3 de setembro de 2007

Filosofia na alcova

Camas territorializadas - Para o senador que existe em você. Ou no seu marido.

Matar ou correr

Parabéns ao pessoal da Funexpo. Nem a morte remove a vocação do nosso querido Brasil para a chanchada. Pelo contrário.

03/09/2007 - 09h06
'Feira de funerárias tem caixão rosa "da Barbie" e axé music'

LIGAÇÃO HISTÓRICA

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— Alô? Gostaria de falar com o Alexandre.
— Um momento. Alexandreeee! Alexaaandre! Ô Alexandre! Alexandre, menino malvado, pare de brincar com a cabeça desse indiano e tome logo a papinha! Tá pensando que é quem? O dono do mundo? Quando seu pai chegar...
— Ah, é, eu... eu ligo alguns anos mais tarde...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

VIRIL ESPORTE BRETÃO

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— Me explica só uma coisa, Gildo: por que é que, quando o Palito te passou aquela bola na cara do gol, com o goleiro caído, tu, em vez de chutar pra rede, resolveu agarrar a bola com a mão e ficar dando gritos, como se estivesse no teatro? A gente pelo menos tinha feito o gol de honra!
— Gritos, não! Veja como você fala! Aquilo ali é Shakespeare. Tu nunca leu Hamlet? A bola representava o crânio de Yorick.
— No meio do jogo, Gildo? Tu tinha que conversar com a bola no meio do jogo? Tu ficou completamente maluco, rapaz? Tu não sabe que meter a mão na bola é falta? E tu não já tinha amarelo por ter imitado acintosamente o andar do juiz?
— Não imitei o andar do juiz. Aquilo ali é mímica. Eu tenho culpa se o árbitro não admira a arte?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/futebol-arte.html)

VAGA DE PEDREIRO

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— Sei, sei. Acaso o senhor não teria adquirido algum conhecimento em áreas como filosofia hegeliana, dialogismo bakhtiniano, partículas subatômicas ou cálculo infinitesimal?
— Bactrim eu tomei uma vez, quando tava gripado. Mas é raro, que eu tenho saúde de ferro.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/uma-entrevista-de-emprego-num-pas-muito.html)

Não me emociono

Pelo contrário: há algo de ridículo nesta sua empolgação juvenil.

Autotamancada do dia

Pior é aquele idiota que se afunda na tentativa estéril de tentar agradar aos amigos - justo aos amigos!!!

Um aviso

Começou.

Dilemas redacionais

Um presidente Patrus Ananias seria, na imprensa ou na boca do povo:

o presidente Patrus?
o presidente Ananias?
o presidente Patrus Ananias?
o presidente PA?
o presidente do Bolsa Família?
o presidente BF?

Lá e lá - Perguntas que ninguém faz

- Por que o presidente do nosso querido Brasil não faz como Bush: uma visita-surpresa ao Complexo do Alemão ou à Bienal do Livro? São áreas deflagradas...

TV Tamanco - T.S. Eliot não mora mais aqui I

TV Tamanco - T.S. Eliot não mora mais aqui II

NOTÍCIA DO DIA :"O FILHO DE ETERNO" É UM LIVRAÇO, UMA OBRA-PRIMA, UM TEXTO ARREBATADOR

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O escritor Cristovao Tezza, 55 anos, romancista, ex-relojoeiro (!), catarinense radicado em Curitiba, professor da Universidade Federal do Paraná, acaba de cometer uma façanha e criar um problema para a literatura brasileira.

A façanha : recém-lançado, "O Filho Eterno" já desponta como favoritíssimo ao título de melhor do ano. O problema : "O Filho Eterno" foi publicado pela Editora Record na categoria de "romance brasileiro", mas é um texto escancaradamente autobiográfico.

Tezza descreve, sem jamais cair no melodrama ou na pieguice, um acontecimento que o fez se sentir como se fosse um boi cabeceando inutilmente contra as paredes do corredor de um matadouro: o dia em que recebeu a notícia de que o primeiro filho, tão esperado, tinha Síndrome de Down.

Não é exagero carimbar "O Filho Eterno" desde já como o lançamento do ano. O site de literatura Todoprosa, mantido por Sérgio Rodrigues, também concedeu este título antecipado do livro. Ainda é agosto. Mas, pelo menos na categoria de "romance brasileiro", a disputa pelo campeonato de melhor do ano parece resolvida. Que se apresentem os outros candidatos.

Pergunte-se a um leitor médio, aquele que desembarca na livraria simplesmente em busca de uma bela descoberta : o que é que define uma boa leitura ? Nove entre dez dirão que boa leitura é aquela capaz de prender a atenção. Que outra coisa pode querer um autor ? E excelente leitura é aquela que arrebata. É o caso de "O Filho Eterno". Tezza acaba de criar o Expresso 222 da literatura. As 222 páginas de O Filho Eterno voam, arrebatadoras, como se fossem vinte.

Referir-se a si próprio na terceira pessoa virou sinônimo de vaidade desde que Pelé - e outras celebridades menos votadas - cairam nessa tentação. O autor de "O Filho Eterno" se enquadra na categoria dos que falam de si próprios na terceira pessoa por outro motivo: o excesso de pudor na hora de subir à ribalta para se expor aos olhos do público. É compreensível. O fato de a narração ser feita na terceira pessoa é, provavelmente, o único detalhe que impede "O Filho Eterno" de se enquadrar na categoria de autobiografia.


Resta o "problema" literário criado por "O Filho Eterno" : a partir de que momento uma narrativa amparada em fatos deixa de ser uma autobiografia para se transformar em "romance" ? É tudo uma questão de primeira ou terceira pessoa ? Estudantes de Letras, se é que existem, mãos á obra!

"O Filho Eterno" poderia também ser qualificada como uma peça do chamado "novo jornalismo", uma reportagem irretocável, merecedora de todo aplauso numa época em que texto jornalístico, golpeado pelos "idiotas da objetividade", cabeceia, também ele, como se fosse um boi no corredor de um matadouro. O livro não deixa de ser uma bela reportagem autobiográfica de um pai que toma para si uma tarefa dificílima : a de narrar uma dor inenarrável ou, para usar uma palavra que é cara ao autor, "irredimível".

