunda fosse freira.
26 de junho de 2007
Grandes ditados avacalhados
"Dízimo, com quem andas? Eu te direi quem és."
Ministério do Planejamento
Audiência auditada
Acossados pelo Departamento de Marketing, os tamanqueiros apelam para as lides das gônadas.
Lista do setorista do About.com: dez sex toys que mudaram o mundo. Nem todos são brinquedos, porém.
Lista do setorista do About.com: dez sex toys que mudaram o mundo. Nem todos são brinquedos, porém.
DESABAFO TAMANCAL - Até quando o covarde boxe nacional da impunidade?
Deste lado do ringue, cinco mauricinhos: três refeições diárias, banho todo dia, colchão de mola, tênis da moda, carro na porta, crédito na praça...E nenhum caráter.
Do outro, uma empregada doméstica, cheia de porrada, na parada de ônibus, no meio da marugada, em busca de uma consulta médica... E nenhuma justiça.
Ou será que desta vez vai ser diferente? Esquece. Estamos no Brasil, estúpido.O tempo vai soprar a favor. Os riquinhos voltarão, arrependidos, a circular pelo bairro, e a pobre amargará mais uma madrugada à espera do ônibus.
Minha alma canta (grandes doenças cariocas II)
Pauperofobia - Medo experimentado diante de quem possivelmente é pobre.
Minha alma canta (grandes doenças cariocas)
Ginecofobia - Aversão e medo mórbido irracional, desproporcional, persistente e repugnante ao convívio com mulheres.
CONSTATAÇÃO À MODA DOS MUROS DA PARIS DE 1968
A humanidade só será feliz no dia em que o último pitboy for pendurado nas tripas do penúltimo.
DIZEI, NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO ESPANTO
Dizei-nos, Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, a nós, vossos servos, humildemente postados a vossos pés : o que é que leva um ser humano a exibir orgulhosamente na rua, em camisetas sem manga, músculos deformados nas academias ?
Fiado agora só com os irlandeses
Os banqueiros, irmãos mais novos de Lula, decidiram agora tripudiar de vez com a brava gente brasileira. Não, não estamos falando dos lucros babilônicos ou dos juros obscenos para uma inflação de quatro por cento ao ano. Descobriu-se agora que a Serasa, aquela empresa de crédito que diz se você pode ou não comprar um par de sapato ou uma geladeira fiado, foi vendida a um grupo irlandês, o Experian.
A Serasa pertencia ao Itaú, Bradesco e Unibanco, que venderam a principal empresa de crédito por 500 milhões de dólares. A partir de agora, são os irlandeses que determinarão se você poderá comprar alguma coisa a crédito. Para entrar na maioria dos países de língua inglesa, o brasileiro precisa apresentar um visto. Agora, para comprar também vai precisar do visto dos irlandeses. É uma humilhação patrocinada pelo Banco Central, apoiada pelos petistas entreguistas que globalizaram o "pendura".
Se os irlandeses lhe negarem o crédito para a compra de cuecas, siga aquele conselho da ministra. Você estará em boa companhia. O único irlandês decente, James Joyce, autor da pedreira lingüística "Ulisses", também vivia na pior, sem crédito. Tentou ganhar dinheiro com um cinema, faliu. Tentou importar aqueles ternos horrorosos ingleses Tweed, não deu certo. Vivia dando aulinhas de inglês e de favores dos amigos, mas pertence ao que de melhor a humanidade já produziu. Ao contrário dos irlandeses de Lula que chegaram para continuar a obra (ainda em aberto) de colocar de joelhos os trabalhadores brasileiros.
O tal do fundo partidário ainda vai nos levar ao fundo do poço
Começa amanhã a votação da Reforma Política, no Congresso, e dentro dela se esconde a tentativa da maior garfada da história em nosso rico dinheirinho, caso seja aprovado o novo sistema de financiamento público de campanhas. Os quatro maiores partidos vão ficar com mais de cem milhões de reais, cada um, para gastar nas próximos pleitos, segundo cálculos dos próprios parlamentares.
Daí vem a pergunta que não quer calar. Para que tanto dinheiro destinado a um fundo partidário? Por que essa maravilhosa quantia não vai repousar num fundo para construção de hospitais, escolas e delegacias? Teríamos mais saúde, educação e segurança, como eles mesmos apregoam, nas campanhas, tudo direto do caixa da viúva, sem os espertos intermediários.
