17 de outubro de 2007

CURIOSIDADE MÉDICA

Observadores notaram que, desde que começou a trégua no circo de baixarias do Senado, a epidemia de vômito registrada entre telespectadores da TV Senado e dos telejornais sofreu uma redução.

Pitoresco.

CONSELHO BASEADO NA SIMPLES OBSERVAÇÃO DA PAISAGEM HUMANA

Nunca, jamais, sob hipótese alguma, receba um cheque de quem:

a) chama TV de "telinha"
b) desenha um sinal de aspas no ar com dois dedos de cada mão
c) acrescentou uma letra ao nome por sugestão de um numerólogo
d) chama o marido de "maridão", o filho de "filhão" ou, se for o caso, a mulher de "amorzão"
e) usa rabo-de-cavalo
f) alguma vez na vida já usou ou pensou em usar bandana
g) desfila de camiseta na rua para mostrar aos outros os músculos marombados
i) toma cafezinho com o dedo mindinho estirado

É pule de dez: o cheque é sem fundos.

CADÊ O CEGUINHO FOTÓGRAFO ?

Faz exatamente quatro meses que o Sopa de Tamanco perguntou: o ceguinho que vive dando entrevista à Tv sobre enquadramento fotográfico continua solto ?

(Dica para a Interpol: chama-se Evgen Bavcar. Vive em Paris. Já passou pelo Brasil)

Lastimavelmente, a Interpol não se manifestou até agora.

Resultado: o ceguinho fotógrafo continua pontificando sobre enquadramento.

O post original:

11 de Junho de 2007
OS POLITICAMENTE CORRETOS E NOSSA GRANDE COMÉDIA DE ERROS
Desde que a praga politicamente correta tomou de assalto as mentes simplistas, pega mal dizer que o feio é feio, a gorda é gorda, o negão é negão, o gay é gay, o branquelo é branquelo, o burro é burro, o bêbado é bêbado, o idiota é idiota.

Qual é o problema?"Pega mal" dizer que um cego não pode ser fotógrafo. Mas peço licença à patrulha para dizer: não pode! Vi outro dia um fotógrafo cego pontificando na TV sobre enquadramento. Falava francês, claro ( não há língua que se preste tanto a imposturas intelectuais).Cego falando de fotografia é algo tão grave e despropositado quanto este locutor participando de desfile de moda.

Fiz aos meus botões a pergunta que todos fazem na surdina : por que é que o fotógrafo ceguinho não arranja outra profissão? Por que não aprende música? Por quê? Por que precisa aparecer na televisão falando de enquadramento fotográfico? Por quê? Por quê?Os meus botões se quedaram silentes.

Diante da mudez de meus botões, desisto de lançar perguntas ao vento sobre o fotógrafo ceguinho e a miríade de personagens absurdos que compõem,com ele, o elenco desta nossa grande comédia de erros. Quem sabe, o melhor é deixar que o circo planetário siga adiante, sem ser importunado.Como diria Drummond no mais belo poema já escrito em território brasileiro, "A Máquina do Mundo":....."e a máquina do mundo, repelida,/se foi miudamente recompondo/ enquanto eu, avaliando o que perdera,/ seguia vagaroso/ de mãos pensas"

Boletim dos sarcófagos

O que o cantor D2 achou de "Tropa de Elite"? E Gabeira, com o seu estilo de flores artificiais, o que pensa da polêmica: o filme é ou não fascista? E os moradores do Complexo do Alemão? O problema das redações, esses cemitérios sem muro, é a inversão da Lei de Darwin: os mais fracos venceram a corrida. Às batatas!

Os porões imitam a sétima arte

Depois de "Tropa de Elite", o que não poderá faltar em qualquer delegacia de subúrbio do país? Ganhou um DVD pirata do Sopa de Tamanco quem respondeu: saco plástico. Pelo andar do tílburi da nação-chacina, brevemente o saco plástico será insumo obrigatório no pregão eletrônico das Secretarias de Segurança Pública. Resta saber se as famílias da vítimas serão obrigadas a pagar pelo saquinho.

