26 de dezembro de 2008
UM ABSURDO EM HORÁRIO NOBRE: ANÚNCIO DE REFRESCO CHAMADO GULA FRUTS FALA EM "SOMBRANCELHA". SOMBRANCELHA! QUEM SERÁ O PAI DA CRIANÇA?
Os bravos investigadores do Sopa de Tamanco tentaram descobrir quem foi a agência de publicidade responsável pela pérola, mas não há indicação no site da empresa. Lá, informam que o anúncio foi produzido por uma empresa "conceituadíssima".
Deus do Céu, que empresa "conceituadíssima" é essa que produz um anúncio em que uma atriz diz, claramente, com todas as letras, uma palavra que não existe em nenhum dicionário ? A palavra é "SOMBRANCELHA" !!!!
Ninguém, nenhuma alma caridosa se deu ao trabalho de dizer ao gênio autor do texto que o certo é "sobrancelha". Simples assim. Mas os autores da peça publicitária com certeza imaginaram que o certo é "sombrancelha". Afinal, aqueles pelos que ornam os olhos devem produzir sombra....
O absurdo foi gravado, editado, aprovado e, pior, veiculado.
Resultado: nossos ouvidos desprevenidos são obrigados a ouvir, sem aviso prévio, a "SOMBRANCELHA".
Pergunta-se: quanto o autor do texto terá cobrado ?
Crianças que ouvem tal estupidez vão achar que a palavra "sombrancelha" existe. Se não existisse, não estaria num anúncio que deve ter custado uma nota.
Quem procurar no You Tube vai encontrar o atentado.
21 de dezembro de 2008
JÂNIO QUADROS: A REVELAÇÃO FINAL SOBRE A RENÚNCIA
http://www.geneton.com.br/archives/000308.html :
A PALAVRA FINAL SOBRE A RENÚNCIA : DEITADO NUMA CAMA DE HOSPITAL, JÂNIO QUADRO REVELA OS MOTIVOS DO GESTO
A mais sincera confissão já feita por Jânio Quadros sobre os reais motivos que o levaram a renunciar à Presidência da Republica no dia 25 de agosto de 1961 somente foi publicada em 1995,em escassas sete páginas de uma calhamaço lancado por uma editora desconhecida de São Paulo em louvor ao ex-presidente.
Organizado por Jânio Quadros Neto e Eduardo Lobo Botelho Gualazzi,o livro ‘’Jânio Quadros : Memorial à Historia do Brasil’’ é, na verdade,um bem nutrido album de recortes sobre o homem. Grande parte das 340 páginas do livro,publicado pela Editora Rideel, é ocupada pela republicação de reportagens originalmente aparecidas em jornais e revistas sobre a figura esquisita de JQ.
A porção laudatória do livro é leitura recomendável apenas a janistas de carteirinha. O ‘’Memorial’’ traz,no entanto,um capítulo importante : a confissão que Jânio, já doente,fez ao neto,num quarto do Hospital Israelita Albert Einstein,no dia 25 de agosto de 1991, no trigésimo aniversário da renúncia.
Jânio morreria no dia 16 de fevereiro de 1992, aos 75 anos de idade. O neto fez segredo sobre o que ouviu. Somente publicou as palavras do avô quatro anos depois. Ao contrário do que fazia diante dos jornalistas - a quem respondia com frases grandiloquentes mas pouco objetivas sobre a renúncia - Jânio Quadros disse ao neto, sem rodeios e sem meias palavras, que renunciou simplesmente porque tinha certeza de que o povo,os militares e os governadores o levariam de volta ao poder. Nâo levaram.
Talvez porque já pressentisse o fim próximo,Janio admite,diante do neto,pela primeira vez,que a renúncia foi ‘’o maior fracasso político da história republicana do Pais,o maior erro que cometi’’.A já vasta bibliografia sobre a renúncia ganhou, assim, um acréscimo fundamental, feito pelo proprio Jânio - a única pessoa que poderia explicar o enigma. Desta vez, a explicação parece clara.
Um detalhe inacreditável - que revela como as redações brasileiras são povoadas por uma incrível quantidade de burocratas que vivem assassinando o jornalismo : a confissão final de Jânio mereceu destaque zero nas páginas da imprensa brasileira,o que é estranho, além de lamentável.
