Fidel, o imorrível, colocou de castigo os boxeadores repatriados pela polícia getulista do presidente Lula. Os atletas jamais voltarão a lutar no exterior. Algum movimento dos exauridos da Oscar Freire deveria exigir reciprocidade. Colocar também de castigo o ministro da Justiça, Tarso Genro. Confiná-lo ao Rio Grande do Sul e obrigá-lo a assistir a todas as lutas de Cassius Clay, Floyd Patterson, Éder Jofre e de outros campeões. O ministro também deveria ler e decorar todo o livro "A Luta", um clássico de jornalismo de Norman Mailer. E nada de passear no exterior, com verbas do contribuinte. Nem para Cuba.
9 de agosto de 2007
Uma sessão muito especial
Quem você levaria para assistir a um telenlatado de Daniel Filho num sábado à noite?
1) Renan e a diretoria da Mendes Junior
2) Paulo Maluf
3) Galvão Bueno
4) Ministro Tarso Genro
5) Ratinho
6) João Dória Jr.
7) Os irmãos Sangalo e mais Zagallo
8) A diretoria da ANAC
9) A diretoria da TAM
10) O cineasta Cláudio de Assis
1) Renan e a diretoria da Mendes Junior
2) Paulo Maluf
3) Galvão Bueno
4) Ministro Tarso Genro
5) Ratinho
6) João Dória Jr.
7) Os irmãos Sangalo e mais Zagallo
8) A diretoria da ANAC
9) A diretoria da TAM
10) O cineasta Cláudio de Assis
Por falar em Assis, e aí, levou uma tamancada e vai ficar quietinho? No Cinema, tudo pode. Libere a besta-fera.
INJUSTIÇA SOCIAL
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Se este fosse um país verdadeiramente democrático, todos teriam direito aos seus dez por cento de propina.
Se este fosse um país verdadeiramente democrático, todos teriam direito aos seus dez por cento de propina.
Controle de impulsos
A estagiária da torre de Congonhas ora depondo no Congresso deveria conversar com uma revista masculina.
PORQUE ELA CONTINUA SOLTA
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Quanto a Deus, ou bem andou lendo os existencialistas e perdeu a auto-estima ou simplesmente se deu por vencido e se mudou para uma galáxia distante — ou para Macapá, o que for mais longe —, tendo contribuído muito para a sua decisão, sem dúvida, o recente lançamento do novo CD da Ivete Sangalo.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
Quanto a Deus, ou bem andou lendo os existencialistas e perdeu a auto-estima ou simplesmente se deu por vencido e se mudou para uma galáxia distante — ou para Macapá, o que for mais longe —, tendo contribuído muito para a sua decisão, sem dúvida, o recente lançamento do novo CD da Ivete Sangalo.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
Lulismo para crianças - Ordem e progresso
- A tropa de choque governista é governada por cavalos elétricos?
- Não. Ela combina o placar do páreo.
- Não. Ela combina o placar do páreo.
Lulismo para crianças - As palavras e as coisas
- Por que o tio toda hora diz que tá pressionado pela base?
- É porque ele tá com vontade de ir ao banheiro.
- É porque ele tá com vontade de ir ao banheiro.
ID, EGO E SUPEREGO: UM MONÓLOGO
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ID: Ui! Vem, me bate, me chama de Idinho, me sodomiza...
SUPEREGO: Eu vou matar esse cara!
ID: Ai, que voz grossa! Fiquei todo arrepiado!
SUPEREGO: Vem cá, canalha, que eu te esgano!
EGO: Fiquem quietos, vocês dois! Será possível? A moça é aquela ali. Pela descrição, é aquela ali. E agora? Que é que eu faço?
ID: Como “o que é que faz”? Vai lá e, pra não assustar muito, começa massageando o clitóris dela com o cotovelo, por cima da calça.
SUPEREGO: Cala a boca, indecente! Parece que não tem mãe!
ID: Tenho, sim, e das gostosas! Só não comi até hoje por conta dos teus recalques...
SUPEREGO: Agora eu te castro, demônio!
ID: Ih, lá vem ele de novo com essa fixação!
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(Monólogo completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/monlogo-trs.html)
ID: Ui! Vem, me bate, me chama de Idinho, me sodomiza...
SUPEREGO: Eu vou matar esse cara!
ID: Ai, que voz grossa! Fiquei todo arrepiado!
SUPEREGO: Vem cá, canalha, que eu te esgano!
EGO: Fiquem quietos, vocês dois! Será possível? A moça é aquela ali. Pela descrição, é aquela ali. E agora? Que é que eu faço?
ID: Como “o que é que faz”? Vai lá e, pra não assustar muito, começa massageando o clitóris dela com o cotovelo, por cima da calça.
SUPEREGO: Cala a boca, indecente! Parece que não tem mãe!
ID: Tenho, sim, e das gostosas! Só não comi até hoje por conta dos teus recalques...
SUPEREGO: Agora eu te castro, demônio!
ID: Ih, lá vem ele de novo com essa fixação!
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(Monólogo completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/monlogo-trs.html)
8 de agosto de 2007
TESTE DA ORDEM DOS MÚSICOS FICA CADA VEZ MAIS DIFÍCIL
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Dentro de um calabouço de castelo medieval, com uma tocha acesa numa mão e um chicote na outra, o examinador encapuzado pergunta, ríspido:
— Açaí?
— Guardiã! — responde o candidato a tocador de violão de boteco, acorrentado a um aparelho de tortura.
— Zum de besouro...
— Um ímã!
— Branca é a tez da...?
— Mmmm...
— Patife! Responda!
— Maçã!... Não, manhã! Manhã!...
— Caldeirão fervente pra ele. Próximo!
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ordem-univeral-acstica-dos-tocadores-de.html)
Dentro de um calabouço de castelo medieval, com uma tocha acesa numa mão e um chicote na outra, o examinador encapuzado pergunta, ríspido:
— Açaí?
— Guardiã! — responde o candidato a tocador de violão de boteco, acorrentado a um aparelho de tortura.
— Zum de besouro...
— Um ímã!
— Branca é a tez da...?
— Mmmm...
— Patife! Responda!
— Maçã!... Não, manhã! Manhã!...
— Caldeirão fervente pra ele. Próximo!
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ordem-univeral-acstica-dos-tocadores-de.html)
OS REIS DOS TROCADILHOS
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Não pode existir na face do planeta terra uma raça que goste tanto de trocadilho quanto publicitários. É só olhar em volta: noventa e cinco por cento dos anúncios - especialmente, os da chamada "mídia impressa" - trazem algum tipo de trocadilho.
Um site reuniu "projetos" de anúncios ( a maioria, baseada em trocadilhos, é claro) que não chegaram ao público.
Há coisas engraçadas. Os trocadilhistas pelo menos divertem.
(Aqui http://www.desencannes.com.br/perolas/slogans.php)
Não pode existir na face do planeta terra uma raça que goste tanto de trocadilho quanto publicitários. É só olhar em volta: noventa e cinco por cento dos anúncios - especialmente, os da chamada "mídia impressa" - trazem algum tipo de trocadilho.
Um site reuniu "projetos" de anúncios ( a maioria, baseada em trocadilhos, é claro) que não chegaram ao público.
Há coisas engraçadas. Os trocadilhistas pelo menos divertem.
(Aqui http://www.desencannes.com.br/perolas/slogans.php)
DIABO PROCURANDO EMPREGO
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— E então? O que é que o senhor sabe fazer?
— Ah, eu solto fogo pela venta, retalho carne humana, coloco um ou outro sujeito num caldeirão de óleo fervente, enfim, essas coisas básicas. Também produzo CDs de pagode e música sertaneja. E, claro, dou assessoria em Brasília. Mas isso daí tô abandonando, o pessoal lá é muito sacana...
— Uhmm, sei... Só isso?
— Não, não. Eu também vôo, olha aí... Vou de zero a cem em cinco batidas de asa. Se não tiver tráfego aéreo, claro.
— Entendi. E qual é o cargo que o senhor está pretendendo mesmo?
— Bom, eu queria uma coisa assim onde eu pudesse humilhar e explorar, tornar a vida dos funcionários uma desgraça, deixar as pessoas tensas e nervosas, sabe?
— Me desculpe, mas os cargos de chefia já estão todos ocupados.
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-diabo-numa-entrevista-de-emprego.html)
— E então? O que é que o senhor sabe fazer?
— Ah, eu solto fogo pela venta, retalho carne humana, coloco um ou outro sujeito num caldeirão de óleo fervente, enfim, essas coisas básicas. Também produzo CDs de pagode e música sertaneja. E, claro, dou assessoria em Brasília. Mas isso daí tô abandonando, o pessoal lá é muito sacana...
— Uhmm, sei... Só isso?
— Não, não. Eu também vôo, olha aí... Vou de zero a cem em cinco batidas de asa. Se não tiver tráfego aéreo, claro.
— Entendi. E qual é o cargo que o senhor está pretendendo mesmo?
— Bom, eu queria uma coisa assim onde eu pudesse humilhar e explorar, tornar a vida dos funcionários uma desgraça, deixar as pessoas tensas e nervosas, sabe?
— Me desculpe, mas os cargos de chefia já estão todos ocupados.
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-diabo-numa-entrevista-de-emprego.html)
PAULO POLZONOFF JR. OU BONITINHO MAS ORDINÁRIO
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"O lugar-comum deveria constar no Código Penal. Isso, claro, se advogados soubessem ler".
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(Paulo Polzonoff Jr., em "O Cabotino")
"O lugar-comum deveria constar no Código Penal. Isso, claro, se advogados soubessem ler".
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(Paulo Polzonoff Jr., em "O Cabotino")
FRASE DE ESTÍMULO PARA UMA QUARTA-FEIRA ÁRIDA
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Engana-se quem pensa que sou um pessimista. Não sou tão otimista assim.
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(O que vos escreve, em: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
Engana-se quem pensa que sou um pessimista. Não sou tão otimista assim.
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(O que vos escreve, em: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
"O FILHO ETERNO" CHEGA FAZENDO BARULHO
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O que é que garante o sucesso de um livro, numa paisagem literária castigada pela sensação generalizada de irrelevância ? A propaganda boca-a-boca - ou blog-a-blog - deve ter algum efeito.
Sérgio Rodriges aponta, no site Todoprosa, aquele que, para ele, é o melhor romance brasileiro do ano. O título: "O Filho Eterno". O autor: Cristovao Tezza.
(um aperitivo aqui: http://www.todoprosa.com.br/)
O que é que garante o sucesso de um livro, numa paisagem literária castigada pela sensação generalizada de irrelevância ? A propaganda boca-a-boca - ou blog-a-blog - deve ter algum efeito.
Sérgio Rodriges aponta, no site Todoprosa, aquele que, para ele, é o melhor romance brasileiro do ano. O título: "O Filho Eterno". O autor: Cristovao Tezza.
(um aperitivo aqui: http://www.todoprosa.com.br/)
IMPOSTO SOBRE CORRUPÇÃO: A SOLUÇÃO PARA O BRASIL
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O mundo está permeado de coisas horríveis e desesperadoras, como o terrorismo, a fome, a miséria, a intolerância, o preconceito e o Artur Virgílio. A espécie humana chegou num tal ponto de aperfeiçoamento do mal que até mesmo o diabo está desmoralizado e, desqualificado, não encontra mais trabalho nem como advogado. Enfim, a maldade se tornou um artigo tão banal quanto os da Eliane Cantanhêde.
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(Mais sobre esta nobre campanha, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
O mundo está permeado de coisas horríveis e desesperadoras, como o terrorismo, a fome, a miséria, a intolerância, o preconceito e o Artur Virgílio. A espécie humana chegou num tal ponto de aperfeiçoamento do mal que até mesmo o diabo está desmoralizado e, desqualificado, não encontra mais trabalho nem como advogado. Enfim, a maldade se tornou um artigo tão banal quanto os da Eliane Cantanhêde.
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(Mais sobre esta nobre campanha, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/imposto-mas-com-jeitinho.html)
QUANTO É QUE VOCÊ PAGA ?
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O Departamento de Contabilidade do Sopa de Tamanco continua - obsessivamente - fazendo as contas, para estudar a gravidade do caso IS de cachê superestimado. Como já foi dito e repetido, Ivete Sangalo pediu 600 mil reais para se apresentar numa festa de boiadeiros no interior de São Paulo. O pedido foi recusado.