A certa altura do texto, Tezza confessa ser um daqueles autores que, em nome da devoção incondicional à literatura, são capazes de engolir durante anos a fio recusas de editoras e eventuais fracassos de venda. Ainda assim, vão adiante, porque crêem que o que conta é o embate original com as folhas de papel em branco (ou com a tela alva do computador) : neste cenário íntimo, pessoal e intransferível, os Cristovao Tezza entregam-se à acidentada tarefa de tentar traduzir a vida em palavras, "dar nome às coisas". Todo o resto é acidente, vaidade, desvio, perda de tempo, mera consequência.

"Os escritores brasileiros somos pequenos ladrões de sardinha, Brás Cubas inúteis", diz, a certa altura do livro. Imagina-se, lá pelas tantas, autor de livros que ninguém lerá - e pai de um filho que não poderia amar. Mas persiste, porque, para ele, escrever é uma escolha radical, uma predestinação que não depende de coisas tão pequenas quanto os humores das editoras ou as leis de mercado.

Quem termina a travessia arrebatadora das 222 páginas de "O Filho Eterno" haverá de sentir um alívio e uma alegria. O leitor concluirá que, feitas as contas, o poeta Drummond tinha toda razão ao dizer que nossa existência é "um sistema de erros", "um vácuo atormentado", "um teatro de injustiças e ferocidades" , mas, no caso de Cristovao Tezza, tanta dor, tanto tormento, tanto espanto, tanto vácuo, tanto remorso, tanta incredulidade, tudo, enfim, foi recompensado com uma bela contrapartida, o melhor prêmio que um escritor poderia esperar : concebeu um livro que todos deveriam ler sobre um personagem que todos haverão de amar. Chama-se Felipe.

É este o nome do filho eterno.

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Trechos de "O Filho Eterno" , em que o pai recebe a notícia de que o filho tinha sido diagnosticado como portador da Síndrome de Down:

"Em um átimo de segundo, em meio à maior vertigem de sua existência, a rigor a única que ele não teve tempo ( e durante a vida inteira não terá) de domesticar numa representação literária, apreendeu a intensidade da expressão "para sempre" - a idéia de que algumas coisas são de fato irremediáveis, o sentimento absoluto, mas óbvio, de que o tempo não tem retorno, algo que ele sempre se recusava a aceitar. Tudo pode ser recomeçado, mas agora não: tudo pode ser refeito, mas isso não ; tudo pode voltar ao nada e se refazer, mas agora tudo é de uma solidez granítica e intransponível : o último limite, o da inocência, estava ultrapassado; a infância teimosamente retardada terminava aqui, sentindo a falta de sangue na alma, recuando aos empurrões, sem mais ouvir aquela lengalenga imbecil dos médicos".

"Ele recusava-se a ir adiante na linha do tempo; lutava por permanecer no segundo anterior à revelação, como um boi cabeceando no espaço estreito da fila do matadouro; recusava-se mesmo a olhar para a cama, onde todos se concentravam num silêncio bruto, o pasmo de uma maldição inesperada. Isso é pior do que qualquer coisa, ele concluiu- nem a morte teria esse poder de me destruir. A morte são sete dias de luto, e a vida continua. Agora, não. Isso não terá fim. Recuou dois, três passos, até esbarrar no sofá vermelho e olhar para a janela, para o outro lado, para cima, negando-se, bovino, a ver e a ouvir".

"Pai e mãe são tomados pelo silêncio. É preciso esperar para que a pedra pouse vagarosamente no fundo do lago, enterrando-se mais e mais na areia úmida, no limo e no limbo, é preciso sentir a consistência daquele peso irremovível para todo o sempre, preso na alma, antes de dizer alguma coisa. Monossílabos cabeceantes, teimosos - os olhos não se se tocam".

"Se eu escrever um livro sobre ele, ou para ele, o pai pensa, ele jamais conseguirá lê-lo"

"Eu não posso ser destruído pela literatura; eu também não posso ser destruído pelo meu filho - eu tenho um limite : fazer, bem-feito, o que posso e sei fazer, na minha medida. Sem pensar, pega a criança no colo, que se larga saborosamente sobre o pai, abraçando-lhe o pescoço, e assim sobem as escadas até a porta de casa"

"Durante todos esses anos sentiu o peso ridículo de ser escritor, alguém que publica livros aos quais não há resposta, livros que ninguém lê ; e resistiu bravamente, e pelo menos nisso teve sucesso, ao consolo confortável, à coceira na língua, quase sempre calhorda, de despejar no mundo as culpas da própria escolha"

(*) resenha publicada na edição de setembro da revista Continente Multicultural ( http://www.continentemulticultural.com.br/)

"O blogue é, em sua essência, um ato de generosidade" ( Ivan Lessa)

De Londres, Ivan Lessa:


``O blogue é, em sua essência, um ato de generosidade. Não se está ganhando dinheiro quando se denuncia o verdureiro da esquina cobrando mais caro pelo jiló ou se critica a política externa do Irã ou dos Estados Unidos``


(aqui http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070831_ivanlessablogueiros.shtml)

"TUDO É PERDA/ TUDO QUER BUSCAR / CADÊ ?"

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Faz tempo que não aparece no Brasil uma música tão bonita quanto "O Ciúme". Alguém postou esta pérola no You Tube,o grande arquivo planetário de sons & imagens:



E a letra:

"Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta e se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico, vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti
Não me ensinas
E eu sou só eu só eu só eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê?

Tanta gente canta
Tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira monstruosa
a sombra do ciúme"

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

Quem de fato conhece a curta História do Brasil não tem qualquer motivo para morrer de amores por Portugal.


Joel Silveira

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Somente agora foi revelado o motivo que levará Caetano Veloso a escrever o maior romance da ficção brasileira de todos os tempos: é que o baiano não se conforma de maneira alguma com o fato de o Brasil ainda não ter ganho o Nobel de Literatura.

