Ao invés de se lamentar contra a pirataria do seu filme, o diretor José Padilha deveria encomendar um documentário sobre a pirataria da Tropa de Elite. Segundo a Veja, onze milhões de pessoas já assistiram à versão pirata. Isso é metacrime, por que não metacinema?
13 de outubro de 2007
Mais de quarenta anos de solidão
Qual é o problema da turma de Ipanema comprar drogas nos morros e favelas? Como é que a FARC vai derrubar o governo colombiano se não existir usuário da mercadoria que os guerrilheiros vendem? Paciência, os caras envelheceram nas montanhas e selvas colombianas, as dunas de Ipanema devem contribuir, até por solidariedade, com a geriatria revolucionária.
Parabelo ou falobelo na mão?
Ainda não assisti ao filme Tropa de Elite, mas , pelo que já li, esse capitão Nascimento, do Bope, não passa de um Antonio das Mortes pitbicha. Vou assistir à versão pirata.
O DIA EM QUE BERNSTEIN TENTOU PASSAR A MÃO NA BUNDA DE MORAES NETO
Bernstein, a quem GMN, o popular Meridiano de Geneton, entrevistou e de quem arrancou confissões nunca dantes publicadas, fez coisa muito mais importante que derrubar presidente americano. Como César e Antônio, comeu Cleópatra, a atriz Elizabeth Taylor.
E outra. O que, por modéstia, o Mito não diz é que Bernstein lhe afirmou, impressionado, ao final da entrevista: "Você é muito bom no que faz. É uma das melhores entrevistas que já dei para TV". Isso e também tentou passar a mão na bunda de Geneton que, como bom pernambucano, se encostou na parede.
A primeira parte da entrevista vai ao ar amanhã, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História", com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde.
Mulher bonita não paga. Feia também não.
E outra. O que, por modéstia, o Mito não diz é que Bernstein lhe afirmou, impressionado, ao final da entrevista: "Você é muito bom no que faz. É uma das melhores entrevistas que já dei para TV". Isso e também tentou passar a mão na bunda de Geneton que, como bom pernambucano, se encostou na parede.
A primeira parte da entrevista vai ao ar amanhã, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História", com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde.
Mulher bonita não paga. Feia também não.
GIGANTES DEFINIÇÕES GEOGRÁFICAS ADORMECIDAS: BRASIL
País sul-americano de solo fértil, em cujo subsolo se encontram inúmeras jazidas minerais, nele se consegue produzir ou dele se extrai quase tudo. Menos filósofos. Devido a tal carência e em caso de necessidade, os brasileiros costumam usar Paulo Francis e Caetano Veloso como pensadores.
DEUS E O PINTO
— Não tá gostando, abilolado?
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!
(Texto completo, aqui)
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!
(Texto completo, aqui)
12 de outubro de 2007
CARA A CARA COM O REPÓRTER QUE OBRIGOU UM PRESIDENTE A RENUNCIAR
.
O abaixo-assinado teve a chance de entrevistar longamente "o repórter que derrubou um presidente" : Carl Bernstein, famoso internacionlmente por ter publicado, em parceria com Bob Woodward, no Washington Post, reportagens investigativas que, no fim das contas, forçaram o presidente americano Richard Nixon a renunciar, em agosto de 1974.
A primeira parte da entrevista vai ao ar neste domingo, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História" ( com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde).
Informou o Departamento de Chamadas do Sopa de Tamanco.
O abaixo-assinado teve a chance de entrevistar longamente "o repórter que derrubou um presidente" : Carl Bernstein, famoso internacionlmente por ter publicado, em parceria com Bob Woodward, no Washington Post, reportagens investigativas que, no fim das contas, forçaram o presidente americano Richard Nixon a renunciar, em agosto de 1974.
A primeira parte da entrevista vai ao ar neste domingo, às onze da noite, na Globonews, dentro da série "Dossiê História" ( com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde).
Informou o Departamento de Chamadas do Sopa de Tamanco.