Se William Shakespeare fosse vivo, cobraria apenas 15 mil reais para fazer uma conferência. A única exigência: um jantar à base de fish and chips, água mineral sem gás, condução para levá-lo de volta ao hotel. Thoman Mann iria por 12 mil, uma diária de hotel com café da manhá incluído, uma vã com ar-condicionado e um chucrute na hora do lanche.
O Departamento de Contabilidade do Sopa de Tamanco continua - obsessivamente - fazendo as contas, para estudar a gravidade do caso IS de cachê superestimado. Como já foi dito e repetido, Ivete Sangalo pediu 600 mil reais para se apresentar numa festa de boiadeiros no interior de São Paulo. O pedido foi recusado.
Se William Shakespeare fosse vivo, cobraria apenas 15 mil reais para fazer uma conferência. A única exigência: um jantar à base de fish and chips, água mineral sem gás, condução para levá-lo de volta ao hotel. Thoman Mann iria por 12 mil, uma diária de hotel com café da manhá incluído, uma vã com ar-condicionado e um chucrute na hora do lanche.
OPERAÇÃO DE VOLTA PARA CASA : RIO DE JANEIRO PARA HAVANA, EM TEMPO RECORDE
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Há algum tempo, o Sopa de Tamanco publicou :
Uma iluminação inesperada pode surgir logo ali, na esquina.Ao trafegar pelo blog de Nelson Vasconcelos, no Globo On Line, recebo a informação de que um leitor fez a grande descoberta: O Brasil pode ser o inferno de outro planeta.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/nelson/
Por que ninguém chegou, antes, a esta conclusão tão óbvia? Imagino que o esquema deva funcionar assim : quem resolver chorar para comover a platéia, depois de ter sido flagrado com a mão no dinheiro público; quem gostar de novela em que atores fazem papel de débeis mentais para parecerem engraçados ; quem escrever, cantar,ouvir e propagar pagode; quem andar pela rua de bandana; quem trabalhar em agência de telemarketing; quem usar celular com música engraçadinha; quem começar frase com "veja bem"; quem posar para a revista Caras com cara de satisfação diante de uma cesta de frutas num falso café da manhã; quem, enfim, em algum lugar do universo, cometer pecados parecidos com estes é despachado para o Brasil quando morre.
Agora,ficou tudo claro.
Poucas semanas se passaram. Eis que dois atletas cubanos devem estar, neste momento, com a sensação de que o Brasil é de fato uma sucursal do inferno, habitada por uma variada fauna de demônios.
Os dois vieram disputar os jogos pan-americanos. Não queriam voltar para Cuba. O Brasil poderia, por exemplo, conceder asilo à dupla. Não é assim que o mundo civilizado trata os dissidentes ?
Mas o que fez o Brasil ? A Polícia Federal entrou em campo para caçar os cubanos e deportá-los em tempo recorde de volta para Cuba.
Diga-se e repita-se: é um caso suspeitíssimo de eficiência policial. É o que o Sopa de Tamanco vem dizendo desde o início.
O Brasil não poderia - nem deveria - ter agido assim com os atletas cubanos ( nem com qualquer outro dissidente de qualquer regime).
É pule de dez: há qualquer coisa de podre nessa Operação De Volta para Casa. Cuba pediu os atletas de volta, o Brasil deu de bandeja.
Quando o Brasil vivia sob uma ditadura, toda viagem para Cuba era tida como suspeita. Mas nunca uma viagem de volta a Cuba foi tão mal explicada quanto esta, co-patrocinada pelo governo brasileiro.
Há algum tempo, o Sopa de Tamanco publicou :
Uma iluminação inesperada pode surgir logo ali, na esquina.Ao trafegar pelo blog de Nelson Vasconcelos, no Globo On Line, recebo a informação de que um leitor fez a grande descoberta: O Brasil pode ser o inferno de outro planeta.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/nelson/
Por que ninguém chegou, antes, a esta conclusão tão óbvia? Imagino que o esquema deva funcionar assim : quem resolver chorar para comover a platéia, depois de ter sido flagrado com a mão no dinheiro público; quem gostar de novela em que atores fazem papel de débeis mentais para parecerem engraçados ; quem escrever, cantar,ouvir e propagar pagode; quem andar pela rua de bandana; quem trabalhar em agência de telemarketing; quem usar celular com música engraçadinha; quem começar frase com "veja bem"; quem posar para a revista Caras com cara de satisfação diante de uma cesta de frutas num falso café da manhã; quem, enfim, em algum lugar do universo, cometer pecados parecidos com estes é despachado para o Brasil quando morre.
Agora,ficou tudo claro.
Poucas semanas se passaram. Eis que dois atletas cubanos devem estar, neste momento, com a sensação de que o Brasil é de fato uma sucursal do inferno, habitada por uma variada fauna de demônios.
Os dois vieram disputar os jogos pan-americanos. Não queriam voltar para Cuba. O Brasil poderia, por exemplo, conceder asilo à dupla. Não é assim que o mundo civilizado trata os dissidentes ?
Mas o que fez o Brasil ? A Polícia Federal entrou em campo para caçar os cubanos e deportá-los em tempo recorde de volta para Cuba.
Diga-se e repita-se: é um caso suspeitíssimo de eficiência policial. É o que o Sopa de Tamanco vem dizendo desde o início.
O Brasil não poderia - nem deveria - ter agido assim com os atletas cubanos ( nem com qualquer outro dissidente de qualquer regime).
É pule de dez: há qualquer coisa de podre nessa Operação De Volta para Casa. Cuba pediu os atletas de volta, o Brasil deu de bandeja.
Quando o Brasil vivia sob uma ditadura, toda viagem para Cuba era tida como suspeita. Mas nunca uma viagem de volta a Cuba foi tão mal explicada quanto esta, co-patrocinada pelo governo brasileiro.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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Rabiscando com determinação qualquer coisa num pedaço de papel, e soturno como é do seu natural, resmunga o compadre:
- O Brasil precisa meter na cabeça que mil ontens não fazem um hoje. Fui claro ?
No meu entender, ele nunca fora tão obscuro, de forma que respondi de pronto:
-Claríssimo !
Joel Silveira, datilografado por GMN
Rabiscando com determinação qualquer coisa num pedaço de papel, e soturno como é do seu natural, resmunga o compadre:
- O Brasil precisa meter na cabeça que mil ontens não fazem um hoje. Fui claro ?
No meu entender, ele nunca fora tão obscuro, de forma que respondi de pronto:
-Claríssimo !
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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Se engordar no poder é uma indecência, emagrecer nele é uma hipocrisia, um embuste, uma fraude.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Se engordar no poder é uma indecência, emagrecer nele é uma hipocrisia, um embuste, uma fraude.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Lulismo para crianças - Inculta e bela
- Então falando errado mesmo assim eu posso virar presidente?
- Se você falar errado com as pessoas certas, pode.
- Se você falar errado com as pessoas certas, pode.
EXCLUSIVO: DESCOBERTA ORDEM SECRETA NO BRASIL
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Hoje venho a público revelar, em primeira mão, haver descoberto a existência em terras nacionais de uma instituição de grande porte, que age à sombra da lei e influi de maneira oculta e decisiva nos destinos pátrios: a Ordem Universal Acústica dos Tocadores de Violão de Boteco.
.
Custei a crer no fato. Mas tive que me render às evidências. De outra forma, como entender que, a qualquer bar que se vá, em qualquer canto do país, não importa o dia da semana, escutem-se exatamente as mesmas músicas, tocadas precisamente na mesma seqüência e, desconfio, com o mesmo violão?
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ordem-univeral-acstica-dos-tocadores-de.html)
Hoje venho a público revelar, em primeira mão, haver descoberto a existência em terras nacionais de uma instituição de grande porte, que age à sombra da lei e influi de maneira oculta e decisiva nos destinos pátrios: a Ordem Universal Acústica dos Tocadores de Violão de Boteco.
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Custei a crer no fato. Mas tive que me render às evidências. De outra forma, como entender que, a qualquer bar que se vá, em qualquer canto do país, não importa o dia da semana, escutem-se exatamente as mesmas músicas, tocadas precisamente na mesma seqüência e, desconfio, com o mesmo violão?
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(Aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ordem-univeral-acstica-dos-tocadores-de.html)
Lulismo para crianças - O mito de Narciso
- Mas por que tem gente que não vaia quando tem vontade de vaiar?
- Porque no Brasil ou vaia ou racha.
- Porque no Brasil ou vaia ou racha.
Lulismo para crianças - A geografia da fome
- Mas por que os pobres gostam tanto de pimenta?
- Porque pimenta no cubano dos outros é refresco.
- Porque pimenta no cubano dos outros é refresco.
7 de agosto de 2007
Muy amigo
O SDT, em ousada missão jornalística, esteve na terra dos comedores de alfajores e viu, com esses olhos que um dia afundarão tal qual um ARA General Belgrano, o presidente da nossa querida vizinha, Hugo Chávez de Braço, dar uma cantada pública na Evita Pesos, Cristina Kirchner.
Chávez de Braço esteve em Buenos Aires para dar mais força energética e financeira - é o FMI dos zarolhos - e tascou, sem mais milongas:
"Yo creo que es la presidenta argentina ya. Algunos se pondrán bravos conmigo porque digo eso. ¡No importa lo que me digan! Pero es que todo lo dice, lo dice la Luna, lo dice el Sol".
Chávez de Braço esteve em Buenos Aires para dar mais força energética e financeira - é o FMI dos zarolhos - e tascou, sem mais milongas:
"Yo creo que es la presidenta argentina ya. Algunos se pondrán bravos conmigo porque digo eso. ¡No importa lo que me digan! Pero es que todo lo dice, lo dice la Luna, lo dice el Sol".
Dia da caça...
Pois é, pessoal. De tanto dar tamancada, às vezes eu acabo levando também. Enquanto a alma desincha, vou dar uma respirada. Volto logo. Até.
ESTÁ CADA VEZ MAIS FÁCIL ARRANJAR EMPREGO NO BRASIL
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— Então, seu Josimar, pelo que leio aqui na sua ficha o senhor quer a vaga de Alocador de Artefatos Argilosos e Simétricos em Sítios de Construção, não é isso?
— É pedreiro, né? Sim, senhora, quero, sim. Muitcho.
— Vejo aqui que o senhor não tem curso de Arquitetura nem Engenharia. Mas tem alguma especialização?
— Tenho, sim, senhora. Sou inspecialista em colocar um tijolo em riba do outro e depois passar cimento.
— Mas nada além disso, quer dizer, não tem um diploma em Física, pelo menos?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/uma-entrevista-de-emprego-num-pas-muito.html)
— Então, seu Josimar, pelo que leio aqui na sua ficha o senhor quer a vaga de Alocador de Artefatos Argilosos e Simétricos em Sítios de Construção, não é isso?
— É pedreiro, né? Sim, senhora, quero, sim. Muitcho.
— Vejo aqui que o senhor não tem curso de Arquitetura nem Engenharia. Mas tem alguma especialização?
— Tenho, sim, senhora. Sou inspecialista em colocar um tijolo em riba do outro e depois passar cimento.
— Mas nada além disso, quer dizer, não tem um diploma em Física, pelo menos?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/uma-entrevista-de-emprego-num-pas-muito.html)
MECÂNICO FILÓSOFO
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— E então, seu Aristides? O que o senhor acha?
— Bom, eu acho que, apesar de tudo, a vida vale a pena. É uma questão apenas de não nos apegarmos ao momento, “deixar o barco seguir”, como diz o vulgo. Já afirmava Heráclito, o Obscuro: “O universo é como um rio que...”
— Perguntava a respeito do automóvel...
— Ah! Bem, o automóvel, se a gente quiser usar uma classificação, digamos, mais aristotélica, trata-se, sem dúvida, de um ser inanimado.
— Como? Acho que o senhor não entendeu. Quero saber qual é exatamente o problema do carro: motor? Carburador? Radiador?
— Sob que ponto de vista?
— O de dentro do capô, por exemplo!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/na-oficina-mecnica.html)
— E então, seu Aristides? O que o senhor acha?
— Bom, eu acho que, apesar de tudo, a vida vale a pena. É uma questão apenas de não nos apegarmos ao momento, “deixar o barco seguir”, como diz o vulgo. Já afirmava Heráclito, o Obscuro: “O universo é como um rio que...”
— Perguntava a respeito do automóvel...
