5 de setembro de 2007

ORIENTAÇÕES MATERNAS PARA UMA VIDA FELIZ NO SÉCULO XXI

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— Quantas vezes eu já disse pra você sair, pra ir no pagode? É nesses ambientes que você vai se relacionar melhor, minha filha, arrumar um marido cantor, um ator, quem sabe até um jogador de futebol.
— Eu gosto de música clássica, mãe.
— Ai, não, não quero ouvir. Música clássica! Música clássica vai levar ninguém pra frente, Maria Cecília? Por acaso você já foi a algum show lotado do Mozart ou do Chopin?
— Não freqüento centro espírita, mãe...
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/juventude-perdida.html)

CHEP!

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— Olha aí!
— O quê?
— O sonzinho, você acabou de fazer: “solep”, “silep”...
— Não fiz “solepe” nenhum, Aderaldo. E digamos que tivesse feito? Esse não é o ponto. Quer parar? Parece que tem dez anos. Chep!
— Chep! Viu? É “chep”. Agora eu saquei direitinho: “chep”. Faz aí de novo.
— Cê tá de brincadeira, né?
— Não, não, faz aí de novo, por favor.
— Vai lamber sabão, Aderaldo!
— Mulher, a gente pode ficar rico com isso!
— Como exatamente a gente vai ficar rico falando “chep”, Aderaldo? Fundando a Ordem dos Cavaleiros que Dizem Chep?
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/esprito-empreendedor.html)

AINDA HÁ POLÍTICOS CONFIÁVEIS

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Admiro as pessoas que aprendem com os próprios erros. Vejam o Palocci, por exemplo. Agora, quando perguntam se ele vai sair candidato a presidente do PT, ele mantém sigilo.

NO ENTERRO DO CARDEAL

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— Morreu como?
— No meio de uma discussão.
— Coração?
— Dogma.

GAÚCHO

(Poema do genial pernambucano, com perdão do pleonasmo, Ascenso Ferreira)

Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das coxilhas!
Sai de meus pagos em louca arrancada!
— Pra quê?
— Pra nada!

4 de setembro de 2007

Andy Warhol e o Mensalão - Marlon Valério


Barack Ibama


INVESTINDO NA BOLSA

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O commodity que mais cresce no Brasil no momento? Seguidores de Reinaldo Azevedo.

PERAMBULAÇÃO PELO ALÉM

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— Desisto. A gente já tá andando há uma eternidade. Cansei. Quem sabe não ficamos por aqui mesmo?
— No inferno? E as crianças? As crianças não podem ficar aí. Isso tá cheio de comunista, rapaz.
— Qual o quê! A essa altura o Carlos Lacerda já acabou com todos.
— Calma! Olha ali! Aquilo não é uma luz?
— Atrás dela! Corre! O paraíso é praqueles lados!
— Ih! Um portão!
— Fechado! Que é que tá escrito ali?
— “Heaven. Authorized personnel
only.” Sabe o que isso significa?
— Que Deus é um colonizado?
— Não, que viemos parar no Paraíso de Milton!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/06/por-aqui-quem-sabe-maldito-bento-xvi-se.html)

ALEXANDRE, O GRANDE, AO TELEFONE

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— Olha, meu querido, se o Aristóteles tivesse por aqui, eu até pedia uma mãozinha dele pra te ajudar com esse problema, tá? Mas a gente nunca acha aquele filósofo quando precisa dele. E agora me dê licença que eu tô no celular, ligação entre eras históricas custa muito caro e vou pagar a taxa de deslocamento. Afinal, nesse exato momento tô atravessando o Helesponto. Tá pensando o quê, que vida de desbravador é fácil? Tenho toda uma Ásia Menor pra conquistar, bebê. Isso aqui é um nó górdio! Se você pelo menos tivesse ligando da Idade Média ou do Iluminismo...
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

Bonitões de voto - Geraldo Pitt


O pegador não morreu - Renan Presley


Gabinetes civis - José Rousseff


NO ÔNIBUS

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— Acho que ele é um bom jornalista.
— Também. Imagina se pensasse!
— Seria imbatível.

HOMEM PERFEITO

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— Larga, Menezes, deixa de ser pegajoso!
— Ô, Bunjunguinha, chega aqui.
— Pára, Menezes, pára! Será possível que nem uma vez na vida você pode se comportar como um porco? Você tem que ser machista, Menezes! Como é que você nem ao menos se digna a contar piada sobre a suposta inferioridade feminina em mesa de bar? Por que é que você não fala mal da minha família? O meu irmão é um vagabundo que vive te pedindo dinheiro emprestado, Menezes!
— Coitado, mô, ele tá desempregado! A culpa é da política econômica do governo.
— Menezes, ele é funcionário público desde a época do Collor! E não é isso, Menezes, não é apenas isso... É o conjunto. Se você pelo menos coçasse o saco em público...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/difcil-arte-de-agradar-as-mulheres.html)

ARTE?

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— Pô, cara, o negócio é o seguinte: será que eles não têm um Rafael, um Rembrandt, Frans Hals, Rubens? Qualquer flamengo serve ou, quem sabe, mesmo um Pavel Fedotovzinho...
— Tu és um visigodo, rapaz. Deixa de ser obtuso. Isso daqui é arte pós-moderna, mermão. Esses teus pintores tão ultrapassados, não falam da sensibilidade contempo... puta que o pariu, Benevides! Tu jogou a guimba do cigarro dentro da mão de Krishna, rapaz!
— Mãe de quem?
— Mão! Mão de Krishna, o deus hindu!
— Mas isso daqui não é um cinzeiro?
— Cinzeiro é o cacete, Benevides! Não tá vendo que isso daí é arte, bicho? Tu não saca Duchamp, rapaz? Arte é o que a gente chama de arte, pô!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/arte-ps-moderna.html)

SDT SAÚDE: PENSE COM MODERAÇÃO

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Tomado pela euforia que só as pessoas que apreciam a inteligência e o livre-pensamento possuem, tirei os arreios, as ferraduras, e fui dormir.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/meu-amigo-z-ou-porque-crer-melhor-do.html)

CADA PAÍS TEM O CONTO DE FADAS QUE MERECE

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Até FHC virar presidente, o Brasil era um país sem fé nem lei, nem rei. Após FHC, a gente pode dizer que o Brasil é um país sem fé nem lei. Mas pelo menos tem um príncipe.