Vigiar e punir, mas sem calcinha

Num dos filmes da série Rambo, o próprio, depois de matar uns vietcongues, descansa ao lado de outro mercenário, e comenta: "estou com saudade de uma lingerie". Em "Tropa de Elite", as mulheres são todas traidoras, inconfiáveis e coniventes com a bandidagem. Mulher de malandro, no melhor sambão carioca, é para apanhar. Mas, misoginia e tradição à parte, senti falta de uma lingerie. Quem explicaria melhor a ausência de uma calcinha no boletim da guerra civil carioca: o capitão Nascimento, o Antonio das Mortes pitbicha, ou Foucault, o novo inimigo da revista Veja? Imitar o cinema americano tem seu preço: Rambo manda a conta.

DOS LIMITES IMPOSTOS PELAS MULHERES

.
— Eu aceito tudo num homem, Robertantônio, tudo! Traição, amantes, mentiras, falsidades de toda ordem. Pelada aos domingos, até, eu aceito. Idas à manicure. Ejaculação precoce. Agora, cortar o queijo com a serra do pão, não, hein! Aí já é demais pra mim! Isso é caso pra divórcio!
.
(Texto completo, aqui)

16 de outubro de 2007

CRISE SEM PRECEDENTES NA PUBLICIDADE BRASILÍNDIA!

É impressão ou nunca na história deste país tantos anúncios idiotas infestaram as TVs ? "Bar da boa" é caso de intervenção federal. Quem inventou a tal da "Zeca hora" ou "Zeca-feira" deveria pegar dez anos em Guantánamo. E aquele pseudo oficial russo que aparece dançando pateticamente ?

Como diria Jaqueline Kennedy recolhendo os miolos do marido naquele carro em Dallas, "oh, no!".

A CATINGA DA RESTINGA

.
A palavra mais feia do Brasil é restinga. A segunda é catinga. Por esta razão, jamais moverei uma palha pela salvação da Restinga de Marambaia - que, aliás, não precisa dos préstimos deste bípede. Tudo certo, então.

TV Tamanco e o túnel russo

Russian Tunnel of Death

Posted May 03, 2006

This is what happens when the temperature reaches minus 38 degrees in a Russian tunnel.

LENHA NA FOGUEIRA DO DEBATE SOBRE "TROPA DE ELITE": "BANDIDO É BANDIDO, NÃO UMA VÍTIMA DO CAPITALISMO SELVAGEM"

Antônio Fernando Borges sobre "Tropa de Elite":

"Nas entrelinhas das cenas de violência (que no fundo chocam apenas nossos intelequituais), a mensagem que passa é bem maior: desponta novamente no horizonte a idéia de que bandido é bandido, não uma vítima do capitalismo selvagem – e que as vítimas, na verdade, somos nós, os homens de bem. Isto não é ideologia: isto são fatos.
Iabadabadabaduuu! O mocinho está de volta à cena. Até que enfim!"

(aqui: http://antoniofernandoborges.com/)

"NASCI ME ACHANDO SUPERIOR AO OBSTRETA"

Alexandre Soares Silva:

"Eu sempre penso que sou superior aos outros, e isso desde criança; nasci me achando superior ao obstetra, que vi pela cara que devia ser leitor de biografias de governadores ou algo assim, e quando ele me estapeou a bunda meu monoculinho caiu de humilhação e espanto"

(aqui: http://soaressilva.wunderblogs.com/)

15 de outubro de 2007

O PAU COME NO ARRAIAL LÍTERO-JORNALÍSTICO BRITÂNICO....

Ivan Lessa:

"Escritores, críticos e acadêmicos em geral, ficam quietos em seus cantos, mas quando partem para a grossura, saiam da frente":

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071015_ivanlessa_tp.shtml

Faltou alguém na multidão

Sempre falta alguém numa Parada Gay. Na do Rio de Janeiro quem levou falta foi o Capitão Nascimento, do Bope, o Antonio das Mortes pitbicha do cinema brasileiro.