— Ah! Bem, o automóvel, se a gente quiser usar uma classificação, digamos, mais aristotélica, trata-se, sem dúvida, de um ser inanimado.
— Como? Acho que o senhor não entendeu. Quero saber qual é exatamente o problema do carro: motor? Carburador? Radiador?
— Sob que ponto de vista?
— O de dentro do capô, por exemplo!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/na-oficina-mecnica.html)
AVAREZA X PIEDADE
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- Dá uma consciência social aí, tio.
- Tem não.
- Só uma consciência social, tio.
- Tem não, menino, já le disse.
- Por favor. Eu tô morrendo de avareza.
- Avareza nada! Tu tá chei de piedade, que eu seio.
- É avareza, tio, eu juro.
- Que avareza o quê! Pensa que eu num tô sentino esse bafo de piedade?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/mendigo.html)
- Dá uma consciência social aí, tio.
- Tem não.
- Só uma consciência social, tio.
- Tem não, menino, já le disse.
- Por favor. Eu tô morrendo de avareza.
- Avareza nada! Tu tá chei de piedade, que eu seio.
- É avareza, tio, eu juro.
- Que avareza o quê! Pensa que eu num tô sentino esse bafo de piedade?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/mendigo.html)
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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A imagem de Cristo entronizada no gabinete de um banqueiro - que sacrilégio !
Joel Silveira, datilografado por GMN
A imagem de Cristo entronizada no gabinete de um banqueiro - que sacrilégio !
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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O mal de Aracaju, onde nasci, é que lá ainda tenho muito amigo de infância.
Joel Silveira, datilografado por GMN
O mal de Aracaju, onde nasci, é que lá ainda tenho muito amigo de infância.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PROSTITUIÇÃO
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É incrível como não se dá valor ao trabalho intelectual nesse país. Por isso tanta gente cai na vida e acaba virando escritora.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/telessexo.html)
É incrível como não se dá valor ao trabalho intelectual nesse país. Por isso tanta gente cai na vida e acaba virando escritora.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/telessexo.html)
PENSAMENTO POSITIVO PARA COMEÇAR BEM O DIA
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Acho que depois de desastres como o do tsunami, de calamidades como a guerra no Oriente Médio, dos ataques do PCC em São Paulo e da invenção da Dolly Light, não há muito que ter dúvidas. Ou bem o Onipotente deixou de acreditar em nós ou apenas nos trocou por espécimes mais propensos a evoluir, como o urso panda e o bicho-preguiça, por exemplo. Ou, ainda, por criaturas que tenham algum grau de afinidade, mesmo que distante, com os seres humanos, caso dos macacos, dos políticos e do Alexandre Frota.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
Acho que depois de desastres como o do tsunami, de calamidades como a guerra no Oriente Médio, dos ataques do PCC em São Paulo e da invenção da Dolly Light, não há muito que ter dúvidas. Ou bem o Onipotente deixou de acreditar em nós ou apenas nos trocou por espécimes mais propensos a evoluir, como o urso panda e o bicho-preguiça, por exemplo. Ou, ainda, por criaturas que tenham algum grau de afinidade, mesmo que distante, com os seres humanos, caso dos macacos, dos políticos e do Alexandre Frota.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
6 de agosto de 2007
Convite ao brigadeiro da Infraero
O brigadeiro J.Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, está convidado a escrever neste blog. Autor de frases geniais, próximas das boutades de um Barão de Itararé, dono de um humor incomum em militares e companheiros do governo Lula, o brigadeiro J. Carlos, além do mais, é corajoso, rompeu uma tradição estabelecida nestes anos de lulismo: saiu atirando. Numa entrevista à Folha de São Paulo de hoje, o brigadeiro se refere a si mesmo como "milico". Com auto-ironia, desmitifica uma palavra pesada da história recente do país: milico. Depois do brigadeiro, ficou sem graça chamar militar de "milico". É claro que o brigadeiro não resolveu as principais questões da crise aérea, mas o país tem a obrigação de reconhecer nele um homem de astral, bem-humorado, de uma franqueza desconcertante no game simulacro da gestão governamental, e de pérolas que enriqueceram o nosso folclore nacional: "avião só não cai quando está em terra". E, pelo que se pode depreender da entrevista dele, um homem honesto. O brigadeiro não usa óculos escuros.
O pensamento do enlatado único do Projac
Bergman e Antonioni morreram, mas o teleenlatado Daniel Filho permanece vivíssimo. Falou mal do Cinema Novo e ironizou "Baixio das Bestas", do pernambucano Cláudio de Assis, numa entrevista de domingo para a Folha de São Paulo. Ele responsabiliza esse tipo de filme pela pouca bilheteria do cinema brasileiro. Para o teleenlatado Daniel Filho, cinema brasileiro deveria ser apenas a cópia dos besteiróis do Projac, atração irresistível para o público imbecilizado e sonambulizado pela estética campo/contracampo da TV Globo e similares.
Como é, Claudio de Assis, vai levar a porrada para casa? "Quem não reaje se rasteja" é uma das lições de "Baixio das Bestas". O blog está aberto para que você exponha suas opiniões e o que pensa dos "clássicos" de Daniel Filho que ficarão para sempre na História do cinema mundial. Você levaria a sua mulher para assistir, num sábado à noite, a um enlatado de Filho? Filho diz que o casal que sai sábado à noite para assistir a um filme como "Baixio das Bestas" retorna para casa brigado:"estragou meu sábado". Vai silenciar diante dos embalos caça-níqueis de sábado à noite de Filho? O espaço é todo seu.
GÊNESE DA LICITAÇÃO FRAUDULENTA
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E Deus achou justo e disse:
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— Faça-se a licitação para criar a luz!
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E dez anjos se apresentaram. Então um deles deu a idéia de aumentar o preço da obra em cem vezes, ganhar a concorrência e dividir o dinheiro entre os demais. E os outros acharam bom.E o vencedor disse:
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— Pronto, Pai. Vou fazer o Sol, um negócio que será um espetáculo: totalmente livre de raios ultravioleta, sem explosões, imóvel e quadrado.
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E Deus achou passável e disse:
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— Vê se apronta tudo isso até o sexto dia, que no sétimo eu quero ir pra praia e vou sair cedo, porque a Marginal está impraticável.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)
E Deus achou justo e disse:
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— Faça-se a licitação para criar a luz!
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E dez anjos se apresentaram. Então um deles deu a idéia de aumentar o preço da obra em cem vezes, ganhar a concorrência e dividir o dinheiro entre os demais. E os outros acharam bom.E o vencedor disse:
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— Pronto, Pai. Vou fazer o Sol, um negócio que será um espetáculo: totalmente livre de raios ultravioleta, sem explosões, imóvel e quadrado.
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E Deus achou passável e disse:
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— Vê se apronta tudo isso até o sexto dia, que no sétimo eu quero ir pra praia e vou sair cedo, porque a Marginal está impraticável.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)
DUAS QUESTÕES METAFÍSICAS
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Como bem dizia aquela personagem de Pirandello, a questão metafísica mais importante não é propriamente saber se a gente acredita em Deus e, sim, saber se Ele acredita na gente. Ao lado, claro, desta outra: por que cargas d’água o Tarso Genro fala juntando os dedinhos daquele jeito ridículo?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
Como bem dizia aquela personagem de Pirandello, a questão metafísica mais importante não é propriamente saber se a gente acredita em Deus e, sim, saber se Ele acredita na gente. Ao lado, claro, desta outra: por que cargas d’água o Tarso Genro fala juntando os dedinhos daquele jeito ridículo?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
O importante não é competir, é deportar
Os boxeadores cubanos nem tiveram tempo de se cansar. A operação deportação foi eficiente, rápida, coisa de profissional. Mas a pauta ainda está valendo. A Imprensa investigativa (existe?) poderia seguir a pista de algumas perguntas que permanecem em aberto. Quais?
1) Qual foi o nome da operação de prisão dos cubanos feita pela Polícia Federal? Operação Cohiba, Neocondor, Comandante, Cuba Libre, Cauê, Larry, Havana Club, Los Hermanos, qual?
2) Os agentes cubanos que permaneceram no Brasil participaram, com informações e negociações, da busca e prisão dos boxeadores?
3) O Governo brasileiro vai acompanhar a promessa feita por Fidel Castro de que os boxeadores não seriam presos quando chegassem à ilha?
4) Os empresários alemães não deveriam ser entrevistados? O que eles têm a dizer sobre o caso dos boxeadores?
5) Getúlio Vargas entregou Olga Benário e outros alemães comunistas ao regime de Hitler, o Governo Lula deportou os cubanos refugiados para o regime de Fidel. A história de ceder à pressão das ditaduras estrangeiras se repete?
6) Qual terá sido a manchete do Granma na volta dos boxeadores?
Basta seguir algumas e outra perguntas, e os leitores terão, como se dizia nas aulas de jornalismo, uma bela reportagem.
Momento Querido Diário
Hoje lidei com gente incompetente e malandra. Depois de duas semanas sem responder a um pedido que fiz por email, decido copiar o responsável pelo projeto, que cobra providências. A pessoa incompetente e malandra, então, responde com aquele sorriso sacana no rosto, perguntando, toda João-Sem-Branço, quais são minhas necessidades.
Aos mais experientes eu gostaria de perguntar o que faço numa hora destas.
Cansa, Querido diário, cansa muito.
Aos mais experientes eu gostaria de perguntar o que faço numa hora destas.
Cansa, Querido diário, cansa muito.
War o quê?
O apelido de Andy Warhol era Warhola. Warhola, ouviram bem? Diante disso, nada tenho mais a dizer.
A Pop Art como torneiras e seringas
Os críticos de arte na década de 1970 centraram fogo nos artistas Pop acusando-os de terem se rendido ao modo de produção capitalista. Escreviam que os Pop Artists colocavam o mercado no pedestal e reduziam a arte a simples mercadoria. Como se vê hoje, opiniões corretas, embora permeadas de marxismo e, portanto, compreensíveis para a época. Tomando por base o ensaio A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, escritor por Walter Benjamin em 1936, encontramos dois caminhos de análise para a Pop: a reprodução de uma obra em várias, permitindo o acesso de mais pessoas; a reprodução em série de elementos numa mesma obra ou em várias delas. Estes são os modos acadêmicos para explicar como a produção em série de "arte" se equivale à produção de torneiras. Quem produz torneiras ou seringas, sabemos, só quer vendê-las. Não vejo outra identificação mais exata do que foi a Pop Art.
DAS CONTINGÊNCIAS ANATÔMICAS
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Tenho certeza de que a totalidade dos leitores masculinos que não sofreram emasculação na infância e, num momento de insanidade pouco justificada, resolveram dar uma volta de bicicleta, sabem do que estou falando..
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O selim definitivamente não é o local mais indicado para aconchegar os testículos. Instrumento de tortura proibido pela Convenção de Genebra, quem quer que o tenha inventado, ou bem era um sádico incurável ou atuava como castrato em algum coro de igreja.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-falecido-marconi-leal.html)
Tenho certeza de que a totalidade dos leitores masculinos que não sofreram emasculação na infância e, num momento de insanidade pouco justificada, resolveram dar uma volta de bicicleta, sabem do que estou falando..
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O selim definitivamente não é o local mais indicado para aconchegar os testículos. Instrumento de tortura proibido pela Convenção de Genebra, quem quer que o tenha inventado, ou bem era um sádico incurável ou atuava como castrato em algum coro de igreja.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-falecido-marconi-leal.html)
BATE-PAPO COM O CURUPIRA
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— Que é que cê tá fazendo aqui, no meio da cidade, uma hora dessas, hein? Você não devia tá na mata?
— Ha! ha! ha! Mata? Onde é que tu tá vivendo, moça? No mundo do faz-de-conta? Tá que nem criança, acreditando em político? Tem mais mata, não, companheira. As que não queimaram, grilaram. Pra você ter uma idéia, a última vez que eu vi a mula-sem-cabeça, ela tava puxando carroça pra um fazendeiro do Acre.
— Como, se ela não vê?
— Por isso, não. Ray Charles era cego, Stevie Wonder é cego e o albino Hermeto não enxerga mesmo muito beeeem! Adoro o Caetano.
— Mas ela não tem cabeça!
— E daí? Só porque é mula e não tem cabeça não pode trabalhar agora? Preconceito seu. Se fosse assim, os autores de livros de auto-ajuda estariam todos desempregados. Tem um fuminho aí?
