30 de junho de 2007
CULINÁRIA TAMANCAL
Receita do blog : ofereça sopa de tamanco com caco de vidro para o primeiro empulhador que aparecer.
Vale para senadores cínicos, escritores picaretas e bichos afins.
A paciência do Brasil agradece, comovida.
Grandes frases avacalhadas
"Tu falas com a melhor das intenções a respeito da bondade dele, mas temo que estejas cego diante de falsas aparências."
Molière, "Wigberto Tartuffo"
PROTESTO! DICIONÁRIO DO AURÉLIO COMETE FALHA NO VERBETE "LIXO". FALTOU UM NOME LÁ!
Atenção, editora do Dicionário do Aurélio, o Pai dos Burros ( ou seja :nosso pai) : há uma falha grave na edição de papel! Tomara que o deslize seja corrigido na próxima edição.
O Dicionário dá como sinônimos de lixo "entulho ; tudo o que não presta e se joga fora; sujidade, sujeira, imundície; coisa ou coisas sem valor".
Faltou concisão ao autor do verbete. Poderia ter resumido a palavra a lixo com uma apenas uma frase,claríssima : lixo = o mesmo que livro de Bernardo Carvalho.
Todo mundo entenderia. Porque lixo que é lixo fede de tão ruim. Livro de Bernardo Carvalho fede. Lixo que é lixo não pode ser manuseado, porque provoca náusea. Livro de Bernardo Carvalho provoca náusea. Lixo que é lixo dá vontade de vomitar. Livro de Bernardo Carvalho dá vontade de vomitar.
Ninguém me contou: eu vi, porque manuseei um. Em resumo: livro de Bernardo Carvalho é o sinônimo perfeito para a palavra lixo, mas o dicionarista preferiu complicar a explicação.
Justiça se faça : não é que o tal livro seja podre. Papel não fede. A podridão é literária. Ou seja: o fedor de lixo emana do conteúdo. Livro de Bernardo Carvalho é - apenas - inapelavelmente ruim, pretensiosíssimo, entediante, chatíssimo, soporífero, estupefaciente, vomitivo, ilegível, horroroso.
O simples fato de livro tão ruim chegar à prateleira das livrarias, com a chancela de uma grande editora, é um atestado da indefensável mediocridade de nossa paisagem cultural.
Há pecados que até se perdoam num candidato a escritor. Mas a pretensão descabida é pecado mortal. Sério: um candidato a escritor precisa, obrigatoriamente, avaliar o próprio tamanho, antes de teclar a primeira frase.
Se um jornalista tiver a plena consciência de que, em última instância, não passa de um aplicado coletor de declarações alheias, terá - por exemplo - grandes chances de produzir boas peças jornalísticas. Tudo se resume a não querer enganar a plátéia dando um passo maior do que as pernas. Já pensou se
um desqualificado como Bernardo Carvalho tivesse a pretensão de escrever como, por exemplo, Camus? Mas ele tem. O desastre mora aí ( neste momento, a platéia solta, em uníssono, um suspiro de desalento. Meu Deus, ele tem....).
Se um picareta literário, cego pela pretensão descabida, comete o gravíssimo pecado de se julgar um romancista de recursos, a estrada para o desastre estará aberta. É o que acontece com livro de Bernardo Carvalho, um picareta literário que se julga perfeitamente qualificado a cobrar dinheiro para ser lido...( afinal, o que faz um autor que publica livros? Cobra dinheiro para ser lido. O problema é de qualidade. Cassandra Rios, autora quinhentas vezes superior a Bernardo Carvalho, porque não cometia o pecado mortal da pretensão descabida, poderia perfeitamente cobrar para ser lida. José Mauro Vasconcelos, autor com zero grau de pretensão descabida, e, portanto, seiscentas vezes superior a Bernardo Carvalho, poderia cobrar para ser lido. Bernardo Carvalho não pode cobrar, porque os seus livros são empulhações indefensáveis para ludibriar leitores. Livro de Bernardo Carvalho deveria ser distribuído de graça para as empresas de lixo).
Imagine um débil mental habitante de um paiseco subdesenvolvido desfilando de cachecol por bares como se estivesse na Paris do século XVIII e arrotando draminhas existenciais ( a platéia se contorce de riso diante de tal cena: quá-quá-quá-quá) . Se uma criatura com este perfil se sentasse diante de um teclado para escrever, o que sairia ? Um livro de Bernardo Carvalho.
Nem quero teclar o nome do livro que inspirou estas reflexões sobre o sentido da palavra lixo. Quero evitar que outros incautos, movidos pela curiosidade, cometam a estupidez que cometi: joguei fora um dinheiro que poderia ter sido gasto com um bom sanduíche acompanhado de um milk-shake.
Bem feito! Dinheiro jogado lixo! Quem mandou comprar lixo disfarçado de livro?
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
Meu amigo resmunga:
- A mim, a pátria só deu o que dá compulsoriamente a todo mundo : um hino e uma bandeira.....
Joel Silveira, datilografado por GMN
Planejamento de longo prazo porque hoje é sábado
Contra o pseudocatolicismo à la Roriz ou a bigamia à la alagoana, a biodiversidade muçulmana. Até quatro esposas ou uma esposa e três amantes ou duas esposas e duas amantes ou uma amante e três esposas ou quatro amantes. Contra o laicismo da constituição cidadã, a gente não quer só boi no pasto, a gente quer a poligamia religiosa. Contra a pensão alimentícia paga por empreiteiras, a gente quer auxílio-lingerie para as todas as virgens do paraíso. Contra os novos pelourinhos e navios-negreiros dos pitnazis e os deliqüentes de grife, as chibatas públicas do cipó verde de aroeira no lombo de quem mandou dar e o estado de bem-estar social escandinavo. Contra o manto da impunidade, a gente quer a dança dos sete véus com Luana Piovani, Debora Secco, Zezé Macedo, Hermila Guedes, Dercy Gonçalves, Helena Ramos e Gisele Bundchen. Contra a complexa barbárie da nação-chacina, a gente quer Juscelino, Oswald de Andrade e Grande Otelo puxando o maracatu retardado da nação-chanchada. Contra o prozac oficial, o éter e o álcool do poeta Manuel Bandeira nos quatro dias de Carnaval.
