"A polícia brasileira tem fama de ser extremamente tolerante e dizem que o Exército brasileiro é o mais estável e simpático à democracia em toda a América Latina. Mas, nas últimas semanas, a administração da "justiça" adquiriu uma nova cara no Brasil, e muitas pessoas começaram a perguntar para que examente existem o Exército e a polícia"
("Tiroteio no Brasil", fevereiro, 1963, texto republicado na coletânea "A Grande Caçada aos Tubarões")
23 de outubro de 2007
Grandes frases avacalhadas
'JACUZZI!'
Émile Zola, escritor francês e contribuinte brasileiro,
em carta atacando o naturismo da Câmara dos Deputados
O leão está manso
O Conselho Editorial e a Assembléia dos Acionistas do SDT passaram o fim de semana discutindo a pertinência de tal divulgação. A conclusão - a que ambas as instâncias chegaram mediante processos que chamaram a atenção da Anistia Internacional - se baseou no inegável interesse jornalístico da matéria.
FESTIVAL NORMAN MAILER - 4
"Eu me vi,então, engajado na guerra não declarada entre os modos de percepção chamados jornalismo e ficção. Para ser exato, eu estava do lado da ficção. Julgava que a ficção podia nos levar mais perto da verdade que o jornalismo, o que não quer dizer que se devam inventar fatos quando se escreve um relato sobre gente de verdade".
"Eu me empenharia em apurar os fatos tão escrupulosamente quanto um repórter ( no mínimo!). A diferença estaria em outro lugar. O jornalismo supõe que a verdade sobre um evento pode ser encontrada mediante o uso de princípios que remontam a Descartes. Com efeito, a verdadeira premissa do jornalismo é a de que o melhor instrumento para avaliar a história é um gravador sem rosto e sem intelecto. Ao passo que o escritor de ficção está mais próximo do mundo em movimento de Einstein. Ali, a velocidade do observador é tão crucial para a avaliação quanto qualquer objeto observado"
(idem)
"Eu me empenharia em apurar os fatos tão escrupulosamente quanto um repórter ( no mínimo!). A diferença estaria em outro lugar. O jornalismo supõe que a verdade sobre um evento pode ser encontrada mediante o uso de princípios que remontam a Descartes. Com efeito, a verdadeira premissa do jornalismo é a de que o melhor instrumento para avaliar a história é um gravador sem rosto e sem intelecto. Ao passo que o escritor de ficção está mais próximo do mundo em movimento de Einstein. Ali, a velocidade do observador é tão crucial para a avaliação quanto qualquer objeto observado"
(idem)
FESTIVAL NORMAN MAILER - 3
"O repórter se sustenta num poder impotente - sua voz, diretamente ou por intermédio da mesa do editor, atinge milhões de leitores: quanto mais leitores ele tem, menos pode dizer. É proibido por uma centena de censores, a maior parte dentro dele próprio, de comunicar noções que não sejam resignadamente simples, simples como o plástico é simples, o que vale dizer monótono. Em consequência disso, o repórter desenvolve um hábito que equivale a lacerar a carne : ele aprende a escrever aquilo em que não acredita de fato"
(idem)
(idem)
FESTIVAL NORMAN MAILER - 2
"Daqui a alguns séculos, a inteligência moral de uma outra época talvez contemple com horror a história implantada nas pessoas do século XX por meio da imprensa. Uma corrosão do cérebro coletivo é uma das consequências. Outra é a deformação da consciência de qualquer líder cujas ações estejam constantemente nos jornais, pois ele foi obrigado a aprender a falar unicamente sob a forma de frases citáveis e autoprotetoras"
(idem)
(idem)
FESTIVAL NORMAN MAILER - 1
"Nunca trabalhei como jornalista - e não gosto dessa profissão. É um modo promíscuo de ganhar a vida. Assim como um advogado não tem um amor à verdade que se compare aos interesses do seu cliente, um repórter não tem respeito algum pela nuance. O sentido de uma situação não é o que ele explora: na verdade, ele frequentemente evita a atmosfera, já que é difícil capturá-la num texto escrito às pressas"
("O Super-Homem vai ao Supermercado")
("O Super-Homem vai ao Supermercado")
PROBLEMAS CONJUGAIS
— É aquele lance de orgasmo múltiplo de novo, né? Maldita hora que eu te presenteei com um livro da Marta Suplicy. Logo eu, que odeio a Argentina! Meu bem, já disse que vou me esforçar. E da última vez você não conseguiu, hein? Não teve um orgasmo múltiplo?
— Sem dúvida. Múltiplo de zero, Oswaldo. Mas também não se trata disso. É mais grave do que sexo.
— Mais grave do que sexo? Você sabe perfeitamente que metafísica eu não discuto.
— O caso, Oswaldo, é que a gente já tá casado há três anos e... Eu, quer dizer, ao longo desse tempo, eu, enfim, descobri...
— Fala logo!
— Oswaldo, você não sabe coçar.
(Mais, aqui)
— Sem dúvida. Múltiplo de zero, Oswaldo. Mas também não se trata disso. É mais grave do que sexo.
— Mais grave do que sexo? Você sabe perfeitamente que metafísica eu não discuto.
— O caso, Oswaldo, é que a gente já tá casado há três anos e... Eu, quer dizer, ao longo desse tempo, eu, enfim, descobri...
— Fala logo!
— Oswaldo, você não sabe coçar.
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"SORRISO MAROTO" : "OH,NO!"
Você olha para o céu cinzento, mira o Grande Nada e pergunta a si mesmo:
você seria capaz de sair de casa para ir ver um show de um grupo chamado Sorriso Maroto ? De novo: Sorriso Maroto. Outra vez : Sorriso Maroto.
A última de suas vísceras repete instintivamente o que Jaqueline Kennedy disse, horrorizada, quando viu os miolos do marido explodirem dentro daquele carro em Dallas : "Oh,no!"
você seria capaz de sair de casa para ir ver um show de um grupo chamado Sorriso Maroto ? De novo: Sorriso Maroto. Outra vez : Sorriso Maroto.
A última de suas vísceras repete instintivamente o que Jaqueline Kennedy disse, horrorizada, quando viu os miolos do marido explodirem dentro daquele carro em Dallas : "Oh,no!"
MANTENDO A FORMA
Esportista que sou, resolvi aproveitar o domingão de sol para dar uma volta, ou melhor, meia volta no Ibirapuera. Digo “meia volta” porque, tendo andado cerca de vinte minutos para chegar ao parque e, assim, batendo meu recorde de caminhada, tão-logo vejo seus portões, me preparo para dar meia-volta e retornar para casa com a sensação do dever cumprido.
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ECCO HUMO
Há coisas que me deixam verdadeiramente indignado e a miséria humana é a segunda delas. A primeira, evidentemente, é o saldo da minha conta corrente. Quanto a este, no entanto, não há o que fazer. Então me dedico a realizações menos ásperas, como regenerar o ser humano e tornar a sociedade mais justa. O que me leva a crer que a primeira grande epifania de São Francisco foi obtida após a conferência do seu extrato bancário.
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TPM
Se alguém já tentou argumentar com uma mulher de TPM, pode ter a exata dimensão da tolice que isso representa. Uma mulher de TPM joga por terra toda a dialética hegeliana com um simples esgar e, sorrindo sarcasticamente, desmonta uma por uma as categorias kantianas, além de um ou outro móvel que esteja ao alcance de sua mão.
(Mais, aqui)
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22 de outubro de 2007
AS APARÊNCIAS NÃO ENGANAM :"A REALIDADE DESMENTE AS PROFESSORINHAS BEM INTENCIONADAS"
"Quando você é criança ou adolescente, todo mundo diz que não se deve julgar pelas aparências. A mamãe, a titia e a professora não cansam de repetir esse mantra. O problema é que a realidade desmente as professorinhas bem intencionadas. Bandido em geral tem cara de bandido. Veja o Marcola: está na cara que o sujeito é 171. Fernandinho Beira Mar dispensa comentários. Você compraria um carro usado do sujeito? E Elias Maluco? Acho que nem o Ferréz o defenderia.
O mesmo ocorre com psicopatas. Veja o pedófilo canadense preso na Tailândia. A cara de maluco perigoso é evidente. É o mesmo caso do canibal alemão que comeu um homem que pediu para ser devorado: ou você acha que o sujeito parece são?
Os políticos brasileiros talvez sejam o melhor exemplo. Pense em Renan Calheiros, Inocêncio de Oliveira, Ideli Salvatti, Sibá Machado, Heráclito Fortes, Romeu Tuma, Wellington Salgado. Como muitos já disseram, Lombroso faria a festa no Congresso"
(aqui, o texto completo: http://atorredemarfim.apostos.com/)
O mesmo ocorre com psicopatas. Veja o pedófilo canadense preso na Tailândia. A cara de maluco perigoso é evidente. É o mesmo caso do canibal alemão que comeu um homem que pediu para ser devorado: ou você acha que o sujeito parece são?
Os políticos brasileiros talvez sejam o melhor exemplo. Pense em Renan Calheiros, Inocêncio de Oliveira, Ideli Salvatti, Sibá Machado, Heráclito Fortes, Romeu Tuma, Wellington Salgado. Como muitos já disseram, Lombroso faria a festa no Congresso"
(aqui, o texto completo: http://atorredemarfim.apostos.com/)
"NÃO CONSUMO NADA QUE TENHA COMO GAROTAS-PROPAGANDA GENTE COMO REGINA CASÉ E XUXA" . OU: O BOICOTE É LIVRE. FAZ QUEM QUER
Paulo Polzonoff em guerra contra as imposturas:
"Outra empresa recém-incluída na minha lista de boicote é a Philips. O motivo pode ser tolo para alguns, mas, ora, eu sou livre também para ser tolo. Não tem a ver com a recente polêmica envolvendo o presidente da empresa e os piauienses, até porque, entre qualquer coisa e os piauienses eu fico com os primeiros. O caso é que a Philips agiu como um legítimo piauiense ao escolher Ivete Sangalo para garota-propaganda.
Não se trata de frescura estética. Quando assisti pela primeira vez ao comercial eu entendi todos os valores que estavam em jogo. É o efeito colateral da publicidade… Ivete Sangalo representa, para mim, não só péssimo gosto musical; ela também é, há muito tempo, símbolo da falta de caráter. Não só porque certa vez ela disse que, se encontrasse um gato preto na rua, matava sem dó nem piedade, mas sobretudo por causa do que ela fez com sua antiga banda. Tudo registrado numa entrevista para a Playboy.
Também boicoto – como já afirmei aqui – produtos culturais que tenham o selo da Lei Rouanet. Evito fortemente viajar de TAM, por causa do absurdo episódio dos gatos. Não assisto, de jeito nenhum, aos programas da TV Record.
E não consumo nada que tenha como garotos-propaganda gente como Regina Casé e Xuxa.
Um chato? Talvez. Vale sempre lembrar, em minha defesa prévia, que não faço disso uma cruzada. Apenas exerço meu direito individual à escolha. Algo extremamente prazeroso, diga-se de passagem"
(aqui, o texto completo:
http://www.polzonoff.com.br/boicotes.htm#more-862)
"Outra empresa recém-incluída na minha lista de boicote é a Philips. O motivo pode ser tolo para alguns, mas, ora, eu sou livre também para ser tolo. Não tem a ver com a recente polêmica envolvendo o presidente da empresa e os piauienses, até porque, entre qualquer coisa e os piauienses eu fico com os primeiros. O caso é que a Philips agiu como um legítimo piauiense ao escolher Ivete Sangalo para garota-propaganda.
