19 de outubro de 2007

DAS BELEZAS DO MERCADO

Antes, a gente ouvia e imitava, exclusivamente, música ruim de branco americano. Atualmente, a gente também ouve e imita música ruim de negro americano. Como é bela a democracia!

Como seriam o Dilma Boy e a Serra Girl?

Obama Girl vs. Giuliani Girl

Posted Jul 16, 2007

Obama Girl and her crew do battle with the girls from the GOP.

A POLÍCIA INGLESA PASSA BALA NO BRASILEIRO E DEPOIS VAI SOLUÇAR NO TRIBUNAL...

De Londres, Ivan Lessa faz perguntas sobre a conduta dos policiais ingleses que executaram o brasileiro Jean Charles com seis tiros na cabeça dentro de um vagão do metrô. Pensaram que ele era terrorista. Primeiro, atiraram. Depois, descobriram o erro. Era tarde. Protegidos por biombos e pseudônimos, os policiais compareceram a um tribunal. Um dos assassinos soluçou, compadecido,diante do juiz...

(Aqui, o texto completo:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071019_ivanlessa_tp.shtml)

Ler é o melhor remédio


Em nome do bispo

Da internet:
O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Fábio Guimarães da Silva Pereira queimou, durante um culto, duas imagens da história missioneira cadastradas no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Essa intolerância religiosa, associada à venalidade da fé, vai acabar transformando a nação-chacina tropical numa Irlanda do Norte. Já imagino os seguidores de Frei Betto de um lado, e do outro os obreiros do bispo Edy Macedo. E o Antonio das Mortes pitbicha, o tal capitão Nascimento, atirando pra tudo que é lado. Quem não tiver laptop não escapa.

'Killing me softly' - A polícia precisa disto

Sejamos todos pop

Em entrevista ao jornal La Vanguardia, Caetano Veloso disse que os artistas (brasileiros) hoje não têm mais tanta vinculação com a política como antes. Complementou: "em compensação, os políticos estão mais parecidos com artistas pop, a forma como se faz política é pop". Agora, está explicado: o caso Renan e o reality show de cinco meses do Senado são pop. O mensalão e os quarenta beneficiários são pop. A compra de votos para a reeleição de FHC é pop. Uma companhia telefônica investir na empresa do filho do presidente é pop. Quem mais pop do que os aloprados do dossiêgate? É uma atitude pop Lula não saber de nada. Enfim, o Bope é pop.

Pensamento do dia

Do bem-humorado e Nobel escritor húngaro Imre Kertész, que comeu literalmente o pão que os diabos Hitler e Stálin amassaram: "O mal sempre parte de interesses individuais; o bem, no entanto, se situa além da capacidade de raciocínio, não tem por quê. O ruim do mal é que se apresenta como bem. Os verdadeiros canalhas sempre vêm salvar o mundo e tudo acontece com as melhores intenções".

O Ministério da Educação recomenda

A vantagem do horário de verão é que ele antecipou em uma hora as imagens da violência e dos massacres da nação-chacina veiculadas pelos telejornais em rede nacional. As crianças estão adorando.

Os novos-ricos de Lula

Da internet:
Homem bate uma Ferrari avaliada em mais de R$ 1 milhão em uma avenida da região do Jabaquara (SP) e se irrita com a presença da imprensa; vídeo mostra momento em que cinegrafista foi agredido.

Mais um idiota-rolex. É isso que dá: gente acostumada a comer sanduíche não pode participar de banquete. Mesmo que este banquete seja patrocinado pelo PT.

O sexo das cabras

Da internet:
Medicamentos contra a disfunção erétil podem causar surdez temporária, informaram hoje autoridades da Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Não escuto nada, mas sobe.

O recado do Maracanã

Da internet:
"Galvão, vai tomar no c...", cantava a torcida, empolgada, no Maracanã, durante transmissão do jogo Brasil x Equador, pela Globo. A provocação contra Galvão Bueno foi ao ar mais de uma vez. Para evitar mais constrangimento para o apresentador, a Globo cortou, algumas vezes, o áudio com a voz dos torcedores.

Vamos lá, Galvão, nunca é tarde para a primeira experiência. Além do mais, o conselho é dos "amigos da Rede Globo". Vai virar moda. Ou na gíria carioca: pegou geral.

SÁBIOS

Nossa sociedade atingiu tal grau de desenvolvimento que o único resquício de tradição clássica que nela atualmente encontramos é o churrasquinho grego.

(Mais subfilosofias, aqui)

18 de outubro de 2007

O DEPUTADO DIZ "SEJE". A DEPUTADA DIZ QUE QUEM LÊ DISCURSO NÃO PRESTA. NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO ESPANTO, ROGAI POR NÓS!

Um deputado, arquiteto, dá entrevista à rádio CBN e pronuncia - de maneira clara e límpida - a palavra "seje".

Um arquiteto dizendo "seje" !!! Nome: Luiz Paulo.

Um profissional diplomado não pode pronunciar uma palavra que não existe na língua portuguesa. Não pode.

Zapeio. Uma deputada (nome: Renata do Posto) fala para um grupo de estudantes, numa TV a cabo, em programa gravado no plenário da Assembléia. Um estudante pergunta como é possível saber se um deputado é bom ou não. A deputada diz que basta observar um deputado discursando. Se ele estiver lendo o discurso, não presta. Se estiver falando sem consultar nenhum papel, é bom.

Parece mentira, mas é este o raciocínio da ilustríssima parlamentar: quem lê discurso não presta!!!

Ulisses Guimarães deu trinta e cinco voltas no túmulo.

Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, rogai por nós.

Onde é que essa comédia de erros vai parar ?

O FUTURO É GRATUITO

amigo geneton, meu melhor saudar. se estás preocupado com o futuro dos jornais em papel, saibas que aqui em portugal e na europa de um modo geral os jornais de referência estão a perder público para os de distribuição gratuita. só em lisboa há quatro diários de «borla», grátis, com grande aceitação dos leitores. metro, meia-hora, global, destak e mais um semanário: dicas. Mais um está na forja, editado em conjunto pelos diários A Bola e Público. Haja leitores para tanta oferta. Até o Le Monde já lançou tambéo seu diário gratuito. O futuro será gratuito.

Mônica Quem?

Acabei de ver um vídeo no qual Mônica Veloso, AMANTE (com uma conotação bem nelsonrodrigueana da palavra) de Renan Calheiros, abandona uma entrevista porque o jornalista estaria "pegando pesado demais".

Bem feito pro jornalista burro e pra produção do programa, que insiste em tentar obter opiniões e informações destas sub-celebridades.

Aliás, se você tem acompanhado remota o noticiário, nem que seja pelo YouTube, como eu, repare na arrogância da moça. Resquícios do tempo de jornalista, por certo.

Mônica Veloso, Franklin Martins, Tereza Cruvinel. Por acaso a Globo recruta seus jornalistas pelo Catho?

prabéns pro mundo

não se esqueçam de comemorar o aniversário da criação do mundo, que acontece neste próximo dia 23 de outubro. Segundo o arcebispo James Ussher (1581-1656), Deus criou o mundo nesse dia citado, do ano de 4004 ac, ao meio-dia. Devia estar de ressaca

Tio Galvão

Galvão Bueno também não passa de um daqueles tios velhos incomodados com o silêncio e que, para preenchê-lo, falam qualquer besteira. Dos sobrinhos mais bem humorados (entre os quais generosamente me incluo) ele tira risos; entre os mais mal-humorados, bem, quem assistiu a Brasil x Equador ontem viu do que eles são capazes: da mais pura emoção.

Sim, porque eu me emocionei (não há uma contradição aqui?) com o coro de vozes que convidava o tio velho a tomar naquele lugar onde não bate sol.

Tios velhos - Elis Regina

Elis Regina não passa de uma daquelas tias velhas, e ainda por cima fanhas, que nos envergonham nos churrascos da família. Bebem demais, sobem na mesa e fazem caras-e-bocas cantando "O Bêbado e oEquilibrista" - uma autobiografia.

Philips, de novo

Como sou contraditório, agora me solidarizo com os piauienses (quanta vogal!) contra a Philips. Ninguém merece propaganda com Sangalão travestida de Madonna.