Cinema é a maior diversão
VEJA teve acesso a documentos que mostram que, de janeiro a abril deste ano, mais da metade do faturamento da DNP, de cerca de 90.000 reais, veio, indiretamente, da... Petrobras. Como Silvinho operou esse milagre? Os 55.000 reais que a DNP embolsou da estatal nos primeiros meses do ano se referem a uma suposta participação no projeto Cinemostra de Verão, patrocinado pela petrolífera. O evento, uma exibição de filmes nacionais ao ar livre, ocorreu em fevereiro, na Praia de Camburi, em Vitória, no Espírito Santo. Oficialmente, as empresas que o idealizaram e executaram foram a TGS Consultoria e a Central de Eventos e Produções, ambas de propriedade de um mesmo dono, Julio Cesar dos Santos. Foi em nome dessas duas empresas que a DNP emitiu as notas fiscais que lhe permitiram receber, em três parcelas, os 55.000 reais da Petrobras. Nas notas, atribuem-se à empresa de Silvinho a "coordenação e produção" da mostra. A Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que não tinha conhecimento da participação da DNP de Silvinho na mostra e adianta não possuir "ingerência sobre profissionais ou empresas contratados para execução de projetos patrocinados pela empresa".
Amantes, um problema chinês
Que ameaça a estabilidade do poder...
Da Reuters:
BEIJING (Reuters) - China plans to sack all officials found to have secretly "kept and supported" mistresses, in a move aimed at raising social morals, state media reported on Friday.
The step hardens up previous policy.
"It is a misunderstanding that officials who have mistresses would only be sacked when the situation is serious," the Beijing News quoted a Ministry of Personnel spokesman as saying.
Mistresses and "second wives" are common among government officials and businessmen in China, and Chinese media have said the financial pressures of keeping mistresses have driven some officials to seek money through bribes or abuse of power.
Corrupt officials are a major cause of public outrage in China, and the country's Communist rulers have warned that if graft is not checked it could threaten the party's grip on power.
The ministry said it had studied the issue and found it "necessary to make a clarification and emphasis" on the punishment for officials who supported mistresses.
Da Reuters:
BEIJING (Reuters) - China plans to sack all officials found to have secretly "kept and supported" mistresses, in a move aimed at raising social morals, state media reported on Friday.
The step hardens up previous policy.
"It is a misunderstanding that officials who have mistresses would only be sacked when the situation is serious," the Beijing News quoted a Ministry of Personnel spokesman as saying.
Mistresses and "second wives" are common among government officials and businessmen in China, and Chinese media have said the financial pressures of keeping mistresses have driven some officials to seek money through bribes or abuse of power.
Corrupt officials are a major cause of public outrage in China, and the country's Communist rulers have warned that if graft is not checked it could threaten the party's grip on power.
The ministry said it had studied the issue and found it "necessary to make a clarification and emphasis" on the punishment for officials who supported mistresses.
Meus discos e nada mais
Todo retardo-abilolado de 25 anos (é o meu caso) tem a sua discoteca básica. Nenhum disco (nem "Flowers") do Rolling Stones, sobretudo agora que as Condessas de Vinil andam provocando acidentes de trabalho envolvendo sofridos imigrantes marroquinos na Espanha. Os melômanos como o crítico José Telles vão compreender como tive dificuldades de formar a minha discoteca básica. Vou logo avisando que sigo à risca o conselho de Carlos Lacerda: "livro (disco) e mulher, quando se emprestam, voltam estragados". Evitem decepção!, não me peçam emprestados os meus cantores e compositores favoritos.
Marcio Greik. Os Sebomatos. Trio Nordestino. Elino Julião. Don Tronxo. Aratanha Azul. Adilson Ramos. The Panters. The Animals. Almir Rogério. Os Tartáros. Maciel Melo. Christian e Ralph. Bárbaros da Bossa. Cachorros Mortos. Deno e Dino. Os Pholhas. Edy Clínio. Núbia Lafaiete. Miltinho. Banda de Música da Polícia Militar de Alagoas. Os Meninos Cantores de Petropólis. Teixeirinha. Cumadre Florzinha.
Todos, sem exceção, bem superiores às Condessas de Vinil do rock inglês.
29 de junho de 2007
FLAGRANTES DO “ARRAIÁ DO TORTO” – 2
EXCLUSIVO. VOCÊ VAI VER NO TAMANCO REPÓRTER DE HOJE:
FLAGRANTES ANTECIPADOS DO “ARRAIÁ DO TORTO”, QUE SE REALIZA AMANHÃ, NA APRAZÍVEL GRANJA PRESIDENCIAL. NO DETALHE, O GIGANTE DO GOVERNO, MANGABEIRA UNGER, E SUA PRIMEIRA-DAMA, CARACTERIZADOS COMO NOIVOS DO CASAMENTO MATUTO DA FESTA.
Momento em que ele indaga: "O que ser quentão?"."Como comer o canjica?".
Momento em que ele indaga: "O que ser quentão?"."Como comer o canjica?".Dorian Gray provoca acidente de trabalho
Da última fornada da internet:
MADRI - Duas pessoas morreram e outras duas ficaram gravemente feridas nesta sexta-feira em um acidente ocorrido na desmontagem do palco de um show dos Rolling Stones realizado na noite de quinta-feira em Madri, informou a Polícia municipal na capital espanhola, que ampliou o balanço de apenas um morto"
..................................................................................................................................................................MADRI - Duas pessoas morreram e outras duas ficaram gravemente feridas nesta sexta-feira em um acidente ocorrido na desmontagem do palco de um show dos Rolling Stones realizado na noite de quinta-feira em Madri, informou a Polícia municipal na capital espanhola, que ampliou o balanço de apenas um morto"
Quando essas titias velhuscas do rock, Dorian Grays dos quintais da rainha, vão recolher as violas e entrar na fila de aposentadoria do INSS? O conceito de juventude surgiu na Revolução Francesa, com a queda do ancien régime, e teve uma rápida passagem pela periferia do poder nos idos dos anos 60. É uma forçação de barra (desculpe, não foi intencional) dessas bandas geriátricas fingirem que estão retonificados com o elixir da juventude dos teens. Renato e seus Blue Caps, Lulu Santos, Leozinho MC e os Fevers sempre foram melhores do que os Rolling Stones. Vão jogar gamão, vistam o baby-doll de nylon e não provoquem mais acidentes de trabalho. Os migrantes só querem descolar um euro e mandar para Mama África. De repente, um deles perde um dedo... olhe aí.
Vittorio de Sica revisitado - Ladrão de microfone
Só mesmo naquele grande país do Norte, em que comedores de cheesburger dormem na fila do celular.
Grandes frases avacalhadas
"Quase todos nossos infortúnios nascem de nossas relações com outras pessoas"
Arthur Schopenhauer, "O Senado como Vontade e Representação"
PLACAR ELETRÔNICO: 18.000 ACESSOS !!
Recém-criado, o blog SOPA DE TAMANCO acaba de bater a marca das 18.000 visitas! Os números não mentem jamais ( a não ser no Senado, claro) : o contador de acessos, lá no pé da página, é o nosso placar eletrônico.
Obrigado! Em breve, farta distribuição de prêmios.
Para acalmar o rebanho, notinha de classificados
Procura-se um bom boi de piranha, que saiba fazer barba, cabelo e bigode desta crise, tenha referências e que não durma em serviço. Tr. Congresso.