A imprensa - que passou três décadas perguntando a Jânio Quadros por que é que ele renunciou - resolve deixar passar em brancas nuvens a confissão final do ex-presidente sobre a renúncia, acontecimento fundamental na historia recente do Brasil.
Tamanha desatenção parece ser um subproduto típico de uma doença facilmente detectável nas redações - a Síndrome da Frigidez Editorial .Joga-se noticia no lixo como quem se descarta de um copo de papel sujo de café . Leigos na profissao podem estranhar, mas a verdade é que há notícias que precisam enfrentar uma corrida de obstáculos dentro das próprias redações, antes de merecerem a graça suprema de serem publicadas.! Isto não tem absolutamente nada a ver com disponibilidade de espaço, mas com competência, faro jornalístico.
Se a última palavra do um presidente sobre um fato importantíssimo não merece uma linha sequer em jornais e revistas que passaram anos e anos falando sobre a renúncia, então há qualquer coisa de podre no Reino de Gutemberg. Quem paga a conta, obviamente, é o leitor, a quem se sonegam informações.
O caso da confissão de Jânio sobre a renúncia é exemplar : a informação fica restrita aos magros três mil exemplares do livro do neto. E os milhares,milhares e milhares de leitores de jornais e revistas,onde ficam ? A ver navios. É como dizia o velho Paulo Francis: "Nossa imprensa: previsível, empolada, chata. Como é chata, meu Deus!".
Eis trechos do diálogo entre o ex-presidente e o neto,no hospital.As palavras de Jânio não deixam margem de dúvidas sobre a renúncia :
-‘’Quando assumi a presidência, eu não sabia da verdadeira situação político-econômica do País. A minha renúncia era para ter sido uma articulação : nunca imaginei que ela seria de fato aceita e executada. Renunciei à minha candidatura à presidencia, em 1960. A renúncia não foi aceita. Voltei com mais fôlego e força. Meu ato de 25 de agosto de 1961 foi uma estratégia política que não deu certo, uma tentativa de governabilidade. Também foi o maior fracasso político da história republicana do país, o maior erro que cometi(...)Tudo foi muito bem planejado e organizado. Eu mandei João Goulart (N:vice-presidente) em missão oficial à China, no lugar mais longe possível. Assim,ele não estaria no Brasil para assumir ou fazer articulações políticas. Escrevi a carta da renúncia no dia 19 de agosto e entreguei ao ministro da Justica, Oscar Pedroso Horta,no dia 22. Eu acreditava que não haveria ninguém para assumir a presidência. Pensei que os militares,os governadores e,principalmente,o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder. Jango era,na época,semelhante a Lula : completamente inaceitável para a elite. Achei que era impossével que ele assumisse, porque todos iriam implorar para que eu ficasse(...) Renunciei no dia do soldado porque quis senbilizar os militares e conseguir o apoio das Forças Armadas. Era para ter criado um certo clima político. Imaginei que,em primeiro lugar,o povo iria às ruas, seguido pelos militares. Os dois me chamariam de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Achei que voltaria de Santos para Brasília na glória. Ao renunciar, pedi um voto de confianca à minha permanencia no poder. Isso é feito frequentemente pelos primeiros-ministros na Inglaterra.Fui reprovado.O País pagou um preço muito alto. Deu tudo errado’’.
20 de dezembro de 2008
CONVITE PARA VER SHOW DA MADONNA !
De qualquer maneira, eu aceitaria de bom grado um convite para ver o show de Madonna do começo ao fim, num camarote vip, desde que, em troca, eu recebesse um cheque em branco de Antônio Ermírio de Moraes para gastar no fim de semana em São Paulo, quatro diárias na suíte presidencial do Macksoud Plaza, quatrocentas toalhas brancas, uma personal trainner, trinta e cinco caixas de Coca-Cola, oitocentos e trinta chocolates Diamante Negro e trezentos mil reais, cash, para despesas imprevistas.
Tive a pachorra de encaminhar as exigências para os promotores do show. Engraçado: eles não responderam até agora. Deve ter acontecido alguma coisa com o carteiro.
