4 de agosto de 2007

BRASIL-CUBA : SERVIÇO DE PRONTA ENTREGA

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Os atletas cubanos que tentaram ficar no Brasil depois do Pan foram presos e serão deportados em tempo recorde.

Quem dedurou os cubanos ? Alguém perguntou a eles se eles queriam ficar no Brasil ?

O caso cheira mal. Nunca se viu tanta "eficiência" num caso de deportação.

BRASIL. VOCAÇÃO : REPUBLIQUETA

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Quem se habilita a fazer uma lista das perdas e danos provocados pela disseminação da praga politicamente correta ?
Eu me arrisco a apontar uma : a universidade - que já era uma porcaria - vai virar um lixo.
Em nome da idéia de corrigir injustiças históricas, um débil mental teve a grande idéia de eleger a cor da pele como indicativo de mérito acadêmico. Ou seja: quem se declarar preto terá prioridade sobre quem for de outra cor, na hora de tentar conquistar ua vaga na universidade.
Há um milhão de outras maneiras de tentar estancar a chamada "exclusão social". Mas os gênios escolheram a mais errada de todas.

Agora, os jornais anunciam que o governo do Estado do Rio vai garantir uma cota nas universidades para filhos de policiais mortos.
O que é que uma tragédia familiar tem a ver com mérito acadêmico?

Ah, a indomável vocação do Brasil para se perpetuar como republiqueta...

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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O mal de Deus é que ele exagera muito quando quer agradar a alguém.


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Tarde de ensaio na banda de música loca, numa cidadezinha do interior. O suarento maestro dirige-se a uma senhora, gorda e compenetrada, que parecia entendiadíssima em sons e harmonias:
-A senhora toca ?
-Só um instrumento de sopro : café quente.


Joel Silveira, datilografado por GMN

A questão separatista - caso Rio

O prefeito Cesar Maia, o Malévolo, andou falando mal dos nordestinos. Disse que os nordestinos são politicamente subdesenvolvidos e, por isso, Lula se refugiou no Nordeste depois do poema sonoro do Maracanã. É uma discussão interessante, porém secundária. A questão prioritária é o movimento separatista, que ganha fôlego na internet e em ambientes politicamente desenvolvidos, que propõe a exclusão do Estado do Rio de Janeiro do mapa territorial brasileiro. O movimento se denomina EXPULSEI. Já surgiram algumas propostas factíveis como, por exemplo, doar o Rio de Janeiro às Farc ou então anexá-lo como província ultramarina à Bolívia, um justo ressarcimento pela apropriação do Acre (onde fica?). Os excludentes defendem que a expulsão do Rio de Janeiro melhoraria a imagem externa do Brasil. Também seria compensatório o fato de se livrar das quase setecentas favelas, repletas de traficantes, degredados e abomináveis Cauês falando com sotaque de Madureira

O debate só está iniciando, e novas sugestões devem aparecer para a solução final do caso Rio de Janeiro. Enquanto não se chega a um acordo negociado no processo separatista, o prefeito Cesar Maia continua incorporando, aos poucos mas com determinação, o espírito maléfico de ACM, que Deus o tenha. CM, o Malévolo, pela postura desenxabida, certamente irá superar a malignidade do seu encosto.

Sugestões de nomes para novos movimentos cívicos

Debochei, escrachei, escrotei, sacaneie, pirei, merdei, lulei, renei, escravizei, lobbei, roubei, fudei, republiquei, relaxei, gozei, palaciei, abcei, groovei, baianei, novelei, impostei, bebei, sinistrei, calcinei, dorei, jesusei, ivetei, estelionatei, soneguei e tamanquei. Todos obviamente pelos direitos dos brasileiros.

Vade-mécum palaciano

Síndrome de Lulismo - O último a saber não sabe que é o último.

3 de agosto de 2007

O COMEÇO É 500

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Transparência: o Sopa de Tamanco, blog cem por cento pobre, despregado, independente, sem qualquer vinculação com os grandes portais, atravessa outra semana mantendo a média de 500 visitas por dia. Há belos blogs que existem para receber dez visitas diárias. Ou menos. Por que não ? A graça da galáxia blogueira é esta: as platéias se dividem em milhares, milhões de pequenas constelações.

"Vista em perspectiva", a marca de 500 é uma multidão incalculável.

Segunda: 535 visitas
Terça : 511
Quarta: 555
Quinta : 559
Sexta : 511 ( parcial)

O Sopa de Tamanco agradece a atenção dispensada.

E promete barulho.




A TRILHA SONORA DAS LABAREDAS

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É pule de dez : tenho certeza de que, assim que alguém pisa no inferno, a primeira coisa que ouve é aquela música "quero a risada mais gostosa" etc.etc, cantada por Ivan Lins. Sentado num trono, todo vestido de vermelho, com um tridente na mão e um caixa de enxofre na outra, o Lúcifer ri a bandeiras despregadas. Uma TV, ligada no salão ao lado, irradia durante todo o tempo a frase "essa galerinha vai aprontar todas!". Uma diabo júnior fica repetindo em voz alta os textos de uma reportagem de revista de celebridade sobre um ganhador do Big Brother. O sistema de alto falantes propaga um anúncio engraçadinho de cerveja. A voz de um senador mentindo sobre falcatruas agrava a cacofonia. Ouve-se, claro e nítido, Roberto Carlos cantando aquele primeiro verso de "Emoções". Os sons se misturam todos, em meio a labaredas vermelhíssimas.

Tive esse pressentimento : o inferno deve ser assim.

Quando eu chegar lá, mando notícias confirmando.






SOMOS TODOS VÍTIMAS DA SÍNDROME DE WOODY ALLEN

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O exercício do jornalismo uma vez me deu a chance de gravar uma longa entrevista exclusiva com Woody Allen, na suíte de um hotel de frente para o Hyde Park, em Londres. Eu me lembro especialmente de uma declaração. Lá pelas tantas, ele disse que, assim que terminava um filme, começava imediatamente a fazer outro, porque, se não fosse assim, passaria a olhar obsessivamente para uma nuvem escura que flutua à altura de nossos ombros e nos acompanha por toda parte: a morte. Em outras palavras, ele dizia que os filmes podem até ser dispensáveis, mas precisam ser feitos, porque impedem que os olhos passem o tempo todo fixados na tal nuvem escura.

Tenho esta sensação quando entro numa livraria. Noventa e sete por cento dos livros são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os autores precisam escrevê-los. Noventa e oito por cento dos filmes são dispensáveis.O mundo existiria sem eles. Mas os diretores precisam fazê-los. Noventa e nove por cento dos blogs são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os blogueiros precisam abastecê-los.

Somos todos vítimas da Síndrome de Woody Allen.

Ainda bem.

VALORES

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— Eles é rico, mas é limpinho, mãe. A sinhora tem preconceitcho só porque eles mora no condomínio fechado!
— Webson Cleiterson, meu fio, esse povo é tudo mal-educado, vive poluino as rua com os carrão de luxo deles, jogano lixo pela janela dos automórve, dano propina pra guarda de trânsio, furano fila em cinema de shopscente, falano alto em celulá com câmara de vídeo...
— O Daniel, o Pedro e o Marcão num é assim não, mãe. A sinhora pricisa de vê.
— Tu num vê jornal, Webson Cleiterson? Isso é um povo preguiçoso, que num gosta de trabaiá. O pai arruma uma vaga pra eles no emprego públio ou numa empresa e eles faz a vida embolsano propina, menino. Num paga imposto, num assina a carteira dos empregado, manda dinheiro ilício pras Oropa...
— Que é isso, mãe! Tomem tem rico honesto!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)

LÓGICA PARA PARLAMENTARES

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— Agora, o senhor me diga: um pedreiro leva um dia para construir uma parede de dois metros. Sabendo que ele começou o trabalho na primeira semana de dezembro, se ele quiser construir uma parede de dez metros, quando ele a terminará?
— Na mesma semana, professor!
— Deixa de ser beócio! Alguém sabe a resposta? Vá em frente, seu Romero.
— Essa é fácil, professor: na quarta semana de dezembro. Uma semana tem dois dias, logo, em três semanas ele terá terminado a obra.
— Não. Está errado. O senhor não está esquecendo alguma coisa?
— Putz! Como eu sou desatento, professor! Desculpe: na primeira semana de março. Esqueci de calcular os meses de recesso!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)

Mami, quando eu crescer quero ser bandeirinha

O juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho sustenta que o ludopédio é "jogo viril, varonil, não homossexual".