Mais valor agregado

Da internet:
O Brasil terá na safra de grãos 2006/2007 a maior colheita já realizada, segundo a 12ª e última estimativa da produção nacional divulgada hoje pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Segundo a previsão, a colheita terá 131,4 milhões de toneladas.

A maconha cultivada e colhida no Nordeste, sobretudo em estados como Pernambuco e Maranhão, ainda não foi mensurada. Mas, qualquer estudante de agronomia sabe, quando a safra de soja é muito boa, a de maconha é melhor ainda. O único problema é a concorrência com a erva paraguaia. Mas a Organização Mundial do Comércio já marcou uma reunião para julgar o caso. O Brasil tem chance de ganhar mais esta na OMC: a maconha brasileira, segundo os especialistas, tem alto grau de agrotóxico, e maconha com agrotóxico é mais valor agregado.

Sexologia sem fronteiras - Angelina Suplicy


O Serra de Portobello


Sábio sintético - Mangabeira Coelho


Missões humanitárias - Angelina Jobim


Craques da oposição - Aecinho Gaúcho


Candidatos consensuais - Marta Gomes


MENEZES, O COMPREENSIVO

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— E ainda mais isso, Menezes: você me chama de “filha”. “Filha” não dá. Você tinha que ter me insultado, uma vez ou outra...
— Feia! Chata! Boba! Viu, viu?
— De vaca, Menezes. Tinha que ter me chamado de vaca. Sabe quando eu tô de TPM e atiro vasos na sua cabeça?
— São os hormônios, amor.
— Não fala isso, Menezes! Deixa de ser compreensivo!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/difcil-arte-de-agradar-as-mulheres.html)

Fantasmas vivos - Silvargas




COMO QUERER AMINSTEPPLAR O QUE HÁ DE RUIM

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— A corrupção acontece no Brasil porque as leis são muito brandas.
— Também acho. Sou a favor da pena de morte pra corrupto. À moda chinesa.
— Pena de morte é pouco. Um sujeito que desviasse verba pública deveria ser obrigado a assistir a toda a filmografia do Daniel Filho.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Já disse e volto a insistir: toda mulher de presidente da República, aqui ou em qualquer outra parte do mundo, devia ter pernas grossas. É inabalável convicção minha, fruto de anos e anos de demoradas e, por vezes, insones reflexões.

Joel Silveira, datilografado por GMN

GÂNGSTER POR GÂNGSTER....

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Passo os olhos nas prateleiras de um sebo. Descubro um livro intitulado "Por que sou um "Gângster" da Imprensa". Autor: Fredy Daltro. Ano: 1959.
Títulos de capítulos: "Luzes,pernas,palco e pouca vergonha". "Avalancha de adultérios invade o cenário artístico". E assim por diante.
A quarta capa traz os dizeres: "Dinheiro. A carne humana. A morte. As três forças do mundo".

Eis uma atitude que deveria ser seguida, por exemplo, por senadores bovinos. Por que não imitam o jornalista gângster ? Por que, num rasgo de autocrítica, não publicam logo um livro chamado "Por que Sou um Gangster do Senado" ?

Um dia, daqui a anos, um visitante acidental de um sebo manuseará o livro, soltará um discreto riso de escárnio e pensará com seus botões: "Ah, como é bela a autocrítica...."

"NÃO DÊ COMIDA AOS JORNALISTAS"

Do blogueiro Ruy Goiaba:

"Trabalhando em redação, nunca entendi como as crianças-de-escola que vêm visitar os jornais não são, por força de lei, acompanhadas por um monitor de zoológico que avise coisas como "cuidado, aquele ali morde!". Mas aguardo para breve as plaquinhas "não dê comida aos jornalistas".

(aqui: http://puragoiaba.apostos.com/)

DO MEU BRILHANTE DESEMPENHO SEXUAL

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Modéstia à parte, as mulheres costumam dizer que eu sou um ninja na cama. Fico imóvel, quase sem batimentos cardíacos, e pareço morto.

PHYSIQUE DU RÔLE

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— Não adianta, Menezes. Você não tem o physique du rôle.
— Epa! Aí não, hein, não insulta. Rôle eu tenho e das grandes, você sabe muito bem disso.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/difcil-arte-de-agradar-as-mulheres.html)

INSTALAÇÃO

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— A escultura é essa aqui, olha aí.
— Qual? Aquela ali ao lado da geladeira quebrada com um pingüim em cima?
— Não! É a própria geladeira quebrada com o pingüim em cima!
— Ah...
— Não é incrível como o artista consegue passar a sensação de impotência diante de uma realidade que nos... Ei, ei! Que é que tu ta fazendo? Não toca aí, rapaz!
— Ué, não POÇO pegar um bombom?
— Pô, Benevides, isso daí é uma instalação! Tu comeu um pedaço da instalação, rapá!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/arte-ps-moderna.html)

POR SÃO GUTENBERG

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Acendi uma vela para Stálin e outra para McCarthy — cada um a seu modo, santos defensores da mídia independente e da crítica desapaixonada. E rezei pelos editores do Vermelho e da Veja.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/meu-amigo-z-ou-porque-crer-melhor-do.html)

Concorrência desleal

Da Internet:
O magnata mexicano Carlos Slim, o empresário mais rico do mundo segundo a revista "Fortune", lançou seu portal oficial na internet para mostrar a sua trajetória empresarial. O portal www.carlosslim.com atende a pedidos de informação que são solicitados constantemente pela imprensa e preenche um grande vazio informativo".