(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/numa-encruzilhada.html)
— Que é que cê tá fazendo aqui, no meio da cidade, uma hora dessas, hein? Você não devia tá na mata?
— Ha! ha! ha! Mata? Onde é que tu tá vivendo, moça? No mundo do faz-de-conta? Tá que nem criança, acreditando em político? Tem mais mata, não, companheira. As que não queimaram, grilaram. Pra você ter uma idéia, a última vez que eu vi a mula-sem-cabeça, ela tava puxando carroça pra um fazendeiro do Acre.
— Como, se ela não vê?
— Por isso, não. Ray Charles era cego, Stevie Wonder é cego e o albino Hermeto não enxerga mesmo muito beeeem! Adoro o Caetano.
— Mas ela não tem cabeça!
— E daí? Só porque é mula e não tem cabeça não pode trabalhar agora? Preconceito seu. Se fosse assim, os autores de livros de auto-ajuda estariam todos desempregados. Tem um fuminho aí?
(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/numa-encruzilhada.html)
Quem acredita em Tom Jobim? E em Nelson Jobim?
Tom Jobim dizia que Nova Iorque era bom, mas era uma merda, e que o Brasil era uma merda, mas era bom. Já atravessamos o Rubicão: éramos uma merda, ficamos pior.
PS: Quem acredita em Nelson Jobim?
PS: Quem acredita em Nelson Jobim?
T.S. Eliot estava certo: o mundo vai acabar, não com uma explosão, mas com um lamento
A cachola entra em parafuso ao lembrar Vinicius de Moraes. Foi um de nossos melhores poetas, mas abriu mão do seu talento na grande poesia para usá-lo na música popular. De fato, nos deu letras e músicas belíssimas, mas poderia o país prescindir de um grande poeta para ganhar mais um letrista e compositor, por melhor que fosse?
Mas o que de pior Vinicius nos legou foi criar uma confusão dos diabos entre entretenimento e alta cultura. Me parece que a partir de Vinicius o populacho intelectual passou a colocar na mesma sacola letra de música e poesia, e o mundo foi desfeito em menos de sete dias. Porque só depois do fim do mundo é que gente como Cazuza pode ser saudada impunemente como poeta.
T.S. Eliot, a quem chamo pelas costas de Mr. Bean, estava certo: o mundo vai acabar, não com uma explosão, mas com um lamento.
Mas o que de pior Vinicius nos legou foi criar uma confusão dos diabos entre entretenimento e alta cultura. Me parece que a partir de Vinicius o populacho intelectual passou a colocar na mesma sacola letra de música e poesia, e o mundo foi desfeito em menos de sete dias. Porque só depois do fim do mundo é que gente como Cazuza pode ser saudada impunemente como poeta.
T.S. Eliot, a quem chamo pelas costas de Mr. Bean, estava certo: o mundo vai acabar, não com uma explosão, mas com um lamento.
Meu tempo de reflexão é lento como tartaruga manca
Escrever uma resenha ou uma crítica impressionista, que é o que costumo fazer, me exige tempo de maturação pós-leitura. Nunca menos do que dois dias. É o prazo que preciso para o Tico e Teco dentro da minha cachola funcionarem a contento. Uma das razões pelas quais adoro ir ao cinema sozinho é não ter que fazer qualquer comentário à saída da sala de exibição. Honestamente, nunca sei o que dizer. É claro que posso soltar alguns muxoxos ou frases exaltadas, mas nunca será exatamente o meu pensamento dali a dois dias.
Meu tempo de reflexão passou a ser outro depois de exercitar o cérebro com a leitura focada para a crítica. É bom e é mau, pois passou a ser fruto de esforço o passatempo frívolo, não uma contingência da natureza. Para, digamos, relaxar, preciso fazer força.
Voltando à vaca fria, no caso dos livros, preciso mesmo de um período antes de escrever, de alguns dias só matutando. Já aconteceu de eu quase elogiar obras que me causaram uma primeira boa impressão, mas que não resistiram a algumas perguntas básicas que faço ao terminar a leitura para só depois escrever.
Já aconteceu também de eu não ter tido uma boa impressão numa primeira leitura e depois gostar. Madame Bovary, de Flaubert, é meu exemplo clássico. Me arrastei como um cão sem as patas traseiras na primeira leitura e fiquei achando aquilo tudo uma grande chatice, monotonia pura. Só que nos dias seguintes muitas imagens e frases não me saíam da cabeça. Eu ficava intrigado como isso podia acontecer se eu não havia gostado do livro. Como eu não havia lido com o propósito de escrever qualquer coisa sobre, esperei alguns meses, voltei à leitura e, ulalá, passei a adorar o livro.
Não tem aquela frase do Talleyrand, nunca sigas o teu primeiro impulso porque ele será sempre generoso? Pois é, levo essa máxima a sério porque meu tempo de reflexão e leitura é lento como tartaruga manca. (Bruno Garschagen)
Meu tempo de reflexão passou a ser outro depois de exercitar o cérebro com a leitura focada para a crítica. É bom e é mau, pois passou a ser fruto de esforço o passatempo frívolo, não uma contingência da natureza. Para, digamos, relaxar, preciso fazer força.
Voltando à vaca fria, no caso dos livros, preciso mesmo de um período antes de escrever, de alguns dias só matutando. Já aconteceu de eu quase elogiar obras que me causaram uma primeira boa impressão, mas que não resistiram a algumas perguntas básicas que faço ao terminar a leitura para só depois escrever.
Já aconteceu também de eu não ter tido uma boa impressão numa primeira leitura e depois gostar. Madame Bovary, de Flaubert, é meu exemplo clássico. Me arrastei como um cão sem as patas traseiras na primeira leitura e fiquei achando aquilo tudo uma grande chatice, monotonia pura. Só que nos dias seguintes muitas imagens e frases não me saíam da cabeça. Eu ficava intrigado como isso podia acontecer se eu não havia gostado do livro. Como eu não havia lido com o propósito de escrever qualquer coisa sobre, esperei alguns meses, voltei à leitura e, ulalá, passei a adorar o livro.
Não tem aquela frase do Talleyrand, nunca sigas o teu primeiro impulso porque ele será sempre generoso? Pois é, levo essa máxima a sério porque meu tempo de reflexão e leitura é lento como tartaruga manca. (Bruno Garschagen)
DAS INJUSTIÇAS CELESTIAIS
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Convenhamos, se alguém tão ajuizado quanto Deus estivesse no comando do planeta ou houvesse algum sentido na existência, o mínimo que teríamos de esperar seria que o Dunga fosse proibido de treinar a seleção brasileira ou, pelo menos, que a vocalista da banda Calypso nascesse muda.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
Convenhamos, se alguém tão ajuizado quanto Deus estivesse no comando do planeta ou houvesse algum sentido na existência, o mínimo que teríamos de esperar seria que o Dunga fosse proibido de treinar a seleção brasileira ou, pelo menos, que a vocalista da banda Calypso nascesse muda.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/as-frias-de-deus.html)
MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UM DEPUTADO FEDERAL
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No princípio era a Verba. E Deus disse:
— Faça-se a luz!
E não aconteceu absolutamente nada. Então Deus, que não é dos mais pacientes e, por muito menos, ainda iria exterminar os dinossauros, inventar a gripe asiática e dar a idéia da Fanta Uva, disse:
— Faça-se a luz, porra! Eu tô mandando!
E Deus criou o eco, mas a luz não apareceu.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)
No princípio era a Verba. E Deus disse:
— Faça-se a luz!
E não aconteceu absolutamente nada. Então Deus, que não é dos mais pacientes e, por muito menos, ainda iria exterminar os dinossauros, inventar a gripe asiática e dar a idéia da Fanta Uva, disse:
— Faça-se a luz, porra! Eu tô mandando!
E Deus criou o eco, mas a luz não apareceu.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)
O DIA EM QUE OS AVIÕES IAM LEVANTAR VÔO PARA BOMBARDEAR O PALÁCIO DO GOVERNO
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Já se disse que a realidade brasileira supera, com folga, a ficção. É verdade.
Um piloto - que um dia se tornaria escritor - recebe uma ordem: bombardear, pelo ar, o Palácio do Governo. O bombardeio tinha até hora marcada: seis da manhã. O governador estava lá dentro. Ia tudo virar pó.
Nome do piloto :Oswaldo França Júnior. Nome do governador : Leonel Brizola.
(Aqui, o depoimento completo de França Júnior sobre a aventura:
http://www.geneton.com.br/archives/000076.html)
Já se disse que a realidade brasileira supera, com folga, a ficção. É verdade.
Um piloto - que um dia se tornaria escritor - recebe uma ordem: bombardear, pelo ar, o Palácio do Governo. O bombardeio tinha até hora marcada: seis da manhã. O governador estava lá dentro. Ia tudo virar pó.
Nome do piloto :Oswaldo França Júnior. Nome do governador : Leonel Brizola.
(Aqui, o depoimento completo de França Júnior sobre a aventura:
http://www.geneton.com.br/archives/000076.html)
CACHÊ DE 600 - 2
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Ivete Sangalo cobrou 600 mil para se apresentar numa festa de boiadeiro no interior de São Paulo.
Mozart, se estivesse vivo, iria feliz e satisfeito por 28.500 reais.
Ivete Sangalo cobrou 600 mil para se apresentar numa festa de boiadeiro no interior de São Paulo.
Mozart, se estivesse vivo, iria feliz e satisfeito por 28.500 reais.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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Tentar de toda maneira fugir de um fim de semana com todos os seus apelos e tentações - eis aí um sério problema para quem quer sobreviver nesta cidade do Rio de Janeiro. Tremo da cabeça aos pés, sinto frio na medula quando sexta à tarde ou no começo da noite o telefone toca e alguém do outro lado pergunta:
-Você já tem programa para amanhã ?
O que me salva é que estou sempre saindo de uma hepatite - doença que nunca tive.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Tentar de toda maneira fugir de um fim de semana com todos os seus apelos e tentações - eis aí um sério problema para quem quer sobreviver nesta cidade do Rio de Janeiro. Tremo da cabeça aos pés, sinto frio na medula quando sexta à tarde ou no começo da noite o telefone toca e alguém do outro lado pergunta:
-Você já tem programa para amanhã ?
O que me salva é que estou sempre saindo de uma hepatite - doença que nunca tive.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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-Você sabe por que baiano fala devagar, quase parando, como quem se espreguiça ?
-Não.
-Para esticar o máximo possível a falta de assunto.
Joel Silveira, datilografado por GMN
-Você sabe por que baiano fala devagar, quase parando, como quem se espreguiça ?
-Não.
-Para esticar o máximo possível a falta de assunto.
Joel Silveira, datilografado por GMN
5 de agosto de 2007
CACHÊ DE 600
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Deve ser verdade, porque ninguém desmentiu a notícia: Ivete Sangalo cobrou um cachê de seiscentos mil reais para cantar numa festa de peões no interior de São Paulo. Seiscentos mil. Não houve acordo, claro.
Se Beethoven fosse vivo, certamente ficaria satisfeito com um cachê de trinta e cinco mil reais.
Deve ser verdade, porque ninguém desmentiu a notícia: Ivete Sangalo cobrou um cachê de seiscentos mil reais para cantar numa festa de peões no interior de São Paulo. Seiscentos mil. Não houve acordo, claro.
Se Beethoven fosse vivo, certamente ficaria satisfeito com um cachê de trinta e cinco mil reais.
"POR QUE SERÁ QUE ESTES BASTARDOS ESTÃO MENTINDO PARA MIM ?"
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Um ex-editor do jornal The Times, um dinossauro chamado Louis Heren, disse que ouviu, no início da carreira, um conselho inesquecível de um chefe.
O conselho - de fato - é perfeito para quem exerce o jornalismo:
"Quando estiver ouvindo presidentes e ministros, líderes sindicais e empresários, iogues e delegados, o repórter deve sempre perguntar a si próprio: por que será que estes bastardos estão mentindo para mim ?".
Eis aí o melhor manual de redação já escrito.
Um ex-editor do jornal The Times, um dinossauro chamado Louis Heren, disse que ouviu, no início da carreira, um conselho inesquecível de um chefe.
O conselho - de fato - é perfeito para quem exerce o jornalismo:
"Quando estiver ouvindo presidentes e ministros, líderes sindicais e empresários, iogues e delegados, o repórter deve sempre perguntar a si próprio: por que será que estes bastardos estão mentindo para mim ?".