Diante da falta de resposta, cancelei a viagem.
Deixo para a próxima. Mas continuo perguntando ao teto: Deus do Céu, aponte uma escassa frase inteligente já pronunciada por esta mulherzinha afetada, antipática, má cantora e compositora de uma música só.
Aos cinquenta anos, veste-se, pateticamente, como se tivesse dezoito. É tão sensual quanto uma maçaneta.
Toda vez que fala exibe aquele ar lastimável de quem comeu doce de côco podre.
Refaço, então, as contas: eu iria, sim, em troca de quinhentos e trinta e cinco mil reais, cash.
Não vai rolar.
A GRANDE MARCHA MUNDIAL DA IMBECILIDADE
1) gente que diz "amo de paixão"
2) gente que manda "um beijo no coração"
3) gente que diz "êita nós"...
3) gente que, ao cometer um erro banal no meio de uma frase, diz "minto" antes de continuar a falar...
4) gente que fala, ri, canta e relincha alto em lugares públicos, especialmente restaurantes
A lista daria para preencher dez enciclopédias britânicas.
Em breve, continua, aqui, no nobre espaço da Sopa de Tamanco.
18 de dezembro de 2008
MADONNA MIA !

17 de dezembro de 2008
40 ANOS ESTA NOITE...
15 de dezembro de 2008
FURO !!
Em tempo: foi por pouco, pouco, muito pouco, pouco mesmo que o furo não apareceu na foto.
Acuada pelo fotógrafo da reportagem do Sopa de Tamanco que irrompeu no camarim quando os beques, ou melhor, os guarda-costas cochilaram, a cantora pop do modelito patético precisou cuidar sozinha da cidadela. "Desencosta da parede", disse ele com jeito, na língua dela. Nada feito. "Só porque é do Sopa acha que vou abrir a retaguarda?!", retrucou, sem pena, a cantora.
Nosso fotógrafo promete nova investida. Quem sabe, ainda neste torneio, ou melhor, turnê, o furo. Neste seu Sopa de Tamanco, é claro.
14 de dezembro de 2008
MADONNA: PAVOROSA NUMA ROUPA PATÉTICA PARA PARECER "SEXY"
Madonna, aquela cantora mala, metida numa roupa patética para parecer "sexy", requebrava de um lado para outro no palco do Maracanã.
Que falta faz um assessor numa hora dessas !
Fico pensando: não é possível que não haja, na numerosíssima entourage da cantora, uma alma caridosa disposta a dizer a ela que é absolutamente ridículo uma cinquentona fazer trejeitos de adolescente idiota.
Como se não bastasse, a música que ela cantava, no trecho exibido na TV, era chatíssima.
Mas, como há otário para tudo, palmas para ela!
13 de dezembro de 2008
DEVE FICAR ASSIM
É de se lamentar. Mas não por muito tempo. Na semana em que se inaugurou a estátua de Dorival Caymmi no mesmo logradouro público, o comentário no Posto 6 é de que o problema com a estátua do poeta itabirano será finalmente resolvido pelas autoridades cariocas escoladas em... estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade no Calçadão de Copacabana. Sim, resolvido. E de uma vez por todas.
Como? Muito simples: lentes de contato.
TERÁ SIDO A MÃO ARMADA?
11 de dezembro de 2008
O GRANDE CAMPEONATO DA ESTUPIDEZ
Quem diabo é "Nanda", oh anta balofa ? Você quer que o pobre coitado do telespectador tenha a obrigação de saber de apelidozinhos de seus amiguinhos ?
Ah, adiante, o telespectador é informado de que se trata da atriz Fernanda Torres.
Em outro programa, a própria Fernanda Torres fala de uma tal de "Conspira".
Por intervenção do entrevistador, o telespectador consegue, afinal, descobrir que se trata de uma referência à Conspiração Filmes.
Em outro programa, a entrevistada fala de "Vlad".
Adiante, as vítimas (aliás, os telespectadores) são levados a supor que se trata do ator Vladimir Brichta.
E o que dizer de anúncios em que a atriz Juliana Paes é chamada de "Ju" ?