Não se trata de frescura estética. Quando assisti pela primeira vez ao comercial eu entendi todos os valores que estavam em jogo. É o efeito colateral da publicidade… Ivete Sangalo representa, para mim, não só péssimo gosto musical; ela também é, há muito tempo, símbolo da falta de caráter. Não só porque certa vez ela disse que, se encontrasse um gato preto na rua, matava sem dó nem piedade, mas sobretudo por causa do que ela fez com sua antiga banda. Tudo registrado numa entrevista para a Playboy.
Também boicoto – como já afirmei aqui – produtos culturais que tenham o selo da Lei Rouanet. Evito fortemente viajar de TAM, por causa do absurdo episódio dos gatos. Não assisto, de jeito nenhum, aos programas da TV Record.
E não consumo nada que tenha como garotos-propaganda gente como Regina Casé e Xuxa.
Um chato? Talvez. Vale sempre lembrar, em minha defesa prévia, que não faço disso uma cruzada. Apenas exerço meu direito individual à escolha. Algo extremamente prazeroso, diga-se de passagem"
(aqui, o texto completo:
http://www.polzonoff.com.br/boicotes.htm#more-862)
Movimento bolivariano nas letras pátrias
Companheiros:
Os companheiros escritores dos Estados Unidos preparam uma greve.
Sabemos que uma greve de escritores brasileiros só traria benefícios ao nosso querido país.
O apoio da sociedade civil seria maciço. A ponto de a sociedade civil pressionar no sentido de os companheiros escritores viverem em greve para todo o sempre.
É chegada a hora.
Aqui, as regras do sindicato que representa a categoria dos companheiros escritores americanos.
Só uma greve permanente poderá salvar as letras pátrias, companheiros.
Os companheiros escritores dos Estados Unidos preparam uma greve.
Sabemos que uma greve de escritores brasileiros só traria benefícios ao nosso querido país.
O apoio da sociedade civil seria maciço. A ponto de a sociedade civil pressionar no sentido de os companheiros escritores viverem em greve para todo o sempre.
É chegada a hora.
Aqui, as regras do sindicato que representa a categoria dos companheiros escritores americanos.
Só uma greve permanente poderá salvar as letras pátrias, companheiros.
O TRAUMA DE INFÂNCIA DE KIMI RAIKKONEN, O IDIOTA CAMPEÃO DE FÓRMULA-UM
É pule de dez: Kimi Raikkonen, aquele finlandês que ganhou o campeonato de Fórmula-1, com toda certeza deve ter sofrido um trauma de infância irrecuperável.
Só um doente pode reagir daquele jeito à adulação que o cerca: com uma frieza e uma antipatia jamais vistas.
Os jornais ficam repetindo o apelido carinhoso de "homem de gelo".
Para que tanto eufemismo ?
Por que não chamá-lo do que ele realmente é : um idiota antipaticíssimo ?
Pergunta-se : por que traumatizados de infância como Raikkonen não procuram um bom psiquiatra, em vez de ficarem se exibindo pelo mundo com os seus focinhos intragáveis ?
Coincidência: anteontem,a TV passou uma entrevista com Sean Penn, um bom ator e diretor.
É outro que, independentemente de talento, deve ter sofrido na infância algum trauma inapagável.
Somente assim, pela psiquiatria, é possível justificar a cara de limão azedo que mister Penn exibe até quando é elogiado por algum entrevistador condescendente.
De qualquer maneira, por uma questão de justiça, não se pode nem se deve comparar Sean Penn com o idiota-mor da Fórmula-Um.
O finlandês é um débil mental que não evoluiu da primeira infância: resolveu passar o resto da vida brincando de carro, só que com um rosto de adolescentezinho revoltadinho.
O outro pelo menos fez alguma coisa mais útil do que ficar produzindo aquele barulho ridículo em carrinhos coloridos.
A espécie humana é sem solução.
Só um doente pode reagir daquele jeito à adulação que o cerca: com uma frieza e uma antipatia jamais vistas.
Os jornais ficam repetindo o apelido carinhoso de "homem de gelo".
Para que tanto eufemismo ?
Por que não chamá-lo do que ele realmente é : um idiota antipaticíssimo ?
Pergunta-se : por que traumatizados de infância como Raikkonen não procuram um bom psiquiatra, em vez de ficarem se exibindo pelo mundo com os seus focinhos intragáveis ?
Coincidência: anteontem,a TV passou uma entrevista com Sean Penn, um bom ator e diretor.
É outro que, independentemente de talento, deve ter sofrido na infância algum trauma inapagável.
Somente assim, pela psiquiatria, é possível justificar a cara de limão azedo que mister Penn exibe até quando é elogiado por algum entrevistador condescendente.
De qualquer maneira, por uma questão de justiça, não se pode nem se deve comparar Sean Penn com o idiota-mor da Fórmula-Um.
O finlandês é um débil mental que não evoluiu da primeira infância: resolveu passar o resto da vida brincando de carro, só que com um rosto de adolescentezinho revoltadinho.
O outro pelo menos fez alguma coisa mais útil do que ficar produzindo aquele barulho ridículo em carrinhos coloridos.
A espécie humana é sem solução.
21 de outubro de 2007
A LIÇÃO DO SUPER-REPÓRTER EM ENTREVISTA QUE SERÁ REPRISADA NA GLOBONEWS : JORNALISTAS PRECISAM APRENDER DE NOVO A OUVIR!
.
Carl Bernstein, como se sabe, é o super-repórter que ficou famoso no mundo inteiro ao publicar no jornal Washington Post, em parceria com Bob Woodward, as reportagens investigativas que, em última instância, provocaram a renúncia do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.
Não é exagero dizer que ele entrou para a História.
Quem acredita que o papel do Jornalismo é ficar a serviço de idéias preconcebidas deve ver a entrevista que o locutor-que-vos-fala fez com o super-repórter: lá, com todas as letras, Bernstein diz que os jornalistas devem reaprender a ouvir. Porque se tornaram maus ouvintes. Se tivesse da dar um conselho a um jovem jornalista, ele diria :"Seja um bom, ouvinte!".
Em outras palavras: jornalistas "engajados" querem que os entrevistados apenas confirmem o que eles, jornalistas, pensam. Lástima. Bernstein diz que, frequentemente, as coisas que ele descobre ao longo de uma apuração são diferentes do que ele esperava.
O repórter do Escândalo de Watergate dá um exemplo pessoal: é óbvio que ele não concordava com um milímetro do que o governo Nixon fazia. Mas os melhores informantes que ele obteve durante o Escândalo de Watergate eram republicanos diretamente ligados ao presidente. Era gente que, no fim das contas, ele poderia até ver com certo desprezo, mas a quem ele ouvia com todo interesse. É assim que se faz Jornalismo de verdade.
O papel do Jornalismo não é, jamais, o de querer dizer como o leitor deve se comportar. A única função do Jornalismo, diz o super-repórter, é o de apresentar a melhor versão que se possa obter da verdade. Ponto final.
A entrevista com Carl Bernstein vai ser reprisada na Globonews, dentro da série Dossiê História, nesta segunda-feira, às onze e meia da manhã e às cinco e meia da tarde. Passa de novo no próximo sábado, às quatro e meia da tarde - e no domingo,às nove e cinco da manhã.
O que ele diz sobre Jornalismo merecer ser ouvido.
Carl Bernstein, como se sabe, é o super-repórter que ficou famoso no mundo inteiro ao publicar no jornal Washington Post, em parceria com Bob Woodward, as reportagens investigativas que, em última instância, provocaram a renúncia do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.
Não é exagero dizer que ele entrou para a História.
Quem acredita que o papel do Jornalismo é ficar a serviço de idéias preconcebidas deve ver a entrevista que o locutor-que-vos-fala fez com o super-repórter: lá, com todas as letras, Bernstein diz que os jornalistas devem reaprender a ouvir. Porque se tornaram maus ouvintes. Se tivesse da dar um conselho a um jovem jornalista, ele diria :"Seja um bom, ouvinte!".
Em outras palavras: jornalistas "engajados" querem que os entrevistados apenas confirmem o que eles, jornalistas, pensam. Lástima. Bernstein diz que, frequentemente, as coisas que ele descobre ao longo de uma apuração são diferentes do que ele esperava.
O repórter do Escândalo de Watergate dá um exemplo pessoal: é óbvio que ele não concordava com um milímetro do que o governo Nixon fazia. Mas os melhores informantes que ele obteve durante o Escândalo de Watergate eram republicanos diretamente ligados ao presidente. Era gente que, no fim das contas, ele poderia até ver com certo desprezo, mas a quem ele ouvia com todo interesse. É assim que se faz Jornalismo de verdade.
O papel do Jornalismo não é, jamais, o de querer dizer como o leitor deve se comportar. A única função do Jornalismo, diz o super-repórter, é o de apresentar a melhor versão que se possa obter da verdade. Ponto final.
A entrevista com Carl Bernstein vai ser reprisada na Globonews, dentro da série Dossiê História, nesta segunda-feira, às onze e meia da manhã e às cinco e meia da tarde. Passa de novo no próximo sábado, às quatro e meia da tarde - e no domingo,às nove e cinco da manhã.
O que ele diz sobre Jornalismo merecer ser ouvido.