Esportes coletivos, segundo a Assessoria Jurídica do SDT, constituem o último bastião do homoerotismo. O que é o alegado prazer que futebolistas sentem quando metem 'a bola entre as pernas' do adversário? Pelas coxas de Charles Miller, onde os viris varonis pensam que estão?

Jornalistas do ramo sentem náusea quando precisam cobrir atletas femininas.

No caso específico do nosso querido Brasil, o ludopédio se tornou esporte de maricas. Os viris e varonis baladeiros da seleção brasileira jamais teriam a coragem de jogar em times mistos.

Posto que, entre outras conseqüências, sentir-se-iam inibidos a cada possibilidade de encenar, no melhor estilo Cacilda, as hiperbólicas dores de Fernando Pessoa.

Também a presença de jogadoras castraria todo o troca-troca passivo-agressivo de quem não teve cojones de abraçar o boxe ou o vale-tudo.

Contratempos da offshore do sexo

Está na 'Folha' que uma subprefeitura de São Paulo vai fechar a luxuosa casa de tolerância Bahamas, do devasso Oscar Cestinha Maroni Filho, cujo motel perturba o pessoal em Congonhas.

Pensamento da semana: só mesmo em São Paulo um hangar atrapalha um aeroporto.

Grandes falas presidenciais - Animal Planet

"O LULA É O MELHOR AMIGO DO CACHORRO."

Luiz Inácio Uiva da Silva
"AQUELES [PESSIMISTAS] DE PLANTÃO FICAM DIZENDO: QUEM NASCEU PRIMEIRO, O LULA OU A GALINHA?"
Luiz Galinácio Lula da Silva

SHAKESPEARE E A AXÉ MUSIC

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Já dizia aquele guardador de cavalos renascentista: “A vida é uma história contada por um tolo. Cheia de som e fúria. Nada significando.” Frase esta que demonstra a grande capacidade que tinha o sujeito de antever o futuro. Afinal, nasceu muito antes do surgimento da axé music.
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Quanto a mim, infelizmente não tive a mesma sorte. E digo a vocês, nobres companheiros, que agüentaria de bom grado pragas de menor teor destrutivo, como a Peste Negra, e viveria tranqüilo sem água encanada, luz, telefone e até mesmo sem aquela que é a maior invenção do engenho humano — a ducha de sanitário —, se me fosse dado passar toda a minha vida sem ouvir um refrão com mais de três vogais em seqüência.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ax-music.html)

Provocações tamanqueiras ou: não é a cara do Bono Vox?

Do livro para a vida

A história do soldado brasileiro que tropeçou num fio de alta tensão e morreu me lembra uma historinha do clássico Guerra e Paz. Rostov, menino nascido em berço de ouro, coisa e tal, vai pra frente de batalha. No meio do pega-pra-capar, cai do cavalo e machuca a mão. Na hora de ver o saldão da peleja, os soldados que o encontram ferido acabam por perguntar o que aconteceu, coisa e tal. Rostov, num arroubo de honradez, diz que se feriu ao enfrentar, corpo a corpo, o inimigo. E foi assim que a Rússia ganhou um de seus heróis.

Parece fora de propósito, não. É que me ocorreu.

EMENDA CONSTITUCIONAL 2.156.889.637.273/07: PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA

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A partir desta data, fica estabelecido que todo brasileiro, sem distinção de classe, raça, cor ou religião, tem o direito inalienável de comer o mesmo número de mulheres que o Chico Buarque come. Revogam-se as disposições em contrário.
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(Para apoiar a proposta de emenda constitucional, lançada com exclusividade pelo SDT, deixe o nome na caixa de comentários, por favor. Precisamos de um milhão de assinaturas para enviá-la ao Congresso.)

ESCREVER EM BLOG OU FAZER BAMBOLÊ NO FUNDO DA PISCINA ?

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O site da BBC Brasil informa:

"Novo recordista de pula-pula aquático:
O novaiorquino Ashrita Furman marcou dois novos recordes aquáticos: o de pula-pula e o de bambolê debaixo d'água. Ele percorreu o equivalente a cerca de 512 metros no fundo da piscina com o pula-pula e rebolou com o aro durante 2 minutos e 38 segundos"

Um vídeo com o feito do sr. Furman pode ser visto no site http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Passar 2 minutos e 38 segundos fazendo bambolê no fundo de uma piscina.
Só uma coisa pode ser mais inútil: escrever para blogs.

Mas todos escrevem.

E o senhor Furman rebola.

O show não pode parar.


CANSEI DE MÁS INFLUÊNCIAS

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— Onde é que tu tava, Webson Cleiterson?
— Eu... Ah, eu tava brincano no lixão aqui perto, mãe.
— Mentira, Webson Cleiterson! Cê tava era metido cum aqueles menino do asfalto de novo!
— Tava não, mãe, eu num saí da favela, eu juro!
— Saiu, sim, olha aí: chega mai perto. Isso. Agora sopra. Urgh! Tô sentino daqui esse teu bafo de camarão e lagosta! Tá cheirano a perfume francês!
— Não, mãe! É colônia!
— Colônia nada! Isso é perfume francês! E esse tênis da Nique?
— É falsificado, mãe...
— Falsificado! Hum! É legítio! Tu já pegou a mania do povo do asfalto de deixá até de comê pro mode comprá coisa da moda... Ai, meu Deuse, quantas vez já te disse pra tu que essa gente do asfalto num presta, Webson Cleiterson! Todo dia aparece nos jornal, menino! Essa gente vive metida em robo, assartando o gunverno! É uma corrupção que num acaba mai!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)

Com todo o respeito ao amigo Geneton mas...

... belo disco, em se tratando de John Lennon, não é um oximoro?

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA NORMATIVA

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No princípio era o verbo. E Deus disse:
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— Faça-se a análise sintática!
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Então surgiram o sujeito, o predicado nominal, o adjunto adverbial e o zero na média de Português. E Deus fez uma coordenada assindética e achou bom. Mas, como não havia ninguém para usar aquelas maravilhas, Deus criou o aparelho fonador e, em torno dele, o homem. E o homem agradeceu e disse:
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— Muitcho obrigado, Incelência!
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E Deus não achou nada bom. Irritado, fez o raio com o único intuito de lançar na cabeça do homem, que gritou:
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— É relâmpio!
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E Deus ficou verdadeiramente puto e, jogando o raio, disse:
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— Fala direito, ignorante!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-da.html)

PERGUNTA FEITA AOS CÉUS

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A Second Life continua solta ?

PAI, POR ALLEN GINSBERG

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O Sopa de Tamanco atende a pedidos vindos de todas as partes desta sala: repete o post com o poeta Allen Ginsberg, um dos papas da geração beat. O poema é "Father Death Blues". Ginsberg escreveu a bordo de um avião, a caminho do enterro do pai. Depois, musicou. É melhor ouvir Ginsberg recitando "Father Death Blues" do que assistir a comerciais da Casa & Vídeo sobre o dia dos pais.


Hey Father Death, I'm flying home
Hey poor man, you're all alone
Hey old daddy, I know where I'm going

Father Death, Don't cry any more
Mama's there, underneath the floor
Brother Death, please mind the store

Old Aunty Death Don't hide your bones
Old Uncle Death I hear your groans
O Sister Death how sweet your moans

O Children Deaths go breathe your breaths
Sobbing breasts'll ease your Deaths
Pain is gone, tears take the rest

Genius Death your art is done
Lover Death your body's gone
Father Death I'm coming home

Guru Death your words are true
Teacher Death I do thank you
For inspiring me to sing this Blues

Buddha Death, I wake with you
Dharma Death, your mind is new
Sangha Death, we'll work it through

Suffering is what was born
Ignorance made me forlorn
Tearful truths I cannot scorn

Father Breath once more farewell
Birth you gave was no thing ill
My heart is still, as time will tell.



Aqui, Ginsberg apresenta uma versão cantada do poema, meses antes de morrer. Como diz um dos versos "hey, poor man / you are all alone...." ( vale a pena ouvir) :

MÃE, POR JOHN LENNON

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Saudosistas de John Lennon, correi. Acaba de sair um belo disco : "Make Some Noise".
É uma daquelas coletâneas benemerentes mas vale a viagem : artistas regravaram as melhores canções de John Lennon,num álbum duplo lançado pela Anistia Internacional em prol das vítimas da carnificina de Darfur, no Sudão.