PERGUNTA FEITA AOS CÉUS // AGAIN
Bernardo Carvalho ( creio que é este o nome; autor dos mais soporíferos, mais ilegíveis, mais entediantes, mais intragáveis romances já publicados no Sul da América em qualquer época; subliteratura da pior espécie ; pastiches de romances franceses de décima-oitava categoria; picaretagem literária deslavada; coisa de gente que, em vez de pagar a um psicanalista para resolver indefinições pessoais, prefere atazanar a paciência dos leitores com relatos de falsa profundidade* para arrancar dinheiro de editores e leitores incautos ) continua solto ?
(*) Comprei um. Quero meu dinheiro de volta!!
O DINOSSAURO SARAMAGO FAZ UMA PERGUNTA AOS BRASILEIROS :"QUANDO SE DECIDEM ?"
Repórter não publica a história de entrevistas natimortas: aquelas que nem chegaram a ver a luz do dia.
Mas aqui, além de publicar a íntegra de uma entrevista com o dinossauro Saramago, o locutor-que-vos-fala descreve investidas fracassadas :
(é só clicar no ícone: http://www.geneton.com.br/archives/000046.html)
O Efeito Mônica nos que ignoram a Lei de Clinton
No Noblat:
"o jornalista Fábio Pannunzio acaba de contar na rádio Bandnews FM que Quintanilha tem um filho fora do casamento; que paga de pensão à mãe da criança R$ 900,00 mensais; e que a mãe exige receber doravante o mínimo de R$ 7 mil - também conhecido como "o novo paradigma da Mônica".
"Renan paga R$ 7 mil mensais de pensão à jornalista Mônica Veloso porque é pai de uma filha dela.
"Senadores e deputados em situação parecida estão sob severa marcação de seus ex-casos que já não aceitam ganhar menos do que Mônica.
"O valor da pensão de Mônica virou piso, não teto para muitas mães de filhos ocultos de políticos pelo país afora.
"Há também ex-mulheres de políticos que passaram a cobrar reajuste das pensões que recebem depois que descobriram quanto ganha ou pode ganhar um senador ou deputado. É o caso, por exemplo, da ex-mulher de um senador do DEM do Centro-Oeste.
"Indiciado pela Polícia Federal por crime de corrupção, processado pelo Supremo Tribunal Federal, Quintanilha é pecuarista, assim como Renan.
"Só falta descobrir que ele é dono de bois voadores."
"o jornalista Fábio Pannunzio acaba de contar na rádio Bandnews FM que Quintanilha tem um filho fora do casamento; que paga de pensão à mãe da criança R$ 900,00 mensais; e que a mãe exige receber doravante o mínimo de R$ 7 mil - também conhecido como "o novo paradigma da Mônica".
"Renan paga R$ 7 mil mensais de pensão à jornalista Mônica Veloso porque é pai de uma filha dela.
"Senadores e deputados em situação parecida estão sob severa marcação de seus ex-casos que já não aceitam ganhar menos do que Mônica.
"O valor da pensão de Mônica virou piso, não teto para muitas mães de filhos ocultos de políticos pelo país afora.
"Há também ex-mulheres de políticos que passaram a cobrar reajuste das pensões que recebem depois que descobriram quanto ganha ou pode ganhar um senador ou deputado. É o caso, por exemplo, da ex-mulher de um senador do DEM do Centro-Oeste.
"Indiciado pela Polícia Federal por crime de corrupção, processado pelo Supremo Tribunal Federal, Quintanilha é pecuarista, assim como Renan.
"Só falta descobrir que ele é dono de bois voadores."
REPÓRTER DA BBC QUE COBRIA CONFLITOS NA IRLANDA DO NORTE DESEMBARCA NO MORRO DO ALEMÃO, RIO DE JANEIRO
Gary Duffy, correspondente da BBC no Brasil, depois de uma incursão ao Complexo do Alemão:
"Há paralelos com a Irlanda do Norte. Lá, quando a polícia e o Exército entravam nas áreas católicas, as mulheres costumavam sair com tampas de metal e batê-las no chão para avisar as pessoas envolvidas no IRA. E no Brasil o equivalente disso pareceu ser o disparo de fogos de artifício para avisar os traficantes que a polícia está vindo. Também foi impressionante ver que em muitas áreas católicas não havia muita confiança na polícia, havia um certo ressentimento em relação à polícia, e dava para sentir uma atitude nas favelas de que a polícia não era muito bem vista, que não havia muita confiança na polícia. Havia uma certa simetria com a Irlanda do Norte".
Eis o relato do correspondente de guerra:
(é só clicar no ícone:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070628_gary_rio_cg.shtml)
"Há paralelos com a Irlanda do Norte. Lá, quando a polícia e o Exército entravam nas áreas católicas, as mulheres costumavam sair com tampas de metal e batê-las no chão para avisar as pessoas envolvidas no IRA. E no Brasil o equivalente disso pareceu ser o disparo de fogos de artifício para avisar os traficantes que a polícia está vindo. Também foi impressionante ver que em muitas áreas católicas não havia muita confiança na polícia, havia um certo ressentimento em relação à polícia, e dava para sentir uma atitude nas favelas de que a polícia não era muito bem vista, que não havia muita confiança na polícia. Havia uma certa simetria com a Irlanda do Norte".
Eis o relato do correspondente de guerra:
(é só clicar no ícone:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070628_gary_rio_cg.shtml)
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
Como todo palhaço velho, sempre sonhei em ver o circo pegar fogo.
Acho que vou conseguir.
Joel Silveira, datilografado por GMN
CORREÇÕES AO DICIONÁRIO-2 : BOI = BODE. BEM QUE CHICO BUARQUE AVISOU...
Boi = Bode.
Chico Buarque de Holanda não é o melhor profeta em atividade no Atlântico Sul. Mas, numa música de 1973, "Boi Voador Não Pode", ele escreveu o verso que viraria lema do Senado da República em 2007:
"O boi ainda dá bode".
Deu.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
De seis em seis meses, tudo muda no Brasil.
Só o Brasil não muda.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Por falar em bombas...
...toda a gente que responde por isto aqui deveria ser processada por incentivo ao terrorismo lúdico.
Sessão Pastelão - hoje, em cartaz: "Loucurinhas de um Senador em Plenário"
" MEU DEUS, A QUE PONTO CHEGAMOS..."
A seguir, algumas pérolas do tresloucado boa-tarde-Brasil, dado, ontem, da tribuna do Congresso, pelo astro da mais nova versão tupiniquim do saudoso e bom dramalhão mexicano, Joaquim Roriz.