Agora dá licença que eu vou ali vomitar. Até porque, ao contrário dos piauienses, eu almocei hoje.

Dos destinos turísticos

Não existe lugar mais feio do que os Lençóis Maranhenses.

(Até porque fica no Maranhão, né?)

TV Tamanco e o torneio de bundas japonesas

A DIFÍCIL ARTE DE AGRADAR AS DEUSAS

— Como pura criação do engenho humano? — indagou Sócrates. — Ou materialmente, a exemplo do cavalo e da vaca?
— Tá me chamando de vaca, feioso? — quis saber Afrodite.
— Não. O que digo é que uma vaca...
— De novo? Então você acha que minhas tetas são muito grandes? Ou é meu comportamento sexual que você crê devasso?

(Texto completo, aqui)

17 de outubro de 2007

POR QUE OS JORNAIS ESTÃO CAVANDO PACIENTEMENTE A PRÓPRIA SEPULTURA....

A seleção brasileira deu uma goleada no Equador. Noventa e oito vírgula cinco por cento dos leitores dos jornais impressos já sabem do resultado.

Se, amanhã pela manhã, os jornais trouxerem como destaque principal do título de esportes da primeira página a "informação" de que o Brasil ganhou de 5 a 0 do Equador, estará explicado - de novo! - por que a imprensa resolveu, "por livre e espontânea vontade", cavar a própria sepultura.

Faça-se o teste. É só passar o olhos nas primeiras páginas que daqui a algumas horas estarão colorindo as bancas.

Uma pergunta ficará flutuando no ar: Deus do céu, por que será que a esmagadora maioria dos jornais trata o leitor como se ele fosse um extra-terrestre surdo,mudo e cego -que acabou de desembarcar de um planeta remoto?

Não ocorre a nenhum editor a idéia de que noventa e oito vírgula cento dos leitores já obtiveram a primeira informação sobre o resultado do jogo pela TV, pelo rádio, pela miríade de sites ? Por que repetir nos títulos uma informação que, inevitavelmente, já é velha quando chega às bancas ?

Não seria tão fácil, tão simples, tão óbvio tentar olhar para a frente ? Com certeza, uma informação que não repetisse simplesmente o que todo mundo já sabe serviria para chamar a atenção do leitor, ao invés de despertar o habitual bocejo. Afinal, não é para "chamar a atenção" do leitor que os jornais existem ? Algo do tipo :"Depois da goleada no Maracanã, Dunga quer outros jogos no Rio"; "Seleção já promete repetir em São Paulo a goleada de ontem" ; "Ronaldinho, barrado por Dunga, pede vaga para jogo em São Paulo" ;"Seleção goleia mas Argentina lidera eliminatórias"; "Comportamento nota 10 do torcedor credencia o Maracanã como palco da Copa" etc.etc.etc. Qualquer estagiário faria uma lista de possíveis novas informações que poderiam merecer um título capaz de estimular minimamente a curiosidade do Senhor Leitor. Eis um bom exercício para as salas de aula dos cursos de Jornalismo.

Mas não: há noventa e nove vírgula nove por cento de chances de os jornais desta quinta anunciarem nos títulos de primeira página,como se fosse a novidade do século, a vitória do Brasil sobre o Equador.

Depois perguntam por que é que a imprensa de papel perde leitores.....

O caso me lembra o que vi uma vez em Londres,onde se fazem jornais de primeira qualidade:

um instituto tinha divulgado uma pesquisa de opinião que indicava a possível derrota dos conservadores nas eleições de 1997. A TV noticiara exaustivamente os números nos telejornais noturnos.

Se fosse no Brasil, os jornais dariam, no dia seguinte, na primeira página, um título como "Ibope dá vantagem ao PT". Ou algo assim. Ou seja :os jornais repetiriam algo que o leitor interessado em política com certeza já sabia.

O que fez o jornalaço Daily Telegraph ? Deu a informação da maneira mais criativa possível. Publicou na primeira página uma bela ( e enorme) foto do então primeiro-ministro John Major sozinho, na porta do número dez da Downing Street, a residência oficial do chefe do governo. O pesquisa indicava que o partido de Major estava cotadíssimo para perder a eleição, o que, afinal, viria a acontecer semanas depois.

A manchete do jornal: "Este homem pensa que vai vencer a eleição".

Não é por acaso que a imprensa inglesa de qualidade é o que é.

Também não é por acaso que nossa imprensa é o que Paulo Francis passou os últimos anos de vida dizendo: "Previsível, empolada, chata. Meu Deus, como é chata".

Não teria chegado a hora de uma autocrítica violenta, uma virada de mesa, uma aposta na criatividade ? Por que os jornais continuam com a cabeça enterrada na areia, sem olhar para a paisagem em volta ?

Ainda há tempo para tentar sacudir a poeira - nem que seja em sinal de respeito à paciência dos leitores....

Help!

Grandes evangelhos avacalhados

'NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA JUNTO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA DA OPUS DEI.'

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'Opus Dei inaugura Escritório de Comunicação em São Paulo
'A Prelazia conta, a partir de agora, com um canal direto e permanente com os jornalistas de todo o Brasil.
'Com o objetivo de informar a imprensa sobre a missão e as atividades da Prelazia, o Opus Dei inaugurou, em São Paulo, seu Escritório de Comunicação no Brasil.'

CURIOSIDADE MÉDICA

Observadores notaram que, desde que começou a trégua no circo de baixarias do Senado, a epidemia de vômito registrada entre telespectadores da TV Senado e dos telejornais sofreu uma redução.

Pitoresco.

CONSELHO BASEADO NA SIMPLES OBSERVAÇÃO DA PAISAGEM HUMANA

Nunca, jamais, sob hipótese alguma, receba um cheque de quem:

a) chama TV de "telinha"
b) desenha um sinal de aspas no ar com dois dedos de cada mão
c) acrescentou uma letra ao nome por sugestão de um numerólogo
d) chama o marido de "maridão", o filho de "filhão" ou, se for o caso, a mulher de "amorzão"
e) usa rabo-de-cavalo
f) alguma vez na vida já usou ou pensou em usar bandana
g) desfila de camiseta na rua para mostrar aos outros os músculos marombados
i) toma cafezinho com o dedo mindinho estirado

É pule de dez: o cheque é sem fundos.

CADÊ O CEGUINHO FOTÓGRAFO ?

Faz exatamente quatro meses que o Sopa de Tamanco perguntou: o ceguinho que vive dando entrevista à Tv sobre enquadramento fotográfico continua solto ?

(Dica para a Interpol: chama-se Evgen Bavcar. Vive em Paris. Já passou pelo Brasil)

Lastimavelmente, a Interpol não se manifestou até agora.

Resultado: o ceguinho fotógrafo continua pontificando sobre enquadramento.

O post original:

11 de Junho de 2007
OS POLITICAMENTE CORRETOS E NOSSA GRANDE COMÉDIA DE ERROS
Desde que a praga politicamente correta tomou de assalto as mentes simplistas, pega mal dizer que o feio é feio, a gorda é gorda, o negão é negão, o gay é gay, o branquelo é branquelo, o burro é burro, o bêbado é bêbado, o idiota é idiota.

Qual é o problema?"Pega mal" dizer que um cego não pode ser fotógrafo. Mas peço licença à patrulha para dizer: não pode! Vi outro dia um fotógrafo cego pontificando na TV sobre enquadramento. Falava francês, claro ( não há língua que se preste tanto a imposturas intelectuais).Cego falando de fotografia é algo tão grave e despropositado quanto este locutor participando de desfile de moda.

Fiz aos meus botões a pergunta que todos fazem na surdina : por que é que o fotógrafo ceguinho não arranja outra profissão? Por que não aprende música? Por quê? Por que precisa aparecer na televisão falando de enquadramento fotográfico? Por quê? Por quê?Os meus botões se quedaram silentes.