Duas regravações : "Mother" - talvez a melhor música de JL - e "Real Love". Em "Mother", John Lennon resume em duas linhas toda a história da psicanálise: "Mother,don´t go/ Daddy,come home" ("Mãe, não vá embora/ Pai, venha para casa"). A mãe de Lennon, como se sabe, morreu atropelada por um policial bêbado.O pai sumiu. Só reapareceu quando o filho já era famoso.

A letra de "Mother":

"Mother, you had me but I never had you,
I wanted you but you didn't want me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Farther, you left me but I never left you,
I needed you but you didn't need me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Children, don't do what I have done,
I couldn't walk and I tried to run,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home".


aqui, a recém-lançada versão de "Mother" do disco duplo "Make Some Noise":

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Não entendo quando leio nas colunas sociais referência à "mocidade" da badalada flor do nosso soçaite - uma senhora de 37 anos.

Quando eu tinha 37 anos já era velhíssimo.

Joel Silveira, datilografado por GMN

MATEMÁTICA BRASILEIRA

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— Seu Aristides, vamos tentar mais uma vez: em determinado país, a velocidade máxima no trânsito é de 80 km/h e a multa por excesso de velocidade é de R$ 100 por cada km/h excedido. Se um sujeito está correndo a 100 km/h, quanto ele gastará pela infração, aproximadamente?
— Bom, se ele excedeu 20 km/h, vai pagar R$ 2 mil, claro.
— Pacóvio! Basbaque! Abobado! Como é difícil ensinar matemática prum quadrúpede! Seu Epaminondas, responda. Faça a gentileza.
— Ora, professor, num país onde a multa é de R$ 100 por quilômetro excedido, aplicando-se o Teorema de Jefferson, sabe-se que a propina pro guarda custará cerca de R$ 10. Logo, o sujeito gastará aproximadamente R$ 200.
— Tá vendo aí, seu Aristides? Basta um pouco de esforço. O senhor é uma vergonha, um inútil. Aprenda enquanto é tempo. Caso contrário, não vai passar de um trabalhador assalariado e honesto na vida.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)

2 de agosto de 2007

INTELECTUAL BRASILEIRO SABE FAZER BARULHO E SILÊNCIO. PENA QUE SEMPRE NA HORA ERRADA

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Do blog de Antonio Fernando Borges:


"Enquanto a mídia perde (ou ganha?) tempo se preocupando com bagatelas e nonadas, prefere fazer silêncio a respeito de acontecimentos editoriais efetivamente relevantes.
Entre eles, destaque total para o lançamento de uma edição brasileira de
La trahison des clercs (A traição dos intelectuais), do filósofo francês Julien Benda (1867-1956). Lançado em 1927, o livro é um libelo imprescindível contra a adesão dos intelectuais às paixões políticas, em detrimento de seus verdadeiros compromissos com os valores superiores - como a verdade, a razão e a justiça.
Confiram a data original: o livro chega ao Brasil nada menos do que com 50 anos de atraso. Mesmo assim, não poderia ser mais oportuno e atual. Um instrumento de reflexão do calibre de um La rebelión de las masas, de Ortega y Gasset, que teve melhor sorte entre nós. Ponto para a novíssima editora paulista Peixoto Neto, que tomou para si a empreitada.
Lidos em conjunto, Ortega e Benda ajudam a compreender por que nossos intelectuais fazem algazarra por nada, enquanto sintomaticamente silenciam diante do essencial"



(aqui: http://www.antoniofernandoborges.com/)

DAS BELEZAS DO ORIENTE

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Ali dentro, para nossa surpresa, nos deparamos com um salão lindamente ornamentado com motivos orientais. As paredes, por exemplo, faziam uma delicada alusão a um terremoto japonês e os móveis seguiam o estilo “Bagdá pós-intervenção americana”. Já os cuspes e pontas de cigarro, calculadamente espalhados pelo chão, reproduziam com capricho o arquipélago indonésio. Enquanto as baratas, em seu movimento harmônico, faziam lembrar a secular comunhão entre animais e hindus.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/confisses-sexuais-de-uma-besta-quadrada_20.html)

Aquele rio era como um cão sem plumas

Do G1:

Crise nos aeroportos
Lula compara setor aéreo a cachorro com muitos donos
. CPI convoca pessoa errada

Um cachorro com muitos donos é um cachorro errante. Uma CPI que convoca a pessoa errada é uma CPI errante. Logo...

Cansei e cansamos de Jesus

Como se não bastasse a insuportável Ivete Sangalo, o país é obrigado a conviver com o axé-bíblico Jesus Sangalo, empresário e irmão da insuportável Ivete Sangalo. O tal Jesus é um dos articuladores do movimento cívico-milionário paulista Cansei. O Jesus não-axé prometeu levar Dimas, o bom ladrão, para o paraíso, e o Jesus axé-bíblico pretende levar quem para o paraíso? Todos os integrantes do movimento Cansei já estão no paraíso há muito tempo, como se sabe. Paraíso financeiro e fiscal.

Fiscal? Um dos slogans do Cansei é Cansei de pagar tanto imposto. Será que a indignação do Jesus axé-bíblico tem relação com os impostos pagos ou a serem pagos pela mana Ivete, daí a demonstração de cansaço baiano? É compreensível. Até o Jesus não-axé não era simpático à idéia de recolhimento de impostos. Ivete cobrando seiscentos mil por show, e tem otário que paga, quanto o leãozinho de Lula leva para os cofres do tesouro? Jesus está cansado dos impostos de Ivete. Já o país é obrigado a tolerar Ivete e agora o axé-bíblico Jesus. Isso sem falar no Jesus não-axé. Jesus, se manca, o gueto mandou avisar.

INTELECTUAL DO SEXO

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— Aí eu tiro meu sutiã...
— E aí, e aí?
— Aí eu tiro minha calcinha...
— Uhm... E aí?... E aí?...
— Aí eu boto meu pinto pra fora...
— Quê???
— Aí eu boto meu pinto pra fora e...
— Pinto? Que história de pinto é essa? Eu liguei pra transar com uma mulher!
— Que preconceito, seu bobo, o amor é livre!
— O amor pode até ser, minha senhora, mas sexo é pago! E eu tô pagando caro, não quero saber de pinto nenhum. Ou a senhora desenvolve um clitóris nos próximos segundos ou eu...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/telessexo.html)

FUTEBOL É CULTURA

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— Muito bem, Roberto, estamos aqui com Edicleyson, o nome do jogo, que fez três gols nessa partida de hoje, inclusive um de bicicleta. E aí, Edicleyson, tava inspirado, hein? E então, você credita essa vitória ao individualismo de influência protestante, ou seja, à crença nas possibilidades do sujeito em sua luta pela superação dos limites individuais, ou tem uma abordagem mais marxista, partindo do pressuposto de que o meio atuou materialmente para a sua performance?
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(assoando o nariz) Bom, Carlos, cê sabe que o futebol é uma caixinha de surpresa, né? E o professor pediu que nós caísse mais pra esquerda, mas não tanto que atingisse o extremismo maoísta e nem tão pouco que chegasse ao posicionamento social-democrata, e... De modos que a gente conseguimos encontrar os espaço vazio e... concruímos. E... Não tô acostumado a jogar por ali, e... Mas os fim justifica os meio, como diria Maquiavel no belo “O Príncipe”.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/muito-bem-roberto-estamos-aqui-com.html)

Da série Os Piores Trabalhos do Mundo

Inseminador de porcos? Nada disso. Ombudsman da Folha. Só de pensar que o cara tem que ler o jornal inteiro, linha por linha, todos os dias.... Arght!

Vocês viram...

... a autora badalada que disse que o homem cordial não existe e que tudo não passa de uma justificativa para o racismo?

A mulher ouviu o galo cantar não sabe aonda e saiu por aí cacarejando também.

É o que eu sempre digo: se os melhores são assim, imagine os piores.

E a escritora badalada em questão é, sim, uma das melhoras.

Mas também é aquela coisa: repara na companhia da rapariga...

Drummond

Eu não sei quanto a vocês, mas eu não confio em poetas que passarão a eternidade (quanto dura a eternidade do bronze?) dando as costas para o mar.

(O restante do texto você lê aqui).

ESCOLINHA DO PROFESSOR LALAU

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— Muito bem, seu Aristides, resolva o seguinte problema. O senhor quer construir uma repartição pública de 80 metros quadrados. Um milheiro de tijolo custa R$100. Por quanto o senhor construirá a repartição, sabendo que em um metro quadrado cabem cem tijolos?
— Por R$ 800, professor.
— Errado. Seu Dagoberto, o senhor sabe a reposta?
— Sei, professor. Por R$ 4 mil.
— Muito bem. Como o senhor chegou a esse número?
— Ora, o milheiro de tijolo custa R$ 100. Segundo as premissas da Primeira Lei de Nicolau, temos que, numa licitação, ele passará a custar R$ 1 mil. Descontados os meus dez por cento, R$ 800. Cada metro quadrado custará, portanto, R$ 80. Oitenta vezes 50 dá 4 mil.