Final feliz
Os crápulas apologistas do mercado apregoam que o bom negócio é quando todos saem ganhando. A licença de Renan Calheiros foi um bom negócio. Renan terá agora tempo livre para apascentar as cabeças de gado. Espera-se que o período sabático do alagoano seja útil também para ele praticar tiro ao alvo contra os senadores adversários. O Brasil precisa saber mais. Foi um bom negócio também para os demais senadores. Poderão aprovar mais um tributo e agradar ao governo. Também poderão curtir mais à vontade a penugem, a meia-cabelereira rebaixada de Mônica Veloso.
DIREITCHO DE RESPOSTA
o sr. Paulo Polzonofre, no posto abaixo, vein com inçultos a minha peçoa, no entanto, comete, ele sim, uma inguinorança monstruosa, apois será o impossível que ele não percebe que devia de tá defendendo a cultura de Portugal, já que é diço que o linqueo que coloquei no meu posto trata?, estar dito ali pra quein quiser lê: "Xaxado é uma dança popular criada no Mesorregião do algarve em Portugal, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias.", ora, senhor Polzonofre, o senhor devia de conçultar mais a Winkpedia antes de falar azneiras!!!
< ironia>
Meu prezado colega Marconi Leal mostra, com o infeliz post abaixo, todo o seu preconceito contra este povo sofrido que é o brasileiro que não teve oportunidade de inclusão digital ou mesmo oportunidade de inclusão no português das elites. É um absurdo que o articulista faça uso pejorativo no português nativo das regiões remotas deste país lindo e perfeito que é o Brasil. Se tivesse um pingo de orgulho do sangue verde e amarelo que corre em suas veias, teria citado nosso escritor/filósofo-mor, Guimarães Rosa, que tão bem soube retratar a inteligência destas pessoas que podem não saber ortografia, mas que sabem muito da vida, como muito bem podem mostrar as mãos calejadas.
O Sr. Marconi Leal se acha muito inteligente e capaz de um humor que eu não compreendo, certamente porque sou ignorante, mas não percebe que há outro tipo de inteligência - a inteligência que leva pessoas analfabetas a exercer altos cargos no Poder Executivo.
Não posso deixar ainda de citar Deus, Jesus, Ave Maria e José, que num dos livros da Bíblia deixa muito claro, para quem quiser ler: "Quem é ignorante é que é feliz". Ou coisa assim.
Espero que, da próxima vez, se próxima vez houver, o Sr. Marconi Leal se mostre mais carinhoso com o povo sofrido desta terra, sobretudo com o povo sofrido do sertão nordestino, que tanto sofre com as secas e os desmandos da oligarquia cafeeira na região.
Vida longa ao Che!
< /ironia>
O Sr. Marconi Leal se acha muito inteligente e capaz de um humor que eu não compreendo, certamente porque sou ignorante, mas não percebe que há outro tipo de inteligência - a inteligência que leva pessoas analfabetas a exercer altos cargos no Poder Executivo.
Não posso deixar ainda de citar Deus, Jesus, Ave Maria e José, que num dos livros da Bíblia deixa muito claro, para quem quiser ler: "Quem é ignorante é que é feliz". Ou coisa assim.
Espero que, da próxima vez, se próxima vez houver, o Sr. Marconi Leal se mostre mais carinhoso com o povo sofrido desta terra, sobretudo com o povo sofrido do sertão nordestino, que tanto sofre com as secas e os desmandos da oligarquia cafeeira na região.
Vida longa ao Che!
< /ironia>
DAS MARAVIA DA INTERNETE
O meió da internete, sem duvida, eh que, atualmente, todu mundo tein asseço a informassão de qualidade. Enbreve, a ingnorância será definitivamente estirpada de noço paiz. Como se pode vê cricando aqui.
FRASE MÁGICA
— Vê se tu te comporta dessa vez, hein? E por favor, não diga a frase mágica!
— Eu, me comportar? E desde quando eu não me comporto na presença de estranhos?
— Quer a lista por ordem alfabética ou cronológica?