20 de outubro de 2007
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 10
"Morremos uma vez só. Felizmente, porque nascemos diversas. A primeira é a menos dolorosa"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 9
"Desejo boa sorte aos que gostam de política e às novas gerações, ou remanescentes da minha, que caiam na realidade. Quanto a mim, procuro recriar em literatura o que experimentamos, o grupo que me fez, saciando o último desejo infantil que me resta. Jornalista, continuo atirando no escuro de onde saem as feras, esperando acertar algumas"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 8
"Esperava muito, comercialmente, de "Cabeça de Negro". Me esbaldei promovendo-o. Fiz noites de autógrafos. Amigos da imprensa foram da maior gentileza, dando-me um lançamento que em geral só Jorge Amado, veterano estabelecido de tantas guerras, recebe. O custo psicológico dessa promoção me foi caro. Nenhum assanhamento me move a aparecer na TV todo dia. Ao contrário, é uma autoviolação de profundas resistências internas. Me sinto Chacrinha Jr. Eu queria testar se me seria possível sobreviver como romancista, não dependendo exclusivamente de jornalismo. O resultado, desapontador ( o livro, repito, "vendeu bem", pelo critério de Ênio e outros editores), me levou a uma depressão única na vida (...) Uma velha obsessão de adolescência e boa parte da maturidade, antes que eu começasse a escrever romances, me voltou insistente à cabeça : o suicídio. Jurei que não escreveria mais ficção, ou poria os pés no Brasil. Por decisão própria, comemorei 49 anos sozinho, olhando fixamente as paredes do apartamento em Nova York. Depois das primeiras críticas, proibi que me enviassem qualquer referência ao livro"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 7
"Boa parte da ilegibilidade da literatura e imprensa brasileiras se deve ao asneirol filológico ensinado nas escolas. "Custa-me a crer" é a vovozinha. Rubem Braga ou Millôr Fernandes valen "n" Aurélios. Escrever é organizar intelectualmente, parafrasear a linguagem viva do povo. Ou fazer algo próprio, à Guimarães Rosa.Entupiam-nos de regras hieroglíficas, de construções artificiais, de jargão acadêmico"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FANCIS - 6
"As aparências não enganam. Revendo fotos de sete anos, ainda tenho o ar do anjinho bebê. Aos 11, a boca mostra um snarl, aquele levantar de lábios do cão que ataca. Aos 14, os olhos são de "quem já viu tudo", na frase de um colega do Santo Inácio, Fernando Luís Tavares Rodrigues, hoje exercendo talento único em matemática na IBM. Não tinha visto a liça metade, claro, mas veria tudo pela frente confinado num prisma de suspeita, desconfiança e hostilidade. A idade, as pauladas, as artes, a filosofia, a reabertura aos 28 anos transformaram bastante rosto e atitudes; agora, estou sempre de pé atrás, e em riste, na frase de uma amiguinha. Não me sinto inteiramente à vontade na companhia do próximo, nem dos ( meia dúzia) mais íntimos"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 5
"Sei apenas que nasci, presumo que pelos processos convencionais, não existindo na ocasião o bebê de proveta e ou Garotos do Brasil. E fui, jovem, a cara do meu avô alemão, Paul Heilborn, na mesma idade, o que exclui, provavelmente, a hipótese de adoção. Dando crédito à versão oficial, não é verdade que ao me baterem na bunda eu dissesse "Cogito ergo sum", ou, segundo o vulgo, "um Black Label nas pedras". Se me manifestei, à parte o que Shakespeare chamava sentimentalmente de "the most piteous sound", o som mais digno de pena, o nhenhém do desgraçado do bebê, teria sido na linha de "por que não me consultaram se eu queria vir para esta joça ?". A última frase de As Memórias Póstumas de Brás Cubas é minha opinião da paternidade"
("O Afeto Que se Encerra")
("O Afeto Que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 4
"Quis ser escritor desde li Crime e Castigo, aos 14 anos de idade. Eu era um revoltado contra a ordem social, família, colégio padres. Tolstói, antes de morrer, disse que não se sentia diferente de menino, aos 8 anos. Nem eu, agora ( fim das semelhanças entre nós). Foi aos 8 anos que comecei a perceber a ambivalência, a ambiguidade, a falsidade do que me pregavam. Uma cacetada emocional me levou a essa precocidade crítica. Não importa. Nos tornamos o que somos. Me fechei em mim mesmo, perplexo, rancoroso, engatinhando sarcasmos"
("O Afeto que se Encerra")
("O Afeto que se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 3
"Divago. Tanto falo do resto que não me sobra tempo para saber o que penso de mim. Ás vezes me ocorre, desagradavelmente, que conheço melhor a cabeça ( o título é de cortesia) de Jimmy Carter do que a minha. E só sei o que penso quando passo para o papel"
("O Afeto Que Se Encerra")
("O Afeto Que Se Encerra")
FESTIVAL PAULO FRANCIS - 2
"Jornalista político e cultural, opino sobre isso e aquilo o tempo todo. Mas jornalismo, mesmo ensaístico, é dipersão de energias na vida do próximo, em coisas exteriores à ilha em que vivo e na qual um psicanalista amigo, Borsoi, descobriu uma catedral, meu superego: ajoelho, rezo e cumpro"
(Paulo Francis, em "O Afeto que Se Encerra")
(Paulo Francis, em "O Afeto que Se Encerra")
PAULO FRANCIS DE VOLTA ÀS LIVRARIAS, EM "O AFETO QUE SE ENCERRA"
Paulo Francis, em "O Afeto que Se Encerra" ( já saiu a nova edição. Não comprou ainda ?):
"A cabeça se libertou das simplificações e paliativos,das certezas de manual. Examina e se auto-examina constantemente. É meu inferno e delícia, minha única justificativa plausível de alegar que evoluí dos macacos"
"A cabeça se libertou das simplificações e paliativos,das certezas de manual. Examina e se auto-examina constantemente. É meu inferno e delícia, minha única justificativa plausível de alegar que evoluí dos macacos"
OS PIORES DO MUNDO
O Departamento de Pesquisas do Sopa de Tamanco pretende subcontratar o Ibope para descobrir quem é o pior ator do Brasil.
Um candidato salta à vista, pela inexcedível canastrice: José Wilker.
O pior é que, pelo visto, ele se julga um De Niro.
Boa é a imitação:
Um candidato salta à vista, pela inexcedível canastrice: José Wilker.
O pior é que, pelo visto, ele se julga um De Niro.
Boa é a imitação:
CENAS DE UM PESADELO MATINAL : AS MOÇAS QUEREM "SALVAR" UMA AMENDOEIRA APODRECIDA....
Antonio Fernando Borges:
"Em coro, elas iam repetindo as palavras de ordem de algum Manual nefasto da nova tirania ecológica, com seu rosário de mentiras convenientes: salvem o planeta, respeitem as árvores, chega de opressão dos humanos…
(Fosse outro o mundo, e outros os tempos, o espetáculo interessaria apenas a antropólogos desocupados ou a algum psiquiatra de plantão. Mas a pajelança das meninas já atraía gente demais para aquela hora matinal. E a maioria, pelo visto, apoiava o ritual insensato.)"
Aqui,o texto completo:
http://antoniofernandoborges.com/
"Em coro, elas iam repetindo as palavras de ordem de algum Manual nefasto da nova tirania ecológica, com seu rosário de mentiras convenientes: salvem o planeta, respeitem as árvores, chega de opressão dos humanos…
(Fosse outro o mundo, e outros os tempos, o espetáculo interessaria apenas a antropólogos desocupados ou a algum psiquiatra de plantão. Mas a pajelança das meninas já atraía gente demais para aquela hora matinal. E a maioria, pelo visto, apoiava o ritual insensato.)"
Aqui,o texto completo:
http://antoniofernandoborges.com/
19 de outubro de 2007
Ao absinto com coca-cola, com carinho
Qual a diferença entre Robinho e Garrincha? Robinho é mau-caráter: não bebe.
Há uma gota de sangue em cada cafungada
Da internet:
Os policiais civis e militares mataram 694 pessoas durante confrontos no Rio de Janeiro apenas no primeiro semestre do ano, segundo balanço do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP).
A questão do Rio de Janeiro seria resolvida em menos de um mês pelo Sendero Luminoso fase Fujimori. Entre outras coisas, seria recuperada a dignidade da palavra dezoito, atualmente pronunciada incorretamente como "dizoito" pelos maconheiros que usam óculos do Leblon e pelos jagunços fardados de "Tropa de Elite". Só à "moça do tempo" seria permitido falar "dizoito", isso quando estivesse se referindo aos Estados bárbaros do Sul e do Sudeste do país.
Mais um caso para Rambo
Da internet:
Mulheres de vários países estão enviando calcinhas para Embaixadas de Mianmar, em um gesto de protesto contra a violenta repressão às manifestações pró-democracia no país.
Seria de bom-tom que algumas dessas calcinhas caíssem sobre as cabeças dos roteiristas e diretor de "Tropa de Elite". Em quase duas horas de filme não se vê sequer uma lingerie. Isso sem falar nas cenas misóginas. Todo filme é de amor, segundo Godard. "Tropa de Elite" pode ser um filme de amor a uma facção violenta da volante carioca, o Bope. Mas custava nada ter colocado pelo menos uma cena de lance de calcinha da universitária? Rambo vai mandar a conta.
DAS BELEZAS DO MERCADO
Antes, a gente ouvia e imitava, exclusivamente, música ruim de branco americano. Atualmente, a gente também ouve e imita música ruim de negro americano. Como é bela a democracia!
Como seriam o Dilma Boy e a Serra Girl?
Obama Girl vs. Giuliani Girl
Posted Jul 16, 2007Obama Girl and her crew do battle with the girls from the GOP.
A POLÍCIA INGLESA PASSA BALA NO BRASILEIRO E DEPOIS VAI SOLUÇAR NO TRIBUNAL...
De Londres, Ivan Lessa faz perguntas sobre a conduta dos policiais ingleses que executaram o brasileiro Jean Charles com seis tiros na cabeça dentro de um vagão do metrô. Pensaram que ele era terrorista. Primeiro, atiraram. Depois, descobriram o erro. Era tarde. Protegidos por biombos e pseudônimos, os policiais compareceram a um tribunal. Um dos assassinos soluçou, compadecido,diante do juiz...
(Aqui, o texto completo:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071019_ivanlessa_tp.shtml)
(Aqui, o texto completo:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071019_ivanlessa_tp.shtml)
Em nome do bispo
Da internet:
O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Fábio Guimarães da Silva Pereira queimou, durante um culto, duas imagens da história missioneira cadastradas no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Essa intolerância religiosa, associada à venalidade da fé, vai acabar transformando a nação-chacina tropical numa Irlanda do Norte. Já imagino os seguidores de Frei Betto de um lado, e do outro os obreiros do bispo Edy Macedo. E o Antonio das Mortes pitbicha, o tal capitão Nascimento, atirando pra tudo que é lado. Quem não tiver laptop não escapa.
Sejamos todos pop
Em entrevista ao jornal La Vanguardia, Caetano Veloso disse que os artistas (brasileiros) hoje não têm mais tanta vinculação com a política como antes. Complementou: "em compensação, os políticos estão mais parecidos com artistas pop, a forma como se faz política é pop". Agora, está explicado: o caso Renan e o reality show de cinco meses do Senado são pop. O mensalão e os quarenta beneficiários são pop. A compra de votos para a reeleição de FHC é pop. Uma companhia telefônica investir na empresa do filho do presidente é pop. Quem mais pop do que os aloprados do dossiêgate? É uma atitude pop Lula não saber de nada. Enfim, o Bope é pop.
Pensamento do dia
Do bem-humorado e Nobel escritor húngaro Imre Kertész, que comeu literalmente o pão que os diabos Hitler e Stálin amassaram: "O mal sempre parte de interesses individuais; o bem, no entanto, se situa além da capacidade de raciocínio, não tem por quê. O ruim do mal é que se apresenta como bem. Os verdadeiros canalhas sempre vêm salvar o mundo e tudo acontece com as melhores intenções".
O Ministério da Educação recomenda
A vantagem do horário de verão é que ele antecipou em uma hora as imagens da violência e dos massacres da nação-chacina veiculadas pelos telejornais em rede nacional. As crianças estão adorando.
Os novos-ricos de Lula
Da internet:
Homem bate uma Ferrari avaliada em mais de R$ 1 milhão em uma avenida da região do Jabaquara (SP) e se irrita com a presença da imprensa; vídeo mostra momento em que cinegrafista foi agredido.
Mais um idiota-rolex. É isso que dá: gente acostumada a comer sanduíche não pode participar de banquete. Mesmo que este banquete seja patrocinado pelo PT.
O sexo das cabras
Da internet:
Medicamentos contra a disfunção erétil podem causar surdez temporária, informaram hoje autoridades da Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Não escuto nada, mas sobe.
O recado do Maracanã
Da internet:
"Galvão, vai tomar no c...", cantava a torcida, empolgada, no Maracanã, durante transmissão do jogo Brasil x Equador, pela Globo. A provocação contra Galvão Bueno foi ao ar mais de uma vez. Para evitar mais constrangimento para o apresentador, a Globo cortou, algumas vezes, o áudio com a voz dos torcedores.
Vamos lá, Galvão, nunca é tarde para a primeira experiência. Além do mais, o conselho é dos "amigos da Rede Globo". Vai virar moda. Ou na gíria carioca: pegou geral.
18 de outubro de 2007
O DEPUTADO DIZ "SEJE". A DEPUTADA DIZ QUE QUEM LÊ DISCURSO NÃO PRESTA. NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO ESPANTO, ROGAI POR NÓS!
Um deputado, arquiteto, dá entrevista à rádio CBN e pronuncia - de maneira clara e límpida - a palavra "seje".
Um arquiteto dizendo "seje" !!! Nome: Luiz Paulo.
