17 de janeiro de 2008

COMUNISMO

— Sou a favor do comunismo em seu último estágio.
— A ausência completa de Estado?
— Não. A volta ao capitalismo.

HILLARY

"Saying that she has learned valuable lessons from her victory in the New Hampshire primary, Sen. Hillary Clinton (D-NY) today announced that she was scheduling an official crying jag for the eve of the South Carolina primary on January 26."

(Mais, aqui)

MORAES NETO ENTREVISTA SARAMAGO

"Um dos primeiros mandamentos do Manual de Boas Maneiras Jornalísticas diz que repórter que se preza não deve escrever na primeira pessoa. Por que não? Peço licença aos Guardiões da Profissão para cometer um pequena confidência,na primeira pessoa do singular : sempre alimentei o desejo de entrevistar um Prêmio Nobel de Literatura.

"Se eu vasculhasse minhas florestas interiores em busca de uma explicação razoável para esta pequena obsessão,certamente voltaria da expedição de mãos vazias. Não encontro nenhuma justificativa para o desejo de entrevistar um Nobel ,além da óbvia curiosidade jornalística. Quem sabe, o que me movia era a curiosidade de ouvir a palavra desse espécime raro : um intelectual milionário.Afinal,a conta bancária dos felizardos agraciados pelo Prêmio Nobel recebe uma injeção substancial – algo em torno de um milhão de dólares.Mas este é um motivo inconfessável, além de tolo : não há notícia de nenhum Nobel de Literatura que,depois embolsar a grana, tenha de repente se transformado num desses novos- ricos semi-analfabetos que povoam as páginas de revistas como a Caras com seus sorrisos de mil dentes,pele bronzeada pelo ócio da Côte D’Azur e prataria cuidadosamente exposta na sala de estar para as lentes dos fotógrafos. É gente que juraria de pés juntos que Ezra Pound é nome de creme de beleza. Para felicidade geral da Literatura,a Academia Sueca não provocou,até agora,nenhuma transmutação dessa espécie."

(Mais, aqui)

OTIMISMO

— As coisas poderiam ser piores.
— Como?
— Já pensou se o Brasil tem um sistema de leis consuetudinário?

15 de janeiro de 2008

COMO RECEBER UM LIVRO EM CASA ( OU NA RUA OU NO CARRO OU NO ÔNIBUS) EM APENAS SESSENTA SEGUNDOS !

Um dia, cedo ou tarde, iriam inventar um "equipamento de leitura" sem fios, portátil, leve, prático, um concorrente de peso para o livro. Não é um computador, claro. O ritual funciona assim : com este equipamento na mão, o cliente acessa uma super-livraria virtual, escolhe um livro, aperta um botão e.....pronto. O texto integral do livro se materializa, claro e nítido, na tela do tal equipamento. Em qualquer lugar do planeta, o leitor terá acesso a um livro em sessenta segundos! Detalhe: o livro acessado virtualmente custa uma fração do preço do livro de papel.

Diante deste egrégio tribunal, confesso minha ignorância. Eu não sabia que tal aparelho já existia. Mas existe! Não precisa ser conectado a computador. Não usa fio. Não precisa de provedor de Internet. O proprietário não precisa ficar pagando assinatura mensal. O nome da traquitana é Kindle. É uma invenção da Amazon. Noventa mil títulos já estão disponíveis. O preço de cada título: 9,99 dólares, em média. Além de receber livros em sessenta segundos, quem tiver um kindle pode acessar, também, os principais jornais americanos, franceses e alemães. New York Times, por exemplo. Ou Washington Post.

Lançado pela Amazon, o aparelho já se esgotou. Leitores aguardam na lista de espera.

Os incréus podem acessar, aqui, um vídeo que mostra como esta aparente maravilha funciona. Eu não sabia que esta traquitana existia:

http://www.amazon.com/gp/product/B000FI73MA/ref=kinw_clar_clar_1


Podem espalhar.

Qual será a grande novidade da semana que vem ?