— Tudo bem. Admito que aqui e ali, uma ou duas vezes, me excedi no álcool. Mas nada que tenha provocado grandes problemas.
— Ah, você acha que arrancar o lustre da casa da Lucinha e sair pela sala rodando ele sobre a cabeça e cantando Beto Barbosa é algo a que todos estão acostumados?
— Não foi Beto Barbosa, foi Marquinhos Moura. E a fiação tava meio velha, você mesma viu.
— Tava, claro, ninguém tinha tentado brincar de rodeio com o lustre antes. Isso pra não falar da vez que você pisou no bolo de aniversário da Maria Rita.
— Também, onde já se viu colocar o bolo na mesinha de centro, um lugar onde todo mundo sobe pra dar cambalhota?
— Vê se tu te comporta, pelo amor de Deus! E lembra que tu tomou aquele antialérgico. O remédio intensifica o efeito do álcool, Marconi.
— Mulher, pra que o nervosismo? Tá tudo sob controle.
— Ai!
— Que foi agora?
— Tu disse a frase mágica!
(Texto completo: aqui, aqui e aqui)
— Eu, me comportar? E desde quando eu não me comporto na presença de estranhos?
— Quer a lista por ordem alfabética ou cronológica?
— Tudo bem. Admito que aqui e ali, uma ou duas vezes, me excedi no álcool. Mas nada que tenha provocado grandes problemas.
— Ah, você acha que arrancar o lustre da casa da Lucinha e sair pela sala rodando ele sobre a cabeça e cantando Beto Barbosa é algo a que todos estão acostumados?
— Não foi Beto Barbosa, foi Marquinhos Moura. E a fiação tava meio velha, você mesma viu.
— Tava, claro, ninguém tinha tentado brincar de rodeio com o lustre antes. Isso pra não falar da vez que você pisou no bolo de aniversário da Maria Rita.
— Também, onde já se viu colocar o bolo na mesinha de centro, um lugar onde todo mundo sobe pra dar cambalhota?
— Vê se tu te comporta, pelo amor de Deus! E lembra que tu tomou aquele antialérgico. O remédio intensifica o efeito do álcool, Marconi.
— Mulher, pra que o nervosismo? Tá tudo sob controle.
— Ai!
— Que foi agora?
— Tu disse a frase mágica!
(Texto completo: aqui, aqui e aqui)
11 de outubro de 2007
UM BELO SISTEMA
Em vez de instaurar o capitalismo no Brasil, acho que a gente pode pular uma casa e partir direto para a criação de uma social-democracia de inspiração escandinava. É um sistema mais justo. Sobretudo no que se refere à beleza das mulheres.
POEMA À MODA DO BOCA DO INFERNO
Contam que o rei era mui belo
Não 'tou aqui para negar
Bela era a escrava Agar
De quem Abrão chupou o... selo.
Porém, Abrão não pôde dar
O que em Azot o nosso Deus
Sangrou dos pobres filisteus.
Perdoem-me se eu aqui trelo.
Tanto Jonatas como Golias
Perderam, rápido, as cabeças
— aquele primeiro, às avessas —
Pelo rei Davi, naqueles dias.
Melhor dirá o que não tropeça:
“Antes no alto da cruz me pregas
Do que perco minhas lindas homógrafas”.
Dou adeus a quem nisso porfia.
No entanto, de novo cá eu volto
Ao assunto, apenas mais um instante.
Como alhures dizia a cartomante:
“O futuro, amigo, não é solto”.
Nisso não entra culpa do amante.
Ora, se de Davi o ser amado
Se acha neste sodomítico estado
É, sim, por ter um nome allegro molto.
(Mais, aqui)
Não 'tou aqui para negar
Bela era a escrava Agar
De quem Abrão chupou o... selo.
Porém, Abrão não pôde dar
O que em Azot o nosso Deus
Sangrou dos pobres filisteus.
Perdoem-me se eu aqui trelo.
Tanto Jonatas como Golias
Perderam, rápido, as cabeças
— aquele primeiro, às avessas —
Pelo rei Davi, naqueles dias.