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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)

Luz, mais luz!

Do escritório ViverCidades, fundado por Luiz Paulo Wolfgang von Conde:

"A idéia de um planejamento total, global, é uma idéia esgotada. Não acho aceitável o domínio, o controle total sobre a cidade. Pertenço ao grupo daqueles que preferem agir por partes, atuando na conjuntura, nos elementos menores, em intervenções que repercutam na estrutura. É claro que este posicionamento se apóia no entendimento das diferentes escalas e da necessidade de diretrizes gerais."

PERGUNTA FEITA AOS CÉUS

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Fábio Júnior, aquele cantor que gosta de tirar foto descalço e com um copo de uísque na mão, continua solto ?

IMPERDÍVEL !

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Pensei que era alucinação, mas vi, escrito com toda clareza, em "letras garrafais", num muro da cidade, o anúncio de um show que reunirá as Paquitas, Gretchen e Sérgio Mallandro (com dois "l").

Olhei para o planeta circundante. Perguntei aos céus: quem é dono desta joça ? Para quem eu devo mandar um ofício cancelando minha certidão de nascimento ?

Enfim, notícia da boa

02/08/2007 - 09h54
Ex de Renan decide posar nua, informa Mônica Bergamo

Notícia boa para homens hetero ou bi e mulheres lésbicas ou bi, bem entendido.
O SDT é contra a generalização machista e contra a alienação, donde que a notícia é boa também para consumidores de notícias: até então, a srta. Mônica Veloso era o verdadeiro 'Dossiê Ignorado'.

Nunca neste país a verdade terá sido tão nua e crua.

TV Tamanco - O que Lula ainda não fez I

TV Tamanco - O que Lula ainda não fez II

I`m so tired

Luana Piovani, escute a velha canção dos Beatles. Cansei de mentirinha, mas como os idiotas que levam a mão direita ao peito esquerdo, não desisto nunca. Vamos brincar de United Fruit. Vamos conhecer as plantações de Pacovan.

"O BRASIL É UMA REPÚBLICA FEDERATIVA CHEIA DE ÁRVORES E DE GENTE DIZENDO ADEUS" ( OSWALD DE ANDRADE)

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Se o Brasil fosse freguês de analista e chegasse a um consultório todo pimpão em busca de um diagnóstico, sairia de lá com um pedaço de papel em que estaria escrito: "Maníaco-Depressivo".

É improvável que exista na cartografia mundial o registro de um país que passe com tanta frequência e com tanta facilidade da euforia à depressão.

Em um momento, esta "república federativa cheia de árvores e de gente dizendo adeus" vai ser o farol que iluminará o Atlântico Sul com raios de originalidade, vitalidade, grandeza, como se fosse um filme épico.

Quarenta e cinco segundos depois, o país é uma republiqueta desqualificada,
um grande equívoco histórico, o refúgio de uma elite branca incurável, um enorme aglomerado de ineficiências, frustrações e promessas adiadas, como se fosse um filme B dirigido por incompetentes e estrelado por canastrões.

Depois de quarenta e cinco segundos de hesitação, cravo a coluna do meio, o que só reforça, em minhas florestas interiores, a impressão de que vivemos todos numa enorme gangorra verde-amarela.

Queremos o clássico histórico.

A União, os Estados e os municípios pagaram no primeiro semestre quase 80 bilhões de reais em juros. Dinheiro suficiente para recuperar praticamente toda a infra-estrutura do país. Se contar com os juros pagos por pessoas jurídicas e físicas, os 80 devem dobrar. Como os contratos têm juros prefixados, os governos vão continuar pagando juros altíssimos, independente da queda da Selic. Contrato não se rompe, alega-se. O presidente Lula tem razão: nunca os ricos ganharam tanto dinheiro no Brasil.

Lêem-se, nos últimos dias, colunas e análises tentando entender o movimento Cansei dos biliardários paulistas. O próprio governo, pela fala de Lula, demostra uma certa perplexidade com a mobilização. Basta conferir os números dos juros pagos(Folha, ontem) e se compreende sem dificuldade o Cansei. Diante da constante incompetência administrativa do governo federal, os ricos paulistas querem mudar para que tudo permaneça como está. Temem que, num descontrole da aparente tranqüilidade, surja um aventureiro (quem se habilitaria?) no estilo Collor ou do velho Lula do ABC e decida acabar, entre outras, com a orgia surfistinha dos juros e da ciranda de aplicações etc. Uma cópia de Chávez. Faz sentido, já que o Lula colaboracionista dos banqueiros não é de fácil replicação. É o mesmo sentimento que move a CUT e outros sindicatos poderosos, com o Cansamos. Querem permanecer parasitários no governo, se possível evoluindo o aparelhamento planejado por José Dirceu. Querem mudar para tudo permanecer como está.

Com a ameaça do presidente Lula de colocar o povo na rua para defender a democracia(?), é possível que os milionários voltem à toca e trabalhem na surdina, sempre em busca de um novo Lula. Frei Betto poderia ajudar, já se disse. Como a alegria dos velhos palhaços, na frase sábia de Joel Silveira, é ver o circo pegar fogo, não seria desinteressante se o Lula companheiro dos banqueiros e agiotas recuperasse, numa metamorfose, a identidade e a ideologia do Lula metalúrgico. Elite versus elite não tem graça. O clássico histórico é povo contra elite. Pena que Zé Dirceu esteja mais interessado em consolidar seu escritório de lobby. Daria um excelente capitão do time, na nova fase do campeonato. Sai daí, Dirceu.

SÓ PAÍSES INSEGUROS E NARCISISTAS VIVEM EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE NACIONAL. E NARCISISMO É SEMPRE UMA AGRESSÃO AO PRÓXIMO. PALAVRA DE HISTORIADOR

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De uma entrevista com o historiador Evaldo Cabral de Melo:

GMN - O senhor diz que a busca permanente por uma identidade nacional é uma característica de "países inseguros". A busca por uma identidade não seria, pelo contrário, um sinal de vitalidade ?

ECM - Pode ser um sinal de vitalidade, mas este detalhe não exclui o fato de que normalmente os países não se perguntam por suas identidades ! Os países vivem suas vidas sem perguntar e sem levantar este problema !. A tendência a proclamar a identidade em face do mundo, como ocorre hoje com o Brasil, me soa como uma espécie de narcisismo coletivo que acho desagradável, como todo tipo de narcisismo. Todo tipo de narcisismo ,individual ou coletivo, é uma agressão em relação ao próximo. A mania de ficar lançando aos olhos da humanidade a nossa grande originalidade nacional me parece uma coisa de gosto duvidoso".

GMN -...Mas a busca por uma identidade nacional gerou obras fundamentais, como Casa Grande & Senzala; livros importantes, como "Teoria do Brasil" - de Darcy Ribeiro - e até movimentos culturais, como o Manifesto Antropofágico, por exemplo. O senhor nega o valor dessas obras ?ECM - Claro que não nego o valor dessas obras, essenciais para a cultura brasileira no século vinte. O que estou dizendo apenas é que elas correspondem a uma receita cultural que, como toda receita cultural, se esgota ao longo do tempo, como as escolas literárias ou escolas de pintura se esgotam. Toda essa preocupação com a identidade na cultura brasileira já vem dando evidentes sinais de cansaço. Já não produz hoje os livros que produziu há cinqüenta, sessenta anos. Pelo contrário : nota-se um declínio pronunciado na qualidade dos livros. Porque não há como falar indefinidamente de um assunto que, por natureza, é esgotável".

(aqui, a entrevista completa:http://www.geneton.com.br/archives/000120.html)

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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Ninguém tem o direito de proclamar-se velho se ainda não começou a resmungar.


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Nunca esqueci aquele final de Caetés - de Graciliano Ramos:
"Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morremlogo, ídolos que depois derrubo : uma estrela no céu, algumas mulheres na terra".

Bonito de arrepiar.