Um profissional diplomado não pode pronunciar uma palavra que não existe na língua portuguesa. Não pode.
Zapeio. Uma deputada (nome: Renata do Posto) fala para um grupo de estudantes, numa TV a cabo, em programa gravado no plenário da Assembléia. Um estudante pergunta como é possível saber se um deputado é bom ou não. A deputada diz que basta observar um deputado discursando. Se ele estiver lendo o discurso, não presta. Se estiver falando sem consultar nenhum papel, é bom.
Parece mentira, mas é este o raciocínio da ilustríssima parlamentar: quem lê discurso não presta!!!
Ulisses Guimarães deu trinta e cinco voltas no túmulo.
Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, rogai por nós.
Onde é que essa comédia de erros vai parar ?
Um arquiteto dizendo "seje" !!! Nome: Luiz Paulo.
Um profissional diplomado não pode pronunciar uma palavra que não existe na língua portuguesa. Não pode.
Zapeio. Uma deputada (nome: Renata do Posto) fala para um grupo de estudantes, numa TV a cabo, em programa gravado no plenário da Assembléia. Um estudante pergunta como é possível saber se um deputado é bom ou não. A deputada diz que basta observar um deputado discursando. Se ele estiver lendo o discurso, não presta. Se estiver falando sem consultar nenhum papel, é bom.
Parece mentira, mas é este o raciocínio da ilustríssima parlamentar: quem lê discurso não presta!!!
Ulisses Guimarães deu trinta e cinco voltas no túmulo.
Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, rogai por nós.
Onde é que essa comédia de erros vai parar ?
O FUTURO É GRATUITO
amigo geneton, meu melhor saudar. se estás preocupado com o futuro dos jornais em papel, saibas que aqui em portugal e na europa de um modo geral os jornais de referência estão a perder público para os de distribuição gratuita. só em lisboa há quatro diários de «borla», grátis, com grande aceitação dos leitores. metro, meia-hora, global, destak e mais um semanário: dicas. Mais um está na forja, editado em conjunto pelos diários A Bola e Público. Haja leitores para tanta oferta. Até o Le Monde já lançou tambéo seu diário gratuito. O futuro será gratuito.
Mônica Quem?
Acabei de ver um vídeo no qual Mônica Veloso, AMANTE (com uma conotação bem nelsonrodrigueana da palavra) de Renan Calheiros, abandona uma entrevista porque o jornalista estaria "pegando pesado demais".
Bem feito pro jornalista burro e pra produção do programa, que insiste em tentar obter opiniões e informações destas sub-celebridades.
Aliás, se você tem acompanhado remota o noticiário, nem que seja pelo YouTube, como eu, repare na arrogância da moça. Resquícios do tempo de jornalista, por certo.
Mônica Veloso, Franklin Martins, Tereza Cruvinel. Por acaso a Globo recruta seus jornalistas pelo Catho?
Bem feito pro jornalista burro e pra produção do programa, que insiste em tentar obter opiniões e informações destas sub-celebridades.
Aliás, se você tem acompanhado remota o noticiário, nem que seja pelo YouTube, como eu, repare na arrogância da moça. Resquícios do tempo de jornalista, por certo.
Mônica Veloso, Franklin Martins, Tereza Cruvinel. Por acaso a Globo recruta seus jornalistas pelo Catho?
prabéns pro mundo
não se esqueçam de comemorar o aniversário da criação do mundo, que acontece neste próximo dia 23 de outubro. Segundo o arcebispo James Ussher (1581-1656), Deus criou o mundo nesse dia citado, do ano de 4004 ac, ao meio-dia. Devia estar de ressaca
Tio Galvão
Galvão Bueno também não passa de um daqueles tios velhos incomodados com o silêncio e que, para preenchê-lo, falam qualquer besteira. Dos sobrinhos mais bem humorados (entre os quais generosamente me incluo) ele tira risos; entre os mais mal-humorados, bem, quem assistiu a Brasil x Equador ontem viu do que eles são capazes: da mais pura emoção.
Sim, porque eu me emocionei (não há uma contradição aqui?) com o coro de vozes que convidava o tio velho a tomar naquele lugar onde não bate sol.
Sim, porque eu me emocionei (não há uma contradição aqui?) com o coro de vozes que convidava o tio velho a tomar naquele lugar onde não bate sol.
Tios velhos - Elis Regina
Elis Regina não passa de uma daquelas tias velhas, e ainda por cima fanhas, que nos envergonham nos churrascos da família. Bebem demais, sobem na mesa e fazem caras-e-bocas cantando "O Bêbado e oEquilibrista" - uma autobiografia.
Philips, de novo
Como sou contraditório, agora me solidarizo com os piauienses (quanta vogal!) contra a Philips. Ninguém merece propaganda com Sangalão travestida de Madonna.
Agora dá licença que eu vou ali vomitar. Até porque, ao contrário dos piauienses, eu almocei hoje.
Agora dá licença que eu vou ali vomitar. Até porque, ao contrário dos piauienses, eu almocei hoje.
Dos destinos turísticos
Não existe lugar mais feio do que os Lençóis Maranhenses.
(Até porque fica no Maranhão, né?)
(Até porque fica no Maranhão, né?)
A DIFÍCIL ARTE DE AGRADAR AS DEUSAS
— Como pura criação do engenho humano? — indagou Sócrates. — Ou materialmente, a exemplo do cavalo e da vaca?
— Tá me chamando de vaca, feioso? — quis saber Afrodite.
— Não. O que digo é que uma vaca...
— De novo? Então você acha que minhas tetas são muito grandes? Ou é meu comportamento sexual que você crê devasso?
(Texto completo, aqui)
— Tá me chamando de vaca, feioso? — quis saber Afrodite.
— Não. O que digo é que uma vaca...
— De novo? Então você acha que minhas tetas são muito grandes? Ou é meu comportamento sexual que você crê devasso?
(Texto completo, aqui)
17 de outubro de 2007
POR QUE OS JORNAIS ESTÃO CAVANDO PACIENTEMENTE A PRÓPRIA SEPULTURA....
A seleção brasileira deu uma goleada no Equador. Noventa e oito vírgula cinco por cento dos leitores dos jornais impressos já sabem do resultado.
Se, amanhã pela manhã, os jornais trouxerem como destaque principal do título de esportes da primeira página a "informação" de que o Brasil ganhou de 5 a 0 do Equador, estará explicado - de novo! - por que a imprensa resolveu, "por livre e espontânea vontade", cavar a própria sepultura.
Faça-se o teste. É só passar o olhos nas primeiras páginas que daqui a algumas horas estarão colorindo as bancas.
Uma pergunta ficará flutuando no ar: Deus do céu, por que será que a esmagadora maioria dos jornais trata o leitor como se ele fosse um extra-terrestre surdo,mudo e cego -que acabou de desembarcar de um planeta remoto?
Não ocorre a nenhum editor a idéia de que noventa e oito vírgula cento dos leitores já obtiveram a primeira informação sobre o resultado do jogo pela TV, pelo rádio, pela miríade de sites ? Por que repetir nos títulos uma informação que, inevitavelmente, já é velha quando chega às bancas ?
Não seria tão fácil, tão simples, tão óbvio tentar olhar para a frente ? Com certeza, uma informação que não repetisse simplesmente o que todo mundo já sabe serviria para chamar a atenção do leitor, ao invés de despertar o habitual bocejo. Afinal, não é para "chamar a atenção" do leitor que os jornais existem ? Algo do tipo :"Depois da goleada no Maracanã, Dunga quer outros jogos no Rio"; "Seleção já promete repetir em São Paulo a goleada de ontem" ; "Ronaldinho, barrado por Dunga, pede vaga para jogo em São Paulo" ;"Seleção goleia mas Argentina lidera eliminatórias"; "Comportamento nota 10 do torcedor credencia o Maracanã como palco da Copa" etc.etc.etc. Qualquer estagiário faria uma lista de possíveis novas informações que poderiam merecer um título capaz de estimular minimamente a curiosidade do Senhor Leitor. Eis um bom exercício para as salas de aula dos cursos de Jornalismo.
Mas não: há noventa e nove vírgula nove por cento de chances de os jornais desta quinta anunciarem nos títulos de primeira página,como se fosse a novidade do século, a vitória do Brasil sobre o Equador.
Depois perguntam por que é que a imprensa de papel perde leitores.....
O caso me lembra o que vi uma vez em Londres,onde se fazem jornais de primeira qualidade:
um instituto tinha divulgado uma pesquisa de opinião que indicava a possível derrota dos conservadores nas eleições de 1997. A TV noticiara exaustivamente os números nos telejornais noturnos.
Se fosse no Brasil, os jornais dariam, no dia seguinte, na primeira página, um título como "Ibope dá vantagem ao PT". Ou algo assim. Ou seja :os jornais repetiriam algo que o leitor interessado em política com certeza já sabia.
O que fez o jornalaço Daily Telegraph ? Deu a informação da maneira mais criativa possível. Publicou na primeira página uma bela ( e enorme) foto do então primeiro-ministro John Major sozinho, na porta do número dez da Downing Street, a residência oficial do chefe do governo. O pesquisa indicava que o partido de Major estava cotadíssimo para perder a eleição, o que, afinal, viria a acontecer semanas depois.
A manchete do jornal: "Este homem pensa que vai vencer a eleição".
Não é por acaso que a imprensa inglesa de qualidade é o que é.
Também não é por acaso que nossa imprensa é o que Paulo Francis passou os últimos anos de vida dizendo: "Previsível, empolada, chata. Meu Deus, como é chata".
Não teria chegado a hora de uma autocrítica violenta, uma virada de mesa, uma aposta na criatividade ? Por que os jornais continuam com a cabeça enterrada na areia, sem olhar para a paisagem em volta ?
Ainda há tempo para tentar sacudir a poeira - nem que seja em sinal de respeito à paciência dos leitores....
Se, amanhã pela manhã, os jornais trouxerem como destaque principal do título de esportes da primeira página a "informação" de que o Brasil ganhou de 5 a 0 do Equador, estará explicado - de novo! - por que a imprensa resolveu, "por livre e espontânea vontade", cavar a própria sepultura.
Faça-se o teste. É só passar o olhos nas primeiras páginas que daqui a algumas horas estarão colorindo as bancas.
Uma pergunta ficará flutuando no ar: Deus do céu, por que será que a esmagadora maioria dos jornais trata o leitor como se ele fosse um extra-terrestre surdo,mudo e cego -que acabou de desembarcar de um planeta remoto?
Não ocorre a nenhum editor a idéia de que noventa e oito vírgula cento dos leitores já obtiveram a primeira informação sobre o resultado do jogo pela TV, pelo rádio, pela miríade de sites ? Por que repetir nos títulos uma informação que, inevitavelmente, já é velha quando chega às bancas ?
Não seria tão fácil, tão simples, tão óbvio tentar olhar para a frente ? Com certeza, uma informação que não repetisse simplesmente o que todo mundo já sabe serviria para chamar a atenção do leitor, ao invés de despertar o habitual bocejo. Afinal, não é para "chamar a atenção" do leitor que os jornais existem ? Algo do tipo :"Depois da goleada no Maracanã, Dunga quer outros jogos no Rio"; "Seleção já promete repetir em São Paulo a goleada de ontem" ; "Ronaldinho, barrado por Dunga, pede vaga para jogo em São Paulo" ;"Seleção goleia mas Argentina lidera eliminatórias"; "Comportamento nota 10 do torcedor credencia o Maracanã como palco da Copa" etc.etc.etc. Qualquer estagiário faria uma lista de possíveis novas informações que poderiam merecer um título capaz de estimular minimamente a curiosidade do Senhor Leitor. Eis um bom exercício para as salas de aula dos cursos de Jornalismo.