Narinas trêmulas

A ameaça de Chávez de transformar a Bolívia num Vietnã, na hipótese de deposição ou assassinato de Evo Morales, repercutiu muito mais na turma usuária da Zona do Sul do Rio do que nos gabinetes do Pentágono. Todo o "fubá mimoso" aspirado pelos cariocas procede da Bolívia. As autoridades sanitárias já defendem um estoque controlador do pó boliviano, para evitar uma síndrome de abstinência coletiva.

Todos os filmes do presidente


Em entrevista na Folha, o presidente Lula confessou que detesta qualquer filme que o deixe tenso. "Não me convide para ver um filme de terror ou de suspense. Quero me divertir." Esse é o espectador-padrão sonhado por Daniel Filho e os cineastas dos teleenlatados do Projac. Ao contrário dos onze milhões de espectadores piratas que gostaram muito de ver porrada, tortura e tensão em "Tropa de Elite". E se divertiram bastante. Gostaram tanto do filme que já estão esperando o "Tropa de Elite 2", versão pirata, é claro.

Uma pauta sobre a mesa

A Imprensa já escreveu centenas de laudas sobre "Tropa de Elite". Mas falta a entrevista com o operador Marcelo Santos, já indiciado por violação de direitos autorais. Acusam o rapaz de ter feito a primeira cópia pirata do filme. Não merecia ser ouvido por algum repórter não-oficial?

Acrofobia de chuteiras

Os "chupetinhas" de Dunga têm medo de altura. Qualquer metrinho acima do mar ficam logo com as pernas bambas. Por que o departamento médico não receita chá de coca?

TV Tamanco - Tropa de elite

14 de outubro de 2007

Solucionada a crise na aviação civil

A RAIZ NOBRE DO SOBRENOME MORAES NETO


Acima vemos o busto de Moralis Netus Primeirus, patrício fundador da nobre casa dos Moralis (tendo como distintivo a barba negra, de comprimento mediano, usada por seus membros), nascido no século I a.C e um dos mais eminentes defensores da causa de César contra Pompeu. Declarado o primeiro ditador, Netus Primeirus adquiriu sucessivas honrarias e galgou todos os cargos da burocracia romana da época, tendo incluive desfilado por duas vezes em triunfo, após vitórias sorbre motins na Gália e nas regiões circunvizinhas do Ponto. Adotou e fez de seu herdeiro Moralis Netus Secundus, que desempenhou grande papel como senador e cuja invejável oratória contribuiu imensamente para a decisão imperial de destruir Jerusalém.

GENETON MORAES NETO X CARL BERNSTEIN: A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Preciso agir com a correção que me caracteriza e, parafraseando aquele outro mito, quase tão importante para a história da humanidade quanto Geneton, dar a César o que é dos judeus.

O sr. Toni Marques, apesar de notório fautor de inverdades e perpetuador de aleivosias, talvez numa crise moral semelhante à que acometeu Santo Agostinho, mas motivada por um maior número de doenças venéreas, conseguiu dois posts abaixo retratar com fidelidade o ocorrido no já afamado encontro entre GMN (Greenwich Meridian Neto) e Carl Bernstein.

Porém, como é de seu costume, faltou-lhe coragem suficiente para ir adiante e relatar o final da noite. Quanto a mim, brioso como poucas vezes se viu no Ocidente desde a morte de Alexandre, o Grande — que, como todos sabem, foi assassinado no século XXI de nossa era por Oliver Stone —, poderia seguir em frente e revelar detalhes capazes de rebaixar o Marquês de Sade a simples barão.

Se não o faço, isso se deve única e exclusivamente a, profundo leitor de Proust, ter-me aconchegado nos seios de Madeleine, uma das cortesãs francesas presentes ao encontro, de maneira a desfrutar pela primeira vez na vida de iguaria orçada na casa dos cinco mil dólares.

Quando dei por mim, ou melhor, quando Madeleine deu por mim, já eram dez horas da manhã e flanávamos pelo Viaduto do Chá, sob a aprazível garoa paulistana, com um uísque 48 anos semibebido nas mãos e algumas ostras, lagostas e porções de caviar que conseguimos trazer num farnel, ocultando-o dos agentes da CIA, do Mossad e demais oficiais que faziam a segurança do local à paisana.