Querido diário: com mais um concorrente na praça, penso que está chegando a hora de passar na cinemateca para assistir aos velhos filmes de Cantinflas. Evitar as versões de "Que Viva México", de Eiseinstein, insuportáveis, meio folclóricas. Já os filmes de Buñuel rodados no México, desprezados durante anos pela crítica como comerciais, são muito bons. Um detalhe: embora não fosse o homem mais rico do mundo, o aristocrata popular Buñuel não deixava ninguém pagar a conta. Elogiava a velhice porque suprimia a tirania do sexo. Isso antes do Viagra (e do disco "Cê"), que, pelo volume de venda, ressuscitou os embates de alcova da tirania. E criou a melhor imagem de alguém que qualificava a morte como uma chatice, a de não poder, todas as manhãs, ladear o muro do cemitério, ir à banca de revista comprar os jornais do dia e charutos. Quanto ao novo cinema mexicano, tem sido sistematicamente despersonalizado pela indústria vizinha, mas os roteiros são bem estruturados, às vezes pretensiosos, como senhas calculistas para Hollywood. Com mais um concorrente na praça, penso que está chegando a hora de comprar o ingresso de estudante e voltar à sala escura. Mas, querido diário, o interessante é que na biodiversidade da selva ninguém sentirá a sua falta.

Grandes inventos brasileiros - Caixa-preta surda

'04/09/2007 - 08h13
Caixas-pretas de trens que colidiram não gravaram diálogos

A Supervia informou ontem que tem por praxe só abrir o áudio das cabines dos trens quando há solicitação dos maquinistas ou dos controladores, o que normalmente ocorre quando o sistema detecta alguma falha. O Sindicato de Ferroviários da Central do Brasil diz que a companhia infringe as normas internacionais, que recomendam o áudio sempre aberto.'

Calma, bonecas

As reações dos militares, milicos em geral, ao ministro vivandeiro da Defesa, Nelson Jobim, poderiam ser encerradas com uma única frase, apropriada ao vozerio do ministro, aquela pronunciada pelo senador Tasso Jereissati, num momento nebuloso entre o crespúsculo do macho e o afloramento primaveril arco-íris: "calma, boneca". Os gays reagiram à frase do senador, porque nela viram uma forma discriminatória, mas eles próprios (e a sociedade civil) poderiam torná-la agora suprapartidária, e usá-la, com alacridade, antropofagicamente, para refrear neuras, chiliques, pitis, nóias, barracos, patologias cívicas, pirações militarizadas, histerias, achaques, idiotia web, fricotes intelectuais, destilação de bílis, frescuras em excesso e, óbvio, os arraigados preconceitos, originários de qualquer segmento.

Um exemplo histórico: o chinês que parou o tanque na Praça da Paz em Pequim, hoje se sabe, disse apenas: "calma, boneca". Quando o presidente Lula falar que "nunca antes neste país", o historiador uspiano diz: "calma,boneca". E quando o banco da família Salles lhe cobrar juros surfistinhas, o correntista tem todo o direito de responder: "calma, boneca". Quando os cansados do Cansei pedirem mais um minuto de silêncio, outros cansados poderão gritar: "calma, bonecas".

Para quem procura uma causa...

Com a morte de Mário Carneiro, a maior reverência que poderia se fazer ao excelente diretor de fotografia de dezenas de filmes brasileiros seria pressionar a Justiça para que o filme "DI", de Glauber Rocha, com fotografia de Carneiro, fosse liberado. Se esbravejou muito, e com razão, com a proibição e censura do livro biográfico sobre Roberto Carlos, mas "DI" está interditado pela Justiça há décadas, a pedido de familiares do pintor Di Cavalcanti. Uma medida judicial que ainda é resquício da ditadura. O curta, quando passa por aí, é sempre de forma clandestina, cópias sem qualidade. Os cineastas brasileiros poderiam dar um tempo na profícua cruzada das leis de incentivos e confrontar a Justiça.

Nas retrospectivas programadas para a obra de Mário Carneiro, deve-se escalar o único longa que ele dirigiu: "Gordos e Magros". Quem entender alguma coisa será premiado com dois ingressos para assistir ao último filme de Daniel Filho.

Uma idéia para o próximo Congresso

No Congresso do PT, os radicais (sim, ainda existem) aprovaram uma moção pedindo ao governo Lula que democratizasse as forças armadas. É a mesma coisa que solicitar encarecidamente ao Papa que aprove o aborto. Mas, se é para radicalizar, seria mais coerente propor a dissolução das forças armadas. A Costa Rica, todo mundo sabe, é um país democrático há décadas e civilizado. Não tem exército, apenas uns araques de polícia e guardas florestais. E, se na hipótese de uma invasão americana, o que o Brasil faria sem exército? Contrata mercenários para defender a pátria mãe gentil. Os israelenses, por exemplo, são os melhores do ramo.

PERFEIÇÃO

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— Essa é boa! Você quer acabar comigo porque eu sou muito perfeito?
— Menezes, você não faz xixi fora da privada. Você até abaixa a tampa do vaso!
— Ué? E as mulheres não vivem reclamando exatamente disso, que os homens sujam o chão e não levantam a tampa da privada?
— Vivem, Menezes, mas eu não! Eu não, entende? Quando me reúno com a Marcinha e a Pê, elas ficam lá, desancando os maridos, e eu não tenho o que dizer, Menezes, não tenho nada pra falar de você. É muita humilhação! Você nem barriga de chope tem!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/difcil-arte-de-agradar-as-mulheres.html)

NA EXPOSIÇÃO DE ARTE

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— Bela escultura, não?
— Belíssima. As bolsas agrupadas de forma desordenada, como uma metáfora da solidão e do hedonismo contemporâneos. Uma crítica à sociedade de massas, sem dúvida, com a cor forte da madeira representando o Estado em sua...
— Bolsas? Madeira? Mas, pra onde é que tu tá olhando, afinal?
— Pra escultura, ora essa! Ó lá: a luz artificial de uma sociedade fria e mecanizada incide sobre as individualidades destroçadas pela modernidade tardia, os casacos sem corpos significando a ausência do espírito ante a dura materialidade da...
— Pô, mas tu tá olhando pro cabide!
— Ahn?
— Aquilo ali é um simples cabide, pra colocar as roupas, rapaz!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/02/arte-ps-moderna.html)