Joel Silveira

Vem aí um novo Itamar Franco

Nos Estados Unidos, o presidente, quase sempre um criminoso de guerra, cumpre dois mandatos, e vai para casa, sempre. Abre uma fundação, livro de memórias, palestras a peso de ouro, uma causa humanista em algum país africano, missão cumprida. No Brasil, é diferente, os ex-presidentes tendem a vivenciar a Síndrome de Itamar. Depois de deixar o país praticamente arrumado, livre da inflação, para FHC assumir, Itamar Franco decidiu não ir para casa. O que fazer depois do mandato presidencial? Perambulou por Minas, Roma, Lisboa, sempre a pagar mico. A rigor, nem merecia, já que conseguiu reaprumar o país depois do furacão Collor, o que já é um grande feito, nos parâmetros nacionais.

Antes dele, Sarney se mudou de mentira para o Amapá (onde fica?) e até hoje conspira no Congresso com as tentativas de segurar Renan. O próprio Collor, depois de uma quarentena, retornou e já começou a aprontar, com a licença para não julgar o colega Renan. FHC, mais esperto, agregou uns mecenas descansados e criou uma fundação. Cínico e preguiçoso,anda dando palestras para tabacos-lesos, intercaladas com análises niilistas sobre os trópicos.

O que fazer depois da presidência? No Congresso do PT, Lula já avisou que não vai para casa, à semelhança de Collor, Sarney, Itamar e FHC. Vai fazer, segundo ele, o que sabe fazer: andar pelo país. Portanto, vem aí mais um portador da Síndrome de Itamar. Agora, é fácil imaginar o futuro cenário. Um novo presidente eleito, seja ele quem for, e Lula viajando pelo país, arrastando os miseráveis do Bolsa Família e sendo vaiado pelos cansados do Sul/Sudeste. O que isso poderá provocar: instabilidade política, antecipação da eleição presidencial de 2014, ingovernabilidade? Tudo é possível.

O curioso é que só a metade do modelo presidencial americano, o do direito à reeleição, é bom para o Brasil. O complemento, go home, é um desserviço ao país. Itamar, que contribuiu efetivamente para acabar com o imposto inflacionário, também fez escola como zumbi. Já que o Congresso não se interessa pelo assunto, os eleitores deveriam recorrer à velha fórmula antivampiresca: cordas de alho e crucifixos.

É a freakeconomia, estúpido.

No filme "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla,um dos poucos clássicos do cinema nacional, o bandido diz "minha mãe queria me abortar..." O PT aprovou ontem a descriminalização do aborto com mais de setenta por cento de votos dos militantes. "O Bandido" é de 68. A resolução do PT é de 07. Sempre fica a dúvida: se o aborto tivesse sido aprovado antes dos anos 60 no Brasil, Sganzerla teria incluído aquela frase no filme? O PT ainda estaria envolvido com questões já resolvidas em outras partes do mundo, inclusive Portugal, nosso avôzinho? E se os freakeconomistas tiverem razão, quando afirmam que a criminalidade em cidades americanas como Nova York caiu acentuamente depois da legalização do aborto? Aplicando ao Brasil esse raciocínio, algum economista descolado poderia afirmar que o número de mensaleiros seria bem menor do que o atual? E o volume de trabalho do STF seria consideravelmente inferior ao verificado nos últimos dias? No mea-culpa, a velha autocrítica stalinista, algum aloprado assumiria a frase do "Bandido" de Sganzerla: "minha mãe queria me abortar"? São questões pertinentes para a sobrevivência do PT e que devem ser debatidas exaustivamente no próximo Congresso.

FOI ENGANO

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— Alô? Gostaria de falar com o Alexandre.
— Que Alexandre?
— O Grande, por favor.
— Sinto muito, mas o único Alexandre que tem aqui é o Primeiro, Rei dos Helenos, meu filho. E no momento ele tá muito ocupado brincando com aquele maldito macaco!
— Desculpe, liguei pro século errado...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

DA IMPROVÁVEL UTILIDADE DOS SERES HUMANOS

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— É uma manada que obedece com a maior facilidade. Veja os da raça brasileira, por exemplo. Vivem no pior dos mundos e, no entanto, são mais passivos que uma vaca.
— Peraí, mas além de empregar seres humanos, o senhor ainda por cima quer usar vira-latas?
— Qual o problema? São mais baratos, se reproduzem aos montes e ainda conseguem fazer malabarismos com uma bola, nas horas vagas, pra nos divertir.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/vigias-um-dilogo-swiftiano.html)

DISQUE-PROPINA

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Pergunto a vocês, derrotistas: há quantos séculos nossa máquina estatal se vê emperrada, muitas vezes, pela simples falta dos 10% por fora que façam andar a papelada? E aquela multa de trânsito, levada inadvertidamente, só porque não tínhamos um trocado na carteira? Quantos deputados não acordam no meio da noite, com crise de abstinência, sem um número a que possam ligar para serem socorridos, recebendo em casa a propina que poderia salvar suas vidas?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/pela-imediata-legalizao-dos.html)

DOS PRAZERES DO CITY TOUR

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O trajeto do aeroporto até o local onde ficaria hospedado, eu o fiz impressionado com o tamanho da cidade, com a quantidade de luzes acesas na madrugada, com o bom estado de conservação das vias e dos prédios e, principalmente, com o tanto que meu órgão sexual conseguia se retrair sob a influência de onze graus de temperatura.
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(Mais, aqui: http://culturando.com/?page_id=43)

ARITMÉTICA

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O problema brasileiro é puramente aritmético: muito corrupto e pouca propina.

GRANDES SÉRIES REGIONAIS

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— Ele é estranho.
— Muito?
— Muito.
— Muito mesmo?
— Muito mesmo.
— Tanto quanto um paulistano?
— Nem tanto.

NA PONTA DA LÍNGUA

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— É um bicho que tem uma crina assim e solta uns berros esquisitos.
— Mula?
— Não, não. Mexe a cabeça meio de lado...
— Cavalo?
— Não, cara. Tem um focinho longo... Como é que é, rapá?
— Arnaldo Jabor?