Não há qualquer resquício de dúvida: a televisão é, disparado, a maior fábrica de idiotices, estultices, antas, analfabetos e empulhações da história da Humanidade. Em matéria de indigência, não há nada comparável. Jamais haverá.
Que o digam os ouvidos dos telespectadores punidos por sons como "Nanda", "Vlad" e "Ju".
10 de dezembro de 2008
DE NOVO ELLA
Ella foi apresentada a Chick Webb por Charles Linton, que cantava na banda liderada pelo baterista, mas sem talento para o swing. Decidiu-se que uma cantora poderia resolver o problema, e o cantor foi incumbido de procurar uma vocalista que desse conta do recado.
Dias depois, o cantor conhece uma jovem cantora que ganhara o primeiro prêmio num concurso de calouros. Pede que cante algo. Achou a voz dela muito rouca. Mas boa. Perguntou se a jovem tinha outra canção para apresentar. Sim. Logo o cantor que fazia as vezes de caça-talentos interrompeu o número: "Venha, vou apresentá-la ao Chick."
Olha só o bonitão, de namorada nova, brincou Chick ao ver seu cantor com uma garota que estava longe, muito longe do padrão de beleza ou encanto tanto de um como do outro. "Quero que você a ouça cantando", diz Linton.
Chick Webb avança até o cantor, segura-o pela gola e lhe sussurra, como se gritasse: "Você não vai por isto sobre o tablado da minha banda. Não, não, não. Fora!"
O depoimento de Charles Linton está em Ella Fitzgerald: uma biografia da primeira-dama do jazz, de Stuart Nicholson. (Ed. José Olympio, 1997) Na foto, Chick Webb.
7 de dezembro de 2008
TOMA !
5 de dezembro de 2008
COMBINADO: DIVIDA-SE A BELEZA
Oscar Niemeyer conta qual foi a reação do colega Walter Gropius depois de conhecer a Casa das Canoas, que aparece no post acima. Está no livro de Marcos Sá Corrêa citado posts abaixo. Fala, Oscar.
Ele veio, olhou bem e me disse que era bonita, mas pecava por não ser um projeto "multiplicável". Eu faço uma casa para mim, do tamanho da minha família, moldada ao terreno de São Conrado, aberta para a mata da Floresta da Tijuca, filtrando o sol do Rio de Janeiro, e Gropius queria que fosse multiplicável. Só para não sair sem ter falado uma besteira.
DOIS, UM PERNAMBUCO
... SUPERFÍCIES, TÊNIS, UM COPO DE ÁGUA.
4 de dezembro de 2008
O ENGENHEIRO SONHA COISAS CLARAS...
Encontraste algum dia
Sobre a terra
O fundo do mar
O tempo marinho e calmo?
Década de 7o. Muito, muito desgostoso, sozinho, muito só desde que, por incompetência alheia, um pavilhão de concreto calculado por ele desabara em Belo Horizonte, matando mais de 60 operários, Joaquim Cardozo embarcou no Recife para estar com Oscar Niemeyer no Rio.
O amigo arquiteto providenciou hotel para o amigo engenheiro, poeta responsável pelo cálculo estrutural da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, do Palácio da Alvorada e da Catedral de Brasília. Debruçado sobre o mar de Copacabana, Joaquim passava os dias no escritório do velho companheiro. À noite, Oscar o acompanhava até o hotel. Iam pela calçada. Jantavam. Trocavam impressões, idéias, recordações...
Não tocavam no assunto, mas, calados, lembravam "com íntima revolta" o acidente que desgraçara a vida do pernambucano e virara "objeto de exploração tão sórdida", como conta Niemeyer.
A rotina entre as pranchetas que os visionários diriam em balanço sobre as areias do Posto 6 e o quarto de hotel ali perto teve fim quando Joaquim precisou ser internado numa clínica do bairro de Botafogo. O engenheiro calculista que poetava em mandarim já não cabia na hospedaria. Mas tampouco haveria espaço dentro dele para um setor de psiquiatria.
Então, há 30 anos, um mês e um nascer do sol, morria no Recife o poeta nascido da "luz Velásquez", engenheiro que inspirou num conterrâneo inimigo da inspiração os versos em epígrafe.