Diante da mudez de meus botões, desisto de lançar perguntas ao vento sobre o fotógrafo ceguinho e a miríade de personagens absurdos que compõem,com ele, o elenco desta nossa grande comédia de erros. Quem sabe, o melhor é deixar que o circo planetário siga adiante, sem ser importunado.Como diria Drummond no mais belo poema já escrito em território brasileiro, "A Máquina do Mundo":....."e a máquina do mundo, repelida,/se foi miudamente recompondo/ enquanto eu, avaliando o que perdera,/ seguia vagaroso/ de mãos pensas"

Boletim dos sarcófagos

O que o cantor D2 achou de "Tropa de Elite"? E Gabeira, com o seu estilo de flores artificiais, o que pensa da polêmica: o filme é ou não fascista? E os moradores do Complexo do Alemão? O problema das redações, esses cemitérios sem muro, é a inversão da Lei de Darwin: os mais fracos venceram a corrida. Às batatas!

Os porões imitam a sétima arte

Depois de "Tropa de Elite", o que não poderá faltar em qualquer delegacia de subúrbio do país? Ganhou um DVD pirata do Sopa de Tamanco quem respondeu: saco plástico. Pelo andar do tílburi da nação-chacina, brevemente o saco plástico será insumo obrigatório no pregão eletrônico das Secretarias de Segurança Pública. Resta saber se as famílias da vítimas serão obrigadas a pagar pelo saquinho.

Vigiar e punir, mas sem calcinha

Num dos filmes da série Rambo, o próprio, depois de matar uns vietcongues, descansa ao lado de outro mercenário, e comenta: "estou com saudade de uma lingerie". Em "Tropa de Elite", as mulheres são todas traidoras, inconfiáveis e coniventes com a bandidagem. Mulher de malandro, no melhor sambão carioca, é para apanhar. Mas, misoginia e tradição à parte, senti falta de uma lingerie. Quem explicaria melhor a ausência de uma calcinha no boletim da guerra civil carioca: o capitão Nascimento, o Antonio das Mortes pitbicha, ou Foucault, o novo inimigo da revista Veja? Imitar o cinema americano tem seu preço: Rambo manda a conta.

DOS LIMITES IMPOSTOS PELAS MULHERES

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— Eu aceito tudo num homem, Robertantônio, tudo! Traição, amantes, mentiras, falsidades de toda ordem. Pelada aos domingos, até, eu aceito. Idas à manicure. Ejaculação precoce. Agora, cortar o queijo com a serra do pão, não, hein! Aí já é demais pra mim! Isso é caso pra divórcio!
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(Texto completo, aqui)

16 de outubro de 2007

CRISE SEM PRECEDENTES NA PUBLICIDADE BRASILÍNDIA!

É impressão ou nunca na história deste país tantos anúncios idiotas infestaram as TVs ? "Bar da boa" é caso de intervenção federal. Quem inventou a tal da "Zeca hora" ou "Zeca-feira" deveria pegar dez anos em Guantánamo. E aquele pseudo oficial russo que aparece dançando pateticamente ?

Como diria Jaqueline Kennedy recolhendo os miolos do marido naquele carro em Dallas, "oh, no!".

A CATINGA DA RESTINGA

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A palavra mais feia do Brasil é restinga. A segunda é catinga. Por esta razão, jamais moverei uma palha pela salvação da Restinga de Marambaia - que, aliás, não precisa dos préstimos deste bípede. Tudo certo, então.

TV Tamanco e o túnel russo

Russian Tunnel of Death

Posted May 03, 2006

This is what happens when the temperature reaches minus 38 degrees in a Russian tunnel.

LENHA NA FOGUEIRA DO DEBATE SOBRE "TROPA DE ELITE": "BANDIDO É BANDIDO, NÃO UMA VÍTIMA DO CAPITALISMO SELVAGEM"

Antônio Fernando Borges sobre "Tropa de Elite":

"Nas entrelinhas das cenas de violência (que no fundo chocam apenas nossos intelequituais), a mensagem que passa é bem maior: desponta novamente no horizonte a idéia de que bandido é bandido, não uma vítima do capitalismo selvagem – e que as vítimas, na verdade, somos nós, os homens de bem. Isto não é ideologia: isto são fatos.
Iabadabadabaduuu! O mocinho está de volta à cena. Até que enfim!"

(aqui: http://antoniofernandoborges.com/)

"NASCI ME ACHANDO SUPERIOR AO OBSTRETA"

Alexandre Soares Silva:

"Eu sempre penso que sou superior aos outros, e isso desde criança; nasci me achando superior ao obstetra, que vi pela cara que devia ser leitor de biografias de governadores ou algo assim, e quando ele me estapeou a bunda meu monoculinho caiu de humilhação e espanto"

(aqui: http://soaressilva.wunderblogs.com/)

15 de outubro de 2007

O PAU COME NO ARRAIAL LÍTERO-JORNALÍSTICO BRITÂNICO....

Ivan Lessa:

"Escritores, críticos e acadêmicos em geral, ficam quietos em seus cantos, mas quando partem para a grossura, saiam da frente":

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071015_ivanlessa_tp.shtml

Faltou alguém na multidão

Sempre falta alguém numa Parada Gay. Na do Rio de Janeiro quem levou falta foi o Capitão Nascimento, do Bope, o Antonio das Mortes pitbicha do cinema brasileiro.


Narinas trêmulas

A ameaça de Chávez de transformar a Bolívia num Vietnã, na hipótese de deposição ou assassinato de Evo Morales, repercutiu muito mais na turma usuária da Zona do Sul do Rio do que nos gabinetes do Pentágono. Todo o "fubá mimoso" aspirado pelos cariocas procede da Bolívia. As autoridades sanitárias já defendem um estoque controlador do pó boliviano, para evitar uma síndrome de abstinência coletiva.

Todos os filmes do presidente


Em entrevista na Folha, o presidente Lula confessou que detesta qualquer filme que o deixe tenso. "Não me convide para ver um filme de terror ou de suspense. Quero me divertir." Esse é o espectador-padrão sonhado por Daniel Filho e os cineastas dos teleenlatados do Projac. Ao contrário dos onze milhões de espectadores piratas que gostaram muito de ver porrada, tortura e tensão em "Tropa de Elite". E se divertiram bastante. Gostaram tanto do filme que já estão esperando o "Tropa de Elite 2", versão pirata, é claro.

Uma pauta sobre a mesa

A Imprensa já escreveu centenas de laudas sobre "Tropa de Elite". Mas falta a entrevista com o operador Marcelo Santos, já indiciado por violação de direitos autorais. Acusam o rapaz de ter feito a primeira cópia pirata do filme. Não merecia ser ouvido por algum repórter não-oficial?

Acrofobia de chuteiras

Os "chupetinhas" de Dunga têm medo de altura. Qualquer metrinho acima do mar ficam logo com as pernas bambas. Por que o departamento médico não receita chá de coca?

TV Tamanco - Tropa de elite

14 de outubro de 2007

Solucionada a crise na aviação civil

A RAIZ NOBRE DO SOBRENOME MORAES NETO


Acima vemos o busto de Moralis Netus Primeirus, patrício fundador da nobre casa dos Moralis (tendo como distintivo a barba negra, de comprimento mediano, usada por seus membros), nascido no século I a.C e um dos mais eminentes defensores da causa de César contra Pompeu. Declarado o primeiro ditador, Netus Primeirus adquiriu sucessivas honrarias e galgou todos os cargos da burocracia romana da época, tendo incluive desfilado por duas vezes em triunfo, após vitórias sorbre motins na Gália e nas regiões circunvizinhas do Ponto. Adotou e fez de seu herdeiro Moralis Netus Secundus, que desempenhou grande papel como senador e cuja invejável oratória contribuiu imensamente para a decisão imperial de destruir Jerusalém.

GENETON MORAES NETO X CARL BERNSTEIN: A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Preciso agir com a correção que me caracteriza e, parafraseando aquele outro mito, quase tão importante para a história da humanidade quanto Geneton, dar a César o que é dos judeus.

O sr. Toni Marques, apesar de notório fautor de inverdades e perpetuador de aleivosias, talvez numa crise moral semelhante à que acometeu Santo Agostinho, mas motivada por um maior número de doenças venéreas, conseguiu dois posts abaixo retratar com fidelidade o ocorrido no já afamado encontro entre GMN (Greenwich Meridian Neto) e Carl Bernstein.

