15 de setembro de 2008

ALSO SPRACH...

Wie bitte ?!
(Na foto, Friedrich Nietzsche em Jena)



TENHAM UMA ÓTIMA SEMANA



Em algum lugar no meio da perturbação nervosa, fiquei bastante deprimido. A depressão permaneceu comigo por mais de um ano; ela era como um animal, uma coisa bem definida, espacialmente localizável. Eu acordava, abria os olhos, escutava – será que ela está por aqui ou não? Nenhum sinal dela. Talvez esteja dormindo. Talvez me deixe em paz hoje. Com cuidado, com muito cuidado, me levanto da cama. Tudo quieto. Vou à cozinha, começo a tomar o café da manhã. Nenhum som. TV – Bom dia América, David Não-sei-de-quê, um sujeito que não suporto. Como e vejo os entrevistados. Devagar a comida enche o meu estômago e me dá força. Agora uma ida rápida ao banheiro, e a saidinha para minha caminhada matinal – e aí está ela, minha fiel depressão. “Pensou que poderia sair sem mim?”

(Killing time: the autobiography of Paul Feyerabend)
(Em tradução escrava, pelo escrevinhador.)

AMOR E ÉTICA À BRASILEIRA

- Você? Sua canalha! O que é que você tá fazendo aqui?
- Simples, Adelson. Andei analisando o cenário político nacional durante um bom tempo e acho que eu mereço uma segunda chance.
- Uma oitava chance, você quer dizer. Porque, até onde eu sei, você me traiu sete vezes enquanto estivemos casados!
- Sete e meia, Adelson, considerando que também saí com Montanha, o Famoso Anão Tirolês.
- Não acredito! Você me traiu com aquele anão! O anão trabalha em circo, Ofélia! Como é que você pode ter feito isso?
- Com alguns tijolos pra dar o calço, Adelson. Mas a questão não é essa. O fato é que vivemos o Estado democrático de Direito e…

(Mais, aqui)

REVISTAS SEMANAIS

- Cara, eu não acredito!
- Que foi?
- Dá só uma lida aqui nessa matéria da Veja.
- Não posso.
- Como assim? Tá sem óculos?
- Pior. Tô com cérebro.


(Mais, aqui)

BOLÍVIA?

Leio por acaso um desses papéis escritos em língua bárbara a que, a falta de outro nome ou por incerta alfabetização, costumou-se alcunhar jornais. Encetando ingente esforço, contenho o asco e me informo sobre a catastrófica situação política boliviana. Terminado o relincho do jornalista (desculpem o reles uso do vocábulo “relincho”, que não sei se é acurado, pois ao contrário do que ocorre em relação a pássaros e ovinos, por exemplo, ignoro a voz desse tipo de animal), faço uma prece ao deus dos aristocratas para que o conflito civil naquele país termine da melhor forma possível. Ou seja, com a completa extinção da Bolívia.

NEURÓTICA

Desvelando alma própria de fêmeas, mais uma vez Tom insiste para que volte a batê-lo. Acederia ao pedido com prazer, Tom, mas minha mulher já está com ciúmes. E, ao contrário de você, ela não é neurótica, ou seja, não tenta reagir às bofetadas. De modo que lhe aconselho a prática do coito passivo para aplacar seu irrefreável anelo. Quanto a principiar o desenvolvimento de raciocínios a minha altura, proponho a entrada numa dessas igrejas de pobre, neopentecostais, único sítio de meu conhecimento onde se pratica a taumaturgia.

14 de setembro de 2008

O CAMINHO DAS PEDRAS: QUER TER (DE GRAÇA!) UMA AULA DE JORNALISMO COM O REPÓRTER QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE ? NOME DA FERA: CARL BERNSTEIN

É só clicar aqui:

http://www.geneton.com.br/archives/000275.html


Obrigado, Bill Gates!

SUDERJ INFORMA: O TIME DO PAI (PEQUENOS ANIMAIS INVERTEBRADOS) GANHA DE UM MILHÃO A ZERO DO SR. NICOMAR LAEL!

O Corpo de Bombeiros, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a equipe médica do Hospital das Clínicas finalmente deram por encerradas as buscas.