Joel Silveira, datilografado por GMN

1 de agosto de 2007

NA CAMA COM POLÍTICOS

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— A gente transa há trinta anos sem esse maldito ponto G. Pra que procurar isso agora, meu Deus? Tuas esquisitices tão demais, Astolfo! Já não basta semana passada ter mostrado a bunda pra velhinha do 41, no elevador?
— Ela mereceu.
— Mereceu por quê? Só porque ela votou no Serra?
— No Serra e no Maluf. Se fosse só no Serra, eu tinha dado uma banana.
— A velha quase morre, Astolfo!
— Não sei por quê. Se votou no Maluf, não devia se espantar com buracos. Isso, agora vem mais pra cá...

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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ponto-g.html)

A "MÁQUINA DE FAZER LIVROS" NA HORA JÁ EXISTE!

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Os tamanqueiros que frequentam este blog haverão de se lembrar: faz poucas semanas, o Sopa de Tamanco registrou a previsão de uma revista inglesa, a Prospect, sobre o futuro do livro. Em pouco tempo, o leitor chegaria à livraria, escolheria o título numa lista e apertaria um botão. Uma máquina imprimiria na hora um exemplar - com acabamento igual ao de qualquer outro livro.

Assim, diziam os profetas, os custos serão barateados: não haveria transporte, estocagem etc.etc. O melhor: não haveria encalhes. O livro é impresso "a pedido".

Demorou pouco para que a previsão se realizasse.

Hoje, primeiro de agosto, o site Blue Bus noticia que a tal máquina já começou a funcionar, na Biblioteca Pública de Nova York.

Nunca vi uma previsão se realizar em tão pouco tempo.

(Quer ver uma imagem da máquina? É só clicar: http://www.bluebus.com.br/show.php?)p=2&id=78415)

Das tradições clássicas - Cordel

Rolando na rede:

ACM no outro mundo
Miguezim de Princesa
(Codinome de um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal).

I
Numa sessão em Angola,
O meu amigo Raimundo
Recebeu alma penada
Que num contar bem profundo
Narrou a fundo a chegada
De ACM no outro mundo.
II
Todo vestido de branco,
Pois já tinha trocado o terno,
ACM se postou
Na entrada do inferno
Para onde foi direto
A mando do Pai Eterno.
III
Carregando água de cheiro,
Viu-se um cordão de baianas
Esperando o grande líder
Numa comitiva bacana
Com mais de 100 deputados
E um cão comendo bananas.
IV
Apareceu Lúcifer:
Com um chicote na mão
E a cara muito amarrada,
Foi logo dizendo, então,
Que entre o babalaô,
Hoje tem reunião.
V
Duma grande mesa de ferro
Já foram se aproximando.
Na cabeceira da mesa,
ACM foi sentando;
Lúcifer deu um pinote
E começou protestando:
VI
- Aqui, quem manda sou eu,
Eu sou o rei da folia!
Pra comer acarajé
Tem de pedir à minha tia.
Já falei pra Juraci
Que aqui não é a Bahia!
VII
ACM não falou
Durante a reunião,
Fingiu concordar com tudo
Que viu na resolução,
Disse: "Tou com Lúcifer,
Vou apertar sua mão".
VIII
Junto com seis senadores
Começou a passear,
A cumprimentar o povo
Que encontrou no lugar,
Nas esquinas do Inferno
Desandou a discursar.
IX
Lúcifer tava dormindo,
Acordou de supetão,
Pela brecha da janela
Viu muita aglomeração
E ao redor de ACM
Toda espécie de cão.
X
"O Inferno está sem graça";
"Queremos animação";
"Lúcifer é um moleza,
Não rouba nem tem ação"
- assim pediam nas faixas
Do diabo a deposição.
XI
Lúcifer inda propôs
Dois turnos de eleição,
ACM fincou pé
Que não aceitava, não,
Pois a vontade do povo
Pedia deposição.
XII
Lúcifer sai correndo,
Pulou um grande portão,
Encontrou do outro lado
Seu amigo Lampião.
Disse: "O homem tá com a gota,
Quer fazer revolução!"
XIII
- A hora é de resistir –
Exclamou Chico Pinguelo.
- Vamos botar pra feder –
Animou-se João Tranguelo.
- ACM hoje vai ver
Como se come farelo!
XIV
Aí, começou uma guerra
(Cacete de cão com cão):
A turma de ACM
Deitou abaixo o portão,
Tinha até uma quitandeira
Com uma vassoura na mão.
XV
No exército de ACM
Se viam até generais;
Lúcifer tinha cangaceiros
Que não acabavam mais
Pra defender o portão,
Reduto de Satanás.
XVI
O grande Lucas da Feira
Se agarrou com Pinochet,
Arrancou o seu bigode
Com uma agulha de crochê,
Deu uma facada em Videla,
Botou Médici pra correr.
XVII
O Cão-Coxo de um pinote
Uma tora de pau pegou,
Zuniu a tora no vento
Chega a direção mudou,
Meteu em Garrastazu,
A tora pegou no sul
Que o norte sentiu a dor.
XVIII
ACM quase morre
Na volta de Cão-Ligeiro,
Escapou manco de uma perna
Por dentro do marmeleiro,
Escoltado por uma diaba
Com um pau de bater tempero.
XIX
Corisco acertou um tiro
No general Golbery;
Castelo Branco, com medo,
Começou fazer xixi;
Lampião disse só falta
Do nosso lado Waldir.
XX
Apareceu Costa e Silva,
Sem saber por quem lutava;
Ernesto Geisel num canto
Com Figueiredo falava,
Enquanto o Cabeça Branca
Na capoeira escapava.
XXI
Se mandou em retirada,
Pegou o caminho do Céu,
Deu um esbregue em São Pedro,
Uma bicuda em São Miguel
E ainda pirraçou
O arcanjo Gabriel.
XXII
Na porta do paraíso
Quando ACM chegou,
Ofegante e agitado,
A santidade esnobou
E disse para São Pedro:
- Não falo com assessor
XXIII
Mandaram chamar Jesus
(Quem chamou foi São Tomé),
ACM se exaltou,
Fez o maior rapapé:
- Eu só falo é com o pai dele,
Daqui não arredo pé!
XXIV
Jesus Cristo então pediu
O parecer de Maria.
Ela pensou direitinho
Enquanto o Inferno ardia:
- Se o Inferno não agüenta,
Se aqui ele não entra,
Só voltando pra Bahia.

O DEUS CAETANO

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E Caetano criou a fauna e a flora: um leãozinho, uma camaleoa, uma vaca de divinas tetas, o capim rosa-chá e, sob a influência de Gil, um abacateiro. E Caetano achou odara. Mas o diabo não:
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— Coisa insossa! O homem vai viver nesse paraíso sem se perturbar? Não! Vamo fazer trios elétricos e inventar a axé music, pô! Todo o mundo tem que sofrer um pouco!
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Mas logo o diabo se calou, porque viu ACM e sai correndo com medo. E ACM disse:
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— Faça-se o Estado! E as empreiteiras. E os cargos comissionados. E o homem. E que o homem tenha o sobrenome Magalhães e cresça e se reproduza e acumule com meus apadrinhados todas as funções públicas.
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E assim foi. Mas, como o primeiro baiano estivesse se sentindo muito só, Caetano achou por bem lhe dar uma companhia. E de sua costela fez um outro homem. E Caetano achou lindo. E Luiz Mott também.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)

MORAL? NO BRASIL?

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Como adepto da escola espartana, meu pai até hoje deve se arrepender de não ter seguido comigo o uso dos lacedemônios quando do nascimento de uma criança com problemas mentais — o que era evidentemente o meu caso.
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Já minha mãe pertencia à escola ateniense, da linhagem de Diógenes, e ficava a seu encargo o ensino da filosofia moral. Moral, explico aos mais jovens, foi algo que existiu certa vez no Brasil, fez algum sucesso momentâneo e depois caiu em desuso.
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(Aqui, o texto inteiro: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/sobre-meninos-e-jumentos.html)

Calma, que isto é apenas um link

Novamente o YouTube recebe a fúria das celebridades trêfegas. Clip da então Xuxa e do então menino de 'Amor, estranho amor' reapareceu ali.

O povo jurídico devia atentar para o fato de que o YouTube NÃO é o único site de propagação de vídeos. Existem zilhões de outros.

Como o Metacafe.com.

Ele não é Lula, mas também entende de rua

Do príncipe Elton John-John, conforme pescado no 'Clarín':

El cantante británico acusa a la Web de destruir la industria musical y las relaciones interpersonales.

"Salgamos a las calles, marchemos y hagamos protestas, en lugar de sentarnos en casa y meternos en los blogs", dijo.

Llamó a suspender el servicio durante cinco años.