Porém, como é de seu costume, faltou-lhe coragem suficiente para ir adiante e relatar o final da noite. Quanto a mim, brioso como poucas vezes se viu no Ocidente desde a morte de Alexandre, o Grande — que, como todos sabem, foi assassinado no século XXI de nossa era por Oliver Stone —, poderia seguir em frente e revelar detalhes capazes de rebaixar o Marquês de Sade a simples barão.

Se não o faço, isso se deve única e exclusivamente a, profundo leitor de Proust, ter-me aconchegado nos seios de Madeleine, uma das cortesãs francesas presentes ao encontro, de maneira a desfrutar pela primeira vez na vida de iguaria orçada na casa dos cinco mil dólares.

Quando dei por mim, ou melhor, quando Madeleine deu por mim, já eram dez horas da manhã e flanávamos pelo Viaduto do Chá, sob a aprazível garoa paulistana, com um uísque 48 anos semibebido nas mãos e algumas ostras, lagostas e porções de caviar que conseguimos trazer num farnel, ocultando-o dos agentes da CIA, do Mossad e demais oficiais que faziam a segurança do local à paisana.

De maneira que, infelizmente, só me resta a pergunta: será que Geneton Moraes Neto, popularmente conhecido como Mito, já nesta primeira parte da entrevista, que vai ao ar hoje, às onze da noite, na Globonews, com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde, terá a honradez de revelar tudo o que se passou entre ele e Carl (para os íntimos) naquele memorável dia?

A conferir, leitores. Eu e Madeleine já forramos a mesa com os acepipes adquiridos na brilhante festa, esperando ansiosos pelo programa.

13 de outubro de 2007

A bagagem cultural do Mito GMN


Sobre Mito e Carl Bernstein

Decadência dos tempos inexistir um vate como Ibrahim Sued para imortalizar, nas folhas que hoje servem de tapete de canário, a noite em que Mito e Carl Bernstein elevaram a inteligência média da humanidade.

Elevaram simplesmente estando frente a frente, lado a lado e em todas as combinações permitidas quando piadas corporais são encenadas por seres superiores num salão digno de reunir a nata da sociedade civil do nosso querido país.

Estava lá o Capitão Nascimento, envergando a camiseta vermelha e a sunga de salva-vidas que fazem a delícia das viúvas do nobre bairro da Urca, onde ocorreu a longa noite dos cristais de metadona.

O jovem Pároco do Rosário, sucessor do Bispo do Rosário, tecia um manto invisível, no qual sua persistência artística insistia em tentar bordar caricaturas de Mito e Bernstein, para deleite dos convivas mais sensíveis.

Já o pré-candidato democrata Barack Obama, em visita clandestina a São Sebastião do Rio de Janeiro (sempre modesto, o Obama), jogava truco numa roda abrilhantada pelos intelectuais Luciano Huck, Bruna Surfistinha e Mangabeira Unger.

A sra. Mônica Veloso autografava cópias piratas da 'Playboy', numa tenda armada em plena varanda.

Os srs. Caetano Veloso e Gilberto Gil, vestidos de maneira mínimo-tropicalista, divertiam-se a valer, na mesma varanda, graças à pequena piscina de gel em que puderam matar saudades de seus tempos de jovens lutadores de wrestling.

Ainda na varanda, na qual acampavam diversos integrantes do MST, uma banca da Febraban distribuía empréstimos, prometendo juros camaradas.

A classe política nativa se fazia presente, por obra e graça do senador José Sarney. Sempre traquinas quando não diante das lentes, o senador atirava marimbondos de fogo num telão de LCD armado sob o patrocínio da Gamecorp.

A Gamecorp tinha todo o interesse na exposição da engenhoca naquela reunião.

A próspera empresa convencera o sr. Sarney a adaptar toda a sua obra literária para os consoles do Nintendo Wii, inovando os conceitos de literatura-força e de literatura-arte. E ali estava a projeção cabal do gênio humano.

Por sinal, o dispositivo instalado pela Gamecorp pôde permitir o desnudamento de uma até então desconhecida qualidade do eterno companheiro Bob Woodward. Ele entrou ao vivo, diretamente de um dos 269 lavabos da Casa Branca, para desfazer de vez os boatos de que ignoraria a umbigada e o lundu.

Enquanto, pelo microfone, o colunista Diogo Mainardi cantarolava sucessos de Zeca Pagodinho, o sr. Woodward requebrava, solerte, toda a história do samba. Sem dizer palavra.

Na cozinha, o imortal Zé Bonitinho penteava as sobrancelhas da sra. Malu Mader.

A sra. Luciana Gimenez, mais introspectiva, sorvia cada página de uma edição em esperanto de 'Ulysses'. Ela estava sentada na sala, numa poltrona dos Irmãos Campana, feita de urnas eletrônicas.

Num lance de ousadia do cerimonial da festa, o buffet instigava, posto que era servido pela Cia. de Dança Deborah Colker, mediante trapézios que dinamizavam as bandejas e borrifavam o champagne e salpicavam hours d'ouevres de modo magistral.

A Banda Calypso tentava animar os já animados presentes, reclamando da necessidade de o couvert artístico só poder ser pago com cartão de crédito.

O Coro dos Canarinhos de Petrópolis comportava-se à altura do evento, trancado no closet da anfitriã, sem maiores alardes.

A decoração, toda ela a cargo da Procuradoria, harmonizava elementos do Banestado, da Máfia dos Sanguessugas e da Operação Hurricane.

Havia, por exemplo, um bicheiro empalhado num canto da sala.

Seringas cravadas nas paredes, notas de dólares arranjadas à guisa de móbiles que fariam Alexander Calder se mudar para a Oficina Brennand, colarinhos brancos arrematando pescoços de alcaçuz - que magnífico ambiente para o tão esperado encontro de Mito e Carl Bernstein.

Moças modernas demonstravam a naturalidade intrínseca dos silvícolas praianos, enquanto representantes da Clínica Pitanguy verificavam a gravidade do atmosfera a um só tempo lúbrica e erudita, sob os protestos da também clandestina artista Yoko Ono.

A sra. Ono teimava em bailar nua para chamar a atenção da elite para a fome que grassa no submundo.

Os integrantes do MST tratavam de acompanhar o protesto, recolhendo os fios de Miojo que a artista atirava ao léu.

Comovida com a performance, a sra. Marlene Mattos chorava, sentada no sofá revestido de penas de ave-do-paraíso.

Uma projeção holográfica do poeta Bruno Tolentino fazia rimas de improviso, a partir de textos de Reinaldo Azevedo, acompanhada pelo maestro Isaac Karabtchevsky, que alegremente batucava uma caixa de fósforos vienenses.

Foi quando Mito e Carl Bersntein adentraram o salão.

A Banda Calypso, já resignada diante do problema do couvert artístico, atacou de fox-trot.

Carl Bernstein imediatamente tirou Mito para dançar.

A dupla foi saudada por uma salva de aplausos que os agentes do SDT puxaram em vão.

Sem perder a fleugma, os srs. Paulo Polzonoff Jr., Amin Stepple, Marconi Leal e este que subscreve o post desistiram das palmas e tornaram a dialogar com as moças modernas, que entretanto só tinham olhos para os saltos do sr. Chiquinho Scarpa.

Subitamente deprimido, o sr. Marconi Leal trocou-se: abandonou as vestimentas de Ronald McDonald - ele acreditava estar em pleno Tríduo Momesco - e tornou a travestir-se de Carmem Miranda, na esperança de assim galvanizar o interesse dos circunstantes. Infelizmente o estratagema revelou-se inútil.

Foi preciso o Capitão Nascimento aplicar todo o arsenal de psicologia que lhe deu fama para desgrudar o sr. Marconi Leal da garrafa de Teacher's.

Mito e Carl Bernstein evoluíram graciosamente, a despeito das sucessivas rasteiras que Mito aplicou no repórter derrubador.

Mito era capaz de rodopios inauditos, como se não estivesse trajando seu pesado aparato de cavaleiro medieval.

Bernstein, por seu turno, tinha nas ceroulas cáqui e nos pés descalços uma leveza de vestal entre cangaceiros.

A mútua patolagem energizou o ambiente.

Todos os convidados preencheram a pista de dança, no afã de seguir os passos da maior dupla de jornalistas a que a Urca jamais assistira. Um único senão: os estudantes de jornalismo pisoteados em função do referido afã.