Eis aí o melhor manual de redação já escrito.
ATENÇÃO, ESTÔMAGOS !
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Preparem os estômagos. Respirem fundo. Acendam uma vela para Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, nossa padroeira.
Depois da capa da "Veja" com novas denúncias, começa esta semana uma nova temporada de explicações inexplicáveis do presidente do Senado.
Preparem os estômagos. Respirem fundo. Acendam uma vela para Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, nossa padroeira.
Depois da capa da "Veja" com novas denúncias, começa esta semana uma nova temporada de explicações inexplicáveis do presidente do Senado.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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O falecido David Nasser certa vez me contou:
-O Chatô ( Assis Chateaubriand) chegou um dia para mim e disse :"Saiba vossência que jornalista que não enriquece é burro! Aprenda isso, turco!".
Lembro a historinha, somo e peso meus haveres e concluo: sou uma besta, e das mais quadradas, sem direito sequer a renovar as velhas ferraduras.
Joel Silveira, datilografado por GMN
O falecido David Nasser certa vez me contou:
-O Chatô ( Assis Chateaubriand) chegou um dia para mim e disse :"Saiba vossência que jornalista que não enriquece é burro! Aprenda isso, turco!".
Lembro a historinha, somo e peso meus haveres e concluo: sou uma besta, e das mais quadradas, sem direito sequer a renovar as velhas ferraduras.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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Mais chato que a tal da Bossa-Nova, com seus cicios e corrimentos,só deve ser o Purgatório, que também não ata nem desata. Só enche.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Mais chato que a tal da Bossa-Nova, com seus cicios e corrimentos,só deve ser o Purgatório, que também não ata nem desata. Só enche.
Joel Silveira, datilografado por GMN
4 de agosto de 2007
O caldo de cultura, ou de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo
N’O Globo:
Uma vez Diogo Mainardi me disse que quase nada o interessava na literatura atual. Quando mais mergulho nas leituras e estudos mais me sinto igualmente deslocado no tempo e no espaço ao ver a maior parte desses novos autores e o que se publica nos cadernos literários. O caderno Prosa & Verso tem sido imbatível no que chamo de Nível Neusalau. E na ânsia ou expectativa de ser vanguarda ou estar por dentro das novas tendências (isso parece comercial de loja de roupas, não?), o caderno tem divulgado novos autores. Algum problema, Garschagen? Problema algum, desde que se faça uma abordagem crítica ou uma boa seleção. Não vejo nem uma coisa nem outra.
De que vale uma reportagem como a de capa do caderno de hoje? Tentar estabelecer ou perceber uma identificação entre os escritores a partir de suas influências ou leituras? Bobagem. Bobagem, aliás, desmentida na própria reportagem:
Outra parte que demonsta a intenção do caderno em encontrar similitudes e assim justificar a ideía de uma geração de escritores, identificada como “Geração 00″, é a opinião sensata e reveladora do escritor Antonio Prata ao dizer que as listas eram “muito mais uma ‘carta de intenções’, um ‘o que gostaríamos de ser’, do que uma verdadeira busca sobre as origens de nossa escrita”
Uma nota importante: a matéria fala o tempo todo de forma incorreta em “nova literatura brasileira”. Novos autores não representam, a priori, a nova literatura brasileira, que só pode ser identificada como tal se houver alguma novidade na forma ou nas idéias, e por essa seara a matéria não envereda. Digo eu: não há nem uma coisa nem outra nos 17 escritores convidados a listar o que consideram os “melhores escritores da história”.
Outro ponto equivocado é quando o repórter Miguel Conde tenta remir esse grupo de escritores do que chamo de “maldição Charles Bukowski”. Diz Conde que o fato de alguns autores da literatura beat terem recebido poucos votos demonstra cabalmente que essa “Geração 00″ não pode ser acusada de “admiração massiva pela literatura beat” e que, assim, estaria morto e enterrado “o mais persistente e disseminado clichê sobre os novos autores brasileiros”. O repórter mistura alhos com bugalhos e tenta daí extrair uma sopa saborosa. Em vão. O caldo que daí sai fede e é intragável. Por qual razão, Garschagen? Simples, meu caro Barão de Münchausen: era a “Geração 90″ que tinha essa influência declarada e nefasta de Charles Bukowski e dos beat, não o que o caderno tenta identificar como “Geração 00″. Aliás, como pode haver geração sem pontos em comum? O que há é um grupo numeroso e bastante irregular na qualidade da obra escrevendo num mesmo período. Falar de “geração” só não é uma tolice monumental porque é uma inverdade, pura e simples.
PS: Não vou comentar as escolhas pessoais de cada escritor (e algumas são ótimas). Mas sugiro uma olhada e posterior cotejamento com o que o escritor produziu. Escritores que citam Caetano Veloso e Bob Dylan como referências não merecem nem o tronco, que dirá uma leitura (Bruno Garschagen.
Batidão cultural
Novos autores brasileiros listam suas preferências e influências na
literatura e em outras artes
Avaliações sobre sua qualidade podem variar, mas a exuberância numérica da nova literatura brasileira é inquestionável. Às vezes usando blogs para divulgar seus textos, o que fez com que de início recebessem a detestada qualificação de “escritores de internet”, vários novos autores movimentaram a vida literária brasileira neste começo de século. Muitos chegaram, os últimos anos, às principais editoras do país.
Nos ainda raros esboços de um olhar mais amplo sovre os livros dessa tropa numerosa, é a multiplicidade de temas, estilos e filiações que tem sido observada com mais freqüência. A mesma coisa, por sinal, que se dizia dos escritores brasileiros surgidos nos anos 1990, e que afinal pode-se dizer de qualquer geração de escritores. Numa época em que os alinhamentos coletivos das vanguardas artísticas e ideologias políticas estão desacreditados, é natural que a pluralidade caracterize as produções culturais. Mas essas constatação não chega a mostrar em quê, se em alguma coisa, a chamada nova literatura brasileira se distingue da não-tão-nova, da velha ou da remotíssima. A “Geração 00″ não teria em comum nada além das divergências?
Uma vez Diogo Mainardi me disse que quase nada o interessava na literatura atual. Quando mais mergulho nas leituras e estudos mais me sinto igualmente deslocado no tempo e no espaço ao ver a maior parte desses novos autores e o que se publica nos cadernos literários. O caderno Prosa & Verso tem sido imbatível no que chamo de Nível Neusalau. E na ânsia ou expectativa de ser vanguarda ou estar por dentro das novas tendências (isso parece comercial de loja de roupas, não?), o caderno tem divulgado novos autores. Algum problema, Garschagen? Problema algum, desde que se faça uma abordagem crítica ou uma boa seleção. Não vejo nem uma coisa nem outra.
De que vale uma reportagem como a de capa do caderno de hoje? Tentar estabelecer ou perceber uma identificação entre os escritores a partir de suas influências ou leituras? Bobagem. Bobagem, aliás, desmentida na própria reportagem:
Numa época em que os alinhamentos coletivos das vanguardas artísticas e
ideologias políticas estão desacreditados, é natural que a pluralidade
caracterize as produções culturais. Mas essas constatação não chegam a mostrar
em quê, se em alguma coisa, a chamada nova literatura brasileira se distingue da
não-tão-nova, da velha ou da remotíssima.
Outra parte que demonsta a intenção do caderno em encontrar similitudes e assim justificar a ideía de uma geração de escritores, identificada como “Geração 00″, é a opinião sensata e reveladora do escritor Antonio Prata ao dizer que as listas eram “muito mais uma ‘carta de intenções’, um ‘o que gostaríamos de ser’, do que uma verdadeira busca sobre as origens de nossa escrita”
Uma nota importante: a matéria fala o tempo todo de forma incorreta em “nova literatura brasileira”. Novos autores não representam, a priori, a nova literatura brasileira, que só pode ser identificada como tal se houver alguma novidade na forma ou nas idéias, e por essa seara a matéria não envereda. Digo eu: não há nem uma coisa nem outra nos 17 escritores convidados a listar o que consideram os “melhores escritores da história”.
Outro ponto equivocado é quando o repórter Miguel Conde tenta remir esse grupo de escritores do que chamo de “maldição Charles Bukowski”. Diz Conde que o fato de alguns autores da literatura beat terem recebido poucos votos demonstra cabalmente que essa “Geração 00″ não pode ser acusada de “admiração massiva pela literatura beat” e que, assim, estaria morto e enterrado “o mais persistente e disseminado clichê sobre os novos autores brasileiros”. O repórter mistura alhos com bugalhos e tenta daí extrair uma sopa saborosa. Em vão. O caldo que daí sai fede e é intragável. Por qual razão, Garschagen? Simples, meu caro Barão de Münchausen: era a “Geração 90″ que tinha essa influência declarada e nefasta de Charles Bukowski e dos beat, não o que o caderno tenta identificar como “Geração 00″. Aliás, como pode haver geração sem pontos em comum? O que há é um grupo numeroso e bastante irregular na qualidade da obra escrevendo num mesmo período. Falar de “geração” só não é uma tolice monumental porque é uma inverdade, pura e simples.
PS: Não vou comentar as escolhas pessoais de cada escritor (e algumas são ótimas). Mas sugiro uma olhada e posterior cotejamento com o que o escritor produziu. Escritores que citam Caetano Veloso e Bob Dylan como referências não merecem nem o tronco, que dirá uma leitura (Bruno Garschagen.
UMA MUSA DE NOSSOS DIAS E UM POETA DE DIAS PASSADOS
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— Putz! Terceto dantesco de novo?
— É. Mas não consigo fechar a última estrofe. E você por aí, no meio do mundo!
— Já disse que moro na Zona Leste! Agora, vem cá, por que é que tu não adota o verso livre de uma vez, hein? Seria tão mais simples!
— Não é pra escrever versos livres que eu te pago tão bem!
— Bem? Ha, essa foi boa! Você por acaso sabe quanto custa uma coroa de rosas? E uma túnica como essa? Pra afinar minha lira, você acha que eu pago quanto? E nem tíquete-refeição eu recebo!
— Ah, é? E quanto é que Homero te pagou pra inspirar a “Odisséia”, hein? Ou a “Ilíada”?
— Quem inspirava a poesia épica era Calíope, ignorante. E aquele velho cego era um muquirana, não deve ter pago nada. Coitada, acabou morrendo à míngua.
— Ué, ela não era imortal?
— Era. Até o século XIX. Mas quem é que pode com o pós-modernismo? O pós-modernismo é de matar qualquer um. Até ela.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/musa-contempornea.html)
— Putz! Terceto dantesco de novo?
— É. Mas não consigo fechar a última estrofe. E você por aí, no meio do mundo!
— Já disse que moro na Zona Leste! Agora, vem cá, por que é que tu não adota o verso livre de uma vez, hein? Seria tão mais simples!
— Não é pra escrever versos livres que eu te pago tão bem!
— Bem? Ha, essa foi boa! Você por acaso sabe quanto custa uma coroa de rosas? E uma túnica como essa? Pra afinar minha lira, você acha que eu pago quanto? E nem tíquete-refeição eu recebo!
— Ah, é? E quanto é que Homero te pagou pra inspirar a “Odisséia”, hein? Ou a “Ilíada”?
— Quem inspirava a poesia épica era Calíope, ignorante. E aquele velho cego era um muquirana, não deve ter pago nada. Coitada, acabou morrendo à míngua.
— Ué, ela não era imortal?
— Era. Até o século XIX. Mas quem é que pode com o pós-modernismo? O pós-modernismo é de matar qualquer um. Até ela.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/musa-contempornea.html)
Solução negociada para os cubanos
Os atletas cubanos devem ficar no Brasil. O blog defende uma solução negociada. Em troca do direito de os refugiados permanecerem e viverem no Brasil, entregaremos a Cuba João Dória Jr. e Jesus Sangalo. De lambuja, daremos ainda José Dirceu e Renan Calheiros. Não é um bom negócio, comandante?
Clássico das multidões
O escritor Antonio Callado dizia que o Brasil era o único país de dimensões continentais que não havia cumprido o seu destino histórico, sempre arranjava um jeitinho de driblá-lo. E isso, é claro, antes das atuais pulsões econômicas da China e Índia. Em tempos de vaias e movimentos canseiras, sempre retornam as críticas às elites, logicamente proferidas por outras elites, contrárias àquelas. Elite versus elite é futebol society. Não tem graça. Clássico histórico é povo contra as elites, todas e sejam quais forem. Esse jogo não pode acabar um a um. A terceira divisão precisa entrar em campo.