Divirtam-se. E que Deus - em sua infinita bondade, acompanhando o voto, em separado, de Nossa Senhora, apiedem-se, ambos, desta alma que ainda corre solta ao redor dos cofres públicos:
- Jamais ao longo da minha vida misturei o público com o privado. Sempre respeitei a ética. Estou triste por ter que falar de coisas pessoais.
- Tem algum artigo no Código Penal que diga que é crime pedir um empréstimo a um amigo? Quem na sua vida nunca fez isso?
- A quem interessa tudo isso? Faço essa indagação aos meus adversários políticos. Penso que eles não seriam covardes ao ponto de alimentar essas dúvidas repercutidas na imprensa só para me prejudicar.
- Aprendi com meu pai que as pessoas são boas. Não fugirei desse pensamento. Gosto de pessoas. Considero uma virtude confiar nas pessoas. Não vou deixar agora, com esses cabelos brancos, de confiar e de acreditar nas pessoas, mesmo com o preço às vezes da ingratidão.
- A imprensa, quando quer, massacra, destrói. Vejam o que está acontecendo com o nosso amigo, o senador Renan Calheiros. Será que é justo tanta maldade com um homem que prestou tantos serviços ao país e ao seu Estado em particular?
- Nunca sofri tanto com as notícias mentirosas da imprensa. Podem abrir minhas contas de vereador a governador. E se encontrarem alguma coisa que me comprometa, darei a mão à palmatória.
- Imaginem, brasileiros, se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus, a que ponto chegamos! Vou continuar ajudando o povo humilde. Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz.
- Saio daqui aliviado e feliz. Vou prostrar-me de joelhos na Catedral de Brasília até à noite para agradecer a Deus e a Nossa Senhora ter tido forças para vir até aqui.
A seguir, algumas pérolas do tresloucado boa-tarde-Brasil, dado, ontem, da tribuna do Congresso, pelo astro da mais nova versão tupiniquim do saudoso e bom dramalhão mexicano, Joaquim Roriz.
Divirtam-se. E que Deus - em sua infinita bondade, acompanhando o voto, em separado, de Nossa Senhora, apiedem-se, ambos, desta alma que ainda corre solta ao redor dos cofres públicos:
- Jamais ao longo da minha vida misturei o público com o privado. Sempre respeitei a ética. Estou triste por ter que falar de coisas pessoais.
- Tem algum artigo no Código Penal que diga que é crime pedir um empréstimo a um amigo? Quem na sua vida nunca fez isso?
- A quem interessa tudo isso? Faço essa indagação aos meus adversários políticos. Penso que eles não seriam covardes ao ponto de alimentar essas dúvidas repercutidas na imprensa só para me prejudicar.
- Aprendi com meu pai que as pessoas são boas. Não fugirei desse pensamento. Gosto de pessoas. Considero uma virtude confiar nas pessoas. Não vou deixar agora, com esses cabelos brancos, de confiar e de acreditar nas pessoas, mesmo com o preço às vezes da ingratidão.
- A imprensa, quando quer, massacra, destrói. Vejam o que está acontecendo com o nosso amigo, o senador Renan Calheiros. Será que é justo tanta maldade com um homem que prestou tantos serviços ao país e ao seu Estado em particular?
- Nunca sofri tanto com as notícias mentirosas da imprensa. Podem abrir minhas contas de vereador a governador. E se encontrarem alguma coisa que me comprometa, darei a mão à palmatória.
- Imaginem, brasileiros, se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus, a que ponto chegamos! Vou continuar ajudando o povo humilde. Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz.
- Saio daqui aliviado e feliz. Vou prostrar-me de joelhos na Catedral de Brasília até à noite para agradecer a Deus e a Nossa Senhora ter tido forças para vir até aqui.
CORREÇÕES AO DICIONÁRIO-1 : PITIBOY = PITINAZI
Pitboy = Pitinazi ( Acréscimo a nota de ontem sobre o assunto : "This Boy" é o nome de uma canção bonita dos Beatles. "Boy" é o nome do cachorro que fugiu da minha casa com medo do ruídos dos fogos de São João, quando eu era criança. Não vale a pena,então, sujar o sentido da palavra. Não se deve chamar de Pitiboy o animal-mauricinho que trucida empregadas domésticas em pontos de ônibus na Barra. Os chamados Pitiboys são, na verdade, Pitinazis. Se vivessem na Alemanha nos anos trinta, estariam com um chicote na mão e suástica no braço).
Juramento de Hipócrates
Para o sindicato dos doutores de Pernambuco, só um milagre explica o fato de o nosso querido Brasil não ser um vasto Shopping do Alemão.
Posto que fizeram uma pesquisa entre os doutores de lá. Dezoito por cento disseram saber de colegas que consomem morfina, maconha, cocaína e dolantina.
O presidente do sindicato diz que a explicação para o consumo - diríamos, mais precisamente, para o rumor sobre consumo, mas deixa pra lá - está no acesso fácil às coisas (!) e no estresse.
Solução proposta: melhoriais salariais! Como diria o alagoano do momento, "bissolutamente!".
Línqui.
Posto que fizeram uma pesquisa entre os doutores de lá. Dezoito por cento disseram saber de colegas que consomem morfina, maconha, cocaína e dolantina.
O presidente do sindicato diz que a explicação para o consumo - diríamos, mais precisamente, para o rumor sobre consumo, mas deixa pra lá - está no acesso fácil às coisas (!) e no estresse.
Solução proposta: melhoriais salariais! Como diria o alagoano do momento, "bissolutamente!".
Línqui.
Gradeados da Polinter versus Grafitados da Barra. Isso é Pan.
Os jornais noticiam: 500 manos gradeados da Polinter estão injuriados com as "crianças" da Barra. Como a maioria dos nobres ilustradores do código penal tem alguma parente que é empregada doméstica, eles avisaram que pretendem ter uma conversa a sós, na primeira oportunidade, com os delinqüentes grifados. Conversa de confessionário. Papai e Mamãe "sob o meu teto, um crápula" ficaram apreensivos. Não é pra menos. Os gradeados da Polinter também têm ascendentes nordestinos, a quem as "crianças" da Barra gostam de humilhar chamando-os de "paraíba". O "senhor da guerra" Sergio Cabral Filho deveria promover uma competição no estilo Pan (de pancada). Soltar os gradeados da Polinter para brincar de "paraíba" com os grafitados da Barra. Aos vencedores, uma visita turística à bela praia paraibana, a naturista Tambaba, onde todo mundo fica como nasceu na revista Playboy.