"ASSOCIAMOS A FELICIDADE A UMA ALEGRIA QUE É ESTETICAMENTE ULTRAJANTE"

Do site de Paulo Polzonoff Jr, em excelente resenha a propósito da adaptação cinematográfica do livro "Reparação" :


"Vale a pergunta à la Oprah Winfrey (até porque dissociar a literatura da vida é uma demonstração de arrogância a que não me proponho): será que também recusamos a felicidade mais óbvia justamente porque a consideramos esteticamente pobre? Alguém já disse que não há nada mais elegante do que um homem triste. Associamos, ainda, a felicidade a uma alegria que é esteticamente ultrajante: sempre exagerada, colorida demais, a ponto de parecer agressiva. Será que a felicidade real e possível é de fato algo que rejeitamos instintivamente, porque a associamos a algo menor?"

http://www.polzonoff.com.br/uma-obra-prima-em-papel-e-em-imagens.htm#more-1026

HÁ ALGO DE TERRIVELMENTE ERRADO COM QUEM GOSTA DE CITAR FOUCAULT, DERRIDA, BARTHES & CIA LTDA

Do blog de Alexandre Soares Silva:

"Solenemente digo que há algo errado com o gosto de alguém que cita Foucault, Derrida, Barthes, Kristeva etc muito empolgado. Não é só a razão dele que está escangalhada, é o gosto.
E que há algo errado com o gosto de qualquer um que tenha se interessado por comunismo por mais do que três anos. E com a alma também"

aqui:
http://soaressilva.wunderblogs.com/

14 de janeiro de 2008

GRANDES VERSOS AVACHALHADOS

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o tímpano."

Olavo Bilac, poeta e surdo.

Uma mentalidade autoritária

Acabei de ler que o Ministério da Justiça recebeu 14 reclamações de pessoas que se acham atingidas pelo programa Big Brother Brasil. Algumas dizem que o programa incentiva o consumo de álcool.

As reclamações são manifestações de uma mentalidade autoritária. Pessoas civilizadas, quando se sentem incomodadas com algo na televisão, fazem uma coisa muito simples: desligam o aparelho e mudam de canal.

É por estas e outras que eu sempre digo que Hitler perdeu a guerra, mas não Goebbels. Ninguém me ouve…

A RONDA LITERÁRIA INFORMA: RUBEM FONSECA DESFILA NA RUA COM OS ORIGINAIS DE UM LIVRO DEBAIXO DO BRAÇO

Flagrante literário: o locutor-que-vos-fala viu o escritor Rubem Fonseca transitando sozinho por uma rua do Leblon - para ser exato: pela esquina da Ataulfo de Paiva com a General Urquiza - com os originais encadernados de um livro embaixo do braço. A primeira página, visível, exibia emendas feitas com caneta. Não foi possível distinguir o nome do autor da obra inédita. Não deu tempo. Quando este bisbilhoteiro tentava disfarçadamente decifrar o título, o portador dos originais se escafedeu, discreto, sem notar, no entanto, que tinha sido observado.

Em nome da precisão jornalística, portanto, o Sopa de Tamanco não pode informar se os originais eram da lavra do próprio Fonseca ou se eram de algum autor que tenha submetido a obra à apreciação do ilustre literato.

Novas informações a qualquer momento.

PESQUISA DE OPINIÃO

O Natal passou sem disco novo de Roberto Carlos.

Quem sentiu falta que levante a pata esquerda, por favor.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três.....Ninguém se manifestou.

Já se esperava.

ATENÇÃO, ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE! O BRASIL PEDE SOCORRO !

Alguém já ligou ou escreveu para a Organização Mundial da Saúde ( OMS) para saber se já inventaram um instrumento capaz de medir o grau de idiotia de BBBs ?
O endereço: Avenue Appia 20. Genebra, Suíça. Telefone: (41 22) 791 2111. Fax.: (41 22) 791 3111.