BRASIL-CUBA : SERVIÇO DE PRONTA ENTREGA
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Os atletas cubanos que tentaram ficar no Brasil depois do Pan foram presos e serão deportados em tempo recorde.
Quem dedurou os cubanos ? Alguém perguntou a eles se eles queriam ficar no Brasil ?
O caso cheira mal. Nunca se viu tanta "eficiência" num caso de deportação.
Os atletas cubanos que tentaram ficar no Brasil depois do Pan foram presos e serão deportados em tempo recorde.
Quem dedurou os cubanos ? Alguém perguntou a eles se eles queriam ficar no Brasil ?
O caso cheira mal. Nunca se viu tanta "eficiência" num caso de deportação.
BRASIL. VOCAÇÃO : REPUBLIQUETA
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Quem se habilita a fazer uma lista das perdas e danos provocados pela disseminação da praga politicamente correta ?
Eu me arrisco a apontar uma : a universidade - que já era uma porcaria - vai virar um lixo.
Em nome da idéia de corrigir injustiças históricas, um débil mental teve a grande idéia de eleger a cor da pele como indicativo de mérito acadêmico. Ou seja: quem se declarar preto terá prioridade sobre quem for de outra cor, na hora de tentar conquistar ua vaga na universidade.
Há um milhão de outras maneiras de tentar estancar a chamada "exclusão social". Mas os gênios escolheram a mais errada de todas.
Agora, os jornais anunciam que o governo do Estado do Rio vai garantir uma cota nas universidades para filhos de policiais mortos.
O que é que uma tragédia familiar tem a ver com mérito acadêmico?
Ah, a indomável vocação do Brasil para se perpetuar como republiqueta...
Quem se habilita a fazer uma lista das perdas e danos provocados pela disseminação da praga politicamente correta ?
Eu me arrisco a apontar uma : a universidade - que já era uma porcaria - vai virar um lixo.
Em nome da idéia de corrigir injustiças históricas, um débil mental teve a grande idéia de eleger a cor da pele como indicativo de mérito acadêmico. Ou seja: quem se declarar preto terá prioridade sobre quem for de outra cor, na hora de tentar conquistar ua vaga na universidade.
Há um milhão de outras maneiras de tentar estancar a chamada "exclusão social". Mas os gênios escolheram a mais errada de todas.
Agora, os jornais anunciam que o governo do Estado do Rio vai garantir uma cota nas universidades para filhos de policiais mortos.
O que é que uma tragédia familiar tem a ver com mérito acadêmico?
Ah, a indomável vocação do Brasil para se perpetuar como republiqueta...
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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O mal de Deus é que ele exagera muito quando quer agradar a alguém.
Joel Silveira, datilografado por GMN
O mal de Deus é que ele exagera muito quando quer agradar a alguém.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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Tarde de ensaio na banda de música loca, numa cidadezinha do interior. O suarento maestro dirige-se a uma senhora, gorda e compenetrada, que parecia entendiadíssima em sons e harmonias:
-A senhora toca ?
-Só um instrumento de sopro : café quente.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Tarde de ensaio na banda de música loca, numa cidadezinha do interior. O suarento maestro dirige-se a uma senhora, gorda e compenetrada, que parecia entendiadíssima em sons e harmonias:
-A senhora toca ?
-Só um instrumento de sopro : café quente.
Joel Silveira, datilografado por GMN
A questão separatista - caso Rio
O prefeito Cesar Maia, o Malévolo, andou falando mal dos nordestinos. Disse que os nordestinos são politicamente subdesenvolvidos e, por isso, Lula se refugiou no Nordeste depois do poema sonoro do Maracanã. É uma discussão interessante, porém secundária. A questão prioritária é o movimento separatista, que ganha fôlego na internet e em ambientes politicamente desenvolvidos, que propõe a exclusão do Estado do Rio de Janeiro do mapa territorial brasileiro. O movimento se denomina EXPULSEI. Já surgiram algumas propostas factíveis como, por exemplo, doar o Rio de Janeiro às Farc ou então anexá-lo como província ultramarina à Bolívia, um justo ressarcimento pela apropriação do Acre (onde fica?). Os excludentes defendem que a expulsão do Rio de Janeiro melhoraria a imagem externa do Brasil. Também seria compensatório o fato de se livrar das quase setecentas favelas, repletas de traficantes, degredados e abomináveis Cauês falando com sotaque de Madureira
O debate só está iniciando, e novas sugestões devem aparecer para a solução final do caso Rio de Janeiro. Enquanto não se chega a um acordo negociado no processo separatista, o prefeito Cesar Maia continua incorporando, aos poucos mas com determinação, o espírito maléfico de ACM, que Deus o tenha. CM, o Malévolo, pela postura desenxabida, certamente irá superar a malignidade do seu encosto.
Sugestões de nomes para novos movimentos cívicos
Debochei, escrachei, escrotei, sacaneie, pirei, merdei, lulei, renei, escravizei, lobbei, roubei, fudei, republiquei, relaxei, gozei, palaciei, abcei, groovei, baianei, novelei, impostei, bebei, sinistrei, calcinei, dorei, jesusei, ivetei, estelionatei, soneguei e tamanquei. Todos obviamente pelos direitos dos brasileiros.
3 de agosto de 2007
O COMEÇO É 500
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Transparência: o Sopa de Tamanco, blog cem por cento pobre, despregado, independente, sem qualquer vinculação com os grandes portais, atravessa outra semana mantendo a média de 500 visitas por dia. Há belos blogs que existem para receber dez visitas diárias. Ou menos. Por que não ? A graça da galáxia blogueira é esta: as platéias se dividem em milhares, milhões de pequenas constelações.
"Vista em perspectiva", a marca de 500 é uma multidão incalculável.
Segunda: 535 visitas
Terça : 511
Quarta: 555
Quinta : 559
Sexta : 511 ( parcial)
O Sopa de Tamanco agradece a atenção dispensada.
E promete barulho.
Transparência: o Sopa de Tamanco, blog cem por cento pobre, despregado, independente, sem qualquer vinculação com os grandes portais, atravessa outra semana mantendo a média de 500 visitas por dia. Há belos blogs que existem para receber dez visitas diárias. Ou menos. Por que não ? A graça da galáxia blogueira é esta: as platéias se dividem em milhares, milhões de pequenas constelações.
"Vista em perspectiva", a marca de 500 é uma multidão incalculável.
Segunda: 535 visitas
Terça : 511
Quarta: 555
Quinta : 559
Sexta : 511 ( parcial)
O Sopa de Tamanco agradece a atenção dispensada.
E promete barulho.
A TRILHA SONORA DAS LABAREDAS
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É pule de dez : tenho certeza de que, assim que alguém pisa no inferno, a primeira coisa que ouve é aquela música "quero a risada mais gostosa" etc.etc, cantada por Ivan Lins. Sentado num trono, todo vestido de vermelho, com um tridente na mão e um caixa de enxofre na outra, o Lúcifer ri a bandeiras despregadas. Uma TV, ligada no salão ao lado, irradia durante todo o tempo a frase "essa galerinha vai aprontar todas!". Uma diabo júnior fica repetindo em voz alta os textos de uma reportagem de revista de celebridade sobre um ganhador do Big Brother. O sistema de alto falantes propaga um anúncio engraçadinho de cerveja. A voz de um senador mentindo sobre falcatruas agrava a cacofonia. Ouve-se, claro e nítido, Roberto Carlos cantando aquele primeiro verso de "Emoções". Os sons se misturam todos, em meio a labaredas vermelhíssimas.
Tive esse pressentimento : o inferno deve ser assim.
Quando eu chegar lá, mando notícias confirmando.
É pule de dez : tenho certeza de que, assim que alguém pisa no inferno, a primeira coisa que ouve é aquela música "quero a risada mais gostosa" etc.etc, cantada por Ivan Lins. Sentado num trono, todo vestido de vermelho, com um tridente na mão e um caixa de enxofre na outra, o Lúcifer ri a bandeiras despregadas. Uma TV, ligada no salão ao lado, irradia durante todo o tempo a frase "essa galerinha vai aprontar todas!". Uma diabo júnior fica repetindo em voz alta os textos de uma reportagem de revista de celebridade sobre um ganhador do Big Brother. O sistema de alto falantes propaga um anúncio engraçadinho de cerveja. A voz de um senador mentindo sobre falcatruas agrava a cacofonia. Ouve-se, claro e nítido, Roberto Carlos cantando aquele primeiro verso de "Emoções". Os sons se misturam todos, em meio a labaredas vermelhíssimas.
Tive esse pressentimento : o inferno deve ser assim.
Quando eu chegar lá, mando notícias confirmando.
SOMOS TODOS VÍTIMAS DA SÍNDROME DE WOODY ALLEN
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O exercício do jornalismo uma vez me deu a chance de gravar uma longa entrevista exclusiva com Woody Allen, na suíte de um hotel de frente para o Hyde Park, em Londres. Eu me lembro especialmente de uma declaração. Lá pelas tantas, ele disse que, assim que terminava um filme, começava imediatamente a fazer outro, porque, se não fosse assim, passaria a olhar obsessivamente para uma nuvem escura que flutua à altura de nossos ombros e nos acompanha por toda parte: a morte. Em outras palavras, ele dizia que os filmes podem até ser dispensáveis, mas precisam ser feitos, porque impedem que os olhos passem o tempo todo fixados na tal nuvem escura.
Tenho esta sensação quando entro numa livraria. Noventa e sete por cento dos livros são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os autores precisam escrevê-los. Noventa e oito por cento dos filmes são dispensáveis.O mundo existiria sem eles. Mas os diretores precisam fazê-los. Noventa e nove por cento dos blogs são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os blogueiros precisam abastecê-los.
Somos todos vítimas da Síndrome de Woody Allen.
Ainda bem.
O exercício do jornalismo uma vez me deu a chance de gravar uma longa entrevista exclusiva com Woody Allen, na suíte de um hotel de frente para o Hyde Park, em Londres. Eu me lembro especialmente de uma declaração. Lá pelas tantas, ele disse que, assim que terminava um filme, começava imediatamente a fazer outro, porque, se não fosse assim, passaria a olhar obsessivamente para uma nuvem escura que flutua à altura de nossos ombros e nos acompanha por toda parte: a morte. Em outras palavras, ele dizia que os filmes podem até ser dispensáveis, mas precisam ser feitos, porque impedem que os olhos passem o tempo todo fixados na tal nuvem escura.
Tenho esta sensação quando entro numa livraria. Noventa e sete por cento dos livros são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os autores precisam escrevê-los. Noventa e oito por cento dos filmes são dispensáveis.O mundo existiria sem eles. Mas os diretores precisam fazê-los. Noventa e nove por cento dos blogs são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os blogueiros precisam abastecê-los.
Somos todos vítimas da Síndrome de Woody Allen.
Ainda bem.
VALORES
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— Eles é rico, mas é limpinho, mãe. A sinhora tem preconceitcho só porque eles mora no condomínio fechado!
— Webson Cleiterson, meu fio, esse povo é tudo mal-educado, vive poluino as rua com os carrão de luxo deles, jogano lixo pela janela dos automórve, dano propina pra guarda de trânsio, furano fila em cinema de shopscente, falano alto em celulá com câmara de vídeo...
— O Daniel, o Pedro e o Marcão num é assim não, mãe. A sinhora pricisa de vê.
— Tu num vê jornal, Webson Cleiterson? Isso é um povo preguiçoso, que num gosta de trabaiá. O pai arruma uma vaga pra eles no emprego públio ou numa empresa e eles faz a vida embolsano propina, menino. Num paga imposto, num assina a carteira dos empregado, manda dinheiro ilício pras Oropa...
— Que é isso, mãe! Tomem tem rico honesto!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)
— Eles é rico, mas é limpinho, mãe. A sinhora tem preconceitcho só porque eles mora no condomínio fechado!
— Webson Cleiterson, meu fio, esse povo é tudo mal-educado, vive poluino as rua com os carrão de luxo deles, jogano lixo pela janela dos automórve, dano propina pra guarda de trânsio, furano fila em cinema de shopscente, falano alto em celulá com câmara de vídeo...
— O Daniel, o Pedro e o Marcão num é assim não, mãe. A sinhora pricisa de vê.