De maneira que, infelizmente, só me resta a pergunta: será que Geneton Moraes Neto, popularmente conhecido como Mito, já nesta primeira parte da entrevista, que vai ao ar hoje, às onze da noite, na Globonews, com reprise na segunda-feira às onze e meia da manhã e cinco e meia da tarde, terá a honradez de revelar tudo o que se passou entre ele e Carl (para os íntimos) naquele memorável dia?

A conferir, leitores. Eu e Madeleine já forramos a mesa com os acepipes adquiridos na brilhante festa, esperando ansiosos pelo programa.

13 de outubro de 2007

A bagagem cultural do Mito GMN


Sobre Mito e Carl Bernstein

Decadência dos tempos inexistir um vate como Ibrahim Sued para imortalizar, nas folhas que hoje servem de tapete de canário, a noite em que Mito e Carl Bernstein elevaram a inteligência média da humanidade.

Elevaram simplesmente estando frente a frente, lado a lado e em todas as combinações permitidas quando piadas corporais são encenadas por seres superiores num salão digno de reunir a nata da sociedade civil do nosso querido país.

Estava lá o Capitão Nascimento, envergando a camiseta vermelha e a sunga de salva-vidas que fazem a delícia das viúvas do nobre bairro da Urca, onde ocorreu a longa noite dos cristais de metadona.

O jovem Pároco do Rosário, sucessor do Bispo do Rosário, tecia um manto invisível, no qual sua persistência artística insistia em tentar bordar caricaturas de Mito e Bernstein, para deleite dos convivas mais sensíveis.

Já o pré-candidato democrata Barack Obama, em visita clandestina a São Sebastião do Rio de Janeiro (sempre modesto, o Obama), jogava truco numa roda abrilhantada pelos intelectuais Luciano Huck, Bruna Surfistinha e Mangabeira Unger.

A sra. Mônica Veloso autografava cópias piratas da 'Playboy', numa tenda armada em plena varanda.

Os srs. Caetano Veloso e Gilberto Gil, vestidos de maneira mínimo-tropicalista, divertiam-se a valer, na mesma varanda, graças à pequena piscina de gel em que puderam matar saudades de seus tempos de jovens lutadores de wrestling.

Ainda na varanda, na qual acampavam diversos integrantes do MST, uma banca da Febraban distribuía empréstimos, prometendo juros camaradas.

A classe política nativa se fazia presente, por obra e graça do senador José Sarney. Sempre traquinas quando não diante das lentes, o senador atirava marimbondos de fogo num telão de LCD armado sob o patrocínio da Gamecorp.

A Gamecorp tinha todo o interesse na exposição da engenhoca naquela reunião.

A próspera empresa convencera o sr. Sarney a adaptar toda a sua obra literária para os consoles do Nintendo Wii, inovando os conceitos de literatura-força e de literatura-arte. E ali estava a projeção cabal do gênio humano.

Por sinal, o dispositivo instalado pela Gamecorp pôde permitir o desnudamento de uma até então desconhecida qualidade do eterno companheiro Bob Woodward. Ele entrou ao vivo, diretamente de um dos 269 lavabos da Casa Branca, para desfazer de vez os boatos de que ignoraria a umbigada e o lundu.

Enquanto, pelo microfone, o colunista Diogo Mainardi cantarolava sucessos de Zeca Pagodinho, o sr. Woodward requebrava, solerte, toda a história do samba. Sem dizer palavra.

Na cozinha, o imortal Zé Bonitinho penteava as sobrancelhas da sra. Malu Mader.

A sra. Luciana Gimenez, mais introspectiva, sorvia cada página de uma edição em esperanto de 'Ulysses'. Ela estava sentada na sala, numa poltrona dos Irmãos Campana, feita de urnas eletrônicas.