DEUS

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Ninguém que tenha bom senso pode acreditar em Deus. Trata-se, comprovadamente, de um sujeito que mente muito.

CANAL LIVRE

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Nunca gostei de Zé Dirceu. Mesmo antes do mensalão. Nutro fortíssima antipatia por ele. Porém, a qualquer pessoa que tenha mais de três neurônios na cabeça, é impossível vê-lo massacrar a burrice jornalística numa entrevista ao vivo sem torcer para o lado minimamente inteligente.

2 de setembro de 2007

Cine Sopa - 'Transit'

O futuro a quem pertence

No filme "O pequeno soldado", de Jean-Luc Godard, um personagem cita uma frase atribuída a Lenin: "a estética do futuro é a ética". No discurso do Congresso do PT, o presidente Lula, ao pedir aos petistas que defendam os colegas de partido das acusações, disse que "ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que o PT". O filme de Godard é de 1963. Quanto ao futuro, pelo andar do carro de aluguel, ainda não tem data para chegar ao Brasil.

No mesmo discurso, o presidente Lula revelou que, terminado o mandato, não irá fazer, como muitos políticos, curso de pós-graduação no exterior. Esses cursos, quase sempre, não acrescentam muita coisa, mas, dito por Lula, sempre passa a impressão de que é mais um louvor à ignorância. Ou seria uma nova modalidade educacional: o analfabetismo futurista?

Por um Brasil sustentável - Biopiadas

'O MENSALÃO MINEIRO SÓ É SOLIDÁRIO NO CÂNCER.'



Eduardo Lara Azeredo

Grandes provérbios avacalhados

'É MAIS FÁCIL ENCONTRAR AGULHA DE ACUPUNTURA EM PALHEIRO QUE EU BRIGAR COM O SERRA.'

Tamancada do dia - FHC e a vírgula

No artigo de hoje, o Príncipe mostra que é necessário privatizar a gramática antes que se estatize a Vale do Rio Doce:

"Esses acordos, não implicam necessariamente em suborno, em compra, em mensalões ou coisa que o valha."

É fato, no nosso querido Brasil, a distância estelar entre sujeitos e predicados.

Encontrar predicados nos sujeitos que grassam por aqui é tão difícil quanto apontar partidos que tenham mais ética que o PT.

Mais: tal é a inversão de valores, que o sujeito brasileiro ainda dotado de algum predicado evita sair às ruas; quando o faz, disfarça-se de senador ou publicitário, de maneira a passar despercebido na turba.

Porém, e por tudo isto que está aí, o separatismo pregado por FHC deve ser repudiado.

É mais uma demonstração do descaralhamento das responsabilidades (apud 'O Planeta Diário'), de resto mal que vem assomando desde a década perdida.

Chega de presidentes e ex-presidentes doidivanas.

A irresponsabilidade gramatical há de levar as Forças Armadas no perigoso caminho da revisão da Lei da Anistia, em busca de presumíveis atentados à mátria de Caetano Veloso.

Uma revolta dos bacharéis da Língua Portuguesa teria desdobramentos inauditos, como a proliferação descontrolada de letristas de MPB.

Portugal sentir-se-ia pressionado pelos Lusíadas a atacar o nosso querido Brasil a bigodadas.

Da ABL sairiam hostes de imortais-bomba, não fora o embate judicial que paralisa as relações da academia com os planos de saúde.

Pense bem, ex-presidente. A nação, exige desculpas.

Com o museu na mesa


Campanha SDT Por um Brasil Reciclado.

Seu parceiro poderia fazer um bem à humanidade se for o caso de não estar lhe fazendo bem, tampouco a si mesmo.

Doar o órgão.

A Islândia tem uma faloteca. Lá, paradoxalmente, sua virilidade jamais será obsoleta.

AVANÇO

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Acho perfeita a atitude do PT ao querer rediscutir a privatização da Vale. Na minha opinião, mais premente que isso só mesmo um profundo debate sobre a necessidade ou não de se revogar o Tratado de Tordesilhas.

DA CONTRIBUIÇÃO PÁTRIA PARA O AVANÇO DOS ESTUDOS BÍBLICOS

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E Deus achou justo e disse:
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— Faça-se a licitação para criar a luz!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)

DA CONTRIBUIÇÃO PÁTRIA PARA O AVANÇO DAS CIÊNCIAS

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— Ora, professor, num país onde a multa é de R$ 100 por quilômetro excedido, aplicando-se o Teorema de Jefferson, sabe-se que a propina pro guarda custará cerca de R$ 10.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)

CAIXINHA DE SURPRESAS

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— Você fez um golaço. Eu tenho 40 anos de futebol e nunca vi uma coisa daquela. Como é que foi isso? Você que sempre teve uma atitude tão conservadora, tá partindo agora prum futebol mais de vanguarda? Você diria que podemos rotular o seu atual momento como de desconstrução, pra usar um termo de Derrida?
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(coçando o saco) Não, não. Eu não acredito em vanguarda, né, Carlos? E acredito no trabaio séro e bem-feito. Você veje o Machado de Assis, por exemplo, ou mesmo os russo, Dostoievski e tal. Veje que ali não há uma quebra tão significativa na forma quanto no conteúdo. O importante é os três ponto. E é nisso que eu acredito e é isso que o professor pede pra nós fazer dentro de campo, e... E agora é partir pro próximo jogo e buscar os três ponto, e...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/muito-bem-roberto-estamos-aqui-com.html)

DESMEMORIADOS E DISTRAÍDOS ANÔNIMOS

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Seria preciso fazer pequenas adaptações no auditório reservado ao encontro. Como, por exemplo, pregar plaquetas nas paredes com dizeres simples, do tipo: “Aquele negócio preto, com braços, ali, é uma poltrona” ou “O auditório fica ali na frente, ó”, ou ainda “Não faça xixi no companheiro do lado, para isso temos o banheiro”.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/desmemoriados-e-distrados-annimos.html)

VINGANÇA DIVINA

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E Deus se vingou, criando a mensagem de celular fora da área de cobertura e a taxa por deslocamento.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-uma.html)

TAUMATURGO

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— Você é um taumaturgo.
— Mmmm... Você acha que eu faço milagres, baby?
— Não, que é péssimo ator. Um taumaturgo ferreira.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (5)

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— Malditos liberais — disse o Neandertal. — Só eles pra inventarem esse negócio de casa...
— Nem me fale — respondeu o outro. — Por isso que os costumes se deterioram!