Salvem a Barra da Tijuca
I love Tacaimbó. Essa onda de otariano começou em Nova York. Todos amamos a cidade que nunca dorme, inclusive o sócio dos Bush, Bin Bin. Todos amamos a Barra da Tijuca, a maior concentração de delinqüentes grifados por metro quadrado da Somália do Atlântico. Precisamos, porém, fazer algo pela Barra, sobretudo depois que os repórteres de TV começaram a execrar os valores republicanos do bairro. Publicitários cariocas, uni-vos. Por que não iniciar uma campanha de recuperação da imagem da Barra? A primeira fase seria uma adesivação em massa nos carros dos moradores do belo bairro da zona sul. Façam uma brain storm: salvemos a Barra. Seguem sugestões para que os primatas descendentes dos yuppies pensem melhor.
"Sou misógino. Moro na Barra"
"Puta é na Barra de ferro"
"Racistas, sim. Barra, sim"
"Odeio mulher. Amo a Barra"
"Barra: uma razão para matar"
"Sob meu teto, um crápula. Papai Barra"
"Meu adorável assassino. Mamãe barra"
"Renan, venha morar na Barra"
"Roriz, a Barra espera por você"
"Eu sou da Barra pesada"
"Embeleze a Barra. Espanque e mate"
"Sou pitnazi. Amo a Barra"
"Sou carioca. Sou Barra"
28 de junho de 2007
Delírios do sol de Ipanema
Bons tempos aqueles em que o Rio de Janeiro era mais conhecido pelo complexo vulvo-vaginal e seu doce balanço a caminho do mar, e não pelo Complexo do Alemão.
Pelos testículos de Camões
Este espaço tem sido exorbitante na defesa da atualidade reconstituída da língua brasileira. Todos temos o dever cívico de tentar renová-la, de não permitir que essa missão fique apenas com os drugues das favelas cariocas. O nosso apelo, ao que parece, começa a ser atendido pelos meios de comunicação. De forma exorbitante, ressalte-se. Uma nova expressão aterrissou nos textos dos telejornais sobre, entre outros assuntos, a crise aérea e a guerra civil urbana: "aparente tranqüilidade". Pelos testículos de Camões, o que significa "aparente tranqüilidade"?
A polícia mata 19 drugues no Complexo do Alemão, mas as favelas reunidas estão em "aparente tranqüilidade".
Os torcedores tentam surrar o presidente do Corinthias, mas o ambiente é de "aparente tranqüilidade".
O Hamas expulsa a tiros o Fatah, mas a Faixa de Gaza vive em "aparente tranqüilidade".
Camões fica cego de um olho, mas o estado de espírito do poeta é de "aparente tranqüilidade".
A expressão "aparente tranqüilidade" aparentemente é um sucedâneo pós-moderno do jargão militar da ditadura: "reina a calma em todo o país". Se é assim, relaxemos. Afinal, reina aparente tranqüilidade em todo o país.
O cinismo é angelical
Postado na internet. Relato de mais um "bezerro de ouro" lacrimoso:
"Dizendo-se católico praticante, o senador Joaquim Roriz (PMDB-AL) deixou hoje o Senado e seguiu direto para a Catedral de Brasília. Por quase uma hora, Roriz ameaçou chorar: embargou a voz, emocionou-se e gaguejou. Disse ser um homem de fé. Afirmou que, nos últimos dias desde que as denúncias contra ele vieram à tona, reza constantemente.
A santa de devoção de Roriz é Nossa Senhora: "Como sofri essa semana. Confesso que chorei e rezei muito. Sou um homem temente a Deus. Vou à missa todos os domingos"".
Agora é fácil compreender por qual razão Deus é ateu.
A santa de devoção de Roriz é Nossa Senhora: "Como sofri essa semana. Confesso que chorei e rezei muito. Sou um homem temente a Deus. Vou à missa todos os domingos"".
As novas vacas de divinas tetas da Parmalat
Postado na internet:
"Luana Piovani e Ildi Silva, duas mulheres envolvidas em casos ruidosos envolvendo também o cantor e compositor Caetano Veloso nas últimas semanas, vão dividir a mesma campanha publicitária. A campanha visa alavancar as vendas de produtos da Parmalat. Hoje os responsáveis pelo marketing da empresa farão uma reunião para acertar os detalhes de divulgação da nova campanha".
...........................................................................................................................................................................
Esse Caetano Veloso é mesmo um tampa de crush. É o Midas do Monte de Vênus. Onde a sua mão mais atrevida toca, a graminha logo vira ouro.
'Ulysses' revisitado - Pobre 'Ulysses'
O camarada a seguir está blogando diretamente da fila de comedores de cheesburger ávidos por um iPhone. As vendas começarão amanhã.
http://bubblesbanglesbeads.blogspot.com/
http://bubblesbanglesbeads.blogspot.com/
Grandes tribunos já avacalhados
"Governar não é fazer o povo feliz. E não é fazer o povo infeliz."
Joaquim Roriz
Sabe com quem está falando?
O americano, esse desconfiado...
Os comedores de cheesburger estão em polvorosa diante da lei que os obriga a ter uma carteira de identidade nacional.
Eles não têm.
Têm o equivalente ao nosso CPF/INSS, e só. Em geral, a autoridade comedora de cheesburger que precisa saber com quem está falando pede a... carteira de motorista.
Sim, amigos. Naquele grande país do Norte, você é um cidadão se você é um motorista.
Por isto o SOPA DE TAMANCO defende a concessão do título de maior urbanista americano a Henry Ford.
Vá lá, eles têm os motivos: intrusão do governo federal na vida dos estados; paranóia fundamentada no roubo homérico de identidades; arapongagem a torto e a direito.
Pelo menos no primeiro quesito a História, porém, se fez à revelia dos defensores estaduais: quando o FBI foi criado, houve grita, e muita, por causa da intromissão do governo etc.
Línqui.
Os comedores de cheesburger estão em polvorosa diante da lei que os obriga a ter uma carteira de identidade nacional.
Eles não têm.
Têm o equivalente ao nosso CPF/INSS, e só. Em geral, a autoridade comedora de cheesburger que precisa saber com quem está falando pede a... carteira de motorista.
Sim, amigos. Naquele grande país do Norte, você é um cidadão se você é um motorista.
Por isto o SOPA DE TAMANCO defende a concessão do título de maior urbanista americano a Henry Ford.
Vá lá, eles têm os motivos: intrusão do governo federal na vida dos estados; paranóia fundamentada no roubo homérico de identidades; arapongagem a torto e a direito.
Pelo menos no primeiro quesito a História, porém, se fez à revelia dos defensores estaduais: quando o FBI foi criado, houve grita, e muita, por causa da intromissão do governo etc.
Línqui.
Grandes questões da tietagem-cabeça
"Por que a Festa Literária Internacional de Parati não convida o ministro da Secretaria de Ações a Longo Prazo, autor de 'Paixão: Um Ensaio sobre a Personalidade'?"