Mas não: há noventa e nove vírgula nove por cento de chances de os jornais desta quinta anunciarem nos títulos de primeira página,como se fosse a novidade do século, a vitória do Brasil sobre o Equador.
Depois perguntam por que é que a imprensa de papel perde leitores.....
O caso me lembra o que vi uma vez em Londres,onde se fazem jornais de primeira qualidade:
um instituto tinha divulgado uma pesquisa de opinião que indicava a possível derrota dos conservadores nas eleições de 1997. A TV noticiara exaustivamente os números nos telejornais noturnos.
Se fosse no Brasil, os jornais dariam, no dia seguinte, na primeira página, um título como "Ibope dá vantagem ao PT". Ou algo assim. Ou seja :os jornais repetiriam algo que o leitor interessado em política com certeza já sabia.
O que fez o jornalaço Daily Telegraph ? Deu a informação da maneira mais criativa possível. Publicou na primeira página uma bela ( e enorme) foto do então primeiro-ministro John Major sozinho, na porta do número dez da Downing Street, a residência oficial do chefe do governo. O pesquisa indicava que o partido de Major estava cotadíssimo para perder a eleição, o que, afinal, viria a acontecer semanas depois.
A manchete do jornal: "Este homem pensa que vai vencer a eleição".
Não é por acaso que a imprensa inglesa de qualidade é o que é.
Também não é por acaso que nossa imprensa é o que Paulo Francis passou os últimos anos de vida dizendo: "Previsível, empolada, chata. Meu Deus, como é chata".
Não teria chegado a hora de uma autocrítica violenta, uma virada de mesa, uma aposta na criatividade ? Por que os jornais continuam com a cabeça enterrada na areia, sem olhar para a paisagem em volta ?
Ainda há tempo para tentar sacudir a poeira - nem que seja em sinal de respeito à paciência dos leitores....
Help!
Grandes evangelhos avacalhados
'NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA JUNTO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA DA OPUS DEI.'
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
'Opus Dei inaugura Escritório de Comunicação em São Paulo
'A Prelazia conta, a partir de agora, com um canal direto e permanente com os jornalistas de todo o Brasil.
'Com o objetivo de informar a imprensa sobre a missão e as atividades da Prelazia, o Opus Dei inaugurou, em São Paulo, seu Escritório de Comunicação no Brasil.'
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
'Opus Dei inaugura Escritório de Comunicação em São Paulo
'A Prelazia conta, a partir de agora, com um canal direto e permanente com os jornalistas de todo o Brasil.
'Com o objetivo de informar a imprensa sobre a missão e as atividades da Prelazia, o Opus Dei inaugurou, em São Paulo, seu Escritório de Comunicação no Brasil.'
CURIOSIDADE MÉDICA
Observadores notaram que, desde que começou a trégua no circo de baixarias do Senado, a epidemia de vômito registrada entre telespectadores da TV Senado e dos telejornais sofreu uma redução.
Pitoresco.
Pitoresco.
CONSELHO BASEADO NA SIMPLES OBSERVAÇÃO DA PAISAGEM HUMANA
Nunca, jamais, sob hipótese alguma, receba um cheque de quem:
a) chama TV de "telinha"
b) desenha um sinal de aspas no ar com dois dedos de cada mão
c) acrescentou uma letra ao nome por sugestão de um numerólogo
d) chama o marido de "maridão", o filho de "filhão" ou, se for o caso, a mulher de "amorzão"
e) usa rabo-de-cavalo
f) alguma vez na vida já usou ou pensou em usar bandana
g) desfila de camiseta na rua para mostrar aos outros os músculos marombados
i) toma cafezinho com o dedo mindinho estirado
É pule de dez: o cheque é sem fundos.
a) chama TV de "telinha"
b) desenha um sinal de aspas no ar com dois dedos de cada mão
c) acrescentou uma letra ao nome por sugestão de um numerólogo
d) chama o marido de "maridão", o filho de "filhão" ou, se for o caso, a mulher de "amorzão"
e) usa rabo-de-cavalo
f) alguma vez na vida já usou ou pensou em usar bandana
g) desfila de camiseta na rua para mostrar aos outros os músculos marombados
i) toma cafezinho com o dedo mindinho estirado
É pule de dez: o cheque é sem fundos.
CADÊ O CEGUINHO FOTÓGRAFO ?
Faz exatamente quatro meses que o Sopa de Tamanco perguntou: o ceguinho que vive dando entrevista à Tv sobre enquadramento fotográfico continua solto ?
(Dica para a Interpol: chama-se Evgen Bavcar. Vive em Paris. Já passou pelo Brasil)
Lastimavelmente, a Interpol não se manifestou até agora.
Resultado: o ceguinho fotógrafo continua pontificando sobre enquadramento.
O post original:
11 de Junho de 2007
OS POLITICAMENTE CORRETOS E NOSSA GRANDE COMÉDIA DE ERROS
Desde que a praga politicamente correta tomou de assalto as mentes simplistas, pega mal dizer que o feio é feio, a gorda é gorda, o negão é negão, o gay é gay, o branquelo é branquelo, o burro é burro, o bêbado é bêbado, o idiota é idiota.
Qual é o problema?"Pega mal" dizer que um cego não pode ser fotógrafo. Mas peço licença à patrulha para dizer: não pode! Vi outro dia um fotógrafo cego pontificando na TV sobre enquadramento. Falava francês, claro ( não há língua que se preste tanto a imposturas intelectuais).Cego falando de fotografia é algo tão grave e despropositado quanto este locutor participando de desfile de moda.
Fiz aos meus botões a pergunta que todos fazem na surdina : por que é que o fotógrafo ceguinho não arranja outra profissão? Por que não aprende música? Por quê? Por que precisa aparecer na televisão falando de enquadramento fotográfico? Por quê? Por quê?Os meus botões se quedaram silentes.
Diante da mudez de meus botões, desisto de lançar perguntas ao vento sobre o fotógrafo ceguinho e a miríade de personagens absurdos que compõem,com ele, o elenco desta nossa grande comédia de erros. Quem sabe, o melhor é deixar que o circo planetário siga adiante, sem ser importunado.Como diria Drummond no mais belo poema já escrito em território brasileiro, "A Máquina do Mundo":....."e a máquina do mundo, repelida,/se foi miudamente recompondo/ enquanto eu, avaliando o que perdera,/ seguia vagaroso/ de mãos pensas"
(Dica para a Interpol: chama-se Evgen Bavcar. Vive em Paris. Já passou pelo Brasil)
Lastimavelmente, a Interpol não se manifestou até agora.
Resultado: o ceguinho fotógrafo continua pontificando sobre enquadramento.
O post original:
11 de Junho de 2007
OS POLITICAMENTE CORRETOS E NOSSA GRANDE COMÉDIA DE ERROS
Desde que a praga politicamente correta tomou de assalto as mentes simplistas, pega mal dizer que o feio é feio, a gorda é gorda, o negão é negão, o gay é gay, o branquelo é branquelo, o burro é burro, o bêbado é bêbado, o idiota é idiota.
Qual é o problema?"Pega mal" dizer que um cego não pode ser fotógrafo. Mas peço licença à patrulha para dizer: não pode! Vi outro dia um fotógrafo cego pontificando na TV sobre enquadramento. Falava francês, claro ( não há língua que se preste tanto a imposturas intelectuais).Cego falando de fotografia é algo tão grave e despropositado quanto este locutor participando de desfile de moda.
Fiz aos meus botões a pergunta que todos fazem na surdina : por que é que o fotógrafo ceguinho não arranja outra profissão? Por que não aprende música? Por quê? Por que precisa aparecer na televisão falando de enquadramento fotográfico? Por quê? Por quê?Os meus botões se quedaram silentes.
Diante da mudez de meus botões, desisto de lançar perguntas ao vento sobre o fotógrafo ceguinho e a miríade de personagens absurdos que compõem,com ele, o elenco desta nossa grande comédia de erros. Quem sabe, o melhor é deixar que o circo planetário siga adiante, sem ser importunado.Como diria Drummond no mais belo poema já escrito em território brasileiro, "A Máquina do Mundo":....."e a máquina do mundo, repelida,/se foi miudamente recompondo/ enquanto eu, avaliando o que perdera,/ seguia vagaroso/ de mãos pensas"
Boletim dos sarcófagos
O que o cantor D2 achou de "Tropa de Elite"? E Gabeira, com o seu estilo de flores artificiais, o que pensa da polêmica: o filme é ou não fascista? E os moradores do Complexo do Alemão? O problema das redações, esses cemitérios sem muro, é a inversão da Lei de Darwin: os mais fracos venceram a corrida. Às batatas!
Os porões imitam a sétima arte
Depois de "Tropa de Elite", o que não poderá faltar em qualquer delegacia de subúrbio do país? Ganhou um DVD pirata do Sopa de Tamanco quem respondeu: saco plástico. Pelo andar do tílburi da nação-chacina, brevemente o saco plástico será insumo obrigatório no pregão eletrônico das Secretarias de Segurança Pública. Resta saber se as famílias da vítimas serão obrigadas a pagar pelo saquinho.
Vigiar e punir, mas sem calcinha
Num dos filmes da série Rambo, o próprio, depois de matar uns vietcongues, descansa ao lado de outro mercenário, e comenta: "estou com saudade de uma lingerie". Em "Tropa de Elite", as mulheres são todas traidoras, inconfiáveis e coniventes com a bandidagem. Mulher de malandro, no melhor sambão carioca, é para apanhar. Mas, misoginia e tradição à parte, senti falta de uma lingerie. Quem explicaria melhor a ausência de uma calcinha no boletim da guerra civil carioca: o capitão Nascimento, o Antonio das Mortes pitbicha, ou Foucault, o novo inimigo da revista Veja? Imitar o cinema americano tem seu preço: Rambo manda a conta.
DOS LIMITES IMPOSTOS PELAS MULHERES
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— Eu aceito tudo num homem, Robertantônio, tudo! Traição, amantes, mentiras, falsidades de toda ordem. Pelada aos domingos, até, eu aceito. Idas à manicure. Ejaculação precoce. Agora, cortar o queijo com a serra do pão, não, hein! Aí já é demais pra mim! Isso é caso pra divórcio!
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(Texto completo, aqui)
— Eu aceito tudo num homem, Robertantônio, tudo! Traição, amantes, mentiras, falsidades de toda ordem. Pelada aos domingos, até, eu aceito. Idas à manicure. Ejaculação precoce. Agora, cortar o queijo com a serra do pão, não, hein! Aí já é demais pra mim! Isso é caso pra divórcio!
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(Texto completo, aqui)
16 de outubro de 2007
CRISE SEM PRECEDENTES NA PUBLICIDADE BRASILÍNDIA!
É impressão ou nunca na história deste país tantos anúncios idiotas infestaram as TVs ? "Bar da boa" é caso de intervenção federal. Quem inventou a tal da "Zeca hora" ou "Zeca-feira" deveria pegar dez anos em Guantánamo. E aquele pseudo oficial russo que aparece dançando pateticamente ?
Como diria Jaqueline Kennedy recolhendo os miolos do marido naquele carro em Dallas, "oh, no!".
Como diria Jaqueline Kennedy recolhendo os miolos do marido naquele carro em Dallas, "oh, no!".
A CATINGA DA RESTINGA
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A palavra mais feia do Brasil é restinga. A segunda é catinga. Por esta razão, jamais moverei uma palha pela salvação da Restinga de Marambaia - que, aliás, não precisa dos préstimos deste bípede. Tudo certo, então.