Melhor dirá o que não tropeça:
“Antes no alto da cruz me pregas
Do que perco minhas lindas homógrafas”.
Dou adeus a quem nisso porfia.
No entanto, de novo cá eu volto
Ao assunto, apenas mais um instante.
Como alhures dizia a cartomante:
“O futuro, amigo, não é solto”.
Nisso não entra culpa do amante.
Ora, se de Davi o ser amado
Se acha neste sodomítico estado
É, sim, por ter um nome allegro molto.
(Mais, aqui)
É duro fugir do óbvio
Tô aqui tentando dar uma tamancada em alguém, mas o óbvio, ou melhor, o sentimento de obviedade me persegue. Falar de Renan? Ora, já tenho idade suficiente para saber que desta cartola não sai coelho.
O Brasil é o país das obviedades. E elas giram em torno das mesmas coisas, sempre: novela, futebol e pau no Congresso Nacional. Ok, antigamente o pau na política era mais amplo, mas agora que os petistas assumiram o poder o brasileiro parece ter percebido que sua relação com o governo está mais para novela e futebol do que para política propriamente dita.
Dar uma tamancada em mim também é algo de uma obviedade assustadora. Minha cabeça dói de tanto que me autoflagelo. Melhor passar.
Artistas? Jornalistas? Tudo muito óbvio. Hoje o G1 estampou o Nobel de Literatura sob a rública: "vitória feminina". Que coisa mais demodé. Até porque 11 mulheres já ganharam o Nobel de Literatura. Se bem que o estagiário que deu a manchete não deve sequer saber o que é este tal de Nobel.
E mais: matéria sobre fiéis em Aparecida do Norte, com a tradicional foto de algum pobre-diabo carregando uma cruz. * bocejo * Horário de verão. * bocejo * Mulher de motorista de carreta diz que marido não teve culpa. * bocejo *
O jornalismo no Brasil tem sido um longo bocejo.
Será que um dia vamos dar uma tamancada em algo verdadeiramente relevante?
O Brasil é o país das obviedades. E elas giram em torno das mesmas coisas, sempre: novela, futebol e pau no Congresso Nacional. Ok, antigamente o pau na política era mais amplo, mas agora que os petistas assumiram o poder o brasileiro parece ter percebido que sua relação com o governo está mais para novela e futebol do que para política propriamente dita.
Dar uma tamancada em mim também é algo de uma obviedade assustadora. Minha cabeça dói de tanto que me autoflagelo. Melhor passar.
Artistas? Jornalistas? Tudo muito óbvio. Hoje o G1 estampou o Nobel de Literatura sob a rública: "vitória feminina". Que coisa mais demodé. Até porque 11 mulheres já ganharam o Nobel de Literatura. Se bem que o estagiário que deu a manchete não deve sequer saber o que é este tal de Nobel.
E mais: matéria sobre fiéis em Aparecida do Norte, com a tradicional foto de algum pobre-diabo carregando uma cruz. * bocejo * Horário de verão. * bocejo * Mulher de motorista de carreta diz que marido não teve culpa. * bocejo *
O jornalismo no Brasil tem sido um longo bocejo.
Será que um dia vamos dar uma tamancada em algo verdadeiramente relevante?
O CAPITALISMO BRASILEIRO É UMA OBRA DE FICÇÃO ATRAVANCANDO O MERCADO EDITORIAL
O "inexistente" capitalismo brasileiro atrasa a vida de escritores.
Antonio Fernando Borges:
"Cada vez mais envolvido com livros e editoras, a cantilena que mais tenho ouvido bate sempre numa tecla: a da “incipiência e fragilidade do nosso mercado editorial”…
(...) Incipiente e frágil é o próprio capitalismo, tão mal instaurado entre nós.
(Tão atacado… Tão denunciado… Tão inexistente!)"
(aqui, o texto completo: http://antoniofernandoborges.com/)
Antonio Fernando Borges:
"Cada vez mais envolvido com livros e editoras, a cantilena que mais tenho ouvido bate sempre numa tecla: a da “incipiência e fragilidade do nosso mercado editorial”…
(...) Incipiente e frágil é o próprio capitalismo, tão mal instaurado entre nós.