IMPARCIALIDADE E SAPIÊNCIA

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Para mim, as características básicas de nossa imprensa são a imparcialidade e a sapiência. Opiniões tão apartidárias quanto as de nossos redatores de notícias talvez só se encontrem entre os sunitas do Iraque ou os xiitas da Gaviões da Fiel. Muitas vezes, diante das críticas dos jornais às inumeráveis baldices ditas por Lula, chego à conclusão de que o presidente é poliglota e, ao término do mandato, poderá arrumar facilmente trabalho como exegeta de Kant ou gramático especializado na extinta língua púnica.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/meu-amigo-z-ou-porque-crer-melhor-do.html)

3 de setembro de 2007

A pornografia da Terra Prometida promete

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Um país se faz com homens e chips



Quando houver download e upload cerebrais, ler livros será o equivalente a fazer isto.

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PAPO DE HISTORIADOR

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— Alô? Gostaria de falar com Alexandre, o Grande, por favor.
— Ele.
— Alexandre? Seguinte: você não me conhece pessoalmente, mas é que eu sou...
— Ih, se for pra vender mapa-múndi...
— Não, não. É que eu tô aqui no século XXI e... Bom, eu sei de algumas coisas que vão acontecer no futuro, então pensei que...
— Tu acha que eu vou acreditar numa história dessa, ô rapá? Tá pensando que eu sou quem? Um simples imperador romano?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

OS SEM-FOLCLORE

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— Tô com fome. Antes, bastava aparecer, todo mundo se borrava. Era uma fartura de fumo. Hoje em dia, se o sujeito não é um monstro japonês ou boneco de videogame não levam a sério. Eu preciso contratar um agente, mas empresário é um bicho que me mete medo. Maldita pós-modernidade. O Baudrillard é que tava certo.
— Então, você virou mendigo, é isso?
— Mendigo, não. Mais respeito. Excluído. Mitologia é coisa que não dá futuro a ninguém, sabe? Você veja os heróis gregos, por exemplo. Por isso eu tô tentando outras atividades. Até me empreguei uns dias como entregador de pizza...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/numa-encruzilhada.html)

PRECONCEITO SOCIAL

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— Webson Cleiterson, meu fio, esse povo é tudo mal-educado, vive poluino as rua com os carrão de luxo deles, jogano lixo pela janela dos automórve, dano propina pra guarda de trânsio, furano fila em cinema de shopscente, falano alto em celulá com câmara de vídeo...
— Que preconceitcho, mãe! Se eles fosse pobre, andasse com as roupa furada e num tivesse todos os dente na boca, a sinhora num falava assim deles.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/ms-influncias.html)

DEUS (3)

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Cada vez que releio o Antigo Testamento chego à mesma conclusão: Javé não tomava Lexotan.

DEUS (2)

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Deus é apenas o diabo com mania de grandeza e perfeição.

DAS GRANDES FILOSOFIAS NACIONAIS

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Preconceito de classe é coisa que não existe no Brasil. Só pode ser uma idéia de gente pobre, sem etiqueta nem educação.

Genéricos X de marca

O SDT é a vanguarda dos títulos de piadas.

No dia 30, sobre o 'Calma, boneca', postamos 'A gaiola das loucas':

http://sopadetamanco.blogspot.com/2007/08/gaiola-das-loucas.html


Hoje, no 'Estadão', sobre o 'Calma, boneca', Tutty Vasquez postou 'A gaiola das loucas':



http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/?title=gaiola_das_loucas&more=1&c=1&tb=1&pb=1

O mestre nem deve saber da existência do SDT. Mas fica o registro cabotino: aqui o achincalhe é em tempo irreal.

FSP: 'Petistas fazem ataque às Forças Armadas'



'"O PT entende ser uma tarefa urgente do governo brasileiro iniciar um processo de democratização das Forças Armadas, que precisam ser transformadas em instituições a serviço da população e da democracia", diz a moção.'

Filosofia na alcova

Camas territorializadas - Para o senador que existe em você. Ou no seu marido.

Matar ou correr

Parabéns ao pessoal da Funexpo. Nem a morte remove a vocação do nosso querido Brasil para a chanchada. Pelo contrário.

03/09/2007 - 09h06
'Feira de funerárias tem caixão rosa "da Barbie" e axé music'

LIGAÇÃO HISTÓRICA

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— Alô? Gostaria de falar com o Alexandre.
— Um momento. Alexandreeee! Alexaaandre! Ô Alexandre! Alexandre, menino malvado, pare de brincar com a cabeça desse indiano e tome logo a papinha! Tá pensando que é quem? O dono do mundo? Quando seu pai chegar...
— Ah, é, eu... eu ligo alguns anos mais tarde...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

VIRIL ESPORTE BRETÃO

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— Me explica só uma coisa, Gildo: por que é que, quando o Palito te passou aquela bola na cara do gol, com o goleiro caído, tu, em vez de chutar pra rede, resolveu agarrar a bola com a mão e ficar dando gritos, como se estivesse no teatro? A gente pelo menos tinha feito o gol de honra!
— Gritos, não! Veja como você fala! Aquilo ali é Shakespeare. Tu nunca leu Hamlet? A bola representava o crânio de Yorick.
— No meio do jogo, Gildo? Tu tinha que conversar com a bola no meio do jogo? Tu ficou completamente maluco, rapaz? Tu não sabe que meter a mão na bola é falta? E tu não já tinha amarelo por ter imitado acintosamente o andar do juiz?
— Não imitei o andar do juiz. Aquilo ali é mímica. Eu tenho culpa se o árbitro não admira a arte?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/futebol-arte.html)

VAGA DE PEDREIRO

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— Sei, sei. Acaso o senhor não teria adquirido algum conhecimento em áreas como filosofia hegeliana, dialogismo bakhtiniano, partículas subatômicas ou cálculo infinitesimal?
— Bactrim eu tomei uma vez, quando tava gripado. Mas é raro, que eu tenho saúde de ferro.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/uma-entrevista-de-emprego-num-pas-muito.html)

Não me emociono

Pelo contrário: há algo de ridículo nesta sua empolgação juvenil.