Expert instantâneo - Furnas

'UM SHOW AO VIVO É EXCITANTE POR CAUSA DE TODA ELETRICIDADE QUE É GERADA NA MULTIDÃO E NO PALCO.'

Luiz Presley Conde
'O QUE É UMA ALMA? É FEITO ELETRICIDADE - A GENTE NÃO SABE MESMO O QUE É, MAS É UMA FORÇA QUE PODE ILUMINAR UM CÔMODO.'
Luiz Paulo Ray Charles
'SE A PRESENÇA DA ELETRICIDADE PODE SE TORNAR VISÍVEL EM QUALQUER PARTE DO CIRCUITO, NÃO VEJO RAZÃO PARA QUE A INTELIGÊNCIA NÃO POSSA SER TRANSMITIDA INSTANTANEAMENTE PELA ELETRICIDADE.'
Samuel Paulo Morse

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UM BAIANO

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No princípio era a Bahia. E Caetano disse:

— Faça-se o Pelô!

E Gil argüiu:

— Enfim, sob o prisma transitório da protomatéria nasciva, enfim, tendo em mente as palavras de Arjuna a Krishna e toda a prosódia popular do cancioneiro, enfim, ademais considerando-se as premissas da Escola de Frankfurt e a biosfera como um todo, enfim...

E aquela discussão se arrastou por um bilhão, novecentos e trinta e quatro milhões, noventa mil, duzentos e trinta e sete anos. Um tempo tão dilatado que, nesse período, Caymmi chegou a descer da rede e fazer dois versos.

(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)

"A VONTADE LOUCA DE CADA BRASILEIRO : TORNAR-SE UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO"

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Caetano Veloso:

"Joaquim Nabuco atribuía à escravidão a estrutura do pensamento do homem brasileiro como ser social : é a sensação paralisadora que o brasileiro tem de que tudo se deve às autoridades oficiais; toda queixa deve ser feita contra elas;todas as exigências devem ser feitas a elas;quase nenhuma responsabilidade resta para o cidadão.É essa vontade louca de cada brasileiro se tornar um funcionário público,uma estrutura que leva a coisas que me indignam. Sou,por exemplo,um obsessivo pela obediência às leis do trânsito.Sempre me pareceu absolutamente inaceitável que as pessoas no Brasil não considerem o sinal de trânsito um sinal nítido e simples,uma lei de convivência social paradigmática de todas as outras leis de convivência social".

(aqui, a entrevista completa: http://www.geneton.com.br/archives/000201.html)

PENSAMENTOS QUE VÃO REVOLUCIONAR A CIÊNCIA

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De maneira simplista, podemos dizer que o platonismo valoriza a alma em detrimento do corpo. Donde se podem deduzir duas coisas: primeiro, que o cristianismo deve muito ao pensamento grego e, segundo, que Platão não deve ter conhecido a Juliana Paes.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/sobre-meninos-e-jumentos.html)

Pornografia mórbida - Top-top

- Não?! Por que não? Está molhada...

- E ainda escorregadia....

Grandes grifes atualizadas



'TOMMY BAHAMA. PARA O HOMEM QUE NÃO PERDE TEMPO COM BERMUDAS.'

Oscar Cestinha Maroni Filho

Grandes doenças fictícias - Labiringite

A Labiringite acomete mandatários que têm fantasias de magnicídio às avessas. Uma confusão auricular - típica de quem está no jogo só para fazer cera de ouvido - acaba se espalhando - por falta de espaço no crânio - pela laringe, o que motiva arroubos econômico-regressivos microfonados, inflamação na glândula hipótese e cancro mole ditatorial.

O diagnóstico é exibicionista, só podendo ser determinado em público.

Como os juros bancários, a Labiringite é doença que não tem cura.

Ele não se cansou?

"Eu sou imoral, devasso, depravado, se você preferir, mas pago meus impostos e estou em situação legal". No 'Estadão'.

Oscar Cestinha Maroni Filho, o dono do hotel que atravanca o progresso de Cumbica, acaba de lançar o verdadeiro movimento Cansei de Ser Sexy.

UM REI ITALIANO SE APAIXONA POR JOGADORES DA SELEÇÃO BRASILEIRA...(E ACABA DE SAIR DO FORNO "JOGO DURO", A BIOGRAFIA DE JOÃO HAVELANGE)

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Qual é o espaço para a chamada "grande reportagem" hoje, na imprensa brasileira ? Quase nenhum. Dá para contar nos dedos da mão de um mutilado de guerra o número de casos em que os jornais e revistas investem tempo, dinheiro e talento naquilo que um dia se chamou de "reportagem de fôlego".

Generalizou-se a sensação de que o leitor não quer ler. A crença na suposta inaptidão do leitor para a leitura se espalhou como uma praga. Resultado: é tudo curto, tudo telegráfico, tudo uniformizado. Não estou aqui, óbvio, idealizando a figura do leitor, esta entidade que entra numa banca sem ser visto,passa o olho na revistas e jornais, escolhe eventualmente a pior leitura e some sem deixar vestígios. É provável que ele se satisfaça com o reino dos textos telegráficos. Mas não é possível que não exista uma faixa de leitores pronta para consumir substância, conteúdo, consistência).

Hoje, no Brasil, o espaço nobre para a grande reportagem é o livro.
As editoras já descobriram há tempos este filão. Os repórteres deveriam acender uma vela na porta de entrada das editoras, transformadas na "fronteira final " da grande reportagem.

Acaba de sair do forno uma "reportagem de fôlego" em forma de livro : o jornalista Ernesto Rodrigues entrevistou Deus e o mundo para compor uma biografia quase-não-oficial do brasileiro que durante décadas mandou e desmandou no futebol mundial: João Havelange, o ex-presidente da CBD e da Fifa. Título do livro : "Jogo Duro". Editora :Record.

Digo "quase-não-oficial" porque Havelange colaborou com a biografia. Gravou horas e horas de depoimento. Teve a chance de ler o texto antes da publicação. Implicou com algumas coisas apuradas pelo repórter. Mas o livro saiu. Havelange, autocrata, autoritário, metido a imperador, ególatra, não deve, no entanto, cometer o ridículo que Roberto Carlos cometeu. Não tentará proibir o livro.

Lá, além de uma radiografia dos bastidores do poder do futebol, o leitor conhecerá histórias mais prosaicas, como, por exemplo, um problema enfrentado pela chefia da delegação brasileira durante uma excursão que passou pela Tchecoslováquia, em 1968 :
"O problema foi explicar à imprensa a substituição de vários titulares, sem revelar que o motivo não era panturrilha, mas gonorréia. Em Portugal, escala para um amistoso em Angola, o rei da Itália no exílio, Humberto II, se apaixonou, no sentido carnal, por vários jogadores".

Uma declaração de Havelange sobre o general Médici é a síntese da ação de homens como o ex-presidente da Fifa que, numa atitude tipicamente brasileira, batem no peito para se vangloriar de terem convivido bem com todo tipo de político e presidente, seja de esquerda, direita, ditador, democrata, bandido ou benfeitor:

- "Eu não tive nada a ver com o AI-5, não tive nada a ver com a Revolução. Eu respeitei o regime que havia no país, que era a minha obrigação como cidadão. Se foi bom ou se foi ruim, eu nada pude fazer".

Ah, a doce desfaçatez dos carreiristas...

"Jogo Duro": bem apurado, bem escrito, o que não é surpresa em quem já produziu a melhor biografia de Ayrton Senna.

O Sopa de Tamanco recomenda "JOGO DURO" e assina embaixo : é o futebol tal como se joga fora do campo, no silêncio dos gabinetes, longe do barulho dos geraldinos e arquibaldos.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Quando, em encontro ocasionais (e, para felicidade minha, cada vez mais raros), tenho de suportar Fulano com aquele sorrisinho que pretende ser sarcástico, e encarando-me com aquela inchada suficiência, penso comigo mesmo:
-"Que grande, irremediável idiota!"

Exatamente o que ele na certa pensa de mim.


Joel Silveira, datilografado por GMN

Grandes frases avacalhadas

'O PRESIDENTE ESTÁ COM O RICO NA BARRIGA.'

Ivo Morales Pitanguy

Especulações mediúnicas - A farda

- O que o Médici diria numa hora dessa?

- Nada.

TV Tamanco -Vaia lá no meu apê

Do Oiapoque ao Chauí

- Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente...

- Conversa da imprensa - atalhou a filósofa. - Nunca antes nesta caverna tantos seres metafóricos tiveram tanta liberdade.