— Tu num vê jornal, Webson Cleiterson? Isso é um povo preguiçoso, que num gosta de trabaiá. O pai arruma uma vaga pra eles no emprego públio ou numa empresa e eles faz a vida embolsano propina, menino. Num paga imposto, num assina a carteira dos empregado, manda dinheiro ilício pras Oropa...
— Que é isso, mãe! Tomem tem rico honesto!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)
LÓGICA PARA PARLAMENTARES
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— Agora, o senhor me diga: um pedreiro leva um dia para construir uma parede de dois metros. Sabendo que ele começou o trabalho na primeira semana de dezembro, se ele quiser construir uma parede de dez metros, quando ele a terminará?
— Na mesma semana, professor!
— Deixa de ser beócio! Alguém sabe a resposta? Vá em frente, seu Romero.
— Essa é fácil, professor: na quarta semana de dezembro. Uma semana tem dois dias, logo, em três semanas ele terá terminado a obra.
— Não. Está errado. O senhor não está esquecendo alguma coisa?
— Putz! Como eu sou desatento, professor! Desculpe: na primeira semana de março. Esqueci de calcular os meses de recesso!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)
— Agora, o senhor me diga: um pedreiro leva um dia para construir uma parede de dois metros. Sabendo que ele começou o trabalho na primeira semana de dezembro, se ele quiser construir uma parede de dez metros, quando ele a terminará?
— Na mesma semana, professor!
— Deixa de ser beócio! Alguém sabe a resposta? Vá em frente, seu Romero.
— Essa é fácil, professor: na quarta semana de dezembro. Uma semana tem dois dias, logo, em três semanas ele terá terminado a obra.
— Não. Está errado. O senhor não está esquecendo alguma coisa?
— Putz! Como eu sou desatento, professor! Desculpe: na primeira semana de março. Esqueci de calcular os meses de recesso!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)
Mami, quando eu crescer quero ser bandeirinha
O juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho sustenta que o ludopédio é "jogo viril, varonil, não homossexual".
Esportes coletivos, segundo a Assessoria Jurídica do SDT, constituem o último bastião do homoerotismo. O que é o alegado prazer que futebolistas sentem quando metem 'a bola entre as pernas' do adversário? Pelas coxas de Charles Miller, onde os viris varonis pensam que estão?
Jornalistas do ramo sentem náusea quando precisam cobrir atletas femininas.
No caso específico do nosso querido Brasil, o ludopédio se tornou esporte de maricas. Os viris e varonis baladeiros da seleção brasileira jamais teriam a coragem de jogar em times mistos.
Posto que, entre outras conseqüências, sentir-se-iam inibidos a cada possibilidade de encenar, no melhor estilo Cacilda, as hiperbólicas dores de Fernando Pessoa.
Também a presença de jogadoras castraria todo o troca-troca passivo-agressivo de quem não teve cojones de abraçar o boxe ou o vale-tudo.
Esportes coletivos, segundo a Assessoria Jurídica do SDT, constituem o último bastião do homoerotismo. O que é o alegado prazer que futebolistas sentem quando metem 'a bola entre as pernas' do adversário? Pelas coxas de Charles Miller, onde os viris varonis pensam que estão?
Jornalistas do ramo sentem náusea quando precisam cobrir atletas femininas.
No caso específico do nosso querido Brasil, o ludopédio se tornou esporte de maricas. Os viris e varonis baladeiros da seleção brasileira jamais teriam a coragem de jogar em times mistos.
Posto que, entre outras conseqüências, sentir-se-iam inibidos a cada possibilidade de encenar, no melhor estilo Cacilda, as hiperbólicas dores de Fernando Pessoa.
Também a presença de jogadoras castraria todo o troca-troca passivo-agressivo de quem não teve cojones de abraçar o boxe ou o vale-tudo.
Contratempos da offshore do sexo
Está na 'Folha' que uma subprefeitura de São Paulo vai fechar a luxuosa casa de tolerância Bahamas, do devasso Oscar Cestinha Maroni Filho, cujo motel perturba o pessoal em Congonhas.
Pensamento da semana: só mesmo em São Paulo um hangar atrapalha um aeroporto.
Pensamento da semana: só mesmo em São Paulo um hangar atrapalha um aeroporto.
Grandes falas presidenciais - Animal Planet
"O LULA É O MELHOR AMIGO DO CACHORRO."
Luiz Inácio Uiva da Silva
"AQUELES [PESSIMISTAS] DE PLANTÃO FICAM DIZENDO: QUEM NASCEU PRIMEIRO, O LULA OU A GALINHA?"
Luiz Galinácio Lula da Silva
SHAKESPEARE E A AXÉ MUSIC
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Já dizia aquele guardador de cavalos renascentista: “A vida é uma história contada por um tolo. Cheia de som e fúria. Nada significando.” Frase esta que demonstra a grande capacidade que tinha o sujeito de antever o futuro. Afinal, nasceu muito antes do surgimento da axé music.
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Quanto a mim, infelizmente não tive a mesma sorte. E digo a vocês, nobres companheiros, que agüentaria de bom grado pragas de menor teor destrutivo, como a Peste Negra, e viveria tranqüilo sem água encanada, luz, telefone e até mesmo sem aquela que é a maior invenção do engenho humano — a ducha de sanitário —, se me fosse dado passar toda a minha vida sem ouvir um refrão com mais de três vogais em seqüência.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ax-music.html)
Já dizia aquele guardador de cavalos renascentista: “A vida é uma história contada por um tolo. Cheia de som e fúria. Nada significando.” Frase esta que demonstra a grande capacidade que tinha o sujeito de antever o futuro. Afinal, nasceu muito antes do surgimento da axé music.
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Quanto a mim, infelizmente não tive a mesma sorte. E digo a vocês, nobres companheiros, que agüentaria de bom grado pragas de menor teor destrutivo, como a Peste Negra, e viveria tranqüilo sem água encanada, luz, telefone e até mesmo sem aquela que é a maior invenção do engenho humano — a ducha de sanitário —, se me fosse dado passar toda a minha vida sem ouvir um refrão com mais de três vogais em seqüência.
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ax-music.html)
Do livro para a vida
A história do soldado brasileiro que tropeçou num fio de alta tensão e morreu me lembra uma historinha do clássico Guerra e Paz. Rostov, menino nascido em berço de ouro, coisa e tal, vai pra frente de batalha. No meio do pega-pra-capar, cai do cavalo e machuca a mão. Na hora de ver o saldão da peleja, os soldados que o encontram ferido acabam por perguntar o que aconteceu, coisa e tal. Rostov, num arroubo de honradez, diz que se feriu ao enfrentar, corpo a corpo, o inimigo. E foi assim que a Rússia ganhou um de seus heróis.
Parece fora de propósito, não. É que me ocorreu.
Parece fora de propósito, não. É que me ocorreu.
EMENDA CONSTITUCIONAL 2.156.889.637.273/07: PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA
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A partir desta data, fica estabelecido que todo brasileiro, sem distinção de classe, raça, cor ou religião, tem o direito inalienável de comer o mesmo número de mulheres que o Chico Buarque come. Revogam-se as disposições em contrário.
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(Para apoiar a proposta de emenda constitucional, lançada com exclusividade pelo SDT, deixe o nome na caixa de comentários, por favor. Precisamos de um milhão de assinaturas para enviá-la ao Congresso.)
A partir desta data, fica estabelecido que todo brasileiro, sem distinção de classe, raça, cor ou religião, tem o direito inalienável de comer o mesmo número de mulheres que o Chico Buarque come. Revogam-se as disposições em contrário.
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(Para apoiar a proposta de emenda constitucional, lançada com exclusividade pelo SDT, deixe o nome na caixa de comentários, por favor. Precisamos de um milhão de assinaturas para enviá-la ao Congresso.)
ESCREVER EM BLOG OU FAZER BAMBOLÊ NO FUNDO DA PISCINA ?
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O site da BBC Brasil informa:
"Novo recordista de pula-pula aquático:
O novaiorquino Ashrita Furman marcou dois novos recordes aquáticos: o de pula-pula e o de bambolê debaixo d'água. Ele percorreu o equivalente a cerca de 512 metros no fundo da piscina com o pula-pula e rebolou com o aro durante 2 minutos e 38 segundos"
Um vídeo com o feito do sr. Furman pode ser visto no site http://www.bbc.co.uk/portuguese/
Passar 2 minutos e 38 segundos fazendo bambolê no fundo de uma piscina.
Só uma coisa pode ser mais inútil: escrever para blogs.
Mas todos escrevem.
E o senhor Furman rebola.
O show não pode parar.
O site da BBC Brasil informa:
"Novo recordista de pula-pula aquático:
O novaiorquino Ashrita Furman marcou dois novos recordes aquáticos: o de pula-pula e o de bambolê debaixo d'água. Ele percorreu o equivalente a cerca de 512 metros no fundo da piscina com o pula-pula e rebolou com o aro durante 2 minutos e 38 segundos"
Um vídeo com o feito do sr. Furman pode ser visto no site http://www.bbc.co.uk/portuguese/
Passar 2 minutos e 38 segundos fazendo bambolê no fundo de uma piscina.
Só uma coisa pode ser mais inútil: escrever para blogs.
Mas todos escrevem.
E o senhor Furman rebola.
O show não pode parar.
CANSEI DE MÁS INFLUÊNCIAS
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— Onde é que tu tava, Webson Cleiterson?
— Eu... Ah, eu tava brincano no lixão aqui perto, mãe.
— Mentira, Webson Cleiterson! Cê tava era metido cum aqueles menino do asfalto de novo!
— Tava não, mãe, eu num saí da favela, eu juro!
— Saiu, sim, olha aí: chega mai perto. Isso. Agora sopra. Urgh! Tô sentino daqui esse teu bafo de camarão e lagosta! Tá cheirano a perfume francês!
— Não, mãe! É colônia!
— Colônia nada! Isso é perfume francês! E esse tênis da Nique?
— É falsificado, mãe...
— Falsificado! Hum! É legítio! Tu já pegou a mania do povo do asfalto de deixá até de comê pro mode comprá coisa da moda... Ai, meu Deuse, quantas vez já te disse pra tu que essa gente do asfalto num presta, Webson Cleiterson! Todo dia aparece nos jornal, menino! Essa gente vive metida em robo, assartando o gunverno! É uma corrupção que num acaba mai!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)
— Onde é que tu tava, Webson Cleiterson?
— Eu... Ah, eu tava brincano no lixão aqui perto, mãe.
— Mentira, Webson Cleiterson! Cê tava era metido cum aqueles menino do asfalto de novo!
— Tava não, mãe, eu num saí da favela, eu juro!
— Saiu, sim, olha aí: chega mai perto. Isso. Agora sopra. Urgh! Tô sentino daqui esse teu bafo de camarão e lagosta! Tá cheirano a perfume francês!
— Não, mãe! É colônia!
— Colônia nada! Isso é perfume francês! E esse tênis da Nique?
— É falsificado, mãe...
— Falsificado! Hum! É legítio! Tu já pegou a mania do povo do asfalto de deixá até de comê pro mode comprá coisa da moda... Ai, meu Deuse, quantas vez já te disse pra tu que essa gente do asfalto num presta, Webson Cleiterson! Todo dia aparece nos jornal, menino! Essa gente vive metida em robo, assartando o gunverno! É uma corrupção que num acaba mai!
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(Texto completo aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)
Com todo o respeito ao amigo Geneton mas...
... belo disco, em se tratando de John Lennon, não é um oximoro?
O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA NORMATIVA
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No princípio era o verbo. E Deus disse:
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— Faça-se a análise sintática!
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Então surgiram o sujeito, o predicado nominal, o adjunto adverbial e o zero na média de Português. E Deus fez uma coordenada assindética e achou bom. Mas, como não havia ninguém para usar aquelas maravilhas, Deus criou o aparelho fonador e, em torno dele, o homem. E o homem agradeceu e disse:
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— Muitcho obrigado, Incelência!
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E Deus não achou nada bom. Irritado, fez o raio com o único intuito de lançar na cabeça do homem, que gritou:
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— É relâmpio!
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E Deus ficou verdadeiramente puto e, jogando o raio, disse:
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— Fala direito, ignorante!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-da.html)
No princípio era o verbo. E Deus disse:
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— Faça-se a análise sintática!