Autotamancada do dia

Pior é aquele idiota que se afunda na tentativa estéril de tentar agradar aos amigos - justo aos amigos!!!

Um aviso

Começou.

Dilemas redacionais

Um presidente Patrus Ananias seria, na imprensa ou na boca do povo:

o presidente Patrus?
o presidente Ananias?
o presidente Patrus Ananias?
o presidente PA?
o presidente do Bolsa Família?
o presidente BF?

Lá e lá - Perguntas que ninguém faz

- Por que o presidente do nosso querido Brasil não faz como Bush: uma visita-surpresa ao Complexo do Alemão ou à Bienal do Livro? São áreas deflagradas...

TV Tamanco - T.S. Eliot não mora mais aqui I

TV Tamanco - T.S. Eliot não mora mais aqui II

NOTÍCIA DO DIA :"O FILHO DE ETERNO" É UM LIVRAÇO, UMA OBRA-PRIMA, UM TEXTO ARREBATADOR

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O escritor Cristovao Tezza, 55 anos, romancista, ex-relojoeiro (!), catarinense radicado em Curitiba, professor da Universidade Federal do Paraná, acaba de cometer uma façanha e criar um problema para a literatura brasileira.

A façanha : recém-lançado, "O Filho Eterno" já desponta como favoritíssimo ao título de melhor do ano. O problema : "O Filho Eterno" foi publicado pela Editora Record na categoria de "romance brasileiro", mas é um texto escancaradamente autobiográfico.

Tezza descreve, sem jamais cair no melodrama ou na pieguice, um acontecimento que o fez se sentir como se fosse um boi cabeceando inutilmente contra as paredes do corredor de um matadouro: o dia em que recebeu a notícia de que o primeiro filho, tão esperado, tinha Síndrome de Down.

Não é exagero carimbar "O Filho Eterno" desde já como o lançamento do ano. O site de literatura Todoprosa, mantido por Sérgio Rodrigues, também concedeu este título antecipado do livro. Ainda é agosto. Mas, pelo menos na categoria de "romance brasileiro", a disputa pelo campeonato de melhor do ano parece resolvida. Que se apresentem os outros candidatos.

Pergunte-se a um leitor médio, aquele que desembarca na livraria simplesmente em busca de uma bela descoberta : o que é que define uma boa leitura ? Nove entre dez dirão que boa leitura é aquela capaz de prender a atenção. Que outra coisa pode querer um autor ? E excelente leitura é aquela que arrebata. É o caso de "O Filho Eterno". Tezza acaba de criar o Expresso 222 da literatura. As 222 páginas de O Filho Eterno voam, arrebatadoras, como se fossem vinte.

Referir-se a si próprio na terceira pessoa virou sinônimo de vaidade desde que Pelé - e outras celebridades menos votadas - cairam nessa tentação. O autor de "O Filho Eterno" se enquadra na categoria dos que falam de si próprios na terceira pessoa por outro motivo: o excesso de pudor na hora de subir à ribalta para se expor aos olhos do público. É compreensível. O fato de a narração ser feita na terceira pessoa é, provavelmente, o único detalhe que impede "O Filho Eterno" de se enquadrar na categoria de autobiografia.


Resta o "problema" literário criado por "O Filho Eterno" : a partir de que momento uma narrativa amparada em fatos deixa de ser uma autobiografia para se transformar em "romance" ? É tudo uma questão de primeira ou terceira pessoa ? Estudantes de Letras, se é que existem, mãos á obra!

"O Filho Eterno" poderia também ser qualificada como uma peça do chamado "novo jornalismo", uma reportagem irretocável, merecedora de todo aplauso numa época em que texto jornalístico, golpeado pelos "idiotas da objetividade", cabeceia, também ele, como se fosse um boi no corredor de um matadouro. O livro não deixa de ser uma bela reportagem autobiográfica de um pai que toma para si uma tarefa dificílima : a de narrar uma dor inenarrável ou, para usar uma palavra que é cara ao autor, "irredimível".

A certa altura do texto, Tezza confessa ser um daqueles autores que, em nome da devoção incondicional à literatura, são capazes de engolir durante anos a fio recusas de editoras e eventuais fracassos de venda. Ainda assim, vão adiante, porque crêem que o que conta é o embate original com as folhas de papel em branco (ou com a tela alva do computador) : neste cenário íntimo, pessoal e intransferível, os Cristovao Tezza entregam-se à acidentada tarefa de tentar traduzir a vida em palavras, "dar nome às coisas". Todo o resto é acidente, vaidade, desvio, perda de tempo, mera consequência.

"Os escritores brasileiros somos pequenos ladrões de sardinha, Brás Cubas inúteis", diz, a certa altura do livro. Imagina-se, lá pelas tantas, autor de livros que ninguém lerá - e pai de um filho que não poderia amar. Mas persiste, porque, para ele, escrever é uma escolha radical, uma predestinação que não depende de coisas tão pequenas quanto os humores das editoras ou as leis de mercado.

Quem termina a travessia arrebatadora das 222 páginas de "O Filho Eterno" haverá de sentir um alívio e uma alegria. O leitor concluirá que, feitas as contas, o poeta Drummond tinha toda razão ao dizer que nossa existência é "um sistema de erros", "um vácuo atormentado", "um teatro de injustiças e ferocidades" , mas, no caso de Cristovao Tezza, tanta dor, tanto tormento, tanto espanto, tanto vácuo, tanto remorso, tanta incredulidade, tudo, enfim, foi recompensado com uma bela contrapartida, o melhor prêmio que um escritor poderia esperar : concebeu um livro que todos deveriam ler sobre um personagem que todos haverão de amar. Chama-se Felipe.