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (4)

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— Ah-lá... Ex-esquerdista sem cérebro.
— Voltou a pensar?
— Não. Virou direitista sem cérebro.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (3)

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— E aí, que cê vai fazer hoje?
— Ir à praia ou virar conservador, não sei.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (2)

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O principal resultado da nova onda direitista brasileira? Três lordes ingleses já viraram comunistas.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (1)

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Nunca antes na história deste país se viu tanto macaco lendo Edmund Burke. E entendendo...

TV Tamanco - Fome Zero talibã

1 de setembro de 2007

Tucanadas instantâneas

'Ainda tem que ser discutido, mas eu não me oporia. Mas também não proporia”.

Marta Suplicy, sobre a criação de corregedoria e código de ética petistas. Ou não

Flagrantes celulares do congresso do PT


O presidente Bruce Wayne Lula da Silva (Vampyroteuthis infernalis) no momento em que salvou a auto-estima dos militantes petistas reunidos em Gotham City neste fim de semana.
"Santo PT!", exclamou o cruzado real diversas vezes, ao longo do evento.
Seu fiel escudeiro, o Ministro-Prodígio Nelson Robim, não apareceu. Tampouco a Batministra Dilma Flintstone e a ministra Mulher-Gato Suplicy deram as caras até o momento deste flagrante momentâneo.
Para sorte de Bruce Wayne Lula da Silva, o Homem-Molejo, nenhum vilão invadiu e estragou a reunião. O SDT apurou que os arquiinimigos Charada Neves, Geraldo Pingüim e José Coringa estão de férias.

Lógicas circulares do torneio partidário de ética

'MUDAMOS SEM MUDAR DE LADO.'

Luiz Inácio Galileu da Silva, astrônomo, presidente zen e animador de congressos

QUANDO A JUSTIÇA É CRIMINOSA

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Qualquer animal bípede semi-alfabetizado sabe que o Direito não é ciência exata. A aplicação da lei depende de interpretação.

Uma coisa é certa: o juiz - ou seja lá quem tenha sido a autoridade - que concedeu ao torturador de Tim Lopes a possibilidade de ir para casa, graças ao regime de "progressão de pena", é também um criminoso.

Não há outra palavra para definir tamanha estupidez.

Aconteceu o óbvio: o torturador assassino aproveitou a chance, foi para casa - e não voltou.

A Justiça, quando quer, sabe ser canalha.

Parece até que fez curso no Senado.

Grandes frases avacalhadas

'TIRANDO QUEM NÃO É DO PARTIDO, NINGUÉM TEM MAIS ÉTICA E MORAL DO QUE O PT.'

Luiz Santo Inácio Lula da Silva

Podcasts do Congresso do PT

- Ai, meu, que máximo!

- Ain?

- Vai rolar a primeira Conferência da Juventude Petista! Meu, superbacana, viu?

- Ain?

- Tá aqui na tese aprovada, meu! Cê... Ó, cê quer desligar essa meleca desse teu iPod agora?

Podcasts do Congresso do PT

- Que beleza esse trecho: 'O PT se reafirma como um partido de massas e de quadros'... Dá emoção, sabe? Ei, você não está me ouvindo?

- Desculpe. Pra conseguir uma Pizza nessa cantina só na base d'O Grito.

Podcasts do Congresso do PT

- Posso mobilizar sua militância?

- Só se for com o devido debate interno.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

Numa fantástica proeza jornalística, uma revista conseguiu entrevistar, lá no Olimpo, o Deus Júpiter, que aqui na Terra atende pelo nome de Jean-Marie Faustin Godefroi d´Havelange.


Joel Silveira

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

Aquela cara entre ansiosa e sorridente do sr. Fernando Henrique Cardoso é a de quem está sempre à espera de uma salva de palmas.


Joel Silveira

CONTA ZERO

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— Bom... Sabe o que que é? Eu tenho uma conta...
— Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero.
— Não, isso eu já sabia. Eu sou professor.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/assalto.html)

GRANDES FRASES AVACALHADAS OU TONI MARQUES COVER BAND

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'SENADOR NÃO PAGA, MAS TAMBÉM NÃO COME'.

De uma placa afixada em redação de jornal de Brasília.

IDENTIFICAÇÃO

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— Não, mulher. Rolou um lance, saca? Identificação. O Astrogildo também teve uma infância sofrida. Imagine você que ele perdeu a mãe quando era bebê, atropelada por um caminhão de gás. O pobre até hoje não pode ouvir Für Elise que solta guinchos...
— Tua mãe ainda tá viva, Alcides.
— Eu sei, mas também não posso escutar Beethoven que fico todo sensível. Além do mais, ele foi sodomizado por um rottweiler na adolescência. Por isso é meio assim, melancólico. Olha a carinha dele. Não tem aquele jeitão depressivo dos existencialistas franceses? Gute, gute, gu!
— Tem, tem. Se fosse zarolho, era a cara do Sartre. Agora, me escuta, vou falar devagar pra ser mais didática: TIRA... ESSE... PORCO... DAQUI... AGORA!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/sensibilidade.html)

QUERIDA, VIREI O PRESIDENTE

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Seja como for, comecei o embate de maneira amistosa, condescendente, tratando minha êmula como se fosse um ser inanimado e sem consciência. No entanto, perdi inteiramente a classe após uma hora de tentativas frustradas, ao perceber que a fedífraga máquina queria me transformar no presidente da República.
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Eis que em minhas manobras, acabei por perder parte de um dedo da mão enganchado num pedal e, além disso, tive a dicção prejudicada por um pequeno corte na língua, fruto de uma tentativa madura de revidar o golpe de um parafuso com uma mordida.
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Desesperado, pronunciei em voz alta várias frases com os verbos “haver” e “fazer” pra ver se acertava a concordância. E, antes que começasse a pensar que nunca tinha enfrentado situação mais difícil “neste país”, passei a uma abordagem mais racional do problema: chutando e esmurrando o material desmontado à minha frente.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/possuindo-uma-pacincia-comparvel-de-um.html)

DA EDUCAÇÃO NACIONAL

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Dizer que no Brasil nunca se deu importância à educação é uma tolice. Se até nossos senhores de escravos tinham diploma na Europa! Além disso, que eu saiba, sempre mataram os serviçais usando a mão correta na faca.