A palavra mais feia do Brasil é restinga. A segunda é catinga. Por esta razão, jamais moverei uma palha pela salvação da Restinga de Marambaia - que, aliás, não precisa dos préstimos deste bípede. Tudo certo, então.
TV Tamanco e o túnel russo
Russian Tunnel of Death
Posted May 03, 2006This is what happens when the temperature reaches minus 38 degrees in a Russian tunnel.
LENHA NA FOGUEIRA DO DEBATE SOBRE "TROPA DE ELITE": "BANDIDO É BANDIDO, NÃO UMA VÍTIMA DO CAPITALISMO SELVAGEM"
Antônio Fernando Borges sobre "Tropa de Elite":
"Nas entrelinhas das cenas de violência (que no fundo chocam apenas nossos intelequituais), a mensagem que passa é bem maior: desponta novamente no horizonte a idéia de que bandido é bandido, não uma vítima do capitalismo selvagem – e que as vítimas, na verdade, somos nós, os homens de bem. Isto não é ideologia: isto são fatos.
Iabadabadabaduuu! O mocinho está de volta à cena. Até que enfim!"
(aqui: http://antoniofernandoborges.com/)
"Nas entrelinhas das cenas de violência (que no fundo chocam apenas nossos intelequituais), a mensagem que passa é bem maior: desponta novamente no horizonte a idéia de que bandido é bandido, não uma vítima do capitalismo selvagem – e que as vítimas, na verdade, somos nós, os homens de bem. Isto não é ideologia: isto são fatos.
Iabadabadabaduuu! O mocinho está de volta à cena. Até que enfim!"
(aqui: http://antoniofernandoborges.com/)
"NASCI ME ACHANDO SUPERIOR AO OBSTRETA"
Alexandre Soares Silva:
"Eu sempre penso que sou superior aos outros, e isso desde criança; nasci me achando superior ao obstetra, que vi pela cara que devia ser leitor de biografias de governadores ou algo assim, e quando ele me estapeou a bunda meu monoculinho caiu de humilhação e espanto"
(aqui: http://soaressilva.wunderblogs.com/)
"Eu sempre penso que sou superior aos outros, e isso desde criança; nasci me achando superior ao obstetra, que vi pela cara que devia ser leitor de biografias de governadores ou algo assim, e quando ele me estapeou a bunda meu monoculinho caiu de humilhação e espanto"
(aqui: http://soaressilva.wunderblogs.com/)
15 de outubro de 2007
O PAU COME NO ARRAIAL LÍTERO-JORNALÍSTICO BRITÂNICO....
Ivan Lessa:
"Escritores, críticos e acadêmicos em geral, ficam quietos em seus cantos, mas quando partem para a grossura, saiam da frente":
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071015_ivanlessa_tp.shtml
"Escritores, críticos e acadêmicos em geral, ficam quietos em seus cantos, mas quando partem para a grossura, saiam da frente":
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071015_ivanlessa_tp.shtml
Faltou alguém na multidão
Sempre falta alguém numa Parada Gay. Na do Rio de Janeiro quem levou falta foi o Capitão Nascimento, do Bope, o Antonio das Mortes pitbicha do cinema brasileiro.
Narinas trêmulas
A ameaça de Chávez de transformar a Bolívia num Vietnã, na hipótese de deposição ou assassinato de Evo Morales, repercutiu muito mais na turma usuária da Zona do Sul do Rio do que nos gabinetes do Pentágono. Todo o "fubá mimoso" aspirado pelos cariocas procede da Bolívia. As autoridades sanitárias já defendem um estoque controlador do pó boliviano, para evitar uma síndrome de abstinência coletiva.
Todos os filmes do presidente
Em entrevista na Folha, o presidente Lula confessou que detesta qualquer filme que o deixe tenso. "Não me convide para ver um filme de terror ou de suspense. Quero me divertir." Esse é o espectador-padrão sonhado por Daniel Filho e os cineastas dos teleenlatados do Projac. Ao contrário dos onze milhões de espectadores piratas que gostaram muito de ver porrada, tortura e tensão em "Tropa de Elite". E se divertiram bastante. Gostaram tanto do filme que já estão esperando o "Tropa de Elite 2", versão pirata, é claro.
Uma pauta sobre a mesa
A Imprensa já escreveu centenas de laudas sobre "Tropa de Elite". Mas falta a entrevista com o operador Marcelo Santos, já indiciado por violação de direitos autorais. Acusam o rapaz de ter feito a primeira cópia pirata do filme. Não merecia ser ouvido por algum repórter não-oficial?
Acrofobia de chuteiras
Os "chupetinhas" de Dunga têm medo de altura. Qualquer metrinho acima do mar ficam logo com as pernas bambas. Por que o departamento médico não receita chá de coca?
14 de outubro de 2007
A RAIZ NOBRE DO SOBRENOME MORAES NETO

Acima vemos o busto de Moralis Netus Primeirus, patrício fundador da nobre casa dos Moralis (tendo como distintivo a barba negra, de comprimento mediano, usada por seus membros), nascido no século I a.C e um dos mais eminentes defensores da causa de César contra Pompeu. Declarado o primeiro ditador, Netus Primeirus adquiriu sucessivas honrarias e galgou todos os cargos da burocracia romana da época, tendo incluive desfilado por duas vezes em triunfo, após vitórias sorbre motins na Gália e nas regiões circunvizinhas do Ponto. Adotou e fez de seu herdeiro Moralis Netus Secundus, que desempenhou grande papel como senador e cuja invejável oratória contribuiu imensamente para a decisão imperial de destruir Jerusalém.
GENETON MORAES NETO X CARL BERNSTEIN: A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Preciso agir com a correção que me caracteriza e, parafraseando aquele outro mito, quase tão importante para a história da humanidade quanto Geneton, dar a César o que é dos judeus.
O sr. Toni Marques, apesar de notório fautor de inverdades e perpetuador de aleivosias, talvez numa crise moral semelhante à que acometeu Santo Agostinho, mas motivada por um maior número de doenças venéreas, conseguiu dois posts abaixo retratar com fidelidade o ocorrido no já afamado encontro entre GMN (Greenwich Meridian Neto) e Carl Bernstein.
Porém, como é de seu costume, faltou-lhe coragem suficiente para ir adiante e relatar o final da noite. Quanto a mim, brioso como poucas vezes se viu no Ocidente desde a morte de Alexandre, o Grande — que, como todos sabem, foi assassinado no século XXI de nossa era por Oliver Stone —, poderia seguir em frente e revelar detalhes capazes de rebaixar o Marquês de Sade a simples barão.
Se não o faço, isso se deve única e exclusivamente a, profundo leitor de Proust, ter-me aconchegado nos seios de Madeleine, uma das cortesãs francesas presentes ao encontro, de maneira a desfrutar pela primeira vez na vida de iguaria orçada na casa dos cinco mil dólares.
Quando dei por mim, ou melhor, quando Madeleine deu por mim, já eram dez horas da manhã e flanávamos pelo Viaduto do Chá, sob a aprazível garoa paulistana, com um uísque 48 anos semibebido nas mãos e algumas ostras, lagostas e porções de caviar que conseguimos trazer num farnel, ocultando-o dos agentes da CIA, do Mossad e demais oficiais que faziam a segurança do local à paisana.
De maneira que, infelizmente, só me resta a pergunta: será que Geneton Moraes Neto, popularmente conhecido como Mito, já nesta primeira parte da entrevista, que vai ao ar hoje, às onze da noite, na Globonews, com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde, terá a honradez de revelar tudo o que se passou entre ele e Carl (para os íntimos) naquele memorável dia?
A conferir, leitores. Eu e Madeleine já forramos a mesa com os acepipes adquiridos na brilhante festa, esperando ansiosos pelo programa.
O sr. Toni Marques, apesar de notório fautor de inverdades e perpetuador de aleivosias, talvez numa crise moral semelhante à que acometeu Santo Agostinho, mas motivada por um maior número de doenças venéreas, conseguiu dois posts abaixo retratar com fidelidade o ocorrido no já afamado encontro entre GMN (Greenwich Meridian Neto) e Carl Bernstein.
Porém, como é de seu costume, faltou-lhe coragem suficiente para ir adiante e relatar o final da noite. Quanto a mim, brioso como poucas vezes se viu no Ocidente desde a morte de Alexandre, o Grande — que, como todos sabem, foi assassinado no século XXI de nossa era por Oliver Stone —, poderia seguir em frente e revelar detalhes capazes de rebaixar o Marquês de Sade a simples barão.
Se não o faço, isso se deve única e exclusivamente a, profundo leitor de Proust, ter-me aconchegado nos seios de Madeleine, uma das cortesãs francesas presentes ao encontro, de maneira a desfrutar pela primeira vez na vida de iguaria orçada na casa dos cinco mil dólares.
Quando dei por mim, ou melhor, quando Madeleine deu por mim, já eram dez horas da manhã e flanávamos pelo Viaduto do Chá, sob a aprazível garoa paulistana, com um uísque 48 anos semibebido nas mãos e algumas ostras, lagostas e porções de caviar que conseguimos trazer num farnel, ocultando-o dos agentes da CIA, do Mossad e demais oficiais que faziam a segurança do local à paisana.
De maneira que, infelizmente, só me resta a pergunta: será que Geneton Moraes Neto, popularmente conhecido como Mito, já nesta primeira parte da entrevista, que vai ao ar hoje, às onze da noite, na Globonews, com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde, terá a honradez de revelar tudo o que se passou entre ele e Carl (para os íntimos) naquele memorável dia?
A conferir, leitores. Eu e Madeleine já forramos a mesa com os acepipes adquiridos na brilhante festa, esperando ansiosos pelo programa.
13 de outubro de 2007
Sobre Mito e Carl Bernstein
Decadência dos tempos inexistir um vate como Ibrahim Sued para imortalizar, nas folhas que hoje servem de tapete de canário, a noite em que Mito e Carl Bernstein elevaram a inteligência média da humanidade.
Elevaram simplesmente estando frente a frente, lado a lado e em todas as combinações permitidas quando piadas corporais são encenadas por seres superiores num salão digno de reunir a nata da sociedade civil do nosso querido país.
Estava lá o Capitão Nascimento, envergando a camiseta vermelha e a sunga de salva-vidas que fazem a delícia das viúvas do nobre bairro da Urca, onde ocorreu a longa noite dos cristais de metadona.
O jovem Pároco do Rosário, sucessor do Bispo do Rosário, tecia um manto invisível, no qual sua persistência artística insistia em tentar bordar caricaturas de Mito e Bernstein, para deleite dos convivas mais sensíveis.
Já o pré-candidato democrata Barack Obama, em visita clandestina a São Sebastião do Rio de Janeiro (sempre modesto, o Obama), jogava truco numa roda abrilhantada pelos intelectuais Luciano Huck, Bruna Surfistinha e Mangabeira Unger.
A sra. Mônica Veloso autografava cópias piratas da 'Playboy', numa tenda armada em plena varanda.
Os srs. Caetano Veloso e Gilberto Gil, vestidos de maneira mínimo-tropicalista, divertiam-se a valer, na mesma varanda, graças à pequena piscina de gel em que puderam matar saudades de seus tempos de jovens lutadores de wrestling.
Ainda na varanda, na qual acampavam diversos integrantes do MST, uma banca da Febraban distribuía empréstimos, prometendo juros camaradas.
A classe política nativa se fazia presente, por obra e graça do senador José Sarney. Sempre traquinas quando não diante das lentes, o senador atirava marimbondos de fogo num telão de LCD armado sob o patrocínio da Gamecorp.