É este o nome do filho eterno.

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Trechos de "O Filho Eterno" , em que o pai recebe a notícia de que o filho tinha sido diagnosticado como portador da Síndrome de Down:

"Em um átimo de segundo, em meio à maior vertigem de sua existência, a rigor a única que ele não teve tempo ( e durante a vida inteira não terá) de domesticar numa representação literária, apreendeu a intensidade da expressão "para sempre" - a idéia de que algumas coisas são de fato irremediáveis, o sentimento absoluto, mas óbvio, de que o tempo não tem retorno, algo que ele sempre se recusava a aceitar. Tudo pode ser recomeçado, mas agora não: tudo pode ser refeito, mas isso não ; tudo pode voltar ao nada e se refazer, mas agora tudo é de uma solidez granítica e intransponível : o último limite, o da inocência, estava ultrapassado; a infância teimosamente retardada terminava aqui, sentindo a falta de sangue na alma, recuando aos empurrões, sem mais ouvir aquela lengalenga imbecil dos médicos".

"Ele recusava-se a ir adiante na linha do tempo; lutava por permanecer no segundo anterior à revelação, como um boi cabeceando no espaço estreito da fila do matadouro; recusava-se mesmo a olhar para a cama, onde todos se concentravam num silêncio bruto, o pasmo de uma maldição inesperada. Isso é pior do que qualquer coisa, ele concluiu- nem a morte teria esse poder de me destruir. A morte são sete dias de luto, e a vida continua. Agora, não. Isso não terá fim. Recuou dois, três passos, até esbarrar no sofá vermelho e olhar para a janela, para o outro lado, para cima, negando-se, bovino, a ver e a ouvir".

"Pai e mãe são tomados pelo silêncio. É preciso esperar para que a pedra pouse vagarosamente no fundo do lago, enterrando-se mais e mais na areia úmida, no limo e no limbo, é preciso sentir a consistência daquele peso irremovível para todo o sempre, preso na alma, antes de dizer alguma coisa. Monossílabos cabeceantes, teimosos - os olhos não se se tocam".

"Se eu escrever um livro sobre ele, ou para ele, o pai pensa, ele jamais conseguirá lê-lo"

"Eu não posso ser destruído pela literatura; eu também não posso ser destruído pelo meu filho - eu tenho um limite : fazer, bem-feito, o que posso e sei fazer, na minha medida. Sem pensar, pega a criança no colo, que se larga saborosamente sobre o pai, abraçando-lhe o pescoço, e assim sobem as escadas até a porta de casa"

"Durante todos esses anos sentiu o peso ridículo de ser escritor, alguém que publica livros aos quais não há resposta, livros que ninguém lê ; e resistiu bravamente, e pelo menos nisso teve sucesso, ao consolo confortável, à coceira na língua, quase sempre calhorda, de despejar no mundo as culpas da própria escolha"

(*) resenha publicada na edição de setembro da revista Continente Multicultural ( http://www.continentemulticultural.com.br/)

"O blogue é, em sua essência, um ato de generosidade" ( Ivan Lessa)

De Londres, Ivan Lessa:


``O blogue é, em sua essência, um ato de generosidade. Não se está ganhando dinheiro quando se denuncia o verdureiro da esquina cobrando mais caro pelo jiló ou se critica a política externa do Irã ou dos Estados Unidos``


(aqui http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070831_ivanlessablogueiros.shtml)

"TUDO É PERDA/ TUDO QUER BUSCAR / CADÊ ?"

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Faz tempo que não aparece no Brasil uma música tão bonita quanto "O Ciúme". Alguém postou esta pérola no You Tube,o grande arquivo planetário de sons & imagens:



E a letra:

"Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta e se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico, vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti
Não me ensinas
E eu sou só eu só eu só eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê?

Tanta gente canta
Tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira monstruosa
a sombra do ciúme"

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

Quem de fato conhece a curta História do Brasil não tem qualquer motivo para morrer de amores por Portugal.


Joel Silveira

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Somente agora foi revelado o motivo que levará Caetano Veloso a escrever o maior romance da ficção brasileira de todos os tempos: é que o baiano não se conforma de maneira alguma com o fato de o Brasil ainda não ter ganho o Nobel de Literatura.

Joel Silveira

Vem aí um novo Itamar Franco

Nos Estados Unidos, o presidente, quase sempre um criminoso de guerra, cumpre dois mandatos, e vai para casa, sempre. Abre uma fundação, livro de memórias, palestras a peso de ouro, uma causa humanista em algum país africano, missão cumprida. No Brasil, é diferente, os ex-presidentes tendem a vivenciar a Síndrome de Itamar. Depois de deixar o país praticamente arrumado, livre da inflação, para FHC assumir, Itamar Franco decidiu não ir para casa. O que fazer depois do mandato presidencial? Perambulou por Minas, Roma, Lisboa, sempre a pagar mico. A rigor, nem merecia, já que conseguiu reaprumar o país depois do furacão Collor, o que já é um grande feito, nos parâmetros nacionais.

Antes dele, Sarney se mudou de mentira para o Amapá (onde fica?) e até hoje conspira no Congresso com as tentativas de segurar Renan. O próprio Collor, depois de uma quarentena, retornou e já começou a aprontar, com a licença para não julgar o colega Renan. FHC, mais esperto, agregou uns mecenas descansados e criou uma fundação. Cínico e preguiçoso,anda dando palestras para tabacos-lesos, intercaladas com análises niilistas sobre os trópicos.