Quando a contradança teve de ser encerrada, a pedidos de uma delegação da ONU que, de passagem marcada para Myanmar, por engano viera parar em São Sebastião do Rio de Janeiro, a poesia já estava escrita no ar.

O desfecho da noite, os leitores deverão dar asas à imaginação para compor. Por recomendação médica, e por aconselhamento de meu rábula, abstenho-me de enfrentar tamanha epopéia até o fim.

O fim dos mártires


- Não se preocupe, bobinho. Tudo está bem agora. A pauta vai ser destrancada.

Vítima da imagem - Imagem da vítima


- Rápido! Este homem está morrendo! Tragam um senador!


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Uma antiga tese e o filme

"Tropa de Elite" confirma uma antiga tese já exposta neste blog: a questão do Rio de Janeiro poderia ser resolvida facilmente pelo Sendero Luminoso fase Fujimori ou a Farc. O "senhor da guerra" Sergio Cabral deveria assinar um convênio BOPE/Sendero/Farc. Em poucas semanas, o Rio seria Genebra.

Daniel Filho, rebaixado de patente

Tropa de Elite, sucesso de pirataria e certamente sucesso de bilheteria, destrói todos os conceitos-baboseiras orais e teleenlatados dos cineastas do Projac, cujo capitão do time é Daniel Filho. Ivan Lessa tem razão: o povo gosta de sangue e tortura na tela, não do besteirol caça-níqueis. E o cara ainda leva a "patroa", no sábado à noite, ao cinema para assistir a Tropa de Elite. Ao chegar em casa, acende um baseado, imita a ficção e mete o cacete na mulher. Isso é metacinema.

Tropa de pirataria

Ao invés de se lamentar contra a pirataria do seu filme, o diretor José Padilha deveria encomendar um documentário sobre a pirataria da Tropa de Elite. Segundo a Veja, onze milhões de pessoas já assistiram à versão pirata. Isso é metacrime, por que não metacinema?

Mais de quarenta anos de solidão

Qual é o problema da turma de Ipanema comprar drogas nos morros e favelas? Como é que a FARC vai derrubar o governo colombiano se não existir usuário da mercadoria que os guerrilheiros vendem? Paciência, os caras envelheceram nas montanhas e selvas colombianas, as dunas de Ipanema devem contribuir, até por solidariedade, com a geriatria revolucionária.

Parabelo ou falobelo na mão?

Ainda não assisti ao filme Tropa de Elite, mas , pelo que já li, esse capitão Nascimento, do Bope, não passa de um Antonio das Mortes pitbicha. Vou assistir à versão pirata.

O DIA EM QUE BERNSTEIN TENTOU PASSAR A MÃO NA BUNDA DE MORAES NETO

Bernstein, a quem GMN, o popular Meridiano de Geneton, entrevistou e de quem arrancou confissões nunca dantes publicadas, fez coisa muito mais importante que derrubar presidente americano. Como César e Antônio, comeu Cleópatra, a atriz Elizabeth Taylor.

E outra. O que, por modéstia, o Mito não diz é que Bernstein lhe afirmou, impressionado, ao final da entrevista: "Você é muito bom no que faz. É uma das melhores entrevistas que já dei para TV". Isso e também tentou passar a mão na bunda de Geneton que, como bom pernambucano, se encostou na parede.

A primeira parte da entrevista vai ao ar amanhã, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História", com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde.

Mulher bonita não paga. Feia também não.

FUNCIONÁRIO DO MÊS


Paulo Polzonoff Jr.

GIGANTES DEFINIÇÕES GEOGRÁFICAS ADORMECIDAS: BRASIL

País sul-americano de solo fértil, em cujo subsolo se encontram inúmeras jazidas minerais, nele se consegue produzir ou dele se extrai quase tudo. Menos filósofos. Devido a tal carência e em caso de necessidade, os brasileiros costumam usar Paulo Francis e Caetano Veloso como pensadores.

DEUS E O PINTO

— Não tá gostando, abilolado?
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!

(Texto completo, aqui)

12 de outubro de 2007

CARA A CARA COM O REPÓRTER QUE OBRIGOU UM PRESIDENTE A RENUNCIAR

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O abaixo-assinado teve a chance de entrevistar longamente "o repórter que derrubou um presidente" : Carl Bernstein, famoso internacionlmente por ter publicado, em parceria com Bob Woodward, no Washington Post, reportagens investigativas que, no fim das contas, forçaram o presidente americano Richard Nixon a renunciar, em agosto de 1974.
A primeira parte da entrevista vai ao ar neste domingo, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História" ( com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde).

Informou o Departamento de Chamadas do Sopa de Tamanco.

TV Tamanco e o Islã

Final feliz

Os crápulas apologistas do mercado apregoam que o bom negócio é quando todos saem ganhando. A licença de Renan Calheiros foi um bom negócio. Renan terá agora tempo livre para apascentar as cabeças de gado. Espera-se que o período sabático do alagoano seja útil também para ele praticar tiro ao alvo contra os senadores adversários. O Brasil precisa saber mais. Foi um bom negócio também para os demais senadores. Poderão aprovar mais um tributo e agradar ao governo. Também poderão curtir mais à vontade a penugem, a meia-cabelereira rebaixada de Mônica Veloso.

DIREITCHO DE RESPOSTA

o sr. Paulo Polzonofre, no posto abaixo, vein com inçultos a minha peçoa, no entanto, comete, ele sim, uma inguinorança monstruosa, apois será o impossível que ele não percebe que devia de tá defendendo a cultura de Portugal, já que é diço que o linqueo que coloquei no meu posto trata?, estar dito ali pra quein quiser lê: "Xaxado é uma dança popular criada no Mesorregião do algarve em Portugal, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias.", ora, senhor Polzonofre, o senhor devia de conçultar mais a Winkpedia antes de falar azneiras!!!

< ironia>

Meu prezado colega Marconi Leal mostra, com o infeliz post abaixo, todo o seu preconceito contra este povo sofrido que é o brasileiro que não teve oportunidade de inclusão digital ou mesmo oportunidade de inclusão no português das elites. É um absurdo que o articulista faça uso pejorativo no português nativo das regiões remotas deste país lindo e perfeito que é o Brasil. Se tivesse um pingo de orgulho do sangue verde e amarelo que corre em suas veias, teria citado nosso escritor/filósofo-mor, Guimarães Rosa, que tão bem soube retratar a inteligência destas pessoas que podem não saber ortografia, mas que sabem muito da vida, como muito bem podem mostrar as mãos calejadas.

O Sr. Marconi Leal se acha muito inteligente e capaz de um humor que eu não compreendo, certamente porque sou ignorante, mas não percebe que há outro tipo de inteligência - a inteligência que leva pessoas analfabetas a exercer altos cargos no Poder Executivo.

Não posso deixar ainda de citar Deus, Jesus, Ave Maria e José, que num dos livros da Bíblia deixa muito claro, para quem quiser ler: "Quem é ignorante é que é feliz". Ou coisa assim.

Espero que, da próxima vez, se próxima vez houver, o Sr. Marconi Leal se mostre mais carinhoso com o povo sofrido desta terra, sobretudo com o povo sofrido do sertão nordestino, que tanto sofre com as secas e os desmandos da oligarquia cafeeira na região.

Vida longa ao Che!
< /ironia>

DAS MARAVIA DA INTERNETE

O meió da internete, sem duvida, eh que, atualmente, todu mundo tein asseço a informassão de qualidade. Enbreve, a ingnorância será definitivamente estirpada de noço paiz. Como se pode vê cricando aqui.