A Gamecorp tinha todo o interesse na exposição da engenhoca naquela reunião.
A próspera empresa convencera o sr. Sarney a adaptar toda a sua obra literária para os consoles do Nintendo Wii, inovando os conceitos de literatura-força e de literatura-arte. E ali estava a projeção cabal do gênio humano.
Por sinal, o dispositivo instalado pela Gamecorp pôde permitir o desnudamento de uma até então desconhecida qualidade do eterno companheiro Bob Woodward. Ele entrou ao vivo, diretamente de um dos 269 lavabos da Casa Branca, para desfazer de vez os boatos de que ignoraria a umbigada e o lundu.
Enquanto, pelo microfone, o colunista Diogo Mainardi cantarolava sucessos de Zeca Pagodinho, o sr. Woodward requebrava, solerte, toda a história do samba. Sem dizer palavra.
Na cozinha, o imortal Zé Bonitinho penteava as sobrancelhas da sra. Malu Mader.
A sra. Luciana Gimenez, mais introspectiva, sorvia cada página de uma edição em esperanto de 'Ulysses'. Ela estava sentada na sala, numa poltrona dos Irmãos Campana, feita de urnas eletrônicas.
Num lance de ousadia do cerimonial da festa, o buffet instigava, posto que era servido pela Cia. de Dança Deborah Colker, mediante trapézios que dinamizavam as bandejas e borrifavam o champagne e salpicavam hours d'ouevres de modo magistral.
A Banda Calypso tentava animar os já animados presentes, reclamando da necessidade de o couvert artístico só poder ser pago com cartão de crédito.
O Coro dos Canarinhos de Petrópolis comportava-se à altura do evento, trancado no closet da anfitriã, sem maiores alardes.
A decoração, toda ela a cargo da Procuradoria, harmonizava elementos do Banestado, da Máfia dos Sanguessugas e da Operação Hurricane.
Havia, por exemplo, um bicheiro empalhado num canto da sala.
Seringas cravadas nas paredes, notas de dólares arranjadas à guisa de móbiles que fariam Alexander Calder se mudar para a Oficina Brennand, colarinhos brancos arrematando pescoços de alcaçuz - que magnífico ambiente para o tão esperado encontro de Mito e Carl Bernstein.
Moças modernas demonstravam a naturalidade intrínseca dos silvícolas praianos, enquanto representantes da Clínica Pitanguy verificavam a gravidade do atmosfera a um só tempo lúbrica e erudita, sob os protestos da também clandestina artista Yoko Ono.
A sra. Ono teimava em bailar nua para chamar a atenção da elite para a fome que grassa no submundo.
Os integrantes do MST tratavam de acompanhar o protesto, recolhendo os fios de Miojo que a artista atirava ao léu.
Comovida com a performance, a sra. Marlene Mattos chorava, sentada no sofá revestido de penas de ave-do-paraíso.
Uma projeção holográfica do poeta Bruno Tolentino fazia rimas de improviso, a partir de textos de Reinaldo Azevedo, acompanhada pelo maestro Isaac Karabtchevsky, que alegremente batucava uma caixa de fósforos vienenses.
Foi quando Mito e Carl Bersntein adentraram o salão.
A Banda Calypso, já resignada diante do problema do couvert artístico, atacou de fox-trot.
Carl Bernstein imediatamente tirou Mito para dançar.
A dupla foi saudada por uma salva de aplausos que os agentes do SDT puxaram em vão.
Sem perder a fleugma, os srs. Paulo Polzonoff Jr., Amin Stepple, Marconi Leal e este que subscreve o post desistiram das palmas e tornaram a dialogar com as moças modernas, que entretanto só tinham olhos para os saltos do sr. Chiquinho Scarpa.
Subitamente deprimido, o sr. Marconi Leal trocou-se: abandonou as vestimentas de Ronald McDonald - ele acreditava estar em pleno Tríduo Momesco - e tornou a travestir-se de Carmem Miranda, na esperança de assim galvanizar o interesse dos circunstantes. Infelizmente o estratagema revelou-se inútil.
Foi preciso o Capitão Nascimento aplicar todo o arsenal de psicologia que lhe deu fama para desgrudar o sr. Marconi Leal da garrafa de Teacher's.
Mito e Carl Bernstein evoluíram graciosamente, a despeito das sucessivas rasteiras que Mito aplicou no repórter derrubador.
Mito era capaz de rodopios inauditos, como se não estivesse trajando seu pesado aparato de cavaleiro medieval.
Bernstein, por seu turno, tinha nas ceroulas cáqui e nos pés descalços uma leveza de vestal entre cangaceiros.
A mútua patolagem energizou o ambiente.
Todos os convidados preencheram a pista de dança, no afã de seguir os passos da maior dupla de jornalistas a que a Urca jamais assistira. Um único senão: os estudantes de jornalismo pisoteados em função do referido afã.
Quando a contradança teve de ser encerrada, a pedidos de uma delegação da ONU que, de passagem marcada para Myanmar, por engano viera parar em São Sebastião do Rio de Janeiro, a poesia já estava escrita no ar.
O desfecho da noite, os leitores deverão dar asas à imaginação para compor. Por recomendação médica, e por aconselhamento de meu rábula, abstenho-me de enfrentar tamanha epopéia até o fim.
Elevaram simplesmente estando frente a frente, lado a lado e em todas as combinações permitidas quando piadas corporais são encenadas por seres superiores num salão digno de reunir a nata da sociedade civil do nosso querido país.
Estava lá o Capitão Nascimento, envergando a camiseta vermelha e a sunga de salva-vidas que fazem a delícia das viúvas do nobre bairro da Urca, onde ocorreu a longa noite dos cristais de metadona.
O jovem Pároco do Rosário, sucessor do Bispo do Rosário, tecia um manto invisível, no qual sua persistência artística insistia em tentar bordar caricaturas de Mito e Bernstein, para deleite dos convivas mais sensíveis.
Já o pré-candidato democrata Barack Obama, em visita clandestina a São Sebastião do Rio de Janeiro (sempre modesto, o Obama), jogava truco numa roda abrilhantada pelos intelectuais Luciano Huck, Bruna Surfistinha e Mangabeira Unger.
A sra. Mônica Veloso autografava cópias piratas da 'Playboy', numa tenda armada em plena varanda.
Os srs. Caetano Veloso e Gilberto Gil, vestidos de maneira mínimo-tropicalista, divertiam-se a valer, na mesma varanda, graças à pequena piscina de gel em que puderam matar saudades de seus tempos de jovens lutadores de wrestling.
Ainda na varanda, na qual acampavam diversos integrantes do MST, uma banca da Febraban distribuía empréstimos, prometendo juros camaradas.
A classe política nativa se fazia presente, por obra e graça do senador José Sarney. Sempre traquinas quando não diante das lentes, o senador atirava marimbondos de fogo num telão de LCD armado sob o patrocínio da Gamecorp.
A Gamecorp tinha todo o interesse na exposição da engenhoca naquela reunião.
A próspera empresa convencera o sr. Sarney a adaptar toda a sua obra literária para os consoles do Nintendo Wii, inovando os conceitos de literatura-força e de literatura-arte. E ali estava a projeção cabal do gênio humano.
Por sinal, o dispositivo instalado pela Gamecorp pôde permitir o desnudamento de uma até então desconhecida qualidade do eterno companheiro Bob Woodward. Ele entrou ao vivo, diretamente de um dos 269 lavabos da Casa Branca, para desfazer de vez os boatos de que ignoraria a umbigada e o lundu.
Enquanto, pelo microfone, o colunista Diogo Mainardi cantarolava sucessos de Zeca Pagodinho, o sr. Woodward requebrava, solerte, toda a história do samba. Sem dizer palavra.
Na cozinha, o imortal Zé Bonitinho penteava as sobrancelhas da sra. Malu Mader.
A sra. Luciana Gimenez, mais introspectiva, sorvia cada página de uma edição em esperanto de 'Ulysses'. Ela estava sentada na sala, numa poltrona dos Irmãos Campana, feita de urnas eletrônicas.
Num lance de ousadia do cerimonial da festa, o buffet instigava, posto que era servido pela Cia. de Dança Deborah Colker, mediante trapézios que dinamizavam as bandejas e borrifavam o champagne e salpicavam hours d'ouevres de modo magistral.
A Banda Calypso tentava animar os já animados presentes, reclamando da necessidade de o couvert artístico só poder ser pago com cartão de crédito.
O Coro dos Canarinhos de Petrópolis comportava-se à altura do evento, trancado no closet da anfitriã, sem maiores alardes.
A decoração, toda ela a cargo da Procuradoria, harmonizava elementos do Banestado, da Máfia dos Sanguessugas e da Operação Hurricane.
Havia, por exemplo, um bicheiro empalhado num canto da sala.
Seringas cravadas nas paredes, notas de dólares arranjadas à guisa de móbiles que fariam Alexander Calder se mudar para a Oficina Brennand, colarinhos brancos arrematando pescoços de alcaçuz - que magnífico ambiente para o tão esperado encontro de Mito e Carl Bernstein.
Moças modernas demonstravam a naturalidade intrínseca dos silvícolas praianos, enquanto representantes da Clínica Pitanguy verificavam a gravidade do atmosfera a um só tempo lúbrica e erudita, sob os protestos da também clandestina artista Yoko Ono.
A sra. Ono teimava em bailar nua para chamar a atenção da elite para a fome que grassa no submundo.
Os integrantes do MST tratavam de acompanhar o protesto, recolhendo os fios de Miojo que a artista atirava ao léu.
Comovida com a performance, a sra. Marlene Mattos chorava, sentada no sofá revestido de penas de ave-do-paraíso.
Uma projeção holográfica do poeta Bruno Tolentino fazia rimas de improviso, a partir de textos de Reinaldo Azevedo, acompanhada pelo maestro Isaac Karabtchevsky, que alegremente batucava uma caixa de fósforos vienenses.
Foi quando Mito e Carl Bersntein adentraram o salão.
A Banda Calypso, já resignada diante do problema do couvert artístico, atacou de fox-trot.
Carl Bernstein imediatamente tirou Mito para dançar.
A dupla foi saudada por uma salva de aplausos que os agentes do SDT puxaram em vão.
Sem perder a fleugma, os srs. Paulo Polzonoff Jr., Amin Stepple, Marconi Leal e este que subscreve o post desistiram das palmas e tornaram a dialogar com as moças modernas, que entretanto só tinham olhos para os saltos do sr. Chiquinho Scarpa.
Subitamente deprimido, o sr. Marconi Leal trocou-se: abandonou as vestimentas de Ronald McDonald - ele acreditava estar em pleno Tríduo Momesco - e tornou a travestir-se de Carmem Miranda, na esperança de assim galvanizar o interesse dos circunstantes. Infelizmente o estratagema revelou-se inútil.
Foi preciso o Capitão Nascimento aplicar todo o arsenal de psicologia que lhe deu fama para desgrudar o sr. Marconi Leal da garrafa de Teacher's.
Mito e Carl Bernstein evoluíram graciosamente, a despeito das sucessivas rasteiras que Mito aplicou no repórter derrubador.
Mito era capaz de rodopios inauditos, como se não estivesse trajando seu pesado aparato de cavaleiro medieval.
Bernstein, por seu turno, tinha nas ceroulas cáqui e nos pés descalços uma leveza de vestal entre cangaceiros.
A mútua patolagem energizou o ambiente.