31 de julho de 2007

DIZEI, McLUHAN

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Um teólogo, com tempo disponível para produzir frases ilegíveis em cursos de pós-graduação, bem que poderia escrever uma tese sobre um óbvio efeito da Internet : a dessacralização absoluta do chamado "jornalismo opinativo". Hoje, todo mundo opina sobre tudo na Galáxia Blogueira. Democratizou-se o achismo. A outrora grande platéia se dividiu em milhões de partículas.

Dizei, McLuhan: o que é que sobrará, depois da peneira ?

Sopa de instalações apropriadas


NA PRAIA DE NUDISMO

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— Tenta agir naturalmente, Ademar. Faz de conta que a gente tá no shopping.
— Eu não sei por onde você tem andado, Sandra Regina, mas eu não me recordo de ter visto pintos balançando da última vez que eu fui no Iguatemi.
— Relaxa, Ademar! E vê se não fica olhando fixo. É proibido.
— Você devia dizer isso pro Zé Ramalho ali, ó.
— Que Zé Ramalho? Aquele homem? Mas se ele tá agachado, de costas pra gente, Ademar!
— Pois é. (cantando) “Um olho cego vagueia, procurando por um”. Confesso já vi paisagens melhores.

(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/06/na-praia-de-nudismo.html)

PERGUNTA FEITA AOS CÉUS

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Edmundo, o Animal, continua solto ?

A bruxa de Portobello

Que o maior escritor brasileiro vivo, Saramago Coelho, não escreva sobre o Brasil, está certo. Faz ele muito bem.

Agora, que ele tenha ido à apresentação, para a imprensa, da proposta brasileira para sediar a Copa do Mundo...?

Pé de coelho em Zurique?

É bem verdade que a egrégia cidade foi fundada magicamente - seu mito de fundação envolve dois decepados, Felix 'und' Regula, cujos corpos andaram até o local em que seriam sepultados.

Assim sendo, doravante queremos Paulo Coelho também:

na investigação do acidente da TAM;

na investigação pecuário-senatorial;

no exame do recurso de Cássio Cunha Lima no TSE;

e no BNDES, para a auditoria das contas do trem-bala.

SAPIENS X NEANDERTAIS

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— Ok, Aílton, nós estamos aqui com o craque do time dos Neandertais, Wanderclei, que parece estar bastante motivado para a disputa. E aí, Wander, vocês ganham esse jogo ou não?
— Uh-hu! Hu-ha-ha!
— É isso aí, meus amigos. Ele é só euforia. Qual a tática que vocês vão usar nesse certame, Wander? Será que você pode adiantar para os nosso ouvintes? Wander? Wan... Bem, ele agora come um pouco de grama, faz suas necessidades fisiológicas ali no canto... Vamos respeitar o momento. Isso. E então, Wander? Vocês contam com a superioridade física e parecem ter maior capacidade de raciocínio. Os Sapiens representam uma ameaça?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/na-pr-histria.html)

Da série 'Hein?'

Da 'Folha':

'Humberto Costa elogia escolha de Jobim para Ministério da Defesa'

E daí?

EM DEFESA DA CRIAÇÃO DOS DESMEMORIADOS E DISTRAÍDOS ANÔNIMOS (DDA)

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O problema a que aludo e que, quando menos, me dá de antemão a oportunidade de realizar um sonho de infância ao usar o verbo “aludir”, é este: por que será que, existindo instituições sérias e louváveis como os Alcoólicos Anônimos (AA) e os Cocainômanos Anônimos (CA), não se seguiu o seu exemplo para criar no país os Desmemoriados e Distraídos Anônimos (DDA)?
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Quanto a mim, que parei de beber faz tempo, dedicando-me atualmente apenas à ingestão do álcool diluído em farinha, e que só encaro pó em ocasiões especiais, como o dia da faxina, não sentiria falta dos dois primeiros. Mas, sendo portador de uma memória e de uma percepção de ameba morta (sem ofensa aos rizópodes), confesso que me incluiria resignado entre os freqüentadores do último grupo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/desmemoriados-e-distrados-annimos.html)

WOODY ALLEN : "QUERO A IMORTALIDADE NO MEU APARTAMENTO!"

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GMN : Fazer filmes, no fim das contas, é a melhor maneira de superar a morte – ou pelo menos ter a ilusão de que é possível?

Woody Allen: “Não há como superar a morte. O que cada um deve fazer é se esforçar bastante para se encontrar em suas tarefas, seja você um diretor de cinema, um motorista de táxi, um dentista ou um professor. Se você se concentra no trabalho, não vai ficar pensando na morte. Se, pelo contrário, você não pode se concentrar, a mente vai começar a se ocupar dessa nuvem escura que nos acompanha o tempo todo. Fica difícil, então. O fato de ser diretor de cinema não nos torna menos vulneráveis...”.

GMN : Mas, nesse sentido, há sim, uma diferença entre o motorista de táxi e o diretor de cinema, porque um ator ou um realizador de certa maneira não morre: daqui a cem anos alguém poderá estar vendo Woody Allen numa tela...

Woody Allen: “Mas eu não me preocupo em atingir a imortalidade através do meu trabalho. Eu quero a imortalidade é no meu apartamento! Isso é que conta! Imortalidade artística é catolicismo de intelectual. Os católicos pensam que existe vida depois da morte. Intelectuais que eventualmente podem nem ter relação alguma com o catolicismo pensam que existe vida depois da morte através da arte. Mas os dois estão errados.”.


GMN : Se um crítico disser que você é um gênio e outro disser que você é um idiota, em qual dos dois você teria a tentação de acreditar?

Woody Allen: “Não leio nada que sai sobre mim nas resenhas. Porque tenho uma tendência de acreditar na última coisa que eu li. Se o crítico de um jornal escrever ‘esta pessoa é um gênio’, vou pensar aqui comigo: ‘Ah é? Sou gênio porque foi o New York Times que disse... ’ Se, por outro lado, alguém escrever ‘ele é um tolo; o filme não presta’, vou pensar: ‘Eu realmente fiz um filme ruim. Sou um bobo. ‘.A verdade é que coisas assim não são reais, não têm nenhuma relevância para um projeto. O fato de dez milhões de pessoas dizerem algo sobre um filme – ‘é ótimo ou ‘é horrível’ – não significa nada".

GMN : Você divide os realizadores em duas categorias: os que fazem prosa e os que fazem poesia. Woody Allen faz o quê: poesia ou prosa?

Woody Allen: “Todo diretor tem filmes que adotam uma abordagem poética – e outros que utilizam a prosa. Filmes meus, como ‘Bullets Over Broadway’ e ‘Manhattan Murder Mistery’, são prosa. Já ‘Another Woman’ é poético.”

GMN : Quem é o melhor poeta da história do cinema?
Woody Allen: “Ingmar Bergman. Para mim, é o melhor. Kurosawa, com certeza, é um grande poeta. Bunnuel, igualmente. Os três são os maiores poetas.”


(aqui, a entrevista completa: http://www.geneton.com.br/archives/000070.html)

Antonioni remix - Blowjob up


Japanese Air Sex - Watch more free videos

Um mês de Brasil

Depressão da braba. Será coincidência?

Ontem, na Academia...

... cometi a imprudência de ficar discutindo com um japa fortão, que estava lá para desenvolver, comigo e a minha boa vontade, uma tal de programa de resultados. Quando ele falou em músculos neuro-sei-lá-o-quê eu quase ri, mas confesso que tive medo do braço do cara. Depois ele me disse, querendo me incentivar a fazer musculação, que "a gente luta contra a lei da gravidade". Pô, e gosto da gravidade! Não quero lutar contra ela, não.

Aí fiquei pensando... Mas, como estava na Academia, esqueci rapidinho.

Bateu o desespero

Ontem Bergman, hoje Antonioni.

Será que alguém pode dar uma olhada no Woody Allen, só pra se certificar de que está tudo bem com o homem, por favor.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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-Como fulano escreve ! Quantos livros você acha que ele publicou ?
-Até a semana passada, devia estar beirando os quinhentos quilos.


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Costuma-se dizer que todo tradutor é um traidor. É possível, mas pergunto:
quantos de nossos escritores, particularmente os ficcionistas de má prosa, já não foram beneficiados pela paciente e oportuna recauchutagem dos tradutores, quero dizer, dos traidores lá de fora ?