FRASE MÁGICA

— Vê se tu te comporta dessa vez, hein? E por favor, não diga a frase mágica!
— Eu, me comportar? E desde quando eu não me comporto na presença de estranhos?
— Quer a lista por ordem alfabética ou cronológica?
— Tudo bem. Admito que aqui e ali, uma ou duas vezes, me excedi no álcool. Mas nada que tenha provocado grandes problemas.
— Ah, você acha que arrancar o lustre da casa da Lucinha e sair pela sala rodando ele sobre a cabeça e cantando Beto Barbosa é algo a que todos estão acostumados?
— Não foi Beto Barbosa, foi Marquinhos Moura. E a fiação tava meio velha, você mesma viu.
— Tava, claro, ninguém tinha tentado brincar de rodeio com o lustre antes. Isso pra não falar da vez que você pisou no bolo de aniversário da Maria Rita.
— Também, onde já se viu colocar o bolo na mesinha de centro, um lugar onde todo mundo sobe pra dar cambalhota?
— Vê se tu te comporta, pelo amor de Deus! E lembra que tu tomou aquele antialérgico. O remédio intensifica o efeito do álcool, Marconi.
— Mulher, pra que o nervosismo? Tá tudo sob controle.
— Ai!
— Que foi agora?
— Tu disse a frase mágica!

(Texto completo: aqui, aqui e aqui)

11 de outubro de 2007

UM BELO SISTEMA

Em vez de instaurar o capitalismo no Brasil, acho que a gente pode pular uma casa e partir direto para a criação de uma social-democracia de inspiração escandinava. É um sistema mais justo. Sobretudo no que se refere à beleza das mulheres.

POEMA À MODA DO BOCA DO INFERNO

Contam que o rei era mui belo
Não 'tou aqui para negar
Bela era a escrava Agar
De quem Abrão chupou o... selo.
Porém, Abrão não pôde dar
O que em Azot o nosso Deus
Sangrou dos pobres filisteus.
Perdoem-me se eu aqui trelo.

Tanto Jonatas como Golias
Perderam, rápido, as cabeças
— aquele primeiro, às avessas —
Pelo rei Davi, naqueles dias.
Melhor dirá o que não tropeça:
“Antes no alto da cruz me pregas
Do que perco minhas lindas homógrafas”.
Dou adeus a quem nisso porfia.

No entanto, de novo cá eu volto
Ao assunto, apenas mais um instante.
Como alhures dizia a cartomante:
“O futuro, amigo, não é solto”.
Nisso não entra culpa do amante.
Ora, se de Davi o ser amado
Se acha neste sodomítico estado
É, sim, por ter um nome allegro molto.

(Mais, aqui)

É duro fugir do óbvio

Tô aqui tentando dar uma tamancada em alguém, mas o óbvio, ou melhor, o sentimento de obviedade me persegue. Falar de Renan? Ora, já tenho idade suficiente para saber que desta cartola não sai coelho.

O Brasil é o país das obviedades. E elas giram em torno das mesmas coisas, sempre: novela, futebol e pau no Congresso Nacional. Ok, antigamente o pau na política era mais amplo, mas agora que os petistas assumiram o poder o brasileiro parece ter percebido que sua relação com o governo está mais para novela e futebol do que para política propriamente dita.

Dar uma tamancada em mim também é algo de uma obviedade assustadora. Minha cabeça dói de tanto que me autoflagelo. Melhor passar.

Artistas? Jornalistas? Tudo muito óbvio. Hoje o G1 estampou o Nobel de Literatura sob a rública: "vitória feminina". Que coisa mais demodé. Até porque 11 mulheres já ganharam o Nobel de Literatura. Se bem que o estagiário que deu a manchete não deve sequer saber o que é este tal de Nobel.

E mais: matéria sobre fiéis em Aparecida do Norte, com a tradicional foto de algum pobre-diabo carregando uma cruz. * bocejo * Horário de verão. * bocejo * Mulher de motorista de carreta diz que marido não teve culpa. * bocejo *

O jornalismo no Brasil tem sido um longo bocejo.

Será que um dia vamos dar uma tamancada em algo verdadeiramente relevante?

O CAPITALISMO BRASILEIRO É UMA OBRA DE FICÇÃO ATRAVANCANDO O MERCADO EDITORIAL

O "inexistente" capitalismo brasileiro atrasa a vida de escritores.

Antonio Fernando Borges:

"Cada vez mais envolvido com livros e editoras, a cantilena que mais tenho ouvido bate sempre numa tecla: a da “incipiência e fragilidade do nosso mercado editorial”…

(...) Incipiente e frágil é o próprio capitalismo, tão mal instaurado entre nós.
(Tão atacado… Tão denunciado… Tão inexistente!)"

(aqui, o texto completo: http://antoniofernandoborges.com/)

REMÉDIO PARA GRIPE FORTE :IMAGINAR UM DISCO SÓ COM MÚSICAS SOBRE CHUVA

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Ivan Lessa, drrubado por uma gripe desgraçada:

"Depressões beirando o suicídio nos cantos escuros do apartamento. Que são muitos. Ir de um quarto para outro, bem devagar, arrastando os pés e falando sozinho (não muito alto) é recomendável. Pensamentos deprimentes no lugar do xarope Fontoura.

Uma chegada na janela para ver o mundo normal lá fora. Chove, Tudo me leva à cama. Menos o sono. Como não dá para dormir, deito-me no sofá da sala e fico besteando de olhos fechados. Cama de tarde, em dia de semana, aborrece não só gatos como gente também.

Brinco com minha cabeça. Faço o que faço nas viagens mais longas de avião: vou “produzindo” álbuns de música popular, aqueles que muita gente boa gosta de chamar de “conceituais”.
Um álbum de 12 faixas só com a chuva como tema. Mole. Tito Madi ganhando disparado. Promessa, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (“pedi pra chover...”), abre o lado B (em gripes, trabalho com vinil). Depois vou de nome de mulher. Brasileiras e americanas. De Nancy (com Orlando Silva) a Nancy (com Sinatra). Presentes Stella by starlight, Aurora e Cadê Mimi".

Aqui:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071010_ivanlessa_tp.shtml

NÃO CANTO, COMO O REI DAVI

Na casa de Aquis
Davi se fez de louco.
Não soube o rei tampouco
Agir como o Pai quis:
Da mulher ele fez pouco
Pensando ser a fada
De Jonatas, na espada,
Sentou como uma atriz.

Já lá em Aquimelec,
Homem tão sem coração,
Comeu da proposição,
Fez também, ai, que meleca!
Vejam só que o rapagão
Logo ao filho de Saul
Desejou dar o... Diz' tu,
Mais não falo da boneca.

(Poema profano completo, aqui)

10 de outubro de 2007

GRANDES CONCEITOS LITERÁRIOS DE BOTEQUIM

Existe um consenso entre críticos literários de botequim de todo o Brasil: diálogo é coisa de escritor preguiçoso. Concordo com eles. Joguemos fora toda a obra de Platão.

TV Tamanco - Lazer de gente grande

É ou não de crescer cabelo na mão?

Se alguém viu a Playboy responda rápido: Mônica Veloso vale uma bronha, merece se fazer justiça com as próprias mãos, um passeio na rua da Palma número cinco, a promoção de uma briga de cinco contra um? É ou não uma dama de borracharia? É ou não uma vaca de divinas tetas? Inspiraria algum catecismo de Carlos Zéfiro? Brilharia numa revista de bolso sueca? É digna de ser representante da família Veloso de Santo Amaro? Respondam ou calem-se para sempre.

MERCADO LIVRE

VENDE-SE UM ROLEX USADO. MOTIVO: PLÁSTICA DE NARIZ. TRATAR COM L.H.

Coisa bonita - Mês da Herança Hispânica


Os sargentos Elizabeth Vega e Harvey Olarte dançam salsa em Camp Taji, Iraque, em que ora se celebra o tal mês.

DAS BELEZAS DA BÍBLIA

“Antes que expirasse o termo fixado, Davi partiu com os seus homens; matou duzentos filisteus e trouxe os seus prepúcios, entregando-os integralmente ao rei, para se tornar seu genro”.

I Samuel (18, 27). Tradução: Centro Bíblico Católico.

A família do distintivo da ditadura

E essa família Tuma-lá-dá-cá? O pai já empregou um filho no governo e, segundo os jornais, força a nomeação de outro, sempre ameaçando a instalação de uma CPI. O modelo presidencialista tem resultado nisto: excrescências ditatorias ainda definem a modelagem do figurino. É o preço da democracia, mas precisava conviver com ágio?

BEZERRO

Maomé pediu licença a Jesus e correu pra tomar um assento. Com o que a montanha deu um pequeno salto, que fez o céu tremer e talvez tenha ocasionado um ou outro choque entre galáxias.