Grandes questões questionáveis
"A Nossa Caixa é deles?"
da "Folha":
"A contratação de uma pesquisa para medir a satisfação do cliente é o principal elemento que leva o Ministério Público e a Polícia Civil a dizer que há "fortes indícios" de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa."
da "Folha":
"A contratação de uma pesquisa para medir a satisfação do cliente é o principal elemento que leva o Ministério Público e a Polícia Civil a dizer que há "fortes indícios" de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa."
Revolta contra notícias da perua
Perto de Paris Hilton, qualquer fenômeno midíatico tipo "Big Brother" é o Parnassus.
Por causa dela, uma jornalista da MSNBC - canal por assinatura que perde todo santo dia da CNN e da Fox News - deu um faniquito no programa do chatíssimo ex-parlamentar Joe Scarborough.
Este Joe, por seu turno, tem a missão de mostrar que a MSNBC também pode ser histericamente conservadora - tática contra a Fox News.
Enfim.
Por causa dela, uma jornalista da MSNBC - canal por assinatura que perde todo santo dia da CNN e da Fox News - deu um faniquito no programa do chatíssimo ex-parlamentar Joe Scarborough.
Este Joe, por seu turno, tem a missão de mostrar que a MSNBC também pode ser histericamente conservadora - tática contra a Fox News.
Enfim.
Sopa de Cinema Apresenta...
...o Mistério do Peixe Saltador (1916) - 27 minutos
Douglas Fairbanks é um detetive "científico" que adora drogas. Aqui ele investiga - e aproveita - um esquema de ópio.
Douglas Fairbanks é um detetive "científico" que adora drogas. Aqui ele investiga - e aproveita - um esquema de ópio.
PERGUNTA FEITA AOS CÉUS
Bernardo Carvalho ( acho que é este o nome), autor dos livros de ficção mais chatos já publicados no Cone Sul da América, continua solto ?
HÁ VAGAS
Complexo do Alemão – Função: Ajudar criancinhas a atravessarem as ruas, no caminho da escola, em dia de baculejo.
Conselho de Ética – Missão: Dar canseira, empurrar com a barriga, até a nação jogar a toalha.
Seleção Brasileira – Objetivo: Resgatar o perfil de vira-lata que foi engolido pelo perfil de poodle que avacalha com nossos peladeiros atuais.
Conselho de Ética – Missão: Dar canseira, empurrar com a barriga, até a nação jogar a toalha.
Seleção Brasileira – Objetivo: Resgatar o perfil de vira-lata que foi engolido pelo perfil de poodle que avacalha com nossos peladeiros atuais.
PAUSA PARA UM MOMENTO CANINO. E UMA CORREÇÃO: PITBOYS NÃO! O NOME CERTO É PITNAZIS !
Ninguém perguntou, mas declaro, diante deste egrégio tribunal, que tenho horror a cachorros. Os bichos só são toleráveis em cinema. Não existe nada pior que cachorro fungando a perna dos outros dentro de elevador. Se houvesse justiça nesta planeta desperdiçado, quem botasse cachorro dentro de elevador pegaria cinco anos de cadeia automaticamente, sem direito a apelação.
Mas devo confessar uma admiração secreta por um gesto nobre que os cachorros praticam todo dia, no anonimato, longe dos olhares dos citadinos.
O cenário: aquelas estradas barrentas do interior. Ali, os cachorros praticam um exercício admirável, pela persistência: toda vez que é despertado pelo ronco de um motor, o vira-latas de plantão dispara atrás do carro e começa a latir, desesperadamente. Jamais alcançará os carros, porque não terá força nem velocidade para tanto, mas, ainda, assim, corre e late a cada vez que o ronco de um motor o desperta da modorra. É assim o dia inteiro. Quantas centenas de vezes não vi esta cena ?
Depois de correr cem metros atrás da roda, o cão desiste, exausto, enquanto o carro se afasta.
O bicho perdeu a batalha contra a máquina. Mas basta que o ronco do motor anuncie a passagem de outro carro para que o cão sarnento se apresente de novo para a perseguição inútil.
A beleza do gesto é justamente esta : a coragem de persistir na inutilidade . Porque não existe exercício tão inútil quanto o de cães vadios perseguindo a roda dos automóveis na beira de estradas do interior do Brasil. Mas, sem esperar medalhas da humanidade, eles persistem. É uma lição silenciosa para nós, fracos de espírito que cambaleiam diante do primeiro fracasso.
O cão fracassa todo dia, mas corre, late, faz barulho.
Acabo de descobrir um sentido para a vida: uivar - feito os cães das estradas do interior - diante de cada impostura, cada incômodo, cada fracasso, cada empulhação. Pode ser um belo exercício. Não precisa incomodar os vizinhos. Basta um uivo inaudível. É inútil, porque os carros continuarão passando, indiferentes. Mas vale o protesto.
Em homenagem aos cães sarnentos das beiras de estrada do interior, a humanidade deveria uivar todo dia para a lua ( "Um Cão Uivando para a Lua" é o belo título do livro de Antônio Torres - que li, ainda nos anos setenta, entre uma aula e outra).
Minha ojeriza aos caninos comporta outra exceção: preciso levantar a voz em defesa de um cachorro chamado Boy. Quando eu era criança, no século passado, no bairro de Nossa Senhora do Rosário da Torre, no Recife, havia em minha casa um cachorro branco que tinha este nome. Nunca fez mal a ninguém. Numa noite de São João, assustado com o ruído dos fogos, Boy fugiu. Jamais foi encontrado. ( Música triste. Cena trash. Câmera percorre rua iluminada por fogueiras de São João. O olhar de um menino procura na paisagem sinais do cachorro. Nada. Créditos começam a rolar. Luzes do cinema se acendem. Uma mulher disfarça o choro, com vergonha do vexame).
Se eu escrever outro parágrafo, ganharei o Troféu José Mauro Vasconcelos de pieguice animal.
Por que tanta divagação sobre cachorros?
Por um motivo:
Por uma questão de justiça, recuso-me formalmente a dar o título de Pitboys a estes bichos que tentam matar empregadas domésticas em pontos de ônibus. Boy, em minha geografia sentimental, é o nome de um cachorro manso que fugiu de casa com medo do som dos fogos de artifício de uma festa de São João.
Pitboys,não. Pitnazis. É melhor assim.
'Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e...'
Sempre achei a lavra dele chata, e continuo achando - viva o impressionismo. Mas o que ele dizia faz todo o sentido.
No Reinaldo Azevedo, entrevista dada por Bruno Tolentino séculos atrás (atrás mesmo?).
Trecho:
VEJA — Por que só o senhor, e não outros críticos, diz essas coisas?