JORNALISTAS, CUIDADO COM A "SÍNDROME DA FRIGIDEZ EDITORIAL"! É UMA DOENÇA FATAL PARA A PROFISSÃO

O Sopa de Tamanco informa que o nosso distinto colaborador Paulo Polzonoff Jr acaba de postar, no site www.polzonoff.com.br, uma entrevista com o confrade Geneton Moraes Neto, a propósito do lançamento do livro-reportagem "DOSSIÊ HISTÓRIA" .

Trechos:

"Jornalistas que se deixam contaminar pelo tédio estão mortos para a profissão. Deveriam procurar outra atividade, com urgência. Assim, deixariam de maltratar a notícia, deixariam de jogar no lixo histórias interessantes, deixariam de sonegar informações aos leitores. O bom jornalista é o que olha a vida como se estivesse vendo tudo pela primeira vez. Não há exceção a essa regra"


"Talvez tudo tenha nascido da curiosidade que sempre tive sobre – por exemplo – personagens que viveram ou testemunharam grandes acontecimentos. É sempre fascinante ouvi-los. Tomara que eu não perca esta curiosidade. Porque, aí, eu terei sucumbido a uma doença terrível que grassa nas redações: a Síndrome da Frigidez Editorial. É uma doença que contamina as células de jornalistas entediados que acham que nada é interessante, nada deve ser relatado, nada é notícia. Coitados"

"Se fosse dar um palpite, diria que o livro não vai acabar. Já dura séculos. Eu diria que é a maior invenção humana: portátil, relativamente barato ( pelo preço de um vatapá posso comprar um Thomas Mann), acessível, manuseável, perfeito. O surgimento de uma mídia não quer dizer necessariamente que as outras vão desaparecer. A TV não matou o rádio. O cinema não matou a TV. Nada matou o livro. Pode ser que um dia surja um livro eletrônico imbatível, mas, por enquanto, o monitor não é o lugar ideal para trezentas páginas de texto. Quanto aos jornais impressos, eu tinha certeza de que eles também não desapareceriam. Mas hoje uma dúvida incandescente consome minhas florestas interiores. Tenho a impressão de que os jornais, ao repetir mecanicamente o que nós já soubemos na véspera pela internet e pela tv, estão cavando a própria sepultura. O incrível é que caminham para o buraco “por livre e espontânea vontade”


aqui, a íntegra:
http://www.polzonoff.com.br/entrevista-com-geneton-moraes-neto.htm#more-1016

Entrevista com Geneton Moraes Neto

Muitas perguntas e muitas respostas. Como deve ser. Aqui.

12 de janeiro de 2008

A PERGUNTA QUE NINGUÉM FAZ: POR QUE RECUPERARAM UM QUADRO TÃO FEIO ?

Do blog de Paulo Polzonoff ( http://www.polzonoff.com.br/) :

"Por que recuperaram um quadro tão feio?
Eu acho que este quadro do Portinari que voltou ao Masp ficaria bem melhor lá numa casinha da Zona Leste. Que coisa mais horrorosa!"

DOSSIÊ HISTÓRIA & OS PERSONAGENS DE GRANDES AVENTURAS

Do blogueiro Waldir Leite , em http://www.waldirleite.blogspot.com :

O VERÃO DE 2008 :"Leio sem parar o livro Dossiê História. Bonito e muito bem editado, é uma reunião de oito reportagens de Geneton Moraes Neto, um dos grandes jornalistas brasileiros. O livro reflete o talento de um digno representante de sua profissão. As matérias têm um profundo senso de jornalismo. Os personagens enfocados foram muito bem escolhidos, na medida em que cada um traz em sua história pessoal fatos de profundo interesse público. E Geneton percebe isso de um modo inteligente ao traduzir para o leitor a importância daqueles personagens para a história contemporânea. São oito capítulos e oito reportagens. No primeiro capítulo, na redação de um pequeno jornal em Londres, Geneton conversa com Abdel Bari Atwan, o homem que entrevistou Bin Laden. A partir desse encontro, o repórter brasileiro criou uma matéria jornalistíca que faz parecer que estamos diante de um texto do Ian Fleming para um dos romances de James Bond. Há tensão, suspense, e um “quê” de guerra fria. Os personagens parecem dentro de uma trama de ficção muito bem arquitetada. Mas, infelizmente, aquilo é o mundo real. É jornalismo. Leia um trecho a seguir:

"Atwan bate no peito: diz que os três dias que passou em companhia de Bin Laden em Tora Bora o transformaram no jornalista que mais tempo ficou com o líder da Al-Qaeda, antes ou depois do 11 de Setembro. Quem é, afinal, esse homem a quem Bin Laden fez tantas confidências, antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Abdel Bari Atwan é um palestino, nascido na Faixa de Gaza. Radicado na Inglaterra, dirige um jornal de língua árabe que é publicado em Londres, o Al-Quds al-Arabi. A chance de um encontro face a face com Bin Laden nas montanhas de Tora Bora nasceu depois de um convite da Al-Qaeda.Não por acaso, Atwan se tornou especialista em Bin Laden. Aceitou nosso pedido de entrevista, mas demonstrou ser um homem desconfiado. Vive olhando para os lados, como se estivesse se guardando contra a investida de algum intruso imaginário. Sobre a mesa de trabalho, ao lado do teclado do computador, mantém um terço islâmico ao alcance da mão, para quando quiser enviar aos céus uma prece a Alá. O bigode é de Saddam Hussein.. Os cabelos devem ter passado por uma tintura rejuvenescedora. Jornais publicaram que Osama Bin Laden chegou a andar com um cartão de visita de Atwan no bolso. Atwan já declarou, escreveu e repetiu que não endossa nem apóia a “agenda da Al-Qaeda”. Mas é certo que o encontro nas montanhas de Tora Bora serviu para estabelçecer uma relação de confiança entre o bigodudo Atwan e o candidato a califa Osama Bin Laden".

Os demais personagens do livro são figuras instigantes. Há pessoas que conviveram de perto com Mohammed Atta, o imigrante egípcio que se transformou no líder dos terroristas suicidas do 11 de setembro. Carl Bernstein, um dos repórteres do caso Watergate. O militante palestino que causou escândalo ao declarar que estava disposto a explodir como homem-bomba. Um octagenário soldado nazista que fala das atrocidades cometidas nos campos de batalha. O filho que vive em guerra contra o pai. E também o relato de uma mulher que descobriu um terível segredo de família. Histórias reais que Geneton conta para o leitor com o talento de um grande repórter. Na apresentação do livro o autor diz que se considera “um pequeno tarefeiro da memória. Porque, em última instância, a memória é a grande matéria-prima do jornalismo”. É isso aí!"


posted by Waldir Leite

10 de janeiro de 2008

MONGES

Não entendo esses monges tibetanos. Tanto esforço para chegar ao que a gente consegue com um ou dois comprimidos de Lexotan!

7 de janeiro de 2008

CADÊ O DINHEIRO QUE NÃO FOI PAGO A PELÉ ?

O trabalho de repórter dá, a seres anônimos como o que assina esta nota, a chance de viver, por um punhado de minutos ( ou horas, se o dia for de sorte) , situações inusitadas. Já andei de van, pelas ruas de Nova Iorque, em companhia do Rei do Futebol, o sr. Pelé. Lá pelas tantas, fora da entrevista, ele diz que levou "uma volta" do mais conhecido produtor de cinema do Brasil. O Rei reclamava de que o homem não lhe tinha pago integralmente o dinheiro devido pelo lançamento de um vídeo.

O sinal abriu. A vã segue em frente, para o local de uma gravação. Diante da câmera, o Rei mede as palavras. Não é tão venenoso quanto na van. Compreende-se.

"DOSSIÊ HISTÓRIA" : A VOZ DE QUEM VIU ( JÁ NAS BOAS CASAS DO RAMO...)