FABULOSA RESISTÊNCIA AO FRIO

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Catecúmeno em questões climáticas, ainda que experiente no rigoroso inverno recifense, tinha vindo à cidade pela primeira vez e, inocente, vestia apenas quatro camisas, dois casacos, um cachecol e um gorro — descuido responsável em grande parte por minha pele ter ficado com uma coloração muito parecida com a da fase azul de Picasso. Isso quanto à cor, posto que quanto à disposição dos nervos faciais avancei a passos largos para o Cubismo.
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(Mais, aqui: http://culturando.com/?page_id=43)

DAS SUTILEZAS DO AMOR

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— Vamo parar. Ufa! Deita aqui na grama comigo um pouquinho. Aaah!
— Levanta. Eu te ajudo.
— Não, pára com isso, Romualdo, já disse que não gosto disso.
— De quê?
— Da tua teimosia. Você é muito insistente, nunca aceita o que eu digo.— Aceito, sim. Vem. Só mais uma volta, correndo.
— Romualdo, nem por cem reais você conseguiria me fazer levantar agora, tá entendendo?
— Será?
— Vê? É disso que eu falo: você não dá o braço a torcer. Já disse que tô morta de cansada. E além do mais, não tô me sentindo bem. Olha aqui o meu rosto. Tá notando alguma coisa estranha em mim?
— Você diz além das antenas e das escamas verdes?— Sério. Eu tô meia zonza.— Certo. Em que metade você tá zonza exatamente: a da direita ou a da esquerda?— Eu à beira da morte e tu corrigindo o meu português, Romualdo? Ah, e não se preocupe que eu tô à beira da morte com crase, viu?
— Deixa eu ver.
— A crase? Olha aqui: a a beira da morte, a a...
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(Mais, aqui: http://culturando.com/?page_id=63)

O GRANDE E TRISTE ESPETÁCULO DOS CRÁPULAS

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Não vale a pena gastar verbos, advérbios, substantivos e adjetivos, por piores que sejam, com a porcalhada política atualmente em andamento em pocilgas como o Senado Federal, lugar que já foi de respeito. É como desperdiçar energia num filmeco de terror de décima-oitava categoria.

Mas, para não dizer que o Sopa de Tamanco não falou de lamas, que fiquem registradas duas cenas daquelas que, nos tempos do Pasquim, provocariam uma atuação de gala de Gastão, o Vomitador.

Primeira: a TV a cabo mostra,na íntegra, a atuação do advogado encarregado de justificar o injustificável: as tramóias do presidente do Senado. É engraçadíssimo (para não usar a palavra exata : patético) como advogados de crápulas acham que, se cometerem gestos dramáticos, pausas grandiloquentes e frases pretensamente "inspiradas", conseguirão impressionar os incautos. A cena se repete todo dia em qualquer tribunal de júri de qualquer cidadezinha do interior: é um espetáculo de vigésima categoria. Vomitivo. Ridículo. Desprezível.

O caso do trambiqueiro senatorial poderia ser resolvido em uma frase: o presidente do Senado recebeu dinheiro de um lobista de empreiteira para custear gastos pessoais ? Recebeu. Ponto final. Em qualquer republiqueta, presidente de Senado que age assim deveria se declarar moralmente impedido de exercer o cargo. Mas aqui o trambiqueiro vai à tribuna falar de pátria, liberdade e verdade. E um advogado que deveria estar fazendo figuração num teatro de presidiários vai ao Senado para tentar enganar os otários - nós, por supuesto. "Uma lástima !", diria o meu velho professor dos tempos do ginásio.

Segunda cena: o ex-presidente da Câmara, como se sabe, recebeu dinheiro do esquema do mensalão. Imagens do circuito interno de um shopping de Brasília flagraram a mulher do artista se dirigindo à boca do caixa. Primeiro, ele disse que o dinheiro era pagar pagar uma despesa com Tv a cabo. Terminou metendo os pés pelas mãos. Ficou comprovada a tramóia.

O que é que o trambiqueiro diz em declaração reproduzida pelo Globo deste sábado, na página quatro ?

- Espero que este calvário termine rápido. Vocês não sabem como é pesado.

Eu li e reli dez vezes. O picareta leva dinheiro num formidável esquema de corrupção. É flagrado. Dá explicações patéticas. E ressurge para dizer que é vítima de um "calvário" pesado.

Que grande, que incomensurável, que irrecuperável, que descaradíssimo, que vomitivo, que estupidíssimo, que inqualificável canalha !

Você e o Sopa acabaram de cometer a boa ação do dia: gastar dois minutos de indignação com os crápulas.

Agora, é limpar o vômito do chão, acender uma vela para Nossa Senhora do Perpétuo Espanto e encarar o sábado azul.

Irreflexões embaladas de sábado à noite

1) Derrama axiomática
Em coletiva, o presidente Lula disse que todos os brasileiros defendem uma reforma tributária. O Congresso deverá discutí-la a partir deste mês. Várias propostas entrarão em pauta. Mas a mais importante é esta: os herdeiros do dono da verdade devem pagar imposto de transmissão?

2) Educação pela pedrada
O ofício de atirador de faca só lâmina contra o senso comum prescinde, ao contrário do que se exalta, de coragem pessoal. É necessário apenas que o atirador seja desprovido de qualquer senso. Se não for assim, é um catequista dissimulado.