Num lance de ousadia do cerimonial da festa, o buffet instigava, posto que era servido pela Cia. de Dança Deborah Colker, mediante trapézios que dinamizavam as bandejas e borrifavam o champagne e salpicavam hours d'ouevres de modo magistral.

A Banda Calypso tentava animar os já animados presentes, reclamando da necessidade de o couvert artístico só poder ser pago com cartão de crédito.

O Coro dos Canarinhos de Petrópolis comportava-se à altura do evento, trancado no closet da anfitriã, sem maiores alardes.

A decoração, toda ela a cargo da Procuradoria, harmonizava elementos do Banestado, da Máfia dos Sanguessugas e da Operação Hurricane.

Havia, por exemplo, um bicheiro empalhado num canto da sala.

Seringas cravadas nas paredes, notas de dólares arranjadas à guisa de móbiles que fariam Alexander Calder se mudar para a Oficina Brennand, colarinhos brancos arrematando pescoços de alcaçuz - que magnífico ambiente para o tão esperado encontro de Mito e Carl Bernstein.

Moças modernas demonstravam a naturalidade intrínseca dos silvícolas praianos, enquanto representantes da Clínica Pitanguy verificavam a gravidade do atmosfera a um só tempo lúbrica e erudita, sob os protestos da também clandestina artista Yoko Ono.

A sra. Ono teimava em bailar nua para chamar a atenção da elite para a fome que grassa no submundo.

Os integrantes do MST tratavam de acompanhar o protesto, recolhendo os fios de Miojo que a artista atirava ao léu.

Comovida com a performance, a sra. Marlene Mattos chorava, sentada no sofá revestido de penas de ave-do-paraíso.

Uma projeção holográfica do poeta Bruno Tolentino fazia rimas de improviso, a partir de textos de Reinaldo Azevedo, acompanhada pelo maestro Isaac Karabtchevsky, que alegremente batucava uma caixa de fósforos vienenses.

Foi quando Mito e Carl Bersntein adentraram o salão.

A Banda Calypso, já resignada diante do problema do couvert artístico, atacou de fox-trot.

Carl Bernstein imediatamente tirou Mito para dançar.

A dupla foi saudada por uma salva de aplausos que os agentes do SDT puxaram em vão.

Sem perder a fleugma, os srs. Paulo Polzonoff Jr., Amin Stepple, Marconi Leal e este que subscreve o post desistiram das palmas e tornaram a dialogar com as moças modernas, que entretanto só tinham olhos para os saltos do sr. Chiquinho Scarpa.

Subitamente deprimido, o sr. Marconi Leal trocou-se: abandonou as vestimentas de Ronald McDonald - ele acreditava estar em pleno Tríduo Momesco - e tornou a travestir-se de Carmem Miranda, na esperança de assim galvanizar o interesse dos circunstantes. Infelizmente o estratagema revelou-se inútil.

Foi preciso o Capitão Nascimento aplicar todo o arsenal de psicologia que lhe deu fama para desgrudar o sr. Marconi Leal da garrafa de Teacher's.

Mito e Carl Bernstein evoluíram graciosamente, a despeito das sucessivas rasteiras que Mito aplicou no repórter derrubador.

Mito era capaz de rodopios inauditos, como se não estivesse trajando seu pesado aparato de cavaleiro medieval.

Bernstein, por seu turno, tinha nas ceroulas cáqui e nos pés descalços uma leveza de vestal entre cangaceiros.

A mútua patolagem energizou o ambiente.

Todos os convidados preencheram a pista de dança, no afã de seguir os passos da maior dupla de jornalistas a que a Urca jamais assistira. Um único senão: os estudantes de jornalismo pisoteados em função do referido afã.

Quando a contradança teve de ser encerrada, a pedidos de uma delegação da ONU que, de passagem marcada para Myanmar, por engano viera parar em São Sebastião do Rio de Janeiro, a poesia já estava escrita no ar.

O desfecho da noite, os leitores deverão dar asas à imaginação para compor. Por recomendação médica, e por aconselhamento de meu rábula, abstenho-me de enfrentar tamanha epopéia até o fim.