O que fazer depois da presidência? No Congresso do PT, Lula já avisou que não vai para casa, à semelhança de Collor, Sarney, Itamar e FHC. Vai fazer, segundo ele, o que sabe fazer: andar pelo país. Portanto, vem aí mais um portador da Síndrome de Itamar. Agora, é fácil imaginar o futuro cenário. Um novo presidente eleito, seja ele quem for, e Lula viajando pelo país, arrastando os miseráveis do Bolsa Família e sendo vaiado pelos cansados do Sul/Sudeste. O que isso poderá provocar: instabilidade política, antecipação da eleição presidencial de 2014, ingovernabilidade? Tudo é possível.

O curioso é que só a metade do modelo presidencial americano, o do direito à reeleição, é bom para o Brasil. O complemento, go home, é um desserviço ao país. Itamar, que contribuiu efetivamente para acabar com o imposto inflacionário, também fez escola como zumbi. Já que o Congresso não se interessa pelo assunto, os eleitores deveriam recorrer à velha fórmula antivampiresca: cordas de alho e crucifixos.

É a freakeconomia, estúpido.

No filme "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla,um dos poucos clássicos do cinema nacional, o bandido diz "minha mãe queria me abortar..." O PT aprovou ontem a descriminalização do aborto com mais de setenta por cento de votos dos militantes. "O Bandido" é de 68. A resolução do PT é de 07. Sempre fica a dúvida: se o aborto tivesse sido aprovado antes dos anos 60 no Brasil, Sganzerla teria incluído aquela frase no filme? O PT ainda estaria envolvido com questões já resolvidas em outras partes do mundo, inclusive Portugal, nosso avôzinho? E se os freakeconomistas tiverem razão, quando afirmam que a criminalidade em cidades americanas como Nova York caiu acentuamente depois da legalização do aborto? Aplicando ao Brasil esse raciocínio, algum economista descolado poderia afirmar que o número de mensaleiros seria bem menor do que o atual? E o volume de trabalho do STF seria consideravelmente inferior ao verificado nos últimos dias? No mea-culpa, a velha autocrítica stalinista, algum aloprado assumiria a frase do "Bandido" de Sganzerla: "minha mãe queria me abortar"? São questões pertinentes para a sobrevivência do PT e que devem ser debatidas exaustivamente no próximo Congresso.

FOI ENGANO

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— Alô? Gostaria de falar com o Alexandre.
— Que Alexandre?
— O Grande, por favor.
— Sinto muito, mas o único Alexandre que tem aqui é o Primeiro, Rei dos Helenos, meu filho. E no momento ele tá muito ocupado brincando com aquele maldito macaco!
— Desculpe, liguei pro século errado...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/09/ligao.html)

DA IMPROVÁVEL UTILIDADE DOS SERES HUMANOS

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— É uma manada que obedece com a maior facilidade. Veja os da raça brasileira, por exemplo. Vivem no pior dos mundos e, no entanto, são mais passivos que uma vaca.
— Peraí, mas além de empregar seres humanos, o senhor ainda por cima quer usar vira-latas?
— Qual o problema? São mais baratos, se reproduzem aos montes e ainda conseguem fazer malabarismos com uma bola, nas horas vagas, pra nos divertir.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/vigias-um-dilogo-swiftiano.html)

DISQUE-PROPINA

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Pergunto a vocês, derrotistas: há quantos séculos nossa máquina estatal se vê emperrada, muitas vezes, pela simples falta dos 10% por fora que façam andar a papelada? E aquela multa de trânsito, levada inadvertidamente, só porque não tínhamos um trocado na carteira? Quantos deputados não acordam no meio da noite, com crise de abstinência, sem um número a que possam ligar para serem socorridos, recebendo em casa a propina que poderia salvar suas vidas?
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/pela-imediata-legalizao-dos.html)

DOS PRAZERES DO CITY TOUR

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O trajeto do aeroporto até o local onde ficaria hospedado, eu o fiz impressionado com o tamanho da cidade, com a quantidade de luzes acesas na madrugada, com o bom estado de conservação das vias e dos prédios e, principalmente, com o tanto que meu órgão sexual conseguia se retrair sob a influência de onze graus de temperatura.
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(Mais, aqui: http://culturando.com/?page_id=43)

ARITMÉTICA

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O problema brasileiro é puramente aritmético: muito corrupto e pouca propina.

GRANDES SÉRIES REGIONAIS

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— Ele é estranho.
— Muito?
— Muito.
— Muito mesmo?
— Muito mesmo.
— Tanto quanto um paulistano?
— Nem tanto.

NA PONTA DA LÍNGUA

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— É um bicho que tem uma crina assim e solta uns berros esquisitos.
— Mula?
— Não, não. Mexe a cabeça meio de lado...
— Cavalo?
— Não, cara. Tem um focinho longo... Como é que é, rapá?
— Arnaldo Jabor?

DEUS

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Ninguém que tenha bom senso pode acreditar em Deus. Trata-se, comprovadamente, de um sujeito que mente muito.

CANAL LIVRE

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Nunca gostei de Zé Dirceu. Mesmo antes do mensalão. Nutro fortíssima antipatia por ele. Porém, a qualquer pessoa que tenha mais de três neurônios na cabeça, é impossível vê-lo massacrar a burrice jornalística numa entrevista ao vivo sem torcer para o lado minimamente inteligente.

2 de setembro de 2007

Cine Sopa - 'Transit'

O futuro a quem pertence

No filme "O pequeno soldado", de Jean-Luc Godard, um personagem cita uma frase atribuída a Lenin: "a estética do futuro é a ética". No discurso do Congresso do PT, o presidente Lula, ao pedir aos petistas que defendam os colegas de partido das acusações, disse que "ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que o PT". O filme de Godard é de 1963. Quanto ao futuro, pelo andar do carro de aluguel, ainda não tem data para chegar ao Brasil.

No mesmo discurso, o presidente Lula revelou que, terminado o mandato, não irá fazer, como muitos políticos, curso de pós-graduação no exterior. Esses cursos, quase sempre, não acrescentam muita coisa, mas, dito por Lula, sempre passa a impressão de que é mais um louvor à ignorância. Ou seria uma nova modalidade educacional: o analfabetismo futurista?