Joel Silveira, datilografado por GMN

O oitavo selo

Do colega Gustal:


A morte precisa dar um tempo

A pergunta que fica é: um dia depois de o Bergman ter sido aclamado como "o maior diretor do pós-guerra", "o cineasta europeu que mais influenciou o cinema", "o realizador de filmes que retratou uma angústia de uma geração", que elegias fúnebres sobraram para o Antonioni?

O MAIOR CLÁSSICO DA PRÉ-HISTÓRIA


— Bom, Ari, eu tô aqui com o Robcleiton, ponta-de-lança da equipe dos Sapiens. E aí Robcleiton, o que é que você espera do embate de logo mais?
— Bem, a equipe tá bem armada e o professor passou as instrução e se o espírito do raio e das árvore quiser, a gente vamos conseguir um bom resultado.
— Vocês tão preparados para se defender dos avanços do time adversário?
— Com certeza. A gente sabemos que temos de respeitar o time dos Neandertais e que ele é um time de tradição e eles têm uma grande força muscular e o cérebro bastante desenvolvido, mas a gente contamos com o trabalho de equipe.

(Texto completo, aqui:
http://marconileal.blogspot.com/2007/07/na-pr-histria.html)

30 de julho de 2007

BEM QUE AVISARAM

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Frio desgraçado. Deve ser o aquecimento global.

Ah, Wilderness!

- O Cássio Cunha Lima não tem cara de garoto?

Habermas Papa

'Quando todo mundo se diz autor, não pode haver arte, informação confiável, público.'

Palavras de Andrew Keen, entrevistado pela 'Folha'.

A habitual irrelevância dos intelectuais e suas igrejinhas - no fim das contas, intelectuais servem para formar intelectuais - ganhou feições de urso polar. Mais um pouco teremos estudantes nuas em photo-ops clamando pela preservação da espécie.

Keen, Habermas e companhia se sentem ameaçados pela web 2.0. Sem a edição do expert, o saber é anárquico e perigoso.

Ora:

1. Tudo o que um intelectual não quer é um mundo de intelectuais. Tal mundo nunca existiu nem nunca existirá. Imagine viver num conjunto habitacional cercado de FHCs.

2. Antes, a gentalha vivia off-line. Se as massas preferirem YouTube a Bergman, ótimo. A diferença é que não havia YouTube quando elas já ignoravam Bergman. O mundo é o que é, não o que devia ser. Se Lindsay Lohan fosse PhD e ainda assim da pá virada, que maravilha seria viver.

3. Quando e se a cultura morrer, Habermas e Keen vão estar mortos. A menos que acreditem na Academia Brasileira de Letras.

4. No fundo, diz Keen, a discussão é moral. Ele teme o fim da 'essencial âncora epistemológica da verdade'. A verdade é que existem assassinos e não-assassinos. Ninguém é capaz de deletar esta verdade. O resto são financistas, políticos, cientistas e empreendedores. Intelectuais estão quase no fim da cadeia alimentar, duas casas à frente dos traficantes e uma atrás das socialites.

Iraque, capital Recife

DO BLOG DO JAMILDO:
Pernambuco: mais de mil homicídios em três meses.
A última atualização do PEbodycount contabiliza a triste marca de 1.009 assassinatos desde que o blog foi lançado, no último 1º de maio.
São três meses contabilizando homicídios. Isso dá uma média de 335 pessoas mortas por mês no Estado, ou seja uma média de aproximadamente 11 assassinatos por dia.
E tem gente comemorando que o fim de semana retrasado foi o mais tranqüilo do ano, com “apenas” 26 vítimas fatais letais intencionais.
Acesse o PEbodycount
aqui.
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Pernambuco hoje é a plenitude da "aparente tranqüilidade", para usar uma expressão corrente dos melhores telejornais do ramo.

Réquiem para o sueco que lutou contra o fisco

Pela última vez: os militares e os filmes de Bergman acabaram com a juventude de muitos brasileiros, inclusive com a minha.

TELEMARKETING NO CÉU

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— O Senhor está no setor de Fotogênese e Ontogenia. Para criar a Luz, disque 1. Para criar o sistema solar, disque 2. Para criar o homem, disque 3. Para saber a idade da Hebe Camargo, disque 4. Para reclamações quanto à Criação, disque 5 ou aguarde que um dos nossos filósofos metafísicos irá atendê-lo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-uma.html)

Uma confissão

Ainda há pouco eu estava no banho, assim pensando na vida, quando me veio uma vontade danada de vaiar.

Vaiei. E vaiei com gosto. UUUUUUUUUUUUUUUUUUUU. Só não assobiei com os dois dedos na boca porque não sei.

Vaiei mais. Vaiei por uns cinco minutos.

E você? Já vaiou seu presidente hoje?

Nos blogs hoje e nos jornais amanhã

O pior é que não consigo achar que os blgos sejam melhores do que os jornais, como vários entusiastas de plantão. ok, há uns dois ou três que valem a pena. Mas o resto é, reparem, reverberação de uma mesma idéia.

A morte do cineasta Ingmar Bergman é um bom exemplo. Dê uma volta e repare como todo mundo está falando do soporífero diretor como se fosse assim um Spielberg cheio de apelo popular. Incrível como todo mundo viu e reviu O Sétimo Selo, Morangos Silvestres e Gritos e Sussurros.

(Nossa, me dá sono só de escrever os títulos dos filmes...)

E o pior é que, de hoje a domingo, todos os colunistas de jornais dirão a mesma coisa, com as mesmas palavras e até o mesmo veredito: era o mais literário dos cineastas.

A vantagem da blogosfera, neste caso, é que amanhã já estarão falando sobre outro assunto qualquer: se cair um avião estarão indignados por uns quinze minutos, se um assessor do presidente mandar a gente se foder reclamarão em duas linhas, se a bolsa cair se tornarão imediatamente, e por cinco minutos, analistas econômicos e, entre uma e outra coisa destas, dirão que tudo é culpa do Bush e do Papa.

Sopa de fotografias apropriadas



Julia Fullerton-Batten.

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UMA ATENDENTE DE TELEMARKETING

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No princípio era o Gerúndio. E Deus pegou o telefone e disse:

— A gente vai estar fazendo a Luz!

Mas a luz não se fez, porque uma atendente O mandou esperar na linha, por favor. E Deus teve que aguardar um bilhão de anos, ouvindo Für Elise. E quando foi atendido, Deus repetiu:

— A gente vai estar fazendo a Luz! E isso vai estar sendo uma ordem!

E a voz do outro lado disse:

— Desculpe, Senhor, mas Luz não vai estar sendo neste setor. Eu vou estar encaminhando o Senhor para o setor de Fotogênese e Ontogenia.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-uma.html)

Jamais cantei tão lindo assim

A imprensa do nosso querido Brasil, como de resto a imprensa do nosso querido mundo, sempre reserva um cantinho para George Clooney projetar seu ego humanitário.

Hoje, em Tóquio, ele usou da Muralha da China para metaforizar a dificuldade que é pressionar os chineses. "A China construiu a Grande Muralha, e não acho que eles de fato liguem, se as pessoas lhes digam o que fazer. E você não pode dizer às pessoas o que fazer, não podemos forçá-los."

É nesta hora que falta ao nosso querido Brasil a contraparte.

'O ator Reinaldo Gianecchini, por intermédio de sua assessoria de imprensa, disse hoje que espera que o Paquistão "acabe logo com essa palhaçada" de abrigar talibãs. "O Paquistão construiu os Jardins de Shalimar em Lahore, e não acho que eles de fato liguem, se as pessoas lhes digam o que fazer. E você não pode dizer às pessoas o que fazer, não podemos forçá-los."

QUAL É O MAIOR PROBLEMA DA LITERATURA, AFINAL ?

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É impressão, ilusão de ótica, ou os sites e blogs estão mais animados do que os nossos jornais e revistas ?

Um exemplo ?

Sérgio Rodrigues aplica o seguinte teste de múltipla escolha, no Todo Prosa:
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"Qual é o maior problema da literatura brasileira?
( ) Os escritores não sabem escrever.

( ) Os leitores não sabem ler.
( ) Os críticos não sabem criticar.
( ) Os blogueiros se acham escritores.
( ) Os comentaristas de blog se acham críticos.
( ) Os críticos dos comentaristas de blog se acham.
( ) Os críticos dos comentaristas dos críticos dos comentaristas de blog… hã, onde estávamos mesmo?
( ) Ser brasileira demais.
( ) Não ser suficientemente brasileira.
( ) Não ser literatura.
( ) Literatura brasileira? Onde?
( ) Vai ler um livro e não me enche o saco."

(aqui, o debate entre internautas http://www.todoprosa.com.br/)