TOLENTINO — Na República das Letras, ainda estamos à espera das diretas-já. A usurpação do poder legal por vinte anos deixou-nos seus legados nas patotas literárias que desde então controlam a entrada em circulação, ou a exclusão pelo silêncio, de livros, autores, obras inteiras. Nas redações dos jornais como nas universidades, prevalece a censura, e o único critério para sancionar uma obra parece ser o bom comportamento do neófito, sua genuflexão aos ícones da hora. Nossa crítica suicidou-se, matando o diálogo, o debate e a polêmica. Mascarados de universitários, esses anõezinhos conseguem dar a impressão de que a inteligência nacional encolheu, de que, em Lilliput, só se sabe da cintura para baixo. Quem já ouviu falar de Alberto Cunha Melo, que vive escondido no Recife, e é nosso maior poeta desde João Cabral? São dele estas palavras: "Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem". Mas José Miguel Wisnik ora é crítico, ora é letrista e compositor, portanto é catedrático. Os violeiros empoleiraram-se nas cátedras, e Fernando Pessoa virou afluente da MPB. Não é à toa que até em Portugal os brasileiros viraram piada. Ouvi uma que provocava gargalhada logo à primeira frase: "Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..." É preciso perguntar dia e noite: por que Chico, Caetano e Benjor no lugar de Bandeira, Adélia Prado e Ferreira Gullar?
No Reinaldo Azevedo, entrevista dada por Bruno Tolentino séculos atrás (atrás mesmo?).
Trecho:
VEJA — Por que só o senhor, e não outros críticos, diz essas coisas?
TOLENTINO — Na República das Letras, ainda estamos à espera das diretas-já. A usurpação do poder legal por vinte anos deixou-nos seus legados nas patotas literárias que desde então controlam a entrada em circulação, ou a exclusão pelo silêncio, de livros, autores, obras inteiras. Nas redações dos jornais como nas universidades, prevalece a censura, e o único critério para sancionar uma obra parece ser o bom comportamento do neófito, sua genuflexão aos ícones da hora. Nossa crítica suicidou-se, matando o diálogo, o debate e a polêmica. Mascarados de universitários, esses anõezinhos conseguem dar a impressão de que a inteligência nacional encolheu, de que, em Lilliput, só se sabe da cintura para baixo. Quem já ouviu falar de Alberto Cunha Melo, que vive escondido no Recife, e é nosso maior poeta desde João Cabral? São dele estas palavras: "Viver, simplesmente viver, meu cão faz isso muito bem". Mas José Miguel Wisnik ora é crítico, ora é letrista e compositor, portanto é catedrático. Os violeiros empoleiraram-se nas cátedras, e Fernando Pessoa virou afluente da MPB. Não é à toa que até em Portugal os brasileiros viraram piada. Ouvi uma que provocava gargalhada logo à primeira frase: "Um intelectual brasileiro ia começar a ler Camões quando a banda passou e..." É preciso perguntar dia e noite: por que Chico, Caetano e Benjor no lugar de Bandeira, Adélia Prado e Ferreira Gullar?
Gaturama informa: Sai Dunga, entra Renan
Não temos que engolir barato essa derrota contra o México.
Que o Congresso esteja completamente desmoralizado, ainda vá lá! Mas o povo não agüenta mais ficar à sombra destas chuteiras desmoralizantes da Seleção.
Pelos mil gols de Romário, chega de dungadas na nação.
Sentimos falta da criatividade de jogadas, do jeito moleque, do jogo de cintura, da ginga, da malemolência, que sobram naquele outro gramado de luta.
Vejamos, então, se não seria uma boa troca:
O Almofadinha da Bola iria vender a grife “mamãe-me-engana-que–eu-gosto", da filha, em ambientes mais apropriados.
E o Fazendeiro do Ar largaria o osso, pela causa justa de salvar nosso escrete, restituindo-lhe o jeito Macunaíma de ser.
Que o Congresso esteja completamente desmoralizado, ainda vá lá! Mas o povo não agüenta mais ficar à sombra destas chuteiras desmoralizantes da Seleção.
Pelos mil gols de Romário, chega de dungadas na nação.
Sentimos falta da criatividade de jogadas, do jeito moleque, do jogo de cintura, da ginga, da malemolência, que sobram naquele outro gramado de luta.
Vejamos, então, se não seria uma boa troca:
O Almofadinha da Bola iria vender a grife “mamãe-me-engana-que–eu-gosto", da filha, em ambientes mais apropriados.
E o Fazendeiro do Ar largaria o osso, pela causa justa de salvar nosso escrete, restituindo-lhe o jeito Macunaíma de ser.
E mais essa: Renan & Roriz contribuem para o aquecimento global
Quer dizer, talvez contribuam. Os comedores de cheesburger vão estudar - com dinheiro público - a contribuição dos odores pecuários.
"You can definitely smell it, but you can't see it. The United States Department of Agriculture has released reports stating that when you smell cow manure, you're also smelling greenhouse gas emissions."
Línqui.
"You can definitely smell it, but you can't see it. The United States Department of Agriculture has released reports stating that when you smell cow manure, you're also smelling greenhouse gas emissions."
Línqui.
Assassinato Zero
Cientistas marotos se intrigaram: quão gordo é preciso ser para uma bala não acertar um órgão vital?
Donde que o pessoal do Alemão - policiais inclusive - pode usar a conclusão do experimento para reivindicar subsídio para uma dieta que conforme 72cm de gordura corporal. A carapaça calórica pararia um projétil supersônico.
The Naked Scientists.
Donde que o pessoal do Alemão - policiais inclusive - pode usar a conclusão do experimento para reivindicar subsídio para uma dieta que conforme 72cm de gordura corporal. A carapaça calórica pararia um projétil supersônico.
The Naked Scientists.
Sugestões construtivas
Grandes frases avacalhadas
"[O Brasil é] Uma nação que pode ser chamada de república, disfarçada sob a forma de monarquia."
Charles de Montesquieu, "Do Encosto das Leis"
Vide "Planalto e PMDB vetam líder tucano" & "Lula intercede por Renan", via Noblat.
"EU ESTAVA NO TITANIC"
Vocês estão reclamando de barriga cheia. Azar foi o desta mulher : quando era bebê, estava a bordo de um navio que, em alto mar, bateu numa montanha de gelo. O navio começou a afundar. Não havia botes salva-vidas para todos. A água estava gelada. Era madrugada: estava tudo escuro. Sem ter, é claro, noção do que estava acontecendo, ela dependia cem por cento da ajuda dos outros para escapar com vida. Mas o pai, que poderia protegê-la, morreu afogado. Pânico. Gritos. Terror em último grau.
A diferença é que aquilo tudo não era filme de Hollywood : era a "vida real".
O que terá acontecido com este bebê ?
Rufar de tambores. Acordes dramáticos.
A resposta, com todos os detalhes, na entrevista que o locutor-que-vos-fala fez com uma passageira do Titanic:
(é só clicar o ícone http://www.geneton.com.br/archives/000116.html)
FURO DE REPORTAGEM: QUEM SÃO OS SENADORES DE 2020
O Sopa de Tamanco registra um gol de Cora Rónai : o texto "As Bestas da Barra e Sua Diversão Sinistra".
