Poucos se deram conta, mas o fato é que teve início há algumas semanas a era dos idiotas da subjetividade.
O Parmeira perdeu – não foi o Sport que ganhou.
O São Paulo Fashion Week (weak?) perdeu – não foi o Tricolor que venceu.
Fiquem, pois, à vontade: juntem-se aos cronistas do Clarín. (Ver post abaixo.)
Em tempo: a expressão "São Paulo Fashion Week" foi usada aqui com permissão. Seu criador é o jornalista Leandro Augusto Silveira.
5 de junho de 2008
... Y DEBIÓ GANAR
4 de junho de 2008
IH, TÁ MÓ CRÁUDI !
"Tenho horror à multidão. Chamo de multidão toda reunião de mais de seis pessoas. Quanto às imensas aglomerações humanas – lembro-me de uma fotografia de Weegee mostrando a praia de Coney Island num domingo – são para mim um verdadeiro mistério que me inspira terror."
(Luis Buñuel, Meu último suspiro)
3 de junho de 2008
UMA AULA DE JORNALISMO. O PROFESSOR É O REPÓRTER QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE
Depois de um breve intervalo de seis meses, quero declarar o seguinte aos senhores jurados: boemia, aqui me tens de regresso. Mas não para sempre, é claro.
Passo por este endereço tamancal para recomendar a leitura de uma entrevista que este locutor fez com o super-repórter Carl Bernstein, aquele que investigou a fundo o Escândalo de Watergate. A investigação, como se sabe, resultou na renúncia do então presidente americano, Richard Nixon.
Aqui:
http://www.geneton.com.br/archives/000275.html
A íntegra da entrevista foi publicada no livro "Dossiê História", à venda nas melhores casas do ramo.
Boa noite.
Passo por este endereço tamancal para recomendar a leitura de uma entrevista que este locutor fez com o super-repórter Carl Bernstein, aquele que investigou a fundo o Escândalo de Watergate. A investigação, como se sabe, resultou na renúncia do então presidente americano, Richard Nixon.
Aqui:
http://www.geneton.com.br/archives/000275.html
A íntegra da entrevista foi publicada no livro "Dossiê História", à venda nas melhores casas do ramo.
Boa noite.
LAMENTO

"Tenho horror aos fotógrafos de jornal. Dois deles literalmente me atacaram um dia em que eu passeava na estrada nas proximidades de El Paular. Saltitando em torno de mim, não paravam de me fotografar, apesar de meu desejo de ficar só. Já estava muito velho para corrigi-los. Lamentei não estar armado."
(Luis Buñuel, Meu último suspiro)
24 de maio de 2008
... AD LOCUM TUUM

“Uma confissão: apesar de meu ódio à informação, gostaria de poder erguer-me dentre os mortos, a cada dez anos, caminhar até uma banca de jornais e comprar alguns. Não pediria mais nada. Com os jornais debaixo do braço, lívido, esbarrando nos muros, retornaria ao cemitério e leria os desastres do mundo, antes de tornar a dormir, satisfeito na proteção tranqüilizadora da sepultura.”
(Luis Buñuel, Meu último suspiro)
23 de maio de 2008
22 de maio de 2008
21 de maio de 2008
“O BEHAVIORISMO FUNCIONA -- A TORTURA TAMBÉM.”
“Se me dessem o professor B. F. Skinner e drogas e apetrechos necessários, eu poderia fazer com que, em uma semana, ele recitasse o Código de Atanásio – em público. O problema com os behavioristas é que eles sempre conseguem excluir-se de suas teorias. Se todos os nossos atos são comportamento condicionado, certamente nossas teorias também o são.”
(W. H. Auden, em entrevista a Michael Newman. In: Os Escritores 2: as entrevistas históricas da Paris Review. Companhia das Letras, 1989)
WYSTAN H.
- O senhor conheceu algum louco?
- Claro. Conheci pessoas que perderam o juízo. Todos nós conhecemos. Pessoas que vão para o hospício e saem. Conheci várias pessoas maníaco-depressivas. Muitas vezes pensei no bem que poderia ser feito a elas se organizassem uma sociedade de maníaco-depressivos anônimos. Eles poderiam se reunir e fazer algum bem uns aos outros.
- Não acho que iria funcionar.
- Bem, todos têm seus altos e baixos!
(W. H. Auden, em entrevista a Michael Newman. In: Os Escritores 2: as entrevistas históricas da Paris Review. Companhia das Letras, 1989)
13 de maio de 2008
ENGAJADO