3) Poesia pura
Quando, numa crônica antiga, Drummond elogiou o distraído comércio do sábado, inexistiu ironia. O mercado de pó da Rocinha ainda não estava consolidado.

4) Q.I. não se discute
Li com atenção a Revista Contigo. Deborah Secco continua gostosíssima. Confessa que deixou de ser romântica, o que é lamentável. Namora um jogador de futebol, o que deve ser ainda mais lamentável. Mas olhando-se bem para a língua de Deborah Secco se percebe logo que ela é mais inteligente do que Einstein.

5) Fogo amigo
Enfim, aquela horrenda expressão popular -- "é briga de cachorro grande" --- encontrou sua mais expressiva ilustração, com todo o respeito, no STF, a mais alta Corte do país. O ministro Eros Grau vai processar o outro ministro, Ricardo Lewandowski. De quem a culpa? De Marília de Dirceu, é claro

31 de agosto de 2007

UM FREELA DE MUSA AÍ, SACA?

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— Não me diga que você tá por trás de alguma música da Zélia Duncan!
— Não, não. Não trabalho mais com mulher desde a época da Safo. Mas tenho inspirado uns...
— Quê? Não ouvi.
— Eu tenho inspirado uns...
— Fala mais alto.
— Raps! Uns raps, tá legal? É isso aí. Até pra rapper eu tô trabalhando! Isso pra não falar num bico que tô fazendo pra um escritor de auto-ajuda, aí. E você vem dizer que eu tô firme e forte... Francamente!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/musa-contempornea.html)

CURRICULUM

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— Tudo bem, seu Josimar, o senhor não é formado, mas tem um curso por fora, digo, fez algum curso básico sobre colunatas latinas, capitéis gregos, pintura pré-rafaelita? Conhece ao menos o Renascimento?
— Não, mas acredito piamente, senhora. Os padre fica dizendo que num tem isso não, mas eu mermo já vi muita gente com cara de onça e de coruja. Tenho pra mim que é o tal do renascimento. A pessoa era animal em outra encadernação e volta como home. Ou então as mãe deles fez sesco com bicho, o que...
— Seu Josimar! Por favor! Uhm... Veja bem, seu Josimar, eu gostaria muito de lhe dar o emprego, mas o fato é que se o senhor pelo menos tivesse um curso técnico em alguma coisa simples, como a Mecatrônica...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/uma-entrevista-de-emprego-num-pas-muito.html)

DOMINGÃO

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O Cubo Mágico, segundo meu conceito, é a epítome do que o ser humano conseguiu produzir de mais difícil em termos de exercício mental. Comparável apenas, nesse sentido, à tentativa de entender os motivos que levam alguém a assistir ao Domingão do Faustão.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/comprei-uma-bicicleta-ergomtrica-3.html)

Pra terminar o mês de bem com a merda de vida

Evgeny Kissin.
(Quem sabe numa outra encarnação, não?)

NO ÔNIBUS

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— 2014 será o ano do Lula.
— Por quê? Cê acha que ele sai de novo pra presidente?
— Não, não. Ano do Cavalo no horóscopo chinês...

ERRARE JUMENTUM EST

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Então Deus deu um grito de pura revolta e inventou o cólera, o escorbuto, as erupções vulcânicas, o apêndice, o Piauí, a unha encravada, o horário eleitoral gratuito e a axé music. E Deus achou pouco e fez o chicote, com o qual deu uma lambada no homem, perguntando:
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— Vai falar direito ou não vai, seu jumento?
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E o homem coçou a bunda e disse:
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— Unxe, unxe, como tá irritadinho! Parece que sofre de sistema nervoso!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-da.html)

Grandes frases avacalhadas

'TENHO A IMPRESSÃO DE ME ENCONTRAR SOBRE UM BAR DE LAMA.'

Getúlio Luiz Vargas

Grandes frases avacalhadas

'DAQUI SÓ SAIO TORTO.'

Luiz Inácio Getúlio da Silva

Grandes frases avacalhadas

'SAIO DA VIDA PARA ENTRAR NA ESCOLA.'

Getúlio Inácio Vargas da Silva

REPÓRTER X JOGADOR

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— Não deve ter sido fácil pra você encontrar os espaços vazios, não? Muitos acreditam que o vazio nem existe, é apenas uma categoria metafísica...
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— Com certeza, Carlos. Tive uma certa dificuldade, no princípio, devido que o nosso time é muito influenciado pelo platonismo tardio, né? Mas o professor repassou com nós as teoria crítica do racionalismo, e... E a gente vimos um pouco de Swift, e... Voltaire, e, com um trabaio eficaz, conseguimo anular a tática sofista do adversaro.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/muito-bem-roberto-estamos-aqui-com.html)

PARAÍSO PERDIDO

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E Caetano aquiesceu, porque Jorge é lindo. E da trança rastafári do baiano fez a baiana. E eles viveram felizes durante muito tempo, até que Bandaeva, a primeira baiana, comeu o caju proibido e os dois foram expulsos da Bahia e mandados num pau-de-arara pro Rio.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)

DOS MALES INVENTADOS POR DEUS

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Então Deus ficou realmente embocetado da vida e inventou o terremoto, a avalanche, os furacões, o câncer, a íngua, o exame de próstata, a dieta à base de saladas e, extrapolando e abusando um pouco de seu poder, a música sertaneja.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-da.html)

Menos

Notável é a presunção de determinados diretores de cinema quando o assunto é realidade.

Agora temos o sr. Brian de Palma, com seu 'Redacted', dizendo:

'As imagens são o que vão parar a guerra.'

Ato contínuo, vem com falsa modéstia, tentando esconder seu ego num surrado truque gramatical:

'Só se pode esperar que estas imagens venham a acender o público, para que motive seus congressistas a votarem contra esta guerra.'

O SDT invoca Gastão, o Vomitador, para argumentar contra o Diretor que Levou a Paz ao Iraque:

- Bleargh.