(Tão atacado… Tão denunciado… Tão inexistente!)"
(aqui, o texto completo: http://antoniofernandoborges.com/)
REMÉDIO PARA GRIPE FORTE :IMAGINAR UM DISCO SÓ COM MÚSICAS SOBRE CHUVA
.
Ivan Lessa, drrubado por uma gripe desgraçada:
"Depressões beirando o suicídio nos cantos escuros do apartamento. Que são muitos. Ir de um quarto para outro, bem devagar, arrastando os pés e falando sozinho (não muito alto) é recomendável. Pensamentos deprimentes no lugar do xarope Fontoura.
Uma chegada na janela para ver o mundo normal lá fora. Chove, Tudo me leva à cama. Menos o sono. Como não dá para dormir, deito-me no sofá da sala e fico besteando de olhos fechados. Cama de tarde, em dia de semana, aborrece não só gatos como gente também.
Brinco com minha cabeça. Faço o que faço nas viagens mais longas de avião: vou “produzindo” álbuns de música popular, aqueles que muita gente boa gosta de chamar de “conceituais”.
Um álbum de 12 faixas só com a chuva como tema. Mole. Tito Madi ganhando disparado. Promessa, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (“pedi pra chover...”), abre o lado B (em gripes, trabalho com vinil). Depois vou de nome de mulher. Brasileiras e americanas. De Nancy (com Orlando Silva) a Nancy (com Sinatra). Presentes Stella by starlight, Aurora e Cadê Mimi".
Aqui:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071010_ivanlessa_tp.shtml
Ivan Lessa, drrubado por uma gripe desgraçada:
"Depressões beirando o suicídio nos cantos escuros do apartamento. Que são muitos. Ir de um quarto para outro, bem devagar, arrastando os pés e falando sozinho (não muito alto) é recomendável. Pensamentos deprimentes no lugar do xarope Fontoura.
Uma chegada na janela para ver o mundo normal lá fora. Chove, Tudo me leva à cama. Menos o sono. Como não dá para dormir, deito-me no sofá da sala e fico besteando de olhos fechados. Cama de tarde, em dia de semana, aborrece não só gatos como gente também.
Brinco com minha cabeça. Faço o que faço nas viagens mais longas de avião: vou “produzindo” álbuns de música popular, aqueles que muita gente boa gosta de chamar de “conceituais”.
Um álbum de 12 faixas só com a chuva como tema. Mole. Tito Madi ganhando disparado. Promessa, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (“pedi pra chover...”), abre o lado B (em gripes, trabalho com vinil). Depois vou de nome de mulher. Brasileiras e americanas. De Nancy (com Orlando Silva) a Nancy (com Sinatra). Presentes Stella by starlight, Aurora e Cadê Mimi".
Aqui:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071010_ivanlessa_tp.shtml
NÃO CANTO, COMO O REI DAVI
Na casa de Aquis
Davi se fez de louco.
Não soube o rei tampouco
Agir como o Pai quis:
Da mulher ele fez pouco
Pensando ser a fada
De Jonatas, na espada,
Sentou como uma atriz.
Já lá em Aquimelec,
Homem tão sem coração,
Comeu da proposição,
Fez também, ai, que meleca!
Vejam só que o rapagão
Logo ao filho de Saul
Desejou dar o... Diz' tu,
Mais não falo da boneca.
(Poema profano completo, aqui)
Davi se fez de louco.
Não soube o rei tampouco
Agir como o Pai quis:
Da mulher ele fez pouco
Pensando ser a fada
De Jonatas, na espada,
Sentou como uma atriz.
Já lá em Aquimelec,
Homem tão sem coração,
Comeu da proposição,
Fez também, ai, que meleca!
Vejam só que o rapagão
Logo ao filho de Saul
Desejou dar o... Diz' tu,
Mais não falo da boneca.
(Poema profano completo, aqui)
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