Não, não foi possível localizar nenhum neurônio no cérebro do sr. Nicomar Lael.

Nada, nada, nada - nem o mais leve vestígio.

Registre-se que pequenos animais invertebrados podem ter até um milhão de neurônios no cérebro.

Ou seja: o time do PAI ( Pequenos Animais Invertebrados) ganharia de goleada um campeonato de sapiência disputado contra o sr. Nicomar Lael.

O placar seria de um milhão a zero.

RESULTADO DO GRANDE CONCURSO LITERÁRIO SOPA DE TAMANCO


O sr. Nicomar Lael escreve tão bem....

Nem parece que é um labrador sarnento.

13 de setembro de 2008

O FIM DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL: OS CROQUIS DOS VESTIDOS DE SANDY E.....NOELY!

Lá estava eu, distraído, ocupado em navegar pela internet, quando, sem aviso prévio, sou atingido pela seguinte chamada, estampada na capa da Folha de S.Paulo on line:

Exclusivo
Veja os croquis dos vestidos de Sandy e Noely

Pergunto aos céus: quem disse que quero ver os croquis do vestido que dona Sandy usou para se casar ? Quem diabos é Noely ? Que tipo de ser vertebrado se interessaria, a sério, em contemplar os tais croquis? O que é que estou fazendo neste planeta ? Quem foi que me jogou aqui ? Onde é que fica a saída ? Qual é o número do resgate, pelo amor de Deus ? Se eu ligar 190, alguém vai me socorrer ?

A civilização ocidental, tal como se conhecia até hoje, acabou.

E O NOME VERDADEIRO DE MARISA MONTE É....

Do Grande Dicionário de Sinônimos:

Marisa Monte = pretensão descabida.

Para quem não ligou o nome à pessoa: Marisa Monte é aquela moça de voz afinada que se julga a Rainha da Cocada Preta. O maior indício de que ela sofre da Síndrome da Cocada é a persistência com que foge de entrevistas, por exemplo.

Intrigado com o mutismo da dama, o distinto público aguarda um pronunciamento. Quando, finalmente, ela resolver falar não consegue pronunciar nada além de uma coleção de platitudes e obviedades de fazer corar o Conselheiro Acácio. É igual ao sr. Marcelo Camelo. Os dois provêm da mesma estirpe. Chegaram empatados em primeiro lugar na última rodada do campeonato da pretensão descabida.

O olheiro do Sopa de Tamanco conseguiu uma cópia da certidão de nascimento da candidadata a diva.

O nome verdadeiro de Marisa Monte é Chatolina da Silva Xavier.

Eu bem que desconfiava.

DICIONÁRIO DE SINÔNIMOS E NOMES VERDADEIROS: O QUE DIZ O VERBETE MARCELO CAMELO ?


Do Grande Dicionário de Sinônimos:

Marcelo Camelo = tédio mortal.

Para quem não ligou o nome à pessoa: Marcelo Camelo é aquele senhor que, invariavelmente, faz declarações entediadas sobre as músicas entediadas que ele compôs em momentos de tédio. Já tocou num conjuntinho chamado Los Hermanos.

Um investigador do Sopa de Tamanco conseguiu uma cópia da certidão de nascimento do dromedário.

O nome real do bicho é Chatolino da Silva Xavier.

Marcelo Camelo é pseudônimo.

Eu bem que desconfiava.

POR QUE NÃO USAR O IDIOMA PÁTRIO ?

Concordo totalmente: o sr. Nicomar Lael sabe escrever,sim. ( ver posts abaixo)

Mas fico na dúvida : se ele sabe escrever tão bem e se faz pose de poliglota, por que é que não escreve em português ?

AMY WINEHOUSE QUER MORRER DE OVERDOSE. QUE MORRA, ENTÃO!

Os jornais ingleses publicam fotos da cantora Amy Winehouse bêbada, drogada, incapaz de se manter em pé.

http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-1054873/Ravaged-Amy-Winehouse-gives-best-snarl-eve-25th-birthday.html

A sra. Winehouse é uma boa cantora ? É.