Daí vem a pergunta que não quer calar. Para que tanto dinheiro destinado a um fundo partidário? Por que essa maravilhosa quantia não vai repousar num fundo para construção de hospitais, escolas e delegacias? Teríamos mais saúde, educação e segurança, como eles mesmos apregoam, nas campanhas, tudo direto do caixa da viúva, sem os espertos intermediários.
Por que me ufano daquele país - Iraque
O mais revolucionário dos chatos certa vez proclamou: "o que eu quero é destruir a idéia de cultura", pois "cultura é um álibi do imperialismo". Silogismo final: "Existe um Ministério da Guerra. Existe um Ministério da Cultura. Portanto cultura é guerra".
Não ganha um doce quem sabe que a idéia pertence ao Godard.
Hmmm.
Palavras proféticas levam o SOPA DE TAMANCO a dar uma tamancada às avessas.
Pois o ministro da Cultura do Iraque vai ser preso! O ministro As'ad Kamal al-Hashimi é acusado de, dois anos atrás, ter mandado matar um líder sunita!
Não ganha um doce quem sabe que a idéia pertence ao Godard.
Hmmm.
Palavras proféticas levam o SOPA DE TAMANCO a dar uma tamancada às avessas.
Pois o ministro da Cultura do Iraque vai ser preso! O ministro As'ad Kamal al-Hashimi é acusado de, dois anos atrás, ter mandado matar um líder sunita!
Etiqueta Tamancal - Com que roupa que o senador vai?
É sábado que vem. Está confirmadíssima a tradicional festa junina promovida por Lula e Dona Marisa, todos os anos, na Granja do Torto, no planalto central, do Brasil.
Apenas duas recomendações são feitas, aos convidados, pelo casal anfitrião: uso de trajes típicos juninos e nada de falar de política.
Como o clima anda pesado no Senado Federal, algumas dicas de fantasias discretas, aos parlamentares que precisam preservar o anonimato.
Vaca Louca, Bezerra Milionária, Boi na Linha, Caipira Vavá, Quentão do Torto, Pamonha Federal, Caminho da Fossa.
Apenas duas recomendações são feitas, aos convidados, pelo casal anfitrião: uso de trajes típicos juninos e nada de falar de política.
Como o clima anda pesado no Senado Federal, algumas dicas de fantasias discretas, aos parlamentares que precisam preservar o anonimato.
Vaca Louca, Bezerra Milionária, Boi na Linha, Caipira Vavá, Quentão do Torto, Pamonha Federal, Caminho da Fossa.
Da série Mistérios do Congresso - Senador visita zoológico, na folga dos funcionários
Íntegra da notinha que saiu no Correio Braziliense de hoje:
"É o bicho - O zoológico de Brasília recebeu um visitante ilustre, na segunda-feira, dia 18. Os funcionários estranharam a movimentação, por se tratar de um dia que ele teria que ficar fechado à visitação (funciona de terça-feira a domingo). Três carrões pretos, com homens engravatados e armados, escoltavam outro veículo, de chapa de bronze. Dentro dele, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que resolveu conhecer os animais num dia de pouco movimento no Congresso Nacional".
Comentário tamancal – Aí tem. O que será que está por trás disso tudo? O que chacais, raposas, cobras e lagartos teriam ainda a ensinar a figura tão experiente da nossa política? Não sei não, mas essa safra de senadores é punk mesmo, o pessoal é da pesada, veio com a corda toda.
"É o bicho - O zoológico de Brasília recebeu um visitante ilustre, na segunda-feira, dia 18. Os funcionários estranharam a movimentação, por se tratar de um dia que ele teria que ficar fechado à visitação (funciona de terça-feira a domingo). Três carrões pretos, com homens engravatados e armados, escoltavam outro veículo, de chapa de bronze. Dentro dele, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que resolveu conhecer os animais num dia de pouco movimento no Congresso Nacional".
Comentário tamancal – Aí tem. O que será que está por trás disso tudo? O que chacais, raposas, cobras e lagartos teriam ainda a ensinar a figura tão experiente da nossa política? Não sei não, mas essa safra de senadores é punk mesmo, o pessoal é da pesada, veio com a corda toda.
As jóias da família da CIA
O SOPA DE TAMANCO postou a notícia da abertura de 25 anos de malandragem da agência de arapongas daquele grande país do norte dois dias antes de o prezado tamanqueiro ler nos jornais a respeito.
Fiel à tradição de furos inconseqüentes (nosso post era sobre uma "Latin-American female" mencionada num relatório), o SOPA dá agora o línqui do relatório completo, recém-postado no site do National Security Archive.