Por um novo mapa astral

Eis que um ministro do STF se dá ao trabalho de conceder uma entrevista - o tribunal precisa de um spin doctor já, já - para julgar de modo cirúrgico o colega Lewandowski: tudo não passa de 'inferno zodiacal'.

Há tempos a Divisão Astrológica do SDT se ocupa da matéria, i.e., o inferno astral de mulheres e homens públicos do Brasil, quiçá das crianças públicas também, e dos bichos públicos, por que não?

A DASDT acredita que na verdade o zodíaco é vítima do rolo compressor das eras. Constelações e astros precisam mudar de nome, tal e qual ruas subitamente brindadas por antropônimos ilustres. Sua atualização traria em seu bojo toda sorte de benefícios.

Em primeiro lugar, os animais. São antiquados, anódinos, modorrentos. Em suma, nada divertidos.
Em lugar de Peixes, propomos Ostras.
Em lugar de Capricórnio, propomos Suricato.
Em lugar de Escorpião, propomos Caracol.
Em lugar de Leão, propomos Pitbull.
Em lugar de Câncer, propomos Aedes.
Em lugar de Touro, propomos Pônei.

Os demais:
Em lugar de Áries, propomos José Dirceu.
Em lugar de Gêmeos, propomos Taís e Paula.
Em lugar de Virgem, propomos Madre Teresa.
Em lugar de Libra, propomos STF.
Em lugar de Sagitário, propomos Rogéria.
Em lugar de Aquário, propomos Piscinão.

Das vontades

Às vezes eu queria acreditar neste deus dos vulgos só pra pôr nele a culpa pelos meus azares.

Desgosto

É o tal do mês de agosto.

Se eu não tivesse superego, diria que é o mundo conspirando contra mim.

Como tenho, fico achando que é incompetência mesmo.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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A prova da imensidão do Brasil está no fato de nele caberem, ao mesmo tempo, embora um roçando no outro, os imensuráveis egos dos senhores Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf, Pelé e João Havelange.

Joel Silveira, datilografado por GMN

CANONIZAÇÃO DO DIABO

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A situação anda tão segurança-pública que meus credores, ultimamente, têm colocado mais fé na canonização do diabo - que, como todos sabem, pode até ser uma péssima pessoa, mas segue estritamente as leis de mercado - do que em receber algum numerário da minha parte.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/comprei-uma-bicicleta-ergomtrica.html)

PEQUENAS ANALOGIAS QUE AMAMOS

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Sendo mais inocente que a religiosa de Diderot, imaginava que a dificuldade, no que tangia à bicicleta ergométrica, se resumiria a enfrentar as pedaladas diárias. Eis que tenho tanta aptidão para o esforço físico quanto um concretista para escrever poemas.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/comprei-uma-bicicleta-ergomtrica-2.html)

COORDENAÇÃO MOTORA

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Tenho tal coordenação motora que, para mim, montar um Lego sempre se provou uma atividade de nível de dificuldade semelhante ao de convencer uma alemã a raspar o sovaco.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/comprei-uma-bicicleta-ergomtrica-3.html)

Podcasts do Congresso do PT

- Nunca vi uma delegação tão esnobe. Os cara não se misturam, que coisa. Quem são eles?

- Galera da Galícia, tal de BNG. Não esquenta, é assim mesmo. No congresso passado alguém foi chamar eles de companheiros, quase saiu facada.

Podcasts do Congresso do PT

- Tá rolando uma pancadaria ali!

- Os americanos da AFL-CIO provocaram os sírios do Baath, só pode ter sido.

- Acho que não. Acho que são os italianos da Refundação Comunista trocando idéias com os Comunistas Italianos.

Podcasts do Congresso do PT

- Vem confusão aí.

- Que foi, agora?

- Os delegados cubanos sumiram.

Podcasts do Congresso do PT

- É brincadeira! Assim vou acabar me filiando ao DEM! Uma vida inteira de militância vai por água abaixo...

- Não exagera.

- Não exagera, como? Você não vê o que tá acontecendo?! Uma parte dos delegados mandou avisar que, sem mensalinho, não vota as resoluções do tema 'PT: concepção e funcionamento'...

- Liga pro Marcos Valério, uai.

Podcasts do Congresso do PT

- Cadê o pessoal do Núcleo do PT em Lisboa?

- Pegaram o vôo errado. Talvez cheguem pro final do encontro.

Podcasts do Congresso do PT

- Rapaz, viu que esquisita a delegada da Argentina?

- Meio desconjuntada, né?

- Um peito aponta prum lado, outro pro outro!

- Agora entendo por que ela pertence à Frente Transversal.

- Em matéria de silicone, o socialismo ainda deixa a desejar.

Podcasts do Congresso do PT

- Sabe que... olhando pra você assim, todo... ahn... eu... eu penso no Brasil que queremos?

- O que é isso, companheiro! Cai fora.

- Pô, aonde foi parar o socialismo petista?

NA GRÉCIA

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— Dá pra apagar a luz?
— Não.
— Por Zeus! Eu quero dormir!
— Psss. Tô à procura de um homem virtuoso, mulher.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/dilogos-gregos.html)

TECNICAMENTE

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— Como é que é? Não tenho direito à restituição?
— Tecnicamente, não.
— Quer dizer que quarenta por cento de tudo o que eu ganhei esse ano ficou pro governo?
— Uhm-hum, tecnicamente.
— Mas isso é um assalto!
— A senhora me desculpe, mas o termo técnico é pararroubo.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/prefixos-que-caem-na-boca-do-povo.html)

QUEIXO

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— Por que é que cê tá com essa cara aí, olhando pro nada, todo amuado, Adamastor?
— O queixo.
— Ai, meu Deus, machucou o queixo, Totozinho? Vem cá, vem, que eu dou beijinho.
— Não, não, o queixo como conceito.
— Ahn? Que é que cê disse?
— Fico pensando... De onde será que Deus tirou a idéia, hein?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/o-queixo.html)

Glen Baxter é dos nossos - - I


Glen Baxter é dos nossos - 0


Glen Baxter é dos nossos - I


Glen Baxter é dos nossos - II