A sra. Winehouse quer morrer de overdose aos vinte e cinco anos de idade? Quer.

Que morra,então!

Ao contrário do que acontece no Brasil, a terra do tapinha nas costas, a imprensa inglesa publica frequentemente aquelas opiniões "incorretas" que todos compartilham mas poucos têm coragem de pronunciar em voz alta. Exemplo: quando aquele ex-roqueiro Jerry Garcia morreu num quarto de uma clínica de reabilitação, em 1995, um articulista zangado escreveu, num jornal inglês, algo como: já não aguento ouvir história de roqueiros suicidas que se entopem de drogas por livre e espontânea vontade, jogam fora a carreira, desperdiçam a vida e, depois, viram objeto de piedade alheia: "Coitadinhos....".


Chega! Querem morrer ?

Boa viagem! Há excelentes crematórios em atividade em Londres.

EM CARTAZ : A GRANDE TROCA DE INSULTOS!

Os srs. Tom Carneiro e Nicomar Lael não desistem: continuam se estapeando diante do olhar estupefato dos escassos frequentadores desta Sopa.

A bem da verdade, registre-se que os dois desafetos exibem uma virtude louvabilíssima : cuidam bem do idioma.

Deixo uma sugestão: os dois poderiam resolver suas diferenças de uma vez por todas num duelo. Assim, com o passamento de um dos dois - o que fosse derrotado - , a troca de insultos se encerraria. O Sopa de Tamanco voltaria,então, a se ocupar de temas realmente relevantes para os destinos da pátria, como, por exemplo, a bandana de Ronaldinho Gaúcho, os trinados de Oswaldo Montenegro, a barrigona de Ronaldinho Gorducho, os trocadilhos nas reportagens de TV, os anúncios insuportáveis protagonizados por "celebridades" artísticas que fazem pose de simpáticas para, em última instância, tomar nosso dinheiro - e outros temas tão candentes quanto.

Mas, pelo andar da carruagem, os dois só sossegarão quando o sangue jorrar.

Se é para ser assim, que assim seja.

12 de setembro de 2008

A TV SÓ CONSEGUE EMITIR TRÊS COISAS: LUZ, SOM E PARVOÍCES

Deus, dai-me soberba para suportar o rugido das feras - mas não agora.

Porque agora, para surpresa de beócios do quilate de Nicomar Lael, cometerei um gesto de magnanimidade suprema, nada compatível com a soberba a que preciso recorrer para me proteger da idiotia alheia.

Direi a Nicomar Lael, este animal rastejante que vive prospectando páginas dos dicionários em busca de palavras e expressões em desuso que lhe concedam a aparência de sábio: oh, pulha, festejai, gritai "alvíssaras!" ao céu mudo, porque confessarei que concordo contigo num ponto - apenas num! Já, já, direi qual é o único e escasso motivo de nossa concordância.

( Mas, antes, quero te deixar ciante de que, em homenagem a teus neurônios de baixa extração, atuarei como atuam adultos diante de crianças: farei de conta que não, não conheço, sequer desconfio de teus truques. Farei de conta que não sei que, como se fosse um labrador faminto, deslizas as patas pelas páginas de velhas edições de dicionários comprados em sebo, em busca de vocábulos como "charneca", "brâmane", "trautear", "atólito", "estrídulas" , "estúrdia" "eutimia" e coisas que tais, com a única intenção de contrabandeá-los em teus textos e, assim, tentar atrair, pelo exotismo das expressões, a atenção de leitores desavisados. Debalde. Direi que consegues apenas atrair a piedade.

Obterias efeito idêntico se, no lugar da recitação de tais anacronismos, simplesmente te dedicasses a um exercício mais simples: bastaria afastar ligeiramente a arcada dentária superior da arcada dentária inferior, mobilizar as cordas vocais e produzir o som que emites com tanta graça e desenvoltura desde o dia do nascimento: au-au-au-au. Bastaria fazer o que fazes tão bem: latir!
Mas, não. Insistes em escrever).