Fiel à tradição de furos inconseqüentes (nosso post era sobre uma "Latin-American female" mencionada num relatório), o SOPA dá agora o línqui do relatório completo, recém-postado no site do National Security Archive.
JUSTIÇA SE FAÇA: O QI DOS SENADORES É ALTÍSSIMO!
Justiça se faça : o QI dos senadores é altíssimo.
O QI: Quociente de Imoralidade.
A CIÊNCIA DO PITBULL
CONFIRMADÍSSIMO CIENTIFICAMENTE: O PITBULL, CÃO HORROROSO E ASSASSINO, TEM DEZ VEZES MAIS NEURÔNIOS, MAIS INTELIGÊNCIA E MAIS SENSATEZ DO QUE UM PITBOY DA BARRA.
TV Tamanco - Furo de reportagem agropecuária
Nem os americanos conseguem disciplinar a farra do boi no Senado.
Quando serão soltos os delinqüentes de grife?
Mais uma cena da Estética da Impunidade que grassa no país. Três rábulas vestindo ternos Armani conduzem mais um delinqüente de grife que massacrou a empregada doméstica num ponto de ônibus de uma bairro de zona sul carioca. Os rábulas se esforçam para esconder o rosto do delinqüente de grife. A Estética da Impunidade faz com que surjam algumas perguntas:
1) Quem são os advogados da moça espancada pelos delinqüentes de grife? Até agora, não apareceu nenhum.
2) Por que a OAB do Rio de Janeiro não assume a causa da moça que teve o rosto destruído pelos delinqüentes de grife? Onde estão os rábulas da OAB? Só se interessam por bandidos de colarinho branco?
3) Por que o silêncio das organizações e entidades femininas e feministas do Rio de Janeiro sobre o massacre da empregada doméstica? A moça é pobre, tudo bem, mas tem uma dignidade e uma altivez (vejam como ela se comporta diante das câmeras) que as dondocas, as peruas e as feministas de boutique jamais terão.
4) E esse movimento folclórico "Rio da Paz" vai ficar caladinho, com seus lencinhos e balõezinhos?
5) E os intelectuais cariocas? Por que esse silêncio cúmplice? Jogaram a toalhinha branca para os bárbaros da nação-chacina? Respeitem, pelo menos, a memória de Antonio Calado, Nelson Rodrigues, Pellegrino, Paulo Francis.
6) E os deliqüentes de grife logo serão soltos?
7) Lembrem-se, manés cariocas, o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos começou com casos isolados, como a da senhora negra proibida de sentar nos lugares reservados aos brancos num ônibus e o dos estudantes negros que foram impedidos de estudar numa escola de brancos.
8) E esse Cristo, com sua passividade pétrea, nada faz? Mexa os bracinhos e puna esses calhordas.
Vem pra balada, Paris Hilton
OK, Paris, está de novo na rua, meu bem? Precisamos comemorar. Afinal, foram 24 dias, nem os malas presos pela PF passam tanto tempo nas grades. Vamos lá, hoje vai ter uma festinha no meu apê. Comprei umas garrafas de Havana Club. Passe por aqui e traga umas amigas pinguças. Vamos seguir o conselho daquele poeta russo que não suportou o babaca do Stálin, o Maiak: é melhor morrer de Havana Club do que de cartão de crédito (um tédio). Quanto à carteira de motorista, não se preocupe. Já providenciei uma pra você. Tem problema de ser do Rio de Janeiro? Eu te espero, Paris. Vamos brincar de "carro alegórico". A noite vai ser boa!
MEDIDA PREVENTIVA CONTRA DOENÇA INFECTO-CONTAGIOSA
OS BOMBEIROS CHEGARAM TARDE
Primeiro, apenas um cheiro de fumaça. Depois, a fumaça, propriamente dita. Em seguida, faíscas. Por fim, labaredas incontroláveis.
O estrago estava feito : um incêndio de grandes proporções transformou em cinzas minha crença no jornalismo no dia em que vi , nas redações, editores fuzilando notícias e profissionais diplomados, reconhecidos e carimbados dizendo "para mim ver", "o óculos", "a sombrancelha" e coisas parecidas.
( Mas, calma, comentarista anônimo : ainda assim, é a melhor profissão do mundo)
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
Um país onde o povo não tem coragem de ser contra o Flamengo e a Mangueira não pode ser tido na conta de um país corajoso.
Joel Silveira, datilografado por GMN
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