Que mais chocou o senhor? A revolta dos estudantes, a atitude dos professores, as greves e a crise social ou o desequilíbrio e a deliqüescência do Estado?
Raymond Aron:
“A deliqüescência do Estado me impressionou, talvez exageradamente. Era um pouco desencorajador ver que um Estado que se apresentava sob uma forma decente, respeitável, dava a sensação de desmoronar sob golpes tão fracos. A França estava tão centralizada, e no regime gaullista tudo se concentrava de tal forma na pessoa do general De Gaulle que se, por razões acidentais, a autoridade do general fosse atingida, era como se o conjunto fosse posto em questão. Era ridículo que as algazarras dos estudantes na primeira semana fossem abordadas por De Gaulle no Conselho de Ministros.”
10 de maio de 2008
QUARENTA ANOS ESTA NOITE

“Não é uma revolução, isto não pode ser uma revolução. Ninguém foi morto. Para que haja revolução, alguém tem de morrer. Ora, o que acontece é que os estudantes foram para a rua. Eles chamam os policiais de SS, mas esses SS não matam ninguém. Não há seriedade nisso, não se trata de uma revolução.” (Alexandre Kojève; Paris, maio de 1968)
O ABENÇOADO

“O que pode ser pior que o fato de que seres humanos sejam declarados inimigos e condenados à morte, não por más ações ou delitos, mas porque são espíritos livres e que o patíbulo, espantalho para os maus, se converta no mais formoso teatro para dar o exemplo mais sublime de estoicismo e virtude?”
***
“Deixo que cada um viva de acordo com sua natureza e, quem deseje, possa morrer por sua salvação, com a condição de que eu possa viver para a verdade.”
(Baruch Spinoza)
ROSÁRIO DE... CITAÇÕES

Traste filosófico,
escritor obscurantista,
diabo néscio, monstro atroz,
idiota obcecado, fedelho miserável,
animal alienígena, homem louco e bêbado,
demente que merece ser internado em um manicômio,
salteador de estrada e assassino do bom senso e da ciência.
(De injúrias também se faz a glória de quem vive para a verdade.)
9 de maio de 2008
UM TAKE, UM TAPA

“Na Cidade do México, designado presidente honorário do Centro de Capacitação Cinematográfica, escola superior de cinema, um dia sou convidado para conhecer as instalações. Apresentam-me a quatro ou cinco professores. Entre estes, um rapaz corretamente vestido e ruborizando de timidez. Pergunto-lhe o que ensina. Ele me responde: ‘Semiologia da imagem clônica.’ Poderia matá-lo.” (Luis Buñuel, Meu último suspiro)
7 de maio de 2008
QUARENTA ANOS ESTE MÊS

“Esse súbito derivativo ao tédio quotidiano, a quase-revolução, antes representada do que feita, despertavam simpatia, e mesmo entusiasmo. Os tumultos de rua que degeneravam em motins, os choques entre manifestantes e a polícia, sempre acusada de violência, cumulavam de prazer os amantes do teatro de marionetes, ávidos dos infortúnios do policial; a alegre aventura dos jovens, que partem a cada noite para as manifestações, refrescava o coração dos adultos – enquanto estes não descobriam seu automóvel inutilizado.” (Raymond Aron, Memórias)
6 de maio de 2008
POLÊMICO VELHO DE GUERRA
27 de abril de 2008
A MAIOR COLEÇÃO DE ENTREVISTAS DA INTERNET BRASILEIRA ! ( OK: PODE SER EXAGERO, MAS VALE UMA VISITA...)
É aqui: entrevistas completas com o gênio Nélson Rodrigues, Paulo Francis, João Saldanha, Joel Silveira, Ivan Lessa, Pelé, Caetano Veloso & etc:
http://www.geneton.com.br
http://www.geneton.com.br
6 de março de 2008
Vir para Lisboa pela Espanha? Chuta que é macumba!
Matéria do Jornal Nacional diz que dois estudantes brasileiros de mestrado que seguiam para Lisboa foram detidos na Espanha, onde fizeram escala. Não dá para saber pela matéria qual foi o caso. A opinião dos pais e do representante da universidade onde ambos estão matriculados falam em preconceito. Pode ser, claro. Certeza mesmo, ninguém vai saber. A não ser que os responsáveis pela detenção, acometidos de uma profunda dor moral, comecem a gritar como um personagem de Nelson Rodrigues: "Sou um preconceituoso! Um grande pecador! Um grande pecador, ouviram bem?" Mas isso, claro, não vai acontecer.
Funcionários de governo que trabalham em embaixadas, setores de imigração ou quaisquer departamentos correlatos são gente, digamos, especiais. Agem ao sabor do humor do dia. Ou da hora. Ou do café que esfriou. São previsíveis em suas imprevisibilidades.
Conheço vários estudantes brasileiros que fizeram escala na Espanha antes de chegar aqui em Lisboa. Tudo certo, tudo normal. O máximo que um deles sofreu de abuso foi aturar o vizinho de cadeira cantarolando uma música do Julio Iglesias, o que me lembra a resposta do Francis quando perguntado se havia sido torturado durante a ditadura militar: "sim, o carcereiro ouvia Wanderléa o dia inteiro".
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