Feita a ressalva, digo que sou forçado a concordar num ponto com o sr. Nicomar Lael (volto a indagar aos céus: de que balcão de cartório de floresta terá brotado tal nome, uma cacofonia formada por vocais e consoantes em choque ?):
é perda de tempo ficar chocado com os barbarismos ditos por gente supostamente "ilustrada" na TV.

Sempre achei que, desde que mantida sem som, a TV pode ter uma excelente utilidade: deixa o ambiente à meia-luz, o que pode ser bom para as retinas fatigadas. Mas este eletrodoméstico que fala não deve, claro, ser levado a sério, porque, com raríssimas exceções, só consegue emitir três coisas: luz, som - e parvoíces.

Assim, não é de estranhar o desfile de horrores que assaltam nossos olhos a cada vez que olhamos de soslaio para os vídeos. Lá estarão anúncios engraçadinhos paridos por publicitários que se julgam gênios; celebridades idiotas tentando nos vender produtos e serviços que vão de telefones celulares a cervejas e bancos; jornalistazinhos fazendo trocadilhos infames, como se trocadilho fosse capaz de dar nobreza a textos capenguíssimos; o lixo, o lixo, o lixo.

Tive,portanto, uma iluminação. Da próxima vez que ouvir alguém dizer "meu óculos" na TV, restarei indiferente. Farei o que deveria ter feito das outras vezes:
tirarei o som.

Assim, esta fábrica de estultices finalmente cumprirá o papel que lhe cabe,por merecimento: deixar o ambiente à meia-luz.

Poderei, então, mergulhar no sono profundo, cavalgar por toda a noite por territórios de sonho, onde não há lugar para os parvos e os beócios - e os aparelhos de TV.

NASA COMPROVA: INEXISTE VIDA INTELIGENTE EM TOM CARNEIRO

Em charneca do antigo Ceilão, certa vez, vi uma ostra que, ao estalar dos dedos de um brâmane, recitava Baudelaire. Em Alexandria, enquanto tapava o nariz com meu lenço de seda debruado a ouro, ao passar por uma viela do bairro portuário, observei por minutos uma lesma que, comandada por um etíope, resolvia equações de primeiro grau. E, por fim, em visita a amigo em Sidney, acompanhei encantado um coral de macaquinhos trautear a adaptação de Schiller da Nona. (Sim, nasci em um e, por razões variegadas, já estive nos outros três continentes bárbaros. Só me resta agora, depois de morto, ir ao Hades, para colmar o tour pelos cinco rincões mais horrendos já habitados por humanos ou quase humanos).

Daí ter pensado, a princípio, que não acararia dificuldades de monta ao porfiar por introduzir uma única, gritantemente evidente, palermamente rasteira, translucidamente óbvia idéia no interior da caixa craniana do Sr. Tom Carneiro. Entretanto, desprovido do reclamado treino de adestrador e desatendendo a princípios basilares da Física, apercebo-me, contrariado, após três dias de malogros e esperdício de mais de cinqüenta vocábulos diferentes (que dariam, quando pouco, para escrever seis ou sete romances brasileiros contemorâneos e ainda sobrariam alguns substantivos), de que não, a inteligência não se propaga no vácuo.

O cômputo não me deixaria de todo atólito, porém, caso não viesse acompanhado do maior insulto às faculdades mentais de que tenho notícia, ao menos desde a última feita em que Caetano Veloso abriu a boca: li que o Sr. Tom Carneiro se propala ínclito defensor da cultura erudita e da língua pátria, atingindo o vértice do mais alcantilado dislate ao acrescentar estar em campanha para salvá-las!

Querido Tom (permita-me chamá-lo assim, reproduzindo o carinho que dedico aos meus diletos criados, enquanto afavelmente os repreendo com bengaladas na cabeça), após me levantar do piso de mármore italiano de meu living, onde estive me contorcendo às gargalhadas estrídulas, do tipo que só me escapou antes quando soube da morte de Duchamp, informo o seguinte: no que depende de você, a melhor maneira de granjear seus objetivos, Tom, é manter-se a cerca de um ou dos quilômetros de um teclado de computador — determinação que, de resto, fosse este um país e não uma maloca prenhe de mulatos dotados de meio hemisfério cerebral, já deveria estar regulada em lei, para bem da coletividade.