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Então surgiram o sujeito, o predicado nominal, o adjunto adverbial e o zero na média de Português. E Deus fez uma coordenada assindética e achou bom. Mas, como não havia ninguém para usar aquelas maravilhas, Deus criou o aparelho fonador e, em torno dele, o homem. E o homem agradeceu e disse:
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— Muitcho obrigado, Incelência!
.
E Deus não achou nada bom. Irritado, fez o raio com o único intuito de lançar na cabeça do homem, que gritou:
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— É relâmpio!
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E Deus ficou verdadeiramente puto e, jogando o raio, disse:
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— Fala direito, ignorante!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-da.html)
PAI, POR ALLEN GINSBERG
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O Sopa de Tamanco atende a pedidos vindos de todas as partes desta sala: repete o post com o poeta Allen Ginsberg, um dos papas da geração beat. O poema é "Father Death Blues". Ginsberg escreveu a bordo de um avião, a caminho do enterro do pai. Depois, musicou. É melhor ouvir Ginsberg recitando "Father Death Blues" do que assistir a comerciais da Casa & Vídeo sobre o dia dos pais.
Hey Father Death, I'm flying home
Hey poor man, you're all alone
Hey old daddy, I know where I'm going
Father Death, Don't cry any more
Mama's there, underneath the floor
Brother Death, please mind the store
Old Aunty Death Don't hide your bones
Old Uncle Death I hear your groans
O Sister Death how sweet your moans
O Children Deaths go breathe your breaths
Sobbing breasts'll ease your Deaths
Pain is gone, tears take the rest
Genius Death your art is done
Lover Death your body's gone
Father Death I'm coming home
Guru Death your words are true
Teacher Death I do thank you
For inspiring me to sing this Blues
Buddha Death, I wake with you
Dharma Death, your mind is new
Sangha Death, we'll work it through
Suffering is what was born
Ignorance made me forlorn
Tearful truths I cannot scorn
Father Breath once more farewell
Birth you gave was no thing ill
My heart is still, as time will tell.
Aqui, Ginsberg apresenta uma versão cantada do poema, meses antes de morrer. Como diz um dos versos "hey, poor man / you are all alone...." ( vale a pena ouvir) :
O Sopa de Tamanco atende a pedidos vindos de todas as partes desta sala: repete o post com o poeta Allen Ginsberg, um dos papas da geração beat. O poema é "Father Death Blues". Ginsberg escreveu a bordo de um avião, a caminho do enterro do pai. Depois, musicou. É melhor ouvir Ginsberg recitando "Father Death Blues" do que assistir a comerciais da Casa & Vídeo sobre o dia dos pais.
Hey Father Death, I'm flying home
Hey poor man, you're all alone
Hey old daddy, I know where I'm going
Father Death, Don't cry any more
Mama's there, underneath the floor
Brother Death, please mind the store
Old Aunty Death Don't hide your bones
Old Uncle Death I hear your groans
O Sister Death how sweet your moans
O Children Deaths go breathe your breaths
Sobbing breasts'll ease your Deaths
Pain is gone, tears take the rest
Genius Death your art is done
Lover Death your body's gone
Father Death I'm coming home
Guru Death your words are true
Teacher Death I do thank you
For inspiring me to sing this Blues
Buddha Death, I wake with you
Dharma Death, your mind is new
Sangha Death, we'll work it through
Suffering is what was born
Ignorance made me forlorn
Tearful truths I cannot scorn
Father Breath once more farewell
Birth you gave was no thing ill
My heart is still, as time will tell.
Aqui, Ginsberg apresenta uma versão cantada do poema, meses antes de morrer. Como diz um dos versos "hey, poor man / you are all alone...." ( vale a pena ouvir) :
MÃE, POR JOHN LENNON
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Saudosistas de John Lennon, correi. Acaba de sair um belo disco : "Make Some Noise".
É uma daquelas coletâneas benemerentes mas vale a viagem : artistas regravaram as melhores canções de John Lennon,num álbum duplo lançado pela Anistia Internacional em prol das vítimas da carnificina de Darfur, no Sudão.
Duas regravações : "Mother" - talvez a melhor música de JL - e "Real Love". Em "Mother", John Lennon resume em duas linhas toda a história da psicanálise: "Mother,don´t go/ Daddy,come home" ("Mãe, não vá embora/ Pai, venha para casa"). A mãe de Lennon, como se sabe, morreu atropelada por um policial bêbado.O pai sumiu. Só reapareceu quando o filho já era famoso.
A letra de "Mother":
"Mother, you had me but I never had you,
I wanted you but you didn't want me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Farther, you left me but I never left you,
I needed you but you didn't need me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Children, don't do what I have done,
I couldn't walk and I tried to run,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home".
aqui, a recém-lançada versão de "Mother" do disco duplo "Make Some Noise":
Saudosistas de John Lennon, correi. Acaba de sair um belo disco : "Make Some Noise".
É uma daquelas coletâneas benemerentes mas vale a viagem : artistas regravaram as melhores canções de John Lennon,num álbum duplo lançado pela Anistia Internacional em prol das vítimas da carnificina de Darfur, no Sudão.
Duas regravações : "Mother" - talvez a melhor música de JL - e "Real Love". Em "Mother", John Lennon resume em duas linhas toda a história da psicanálise: "Mother,don´t go/ Daddy,come home" ("Mãe, não vá embora/ Pai, venha para casa"). A mãe de Lennon, como se sabe, morreu atropelada por um policial bêbado.O pai sumiu. Só reapareceu quando o filho já era famoso.
A letra de "Mother":
"Mother, you had me but I never had you,
I wanted you but you didn't want me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Farther, you left me but I never left you,
I needed you but you didn't need me,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Children, don't do what I have done,
I couldn't walk and I tried to run,
So I just got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home".
aqui, a recém-lançada versão de "Mother" do disco duplo "Make Some Noise":
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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Não entendo quando leio nas colunas sociais referência à "mocidade" da badalada flor do nosso soçaite - uma senhora de 37 anos.
Quando eu tinha 37 anos já era velhíssimo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Não entendo quando leio nas colunas sociais referência à "mocidade" da badalada flor do nosso soçaite - uma senhora de 37 anos.
Quando eu tinha 37 anos já era velhíssimo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
MATEMÁTICA BRASILEIRA
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— Seu Aristides, vamos tentar mais uma vez: em determinado país, a velocidade máxima no trânsito é de 80 km/h e a multa por excesso de velocidade é de R$ 100 por cada km/h excedido. Se um sujeito está correndo a 100 km/h, quanto ele gastará pela infração, aproximadamente?
— Bom, se ele excedeu 20 km/h, vai pagar R$ 2 mil, claro.
— Pacóvio! Basbaque! Abobado! Como é difícil ensinar matemática prum quadrúpede! Seu Epaminondas, responda. Faça a gentileza.
— Ora, professor, num país onde a multa é de R$ 100 por quilômetro excedido, aplicando-se o Teorema de Jefferson, sabe-se que a propina pro guarda custará cerca de R$ 10. Logo, o sujeito gastará aproximadamente R$ 200.
— Tá vendo aí, seu Aristides? Basta um pouco de esforço. O senhor é uma vergonha, um inútil. Aprenda enquanto é tempo. Caso contrário, não vai passar de um trabalhador assalariado e honesto na vida.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)
— Seu Aristides, vamos tentar mais uma vez: em determinado país, a velocidade máxima no trânsito é de 80 km/h e a multa por excesso de velocidade é de R$ 100 por cada km/h excedido. Se um sujeito está correndo a 100 km/h, quanto ele gastará pela infração, aproximadamente?
— Bom, se ele excedeu 20 km/h, vai pagar R$ 2 mil, claro.
— Pacóvio! Basbaque! Abobado! Como é difícil ensinar matemática prum quadrúpede! Seu Epaminondas, responda. Faça a gentileza.
— Ora, professor, num país onde a multa é de R$ 100 por quilômetro excedido, aplicando-se o Teorema de Jefferson, sabe-se que a propina pro guarda custará cerca de R$ 10. Logo, o sujeito gastará aproximadamente R$ 200.
— Tá vendo aí, seu Aristides? Basta um pouco de esforço. O senhor é uma vergonha, um inútil. Aprenda enquanto é tempo. Caso contrário, não vai passar de um trabalhador assalariado e honesto na vida.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)
2 de agosto de 2007
INTELECTUAL BRASILEIRO SABE FAZER BARULHO E SILÊNCIO. PENA QUE SEMPRE NA HORA ERRADA
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Do blog de Antonio Fernando Borges:
"Enquanto a mídia perde (ou ganha?) tempo se preocupando com bagatelas e nonadas, prefere fazer silêncio a respeito de acontecimentos editoriais efetivamente relevantes.
Entre eles, destaque total para o lançamento de uma edição brasileira de La trahison des clercs (A traição dos intelectuais), do filósofo francês Julien Benda (1867-1956). Lançado em 1927, o livro é um libelo imprescindível contra a adesão dos intelectuais às paixões políticas, em detrimento de seus verdadeiros compromissos com os valores superiores - como a verdade, a razão e a justiça.
Confiram a data original: o livro chega ao Brasil nada menos do que com 50 anos de atraso. Mesmo assim, não poderia ser mais oportuno e atual. Um instrumento de reflexão do calibre de um La rebelión de las masas, de Ortega y Gasset, que teve melhor sorte entre nós. Ponto para a novíssima editora paulista Peixoto Neto, que tomou para si a empreitada.
Lidos em conjunto, Ortega e Benda ajudam a compreender por que nossos intelectuais fazem algazarra por nada, enquanto sintomaticamente silenciam diante do essencial"
(aqui: http://www.antoniofernandoborges.com/)
Do blog de Antonio Fernando Borges:
"Enquanto a mídia perde (ou ganha?) tempo se preocupando com bagatelas e nonadas, prefere fazer silêncio a respeito de acontecimentos editoriais efetivamente relevantes.
Entre eles, destaque total para o lançamento de uma edição brasileira de La trahison des clercs (A traição dos intelectuais), do filósofo francês Julien Benda (1867-1956). Lançado em 1927, o livro é um libelo imprescindível contra a adesão dos intelectuais às paixões políticas, em detrimento de seus verdadeiros compromissos com os valores superiores - como a verdade, a razão e a justiça.
Confiram a data original: o livro chega ao Brasil nada menos do que com 50 anos de atraso. Mesmo assim, não poderia ser mais oportuno e atual. Um instrumento de reflexão do calibre de um La rebelión de las masas, de Ortega y Gasset, que teve melhor sorte entre nós. Ponto para a novíssima editora paulista Peixoto Neto, que tomou para si a empreitada.
Lidos em conjunto, Ortega e Benda ajudam a compreender por que nossos intelectuais fazem algazarra por nada, enquanto sintomaticamente silenciam diante do essencial"
(aqui: http://www.antoniofernandoborges.com/)
DAS BELEZAS DO ORIENTE
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Ali dentro, para nossa surpresa, nos deparamos com um salão lindamente ornamentado com motivos orientais. As paredes, por exemplo, faziam uma delicada alusão a um terremoto japonês e os móveis seguiam o estilo “Bagdá pós-intervenção americana”. Já os cuspes e pontas de cigarro, calculadamente espalhados pelo chão, reproduziam com capricho o arquipélago indonésio. Enquanto as baratas, em seu movimento harmônico, faziam lembrar a secular comunhão entre animais e hindus.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/confisses-sexuais-de-uma-besta-quadrada_20.html)
Ali dentro, para nossa surpresa, nos deparamos com um salão lindamente ornamentado com motivos orientais. As paredes, por exemplo, faziam uma delicada alusão a um terremoto japonês e os móveis seguiam o estilo “Bagdá pós-intervenção americana”. Já os cuspes e pontas de cigarro, calculadamente espalhados pelo chão, reproduziam com capricho o arquipélago indonésio. Enquanto as baratas, em seu movimento harmônico, faziam lembrar a secular comunhão entre animais e hindus.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/confisses-sexuais-de-uma-besta-quadrada_20.html)
Aquele rio era como um cão sem plumas
Do G1:
Crise nos aeroportos
Lula compara setor aéreo a cachorro com muitos donos
. CPI convoca pessoa errada
Um cachorro com muitos donos é um cachorro errante. Uma CPI que convoca a pessoa errada é uma CPI errante. Logo...
Crise nos aeroportos
Lula compara setor aéreo a cachorro com muitos donos
. CPI convoca pessoa errada
Um cachorro com muitos donos é um cachorro errante. Uma CPI que convoca a pessoa errada é uma CPI errante. Logo...
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