Jesus caiu no chão, mas ascendeu rapidamente.

— Eu embaralho – disse Moisés. — Doze cartas pra cada?
— Seis! Ele pensa que ainda tá no deserto — explicou Abraão a Maomé, que sorriu e, olhando para Jesus, que observava o jogo de pé, a certa distância, perguntou:

— Não vai uma partidinha?
— Não.
— Motivos religiosos?
— Superstição. Nunca jogo contra quem tem contato privilegiado com anjos.
— E nosso quarto companheiro? — perguntou o árabe, dessa vez para Abraão.
— Ah, você sabe como ele é. Deve tá por aí, pensando na morte da bezerra.
— Bezerro? De ouro? — levantou-se furioso Moisés, que tinha acabado de distribuir as cartas. — Cadê? Vou jogá-lo no fogo agorinha! Isso é coisa de Arão!

(Texto completo, aqui)

9 de outubro de 2007

Existem sarjetas e sarjetas


FALA, RENAN.

Nada de pressa. Muito menos pressão. Esse deveria ser, a partir de agora, o comportamento da Imprensa em relação ao caso Renan. O senador alagoano sabe muito sobre os seus colegas, muito mais do que a opinião pública. Quanto mais tempo Renan ficar no paredão melhor para a sociedade. Se não for por Renan, como saberemos das amantes empregadas nos gabinetes, das fortunas amealhadas por senadores que tiram onda de "puros", das grandes negociatas realizadas no balcão do senado e até fora dela, dos ex-governadores que enriqueceram escandalosamente na administração pública e agora posam de de vestais indignados? O momento não é, por enquanto, de ficar implorando a cassação de Renan, isso poderá ser feito lá na frente, depois de ele revelar ao Brasil, à semelhança de Roberto Jefferson, como funciona o conciliábulo do Senado. Vamos dar corda ao vaqueiro de Alagoas. Renan poderá fazer um imenso bem ao Brasil. Vamos ouvi-lo, com carinho. Depois, se passa a corda no pescoço do rapaz. Fala, Renan.

Lixo

E me arrependi. Ah, como me arrependi. Não sei dizer se o sanduíche é bom para os padrões dos maníacos pela lanchonete dos arcos dourados. Para os padrões de uma pessoa normal é um lixo. A única coisa que se salva no sanduíche é o frango empanado. Só de lembrar do molho eu sinto ânsia. O pão tem o mesmo gosto de um suculento isopor – embora a comparação, no caso do McDonald’s, esteja para lá de gasta.


O restante você lê aqui.

O DIA EM QUE JESUS ENCONTROU MAOMÉ

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— Maomé? — falou Jesus, ainda mais incrédulo que seu interlocutor. — O que significa isso?
— “Aquele que é merecedor de elogios”, profeta.
— Não! Digo, o que é que você está fazendo aqui, no paraíso cristão?
— Ah, vim visitar os patriarcas, bater um papinho, jogar um pouco, pagar uns juros, essas coisas. O paraíso muçulmano tá insuportável, parece a Ásia.
— Muito karaokê?
— Nada, superpopulação. Tem tanto homem-bomba chegando por lá que a gente se encontra em escassez de virgens, atualmente.
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(Texto completo, aqui)

OUVIDO ABSOLUTO

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Com relação à música, sou um verdadeiro Beethoven. Sobretudo no que tange à capacidade auditiva do compositor pouco antes de morrer.

HEREGE

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Possuindo uma esplendorosa capacidade de orientação espacial, se fosse muçulmano estaria irremediavelmente condenado ao mármore do inferno. Não conseguiria fazer minhas orações, pois jamais saberia para que lado fica Meca.

8 de outubro de 2007

Dia das Crianças - Nasceu o Caveirinha

A cara-metade do imortal Gastão, o Vomitador

Novos ídolos da propaganda publicitária

'HAY QUE ENDURECER, PERO SIN PERDER LA TERNURA.'

Ernesto "Che" Viagra

NO PRINCÍPIO ERA O PINTO

E Deus sacou o pinto e, como não tivesse onde lavá-lo, separou as águas que estão debaixo do firmamento daquelas que estão por cima. E o pinto pairou sobre a face das águas. E Deus disse:

— Ui! — e se arrepiou todo, pois a água estava gelada.

Em seguida — porque, apesar de não ter subconsciente, é seguidor de Freud —, o Senhor colocou o pinto no lugar psicanaliticamente correto.

E o pinto achou bom:

— Que maravilha! Quanta diferença! Obrigado, Senhor.

E Deus replicou:

— Isso, vai se divertindo. Quero ver daqui a nove meses.


(Texto completo, aqui)

ANTÔNIO CÂNDIDO, O GRANDE CRÍTICO LITERÁRIO CHATO, CHATO, CHATO

Desenvolve-se neste exato momento, no site http://www.todoprosa.com.br/, no espaço dedicado aos comentários dos internautas sobre os posts Fio Solto 1 e Fio Solto 2, uma troca de idéias de alto nível sobre literatura, crítica, escritores etc.etc. Quem disse que os debates encenados nos blogs são sempre rasteiros ?

Comentário de um visitante sobre o crítico Antônio Cândido- que tinha sido tachado de chato por outro internauta:

"Sua obra sobre a formação da literatura brasileira é interessante pelo material historiográfico que reúne; mas seus ensaios, gênero em que é comumente louvado, são maçantes, aborrecidíssimos. Falta-lhe um bem precioso: o entusiasmo, a vivacidade do estilo, a veia que se corporificam na ironia desassombrada e na maledicência sutil. Confesso que a coisa que mais me repugna em Antônio Cândido é o excesso de bom-mocismo literário; no interior, onde cresci, ele seria o genro ideal com que todo pai sonha: educado, fino, pudoroso, incapaz de uma ousadia que ofendesse a mais banal regra de etiqueta"

XUXA PATÉTICA

Os emissários do Sopa de Tamanco fizeram uma pesquisa rápida de opinião, sem valor científico. Confirmado: a coisa mais patética em atividade no Brasil é a velhota saltitante Xuxa Meneghel. Não existe nada pior.

FALTA ALGUMA COISA EM "TROPA DE ELITE" : SANGUE, MALDADES, TORTURAS, MIOLOS ESPALHADOS, OLHOS VAZADOS, DEGOLAS, UNHAS ARRANCADAS, VÍSCERAS

Ivan Lessa reclama de algo que falta em Tropa de Elite, o filme :

"Eu queria era ver sangue. Muito sangue mesmo. Jorrando como nos Saw 1, 2, e 3, que espero que vocês conheçam. Queria assistir maldades horrendas. Queria torturas horripilantes. Gente estourando, miolos espalhados pelas paredes, olhos sendo vazados, estampidos de balas sacudindo minha sala (....) Cadê as degolas? Cadê o arrancar de unhas? Os olhos furados? As vísceras expostas? O garrote-vil? Problemas meus apenas?
Ou do espectador acostumado às manipulações do moderno cinema americano?"



Aqui, o texto completo:


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071008_ivanlessa_tp.shtml

Dia das Crianças - Estilo Bagdá


O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UM PINTO

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No princípio era a Vagina. E Deus disse:
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— Faça-se a penetração.
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Mas o pinto não se mexeu. E, cabisbaixo, perguntou:
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— Aquilo não tem dente?
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E Deus, em sua infinita sabedoria, deu uma mãozinha a ele. E, após trocar cinco dedos de prosa com o Senhor, o pinto levantou-se, triunfante. Mas, como só tem um olho, complicou-se e acabou entrando na porta errada. E o pinto disse:
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— Tá tudo escuro aqui!
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E Deus replicou:
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— Faça-se a luz!
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(Texto completo, aqui)

7 de outubro de 2007

Joãozinho de Elite

A ditadura militar acabou em 2007, no dia em que começaram a ser vendidas cópias piratas de 'Tropa de Elite'.

A ditadura e o que veio depois defecaram para segurança pública. A primeira, por desvio; o que veio depois, por se aproveitar do clima de com-tantos-problemas-pega-mal-investir-na-polícia e se omitir ou faturar no vácuo.

Quantos livros existem mesmo sobre a história do policiamento no Brasil?

Outro mérito contextual é o filme não tratar da poesia do pobre ou da angústia trágica ou cômica ou tragicômica da classe média.