Depois de um breve e ensolarado verão, o locutor-que-vos-fala dá uma passada neste terreno quase desértico para fazer, descaradamente, propaganda em causa própria. Quer ler um relato completo feito por gente que conviveu com os terroristas que executaram o maior ataque da história, o 11 de Setembro? É só passar nas boas casas do ramo ou encomendar pela Internet o "DOSSIÊ HISTÓRIA".

O livro traz, também, um depoimento de um ex-soldado nazista que, ao contrário do que acontece com outros veteranos que cometeram atrocidades em nome de Hitler, resolveu quebrar o silêncio para se livrar de seus fantasmas.


aqui : http://globolivros.globo.com/busca_detalhesprodutos.asp?pgTipo=COLECOES&idProduto=1041

5 de janeiro de 2008

AS DEZ VERDADES SUBLIMES A RESPEITO DE CAETANO VELOSO

É provável que vocês, leitores de vida social intensa, não tenham visto. Mas eu, cujas saídas mais empolgantes ultimamente têm sido ir do quarto ao térreo de elevador, assisti do começo ao fim ao “Som Brasil” com Caetano Veloso, o que me levou a uma depressão de sete pontos na escala Werther.

Que seria, porém, do existencialismo francês, caso não houvesse a depressão? Bom, Sartre provavelmente não teria precisado comer Simone de Beauvoir, nem tampouco, na tentativa de dar um pé na bunda dela, se sairia com aquela história de que o homem está condenado a ser livre.

Mas esse não foi o caso e o fato é que a depressão é um grande motor do pensamento, graças ao qual, numa série de satoris só alcançados talvez pelo Dalai Lama após um ou dois baseados, consegui resolver as questões mais profundas a respeito daquele que é nosso maior ídolo baiano irmão da Maria Bethânia de todos os tempos.

A seguir, aquilo que você sempre quis saber sobre Caetano, mas tinha preguiça de perguntar, porque estava escutando o Chico mesmo e não ia se dar a esse trabalhão todo.

1. Quantos dentes tem Caetano?

Cientificamente comprovados, são 52. Mas há quem arrisque 103.

2. Por que, quando canta, Caetano segura os rins?

Idade.

3. É verdade que Caetano Veloso não existe, é apenas um disfarce meio esquisito do Fernando Henrique Cardoso?

Os defensores da Teoria da Simetria dos Egos afirmam que sim. Outros estudiosos discordam, assegurando que, o cabelo do Malan tudo bem, mas aqueles pulinhos do Caetano seriam demais até mesmo para o FHC.

4. Se Caetano já atingiu sua meta, que era superar Mick Jagger, ainda que fosse na ausência completa de senso de ridículo, por que ainda insiste em subir ao palco?

Para superar a Dercy Gonçalves.

5. É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol?

Talvez seja, talvez seja, talvez.

6. Quem, além do ego e de um espelho, Caetano levaria para uma ilha deserta?

O João Gilberto. E, com algum sorte, um maremoto.

7. Qual a principal contribuição de Caetano para a cultura brasileira nos último cinqüenta anos?

Apesar de toda a crítica que se possa fazer a ele, a verdade é que sem Caetano o exercício labial aplicado ao canto estaria ainda hoje na Idade da Pedra.

8. Por que, quando canta, Caetano franze a testa sem parar?

Segundo pesquisas realizadas pela Casa Jorge Amado com apoio da Fundação do Afro-Dendê Eterno, a testa de Caetano é parte independente do restante do corpo e, como tal, a única a conservar intacto o senso de ridículo.

9. Existe em todo o universo algo mais patético que os sinais de metaleiro que Caetano faz com as mãos ao cantar rock?

Sem dúvida. Você provavelmente tinha saído da sala para ir ao banheiro quando ele tirou teatralmente o casaco jeans.

10. É verdade que Caetano é um intelectual?

Sim. Apesar de não ler a Veja, Caetano tem uma boa coleção de Capricho, além de ter sido dos primeiros assinantes da Caras em Salvador.