Dito isso, regressemos ao cândido argumento descompreendido por vossa estúrdia, Tom. Ei-lo, simples, direto e medíocre, como manda seu manual de redação: deblaterar contra a incúria no uso do plural por parte de seres inferiores que povoam um sítio cafona e alobrógico como a TV, Tom, evidencia grau irrestrito de imbecilidade.
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Ah, Tom, Tom, Tom, por favor me entenda: esse gênero de atitude (aqui — perceba minha caridade, leitor —, sigo o Cristo e recorro à analogia, figura proveitosamente empregada em diálogos com plebeus e débeis de raciocínio, pendoem-me a redundância) é semelhante à de um incauto que, indo a um show de golfinhos, sai de lá a denunciar que os animais fazem ique-ique, saltam, contorcem-se e representam um espetáculo digerível apenas por retardados mentais, jornalistas e crianças de dois a três anos.
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Em suma, trata-se de comportamento típico das almas simplórias, Tom, a divulgação entusiastiástica do consabido até pelos ienas mancas do zoológico de Zurique. Que interessa se um chimpanzé come bananas com garfo ou usa os dedos, Tom? Quem se preocuparia uma centelha de centésimo de segundo com a observância de regras de bom-tom entre as aranhas, senão um vabagundo, um indolente irrecuperável ou alguém que perdeu 95% da massa encefálica, Tom?
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Ademais, Tom, o mero ato de assistir à televisão, nem que seja à banda de cores que aparece, segundo me informam, antes das estações entrarem no ar, é próprio de subgente, analfabetos e neuronialmente prejudicados em geral, Tom, e não de defensores da alta cultura.
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Compreendeu agora, ó sublime encarnação do burro de La Fontaine? Se não, me diga, por obséquio, pois procurarei desenhar ou fazer mímicas no próximo post, Tom, ó Tom, minha amada cavalgadura.

O QUE É QUE FAZ UM SER HUMANO FICAR PRODUZINDO POSTS PARA UM SITE COMO O SOPA DE TAMANCO ? QUEM HAVERÁ DE DESVENDAR ESTE MISTÉRIO ?

Questão de ordem, senhor presidente!

Preciso tirar uma dúvida que vem agitando minhas florestas interiores nos últimos dias : o que é que faz um sujeito usar o horário comercial para ficar maquinando posts de tamanho e interesse variados num site tão mambembe como o Sopa de Tamanco, como fazem, com tanta frequência, os senhores Tom Carneiro e Nicomar Lael ?
Os dois por acaso estão desempregados? Vivem de FGTS ? Recebem Bolsa Família ?
Não conseguiriam arranjar passatempos mais úteis, como, por exemplo, uma boa tradução? Ou a redação de um livro - que ninguém leria ? Os dois pensam em se demitir ? Querem provocar seus patrões ? Não poderiam, alternativamente, usar o tempo para lavar a louça - ou passar uma vassoura na sala de suas respectivas residências ?

Que força estranha será esta que os leva a postar ?

CAMPANHA CONTRA OS TROCADILHOS ENGRAÇADINHOS

Simples assim: um bom jornalista não escreve trocadilho.

DIAGNÓSTICO: SOPA DE TAMANCO PERMANECE NA UTI, MAS OS SINAIS VITAIS ESTÃO PRESERVADOS

Ah, se não fossem os funcionários que usam o computador no trabalho para vadiar (ou seja: navegar por sites rigorosamente inúteis como este), o número de acessos do Sopa de Tamanco seria algo próximo de zero.

Obrigado, povo do Brasil! Enquanto os chefes desses especialistas em navegação vadia não desconfiarem de nada, o site estará salvo.

O número de acessos, é claro, continua igual a um macaco prego - patético e a caminho da extinção. Mas haverá sempre um punhado de internautas fiéis, dispostos a resistir até o último post.

Graças a estes anônimos heróis da resistência, o moribundo Sopa de Tamanco, há meses trancafiado numa UTI por absoluta inanição, avisa: os sinais vitais estão preservados.

As notícias sobre nosso desaparecimento foram, obviamente, exageradas.