Ele trata de um ramo do poder. Filmes brasileiros só enfrentam o tema poder na base do deboche. Quantos filmes brasileiros tratam do poder mesmo?

Uma coisa é ver o mundo do outro com os próprios olhos. Outra é ver o mundo do outro com os olhos do outro. 'Tropa' faz isto.

Quem reclama da truculência impune dos policiais do filme é aquele que quer o malfeitor punido quando a mamã, o papá ou a babá fecham o livro na iminência da vitória do soninho.

Quem urra de excitação diante do filme pensa que ele copia Rambo e que ser do Bope, de modo hollywoodiano, é sexy. É gente ao melhor estilo joãozinho, esperando, também, a vitória do soninho. Não conta no grande esquema das coisas.

O filme mostra uma cultura de orgulho policial criada no vácuo da ditadura. Inexiste polícia antiga sem orgulho. A nossa é antiga e não tem orgulho.

Logo, de modo perverso, ele faz pela polícia o que a tv e o cinema americanos fazem. A mídia americana tempera o orgulho da história do policiamento deles e do investimento que eventualmente a sociedade faz na sua preparação, no seu aprimoramento, no seu valor, enfim.


Quanto ganha mesmo a viúva do soldado morto em operação? Qual é mesmo o orçamento e a capacidade humana da corregedoria?

De modo brasileiro, temos algum orgulho na polícia paulista, por ter participado de revolução, e no Bope.

O orgulho gerado no Bope é uma distorção natural derivada da avacalhação geral das coisas nossas.

Somos sociedade que ou é hipócrita de maneira orwelliana - policiais e pobres que se matem uns aos outros, a gente tá fora - ou que não escolhe bons políticos; escolhemos políticos que não tratam de segurança pública, da qual não entendem mesmo; políticos que têm de gerir policiais jogados na fogueira armada por colegas que fornecem direta ou indiretamente armas pesadas aos traficantes; políticos que dão diploma de matador a facínoras uniformizados; a lista de mazelas é grande neste campo, nem vale a pena entrar nos temas outros que fazem um país ser definido como tal, ao menos para fins de segurança.

TdE é sensacional mesmo tendo personagens não exatamente complexos. Na verdade, são ralos.

Pode-se até dizer que não é crível, no enredo, a motivação dos dois aspirantes quando vão salvar o colega corrupto.

De todo modo o filme é um documentário da escrotidão da qual todo mundo faz parte.

As cenas de ação têm qualidade de direção.

O uso de atores desconhecidos, tirando o chefe, é perfeito: ajuda a dar distanciamento que o emprego de canastrões de bilheteria sempre arruina.

Mas gosto mesmo é do rame-rame da oficina do batalhão e do esquema do reboque. É o cotidiano do Brasil brasileiro, nada espetacular mas pateticamente terrível.

Tenho três amigos de infância, ainda amigos, amigos para sempre, na polícia. Dois são oficiais da PM, um é civil. TdE é um filme que eles vêem há 20 anos.

Duas histórias deles.

Um dos oficiais chegou ao seu primeiro batalhão, numa cidade do estado do Rio, e ouviu dos colegas: o pessoal quer saber se o senhor tá dentro ou tá fora. Ele: dentro ou fora de quê? O interlocutor: se o senhor estiver dentro, tá tudo certo, todo mês tá ali; se estiver fora, vai criar problema, porque o pessoal é desconfiado. Mais uma coisa: aqui na região de vez em quando tem preso foragido. A gente pega e mata. Mas antes de matar a gente traz pro senhor. Ele: pra quê? Pro preso pedir pela vida dele. Então eu posso mandar não matar?, concluiu meu chapa. Não pode. Ele: então por que vocês trazem o preso aqui? Pro senhor ser cúmplice.

O civil, certa feita, tomou um tiro durante uma incursão. Foi salvo pelo colete que vestia. Colete dele. Dado pela tia que morava nos Estados Unidos.

O "JORNALISMO QUASE" É MELHOR DO QUE O JORNALISMO BUROCRATA

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A revista Flash News estampa na capa: "Luciano Huck Assassinado por Causa de Um Relógio". E logo abaixo: "Isso esteve muito perto de acontecer".

A capa já nasce como um clássico instantâneo do jornalismo. Porque, numa bela sacada, criou o jornalismo "quase".

O avião do presidente enfrenta uma turbulência sobre o Oceano Atlântico. Mas pousa em paz. A manchete pode ser : "Presidente Morre em Desastre Aéreo".

A seleção brasileira manda três boas na trave da Argentina, mas o jogo termina zero a zero. Manchete :"Brasil dá baile na Argentina".

É só botar, em letras menores, no pé da página, a ressalva lançada pela revista Flash :"Isso esteve muito perto de acontecer".

Sem ironia: parabéns ao editor que teve tal sacada.

Quem faz um esforço desses para viabilizar uma notícia entende dez vezes mais de jornalismo do que a multidão de jornalistas-burocratas que passam o dia inteiro, o dia inteiro, o dia inteiro procurando uma justificativa para "derrubar" uma reportagem. Conheço uns cinco mil. Se fosse fazer a lista, preencheria um catálogo telefônico.

Ou seja: são especialistas em jogar no lixo notícias, reportagens e personagens interessantes.

O "jornalismo quase" é mais defensável do que o jornalismo burocrata.

O Sopa já disse e repete : o maior, o mais nocivo, o mais pretensioso, o mais destrutivo, o mais risível, o mais indefensável inimigo do Jornalismo é..... o jornalista! Não existe outro.

Por que eles destróem, consistentemente, o que o jornalismo pode ter de interesse e vivacidade.

Depois, reclamam da debandada do público....

O diagnóstico é facílimo.



COMUNICAÇÃO NO ALÉM

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— Pai Moisés, como vai o senhor? — falou Jesus, amparando o velho e conduzindo-o pelo antebraço para a praça.
— Co-co... co-co... co-co…
— Cocô? Ele quer fazer cocô?
— Co-co-mo… co-co-mo…
— O senhor come. O senhor quer comer, é isso?
— Co-co-me... co-co-me…
— Começa…?

Nesse instante, estacando o passo, Moisés virou-se enfezado para Jesus e deu uma forte pancada na cabeça do Messias com o cabo de seu cajado.

— Ai! Mas o que foi que eu fiz, pai?
— Ele não gosta que completem. Só permite isso a Aarão. E fala mais alto que ele é surdo — explicou Abraão.

(Texto completo, aqui)

DAS BELEZAS DO ESPORTE

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(Fonte: Le Figaro)

NARIZINHO SÓ O DE JUQUINHA

AVISO AOS PINÓQUIOS CONTEMPORÂNEOS: O ÚNICO NARIGUDO RESPEITÁVEL DO PAÍS É JUCA CHAVES. TODOS OS OUTROS JUQUINHAS SÃO DE FABRICAÇÃO CHINESA.

APELO AOS LARÁPIOS DE SÃO PAULO

Por favor, jovens Dov'è Meneghetti, devolvam o rolex do narigudo Luciano Huck. Sejam altruístas, poupem os leitores dos jornais e revistas das baboseiras, coletânea de falsas boas intenções e lugares-comuns sobre o apartheid nacional apregoados pelo apresentador-empresário. Por favor, leitores, desconfiem de quem afirma que deseja um Brasil melhor para as futuras gerações. É calhordice egoísta, versão familiar do refúgio velhaco do patriotismo.

6 de outubro de 2007

Lições de nova-iorquismo - Valor das vítimas

NYT:

'17 feridos em explosão no Harlem'

Fox News:

'Explosão em prédio de apartamentos no Harlem fere bombeiro'

NEM CHUCK NORRIS



— Qual é, cara? Eu sou macho. Muito macho. Mas não a ponto de meter minha mão naquela nojeirinha que fica no ralo quando a gente acaba de lavar a louça.
— Concordo. Até a masculinidade tem seus limites. Aquela nojeirinha nem o Chuck Norris.
— Será? O Chuck Norris não sei não, hein? Um homem de bigode e tudo...
— Sem luva? Duvido.
— Ah, sem luva nem um senador metia a mão naquela sujeira.


(Texto completo, aqui)