Por um Brasil sustentável - Biopiadas

'O MENSALÃO MINEIRO SÓ É SOLIDÁRIO NO CÂNCER.'



Eduardo Lara Azeredo

Grandes provérbios avacalhados

'É MAIS FÁCIL ENCONTRAR AGULHA DE ACUPUNTURA EM PALHEIRO QUE EU BRIGAR COM O SERRA.'

Tamancada do dia - FHC e a vírgula

No artigo de hoje, o Príncipe mostra que é necessário privatizar a gramática antes que se estatize a Vale do Rio Doce:

"Esses acordos, não implicam necessariamente em suborno, em compra, em mensalões ou coisa que o valha."

É fato, no nosso querido Brasil, a distância estelar entre sujeitos e predicados.

Encontrar predicados nos sujeitos que grassam por aqui é tão difícil quanto apontar partidos que tenham mais ética que o PT.

Mais: tal é a inversão de valores, que o sujeito brasileiro ainda dotado de algum predicado evita sair às ruas; quando o faz, disfarça-se de senador ou publicitário, de maneira a passar despercebido na turba.

Porém, e por tudo isto que está aí, o separatismo pregado por FHC deve ser repudiado.

É mais uma demonstração do descaralhamento das responsabilidades (apud 'O Planeta Diário'), de resto mal que vem assomando desde a década perdida.

Chega de presidentes e ex-presidentes doidivanas.

A irresponsabilidade gramatical há de levar as Forças Armadas no perigoso caminho da revisão da Lei da Anistia, em busca de presumíveis atentados à mátria de Caetano Veloso.

Uma revolta dos bacharéis da Língua Portuguesa teria desdobramentos inauditos, como a proliferação descontrolada de letristas de MPB.

Portugal sentir-se-ia pressionado pelos Lusíadas a atacar o nosso querido Brasil a bigodadas.

Da ABL sairiam hostes de imortais-bomba, não fora o embate judicial que paralisa as relações da academia com os planos de saúde.

Pense bem, ex-presidente. A nação, exige desculpas.

Com o museu na mesa


Campanha SDT Por um Brasil Reciclado.

Seu parceiro poderia fazer um bem à humanidade se for o caso de não estar lhe fazendo bem, tampouco a si mesmo.

Doar o órgão.

A Islândia tem uma faloteca. Lá, paradoxalmente, sua virilidade jamais será obsoleta.

AVANÇO

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Acho perfeita a atitude do PT ao querer rediscutir a privatização da Vale. Na minha opinião, mais premente que isso só mesmo um profundo debate sobre a necessidade ou não de se revogar o Tratado de Tordesilhas.

DA CONTRIBUIÇÃO PÁTRIA PARA O AVANÇO DOS ESTUDOS BÍBLICOS

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E Deus achou justo e disse:
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— Faça-se a licitação para criar a luz!
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-um.html)

DA CONTRIBUIÇÃO PÁTRIA PARA O AVANÇO DAS CIÊNCIAS

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— Ora, professor, num país onde a multa é de R$ 100 por quilômetro excedido, aplicando-se o Teorema de Jefferson, sabe-se que a propina pro guarda custará cerca de R$ 10.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/curso-intensivo-para-formao-de-polticos.html)

CAIXINHA DE SURPRESAS

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— Você fez um golaço. Eu tenho 40 anos de futebol e nunca vi uma coisa daquela. Como é que foi isso? Você que sempre teve uma atitude tão conservadora, tá partindo agora prum futebol mais de vanguarda? Você diria que podemos rotular o seu atual momento como de desconstrução, pra usar um termo de Derrida?
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(coçando o saco) Não, não. Eu não acredito em vanguarda, né, Carlos? E acredito no trabaio séro e bem-feito. Você veje o Machado de Assis, por exemplo, ou mesmo os russo, Dostoievski e tal. Veje que ali não há uma quebra tão significativa na forma quanto no conteúdo. O importante é os três ponto. E é nisso que eu acredito e é isso que o professor pede pra nós fazer dentro de campo, e... E agora é partir pro próximo jogo e buscar os três ponto, e...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/muito-bem-roberto-estamos-aqui-com.html)

DESMEMORIADOS E DISTRAÍDOS ANÔNIMOS

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Seria preciso fazer pequenas adaptações no auditório reservado ao encontro. Como, por exemplo, pregar plaquetas nas paredes com dizeres simples, do tipo: “Aquele negócio preto, com braços, ali, é uma poltrona” ou “O auditório fica ali na frente, ó”, ou ainda “Não faça xixi no companheiro do lado, para isso temos o banheiro”.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/desmemoriados-e-distrados-annimos.html)

VINGANÇA DIVINA

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E Deus se vingou, criando a mensagem de celular fora da área de cobertura e a taxa por deslocamento.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/03/o-mito-da-criao-sob-perspectiva-de-uma.html)

TAUMATURGO

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— Você é um taumaturgo.
— Mmmm... Você acha que eu faço milagres, baby?
— Não, que é péssimo ator. Um taumaturgo ferreira.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (5)

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— Malditos liberais — disse o Neandertal. — Só eles pra inventarem esse negócio de casa...
— Nem me fale — respondeu o outro. — Por isso que os costumes se deterioram!

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (4)

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— Ah-lá... Ex-esquerdista sem cérebro.
— Voltou a pensar?
— Não. Virou direitista sem cérebro.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (3)

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— E aí, que cê vai fazer hoje?
— Ir à praia ou virar conservador, não sei.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (2)

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O principal resultado da nova onda direitista brasileira? Três lordes ingleses já viraram comunistas.

DA NOVA ONDA CONSERVADORA (1)

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Nunca antes na história deste país se viu tanto macaco lendo Edmund Burke. E entendendo...

TV Tamanco - Fome Zero talibã