Todos os convidados preencheram a pista de dança, no afã de seguir os passos da maior dupla de jornalistas a que a Urca jamais assistira. Um único senão: os estudantes de jornalismo pisoteados em função do referido afã.
Quando a contradança teve de ser encerrada, a pedidos de uma delegação da ONU que, de passagem marcada para Myanmar, por engano viera parar em São Sebastião do Rio de Janeiro, a poesia já estava escrita no ar.
O desfecho da noite, os leitores deverão dar asas à imaginação para compor. Por recomendação médica, e por aconselhamento de meu rábula, abstenho-me de enfrentar tamanha epopéia até o fim.
Uma antiga tese e o filme
"Tropa de Elite" confirma uma antiga tese já exposta neste blog: a questão do Rio de Janeiro poderia ser resolvida facilmente pelo Sendero Luminoso fase Fujimori ou a Farc. O "senhor da guerra" Sergio Cabral deveria assinar um convênio BOPE/Sendero/Farc. Em poucas semanas, o Rio seria Genebra.
Daniel Filho, rebaixado de patente
Tropa de Elite, sucesso de pirataria e certamente sucesso de bilheteria, destrói todos os conceitos-baboseiras orais e teleenlatados dos cineastas do Projac, cujo capitão do time é Daniel Filho. Ivan Lessa tem razão: o povo gosta de sangue e tortura na tela, não do besteirol caça-níqueis. E o cara ainda leva a "patroa", no sábado à noite, ao cinema para assistir a Tropa de Elite. Ao chegar em casa, acende um baseado, imita a ficção e mete o cacete na mulher. Isso é metacinema.
Tropa de pirataria
Ao invés de se lamentar contra a pirataria do seu filme, o diretor José Padilha deveria encomendar um documentário sobre a pirataria da Tropa de Elite. Segundo a Veja, onze milhões de pessoas já assistiram à versão pirata. Isso é metacrime, por que não metacinema?
Mais de quarenta anos de solidão
Qual é o problema da turma de Ipanema comprar drogas nos morros e favelas? Como é que a FARC vai derrubar o governo colombiano se não existir usuário da mercadoria que os guerrilheiros vendem? Paciência, os caras envelheceram nas montanhas e selvas colombianas, as dunas de Ipanema devem contribuir, até por solidariedade, com a geriatria revolucionária.
Parabelo ou falobelo na mão?
Ainda não assisti ao filme Tropa de Elite, mas , pelo que já li, esse capitão Nascimento, do Bope, não passa de um Antonio das Mortes pitbicha. Vou assistir à versão pirata.
O DIA EM QUE BERNSTEIN TENTOU PASSAR A MÃO NA BUNDA DE MORAES NETO
Bernstein, a quem GMN, o popular Meridiano de Geneton, entrevistou e de quem arrancou confissões nunca dantes publicadas, fez coisa muito mais importante que derrubar presidente americano. Como César e Antônio, comeu Cleópatra, a atriz Elizabeth Taylor.
E outra. O que, por modéstia, o Mito não diz é que Bernstein lhe afirmou, impressionado, ao final da entrevista: "Você é muito bom no que faz. É uma das melhores entrevistas que já dei para TV". Isso e também tentou passar a mão na bunda de Geneton que, como bom pernambucano, se encostou na parede.
A primeira parte da entrevista vai ao ar amanhã, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História", com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde.
Mulher bonita não paga. Feia também não.
E outra. O que, por modéstia, o Mito não diz é que Bernstein lhe afirmou, impressionado, ao final da entrevista: "Você é muito bom no que faz. É uma das melhores entrevistas que já dei para TV". Isso e também tentou passar a mão na bunda de Geneton que, como bom pernambucano, se encostou na parede.
A primeira parte da entrevista vai ao ar amanhã, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História", com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde.
Mulher bonita não paga. Feia também não.
GIGANTES DEFINIÇÕES GEOGRÁFICAS ADORMECIDAS: BRASIL
País sul-americano de solo fértil, em cujo subsolo se encontram inúmeras jazidas minerais, nele se consegue produzir ou dele se extrai quase tudo. Menos filósofos. Devido a tal carência e em caso de necessidade, os brasileiros costumam usar Paulo Francis e Caetano Veloso como pensadores.
DEUS E O PINTO
— Não tá gostando, abilolado?
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!
(Texto completo, aqui)
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!
(Texto completo, aqui)
12 de outubro de 2007
CARA A CARA COM O REPÓRTER QUE OBRIGOU UM PRESIDENTE A RENUNCIAR
.
O abaixo-assinado teve a chance de entrevistar longamente "o repórter que derrubou um presidente" : Carl Bernstein, famoso internacionlmente por ter publicado, em parceria com Bob Woodward, no Washington Post, reportagens investigativas que, no fim das contas, forçaram o presidente americano Richard Nixon a renunciar, em agosto de 1974.
A primeira parte da entrevista vai ao ar neste domingo, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História" ( com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde).
Informou o Departamento de Chamadas do Sopa de Tamanco.
O abaixo-assinado teve a chance de entrevistar longamente "o repórter que derrubou um presidente" : Carl Bernstein, famoso internacionlmente por ter publicado, em parceria com Bob Woodward, no Washington Post, reportagens investigativas que, no fim das contas, forçaram o presidente americano Richard Nixon a renunciar, em agosto de 1974.
A primeira parte da entrevista vai ao ar neste domingo, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História" ( com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde).
Informou o Departamento de Chamadas do Sopa de Tamanco.
Final feliz
Os crápulas apologistas do mercado apregoam que o bom negócio é quando todos saem ganhando. A licença de Renan Calheiros foi um bom negócio. Renan terá agora tempo livre para apascentar as cabeças de gado. Espera-se que o período sabático do alagoano seja útil também para ele praticar tiro ao alvo contra os senadores adversários. O Brasil precisa saber mais. Foi um bom negócio também para os demais senadores. Poderão aprovar mais um tributo e agradar ao governo. Também poderão curtir mais à vontade a penugem, a meia-cabelereira rebaixada de Mônica Veloso.
DIREITCHO DE RESPOSTA
o sr. Paulo Polzonofre, no posto abaixo, vein com inçultos a minha peçoa, no entanto, comete, ele sim, uma inguinorança monstruosa, apois será o impossível que ele não percebe que devia de tá defendendo a cultura de Portugal, já que é diço que o linqueo que coloquei no meu posto trata?, estar dito ali pra quein quiser lê: "Xaxado é uma dança popular criada no Mesorregião do algarve em Portugal, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias.", ora, senhor Polzonofre, o senhor devia de conçultar mais a Winkpedia antes de falar azneiras!!!
< ironia>
Meu prezado colega Marconi Leal mostra, com o infeliz post abaixo, todo o seu preconceito contra este povo sofrido que é o brasileiro que não teve oportunidade de inclusão digital ou mesmo oportunidade de inclusão no português das elites. É um absurdo que o articulista faça uso pejorativo no português nativo das regiões remotas deste país lindo e perfeito que é o Brasil. Se tivesse um pingo de orgulho do sangue verde e amarelo que corre em suas veias, teria citado nosso escritor/filósofo-mor, Guimarães Rosa, que tão bem soube retratar a inteligência destas pessoas que podem não saber ortografia, mas que sabem muito da vida, como muito bem podem mostrar as mãos calejadas.
O Sr. Marconi Leal se acha muito inteligente e capaz de um humor que eu não compreendo, certamente porque sou ignorante, mas não percebe que há outro tipo de inteligência - a inteligência que leva pessoas analfabetas a exercer altos cargos no Poder Executivo.
Não posso deixar ainda de citar Deus, Jesus, Ave Maria e José, que num dos livros da Bíblia deixa muito claro, para quem quiser ler: "Quem é ignorante é que é feliz". Ou coisa assim.
Espero que, da próxima vez, se próxima vez houver, o Sr. Marconi Leal se mostre mais carinhoso com o povo sofrido desta terra, sobretudo com o povo sofrido do sertão nordestino, que tanto sofre com as secas e os desmandos da oligarquia cafeeira na região.
Vida longa ao Che!
< /ironia>
O Sr. Marconi Leal se acha muito inteligente e capaz de um humor que eu não compreendo, certamente porque sou ignorante, mas não percebe que há outro tipo de inteligência - a inteligência que leva pessoas analfabetas a exercer altos cargos no Poder Executivo.
Não posso deixar ainda de citar Deus, Jesus, Ave Maria e José, que num dos livros da Bíblia deixa muito claro, para quem quiser ler: "Quem é ignorante é que é feliz". Ou coisa assim.
Espero que, da próxima vez, se próxima vez houver, o Sr. Marconi Leal se mostre mais carinhoso com o povo sofrido desta terra, sobretudo com o povo sofrido do sertão nordestino, que tanto sofre com as secas e os desmandos da oligarquia cafeeira na região.
Vida longa ao Che!
< /ironia>
DAS MARAVIA DA INTERNETE
O meió da internete, sem duvida, eh que, atualmente, todu mundo tein asseço a informassão de qualidade. Enbreve, a ingnorância será definitivamente estirpada de noço paiz. Como se pode vê cricando aqui.
FRASE MÁGICA
— Vê se tu te comporta dessa vez, hein? E por favor, não diga a frase mágica!
— Eu, me comportar? E desde quando eu não me comporto na presença de estranhos?
— Quer a lista por ordem alfabética ou cronológica?
— Tudo bem. Admito que aqui e ali, uma ou duas vezes, me excedi no álcool. Mas nada que tenha provocado grandes problemas.
— Ah, você acha que arrancar o lustre da casa da Lucinha e sair pela sala rodando ele sobre a cabeça e cantando Beto Barbosa é algo a que todos estão acostumados?
— Não foi Beto Barbosa, foi Marquinhos Moura. E a fiação tava meio velha, você mesma viu.
— Tava, claro, ninguém tinha tentado brincar de rodeio com o lustre antes. Isso pra não falar da vez que você pisou no bolo de aniversário da Maria Rita.
— Também, onde já se viu colocar o bolo na mesinha de centro, um lugar onde todo mundo sobe pra dar cambalhota?
— Vê se tu te comporta, pelo amor de Deus! E lembra que tu tomou aquele antialérgico. O remédio intensifica o efeito do álcool, Marconi.
— Mulher, pra que o nervosismo? Tá tudo sob controle.
— Ai!
— Que foi agora?
— Tu disse a frase mágica!
(Texto completo: aqui, aqui e aqui)
— Eu, me comportar? E desde quando eu não me comporto na presença de estranhos?
— Quer a lista por ordem alfabética ou cronológica?
— Tudo bem. Admito que aqui e ali, uma ou duas vezes, me excedi no álcool. Mas nada que tenha provocado grandes problemas.
— Ah, você acha que arrancar o lustre da casa da Lucinha e sair pela sala rodando ele sobre a cabeça e cantando Beto Barbosa é algo a que todos estão acostumados?
— Não foi Beto Barbosa, foi Marquinhos Moura. E a fiação tava meio velha, você mesma viu.
— Tava, claro, ninguém tinha tentado brincar de rodeio com o lustre antes. Isso pra não falar da vez que você pisou no bolo de aniversário da Maria Rita.
— Também, onde já se viu colocar o bolo na mesinha de centro, um lugar onde todo mundo sobe pra dar cambalhota?
— Vê se tu te comporta, pelo amor de Deus! E lembra que tu tomou aquele antialérgico. O remédio intensifica o efeito do álcool, Marconi.
— Mulher, pra que o nervosismo? Tá tudo sob controle.
— Ai!
— Que foi agora?
— Tu disse a frase mágica!
(Texto completo: aqui, aqui e aqui)
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