Bola na rede. Vale ler:
(é só clicar no ícone http://www.cora.blogspot.com/)
Lá, ela pratica um bom jornalismo antecipatório: dá os nomes de senadores que, em torno de 2020, estarão frequentando a Comissão de Ética.
"Guardem esses nomes!".
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
O Brasil perdeu definitivamente a vergonha.
E o pior é que não sabe onde a perdeu.
Joel Silveira, datilografado por GMN
27 de junho de 2007
Alemanlabad
Como o secretário de Segurança de São Sebanistão do Iraque parece incerto quanto às baixas da Operação Tempestade em Copo d'Água, o SOPA DE TAMANCO elenca sugestões para tornar as coisas mais contábeis e, portanto, republicanas.
1) Balas jamais se perderão, mediante a instalação de GPS em cada projétil.
2) O Viva Rio distribuirá as buzinas de ar comprimido da torcida do Banco do Brasil que sobraram da Copa de 2006. Civis das áreas de risco serão treinados na arte de morrer de modo a cair sobre a buzina, disparando-a. O pessoal do Google entrará com a tecnologia de captação, distinção e armazenamento das buzinadas. Se as associações de moradores chiarem quanto à orgia auditiva do engarrafamento de presuntos, os herdeiros de Chacrinha vão doar o mp3 do bordão "Alô, Terezinhaaaaa!", o qual substituirá a buzinada da morte.
3) As griffes das semanas de moda de São Paulo e São Sebanistão, por decreto, ver-se-ão obrigadas a produzir e distribuir coletes à prova de bala em consonância com o último grito da moda em Paris, Milão, Londres e Nova York. Os desfiles serão mixados com estandes de tiro. Jornalistas, compradores e demais convidados poderão atirar nos modelos e manequins com as balas GPS. "Alô, Terezinhaaaaa!"
4) As reservas indígenas poderão operar ocas de bingo, desde que unicamente explorem a Bolsa de Apostas de Assassinados. A Bolsa terá auditoria do fantasma da Arthur Andersen. Parte da receita será do Sistema Único de Saúde. Outra parte terá de ser rastreada.
5) Os consumidores de drogas, aí se incluindo fumantes, cervejadores, cachaceiros e leitores de blogs, precisarão se cadastrar no INSS, à maneira de "A letra escarlate". A taxa do cadastro será integralmente revertida para as comunidades carentes.
1) Balas jamais se perderão, mediante a instalação de GPS em cada projétil.
2) O Viva Rio distribuirá as buzinas de ar comprimido da torcida do Banco do Brasil que sobraram da Copa de 2006. Civis das áreas de risco serão treinados na arte de morrer de modo a cair sobre a buzina, disparando-a. O pessoal do Google entrará com a tecnologia de captação, distinção e armazenamento das buzinadas. Se as associações de moradores chiarem quanto à orgia auditiva do engarrafamento de presuntos, os herdeiros de Chacrinha vão doar o mp3 do bordão "Alô, Terezinhaaaaa!", o qual substituirá a buzinada da morte.
3) As griffes das semanas de moda de São Paulo e São Sebanistão, por decreto, ver-se-ão obrigadas a produzir e distribuir coletes à prova de bala em consonância com o último grito da moda em Paris, Milão, Londres e Nova York. Os desfiles serão mixados com estandes de tiro. Jornalistas, compradores e demais convidados poderão atirar nos modelos e manequins com as balas GPS. "Alô, Terezinhaaaaa!"
4) As reservas indígenas poderão operar ocas de bingo, desde que unicamente explorem a Bolsa de Apostas de Assassinados. A Bolsa terá auditoria do fantasma da Arthur Andersen. Parte da receita será do Sistema Único de Saúde. Outra parte terá de ser rastreada.
5) Os consumidores de drogas, aí se incluindo fumantes, cervejadores, cachaceiros e leitores de blogs, precisarão se cadastrar no INSS, à maneira de "A letra escarlate". A taxa do cadastro será integralmente revertida para as comunidades carentes.
ÍNDICE UNIVERSAL DE BOCEJO
Improviso de jazz = bocejo. Novela de época = sono profundo. Tese acadêmica = sobrancelha pesando uma tonelada. Editorial = estado de coma.
Assim caminha a humanidade.
O GIGANTE EMITE UM RUGIDO DESALENTADO : "UFA...."
Capto no ar, claras e nítidas, as vibrações de um rugido desalentado. Como se fosse um índio, colo o ouvido ao chão. Consigo decifrar de onde vem o rugido: é o Brasil emitindo um suspiro de tédio a cada hora que aparece um senador fazendo malabarismos com uma máquina imaginária de calcular nas mãos. Pensa que engana a platéia do circo.
"Ufa.....".
Boiolas da bola. Quem são?
Começou uma acirrada discussão sobre quem, em não sendo goleiro, gosta de engolir bola no futebol brasileiro. Já tem alguns nomes de boleiros rolando na internet. É o apogeu filosófico da classe operária: sexo e futebol. Deflagrado o debate, algumas questões devem ser bem analisadas pelos cronistas e repórteres do setor.
Exemplos: aquele torcedor que, terminada a partida, vai ao vestiário cumprimentar e conversar com os jogadores que estão tomando banho é ou não é boiola? O cara que leva a mulher para assistir ao jogo no meio da macharia é ou não boiola? E aquele grupinho uniformizado com a camisa do clube que sai pelas ruas, com a latinha de cerveja na mão, abraçados e cantando o refrão do hino do time, é ou não formado por boiolas? E o idiota que compra um carro com as cores do time é ou não boiola? E quem lê página esportiva é ou não boiola?
Assessoria comparada
"Para cada líder da Al-Qaeda tombado, surge um novo Marcelo PQD."
Da divulgação do Centcom:
Posted: 27 Jun 2007 10:30 AM CDT
HIGH-LEVEL SENIOR AL-QAEDA LEADER KILLED DURING COALITION OPERATIONS
General Petraeus Cabral Filho
Da divulgação do Centcom:
Posted: 27 Jun 2007 10:30 AM CDT
HIGH-LEVEL SENIOR AL-QAEDA LEADER KILLED DURING COALITION OPERATIONS
Luto
O fato de Bruno Tolentino não ser lido nem por meninas com afliceta nem por barbudos fedidos demonstra sua imensa e, para a maioria, inatingível qualidade como poeta.
O azar de Tolentino foi ter nascido brasileiro. Azar, aliás, comum entre mim e ele.
O azar de Tolentino foi ter nascido brasileiro. Azar, aliás, comum entre mim e ele.
Entanto lutamos, mal rompe a manhã
A nossa imprensa tasca nas primeiras páginas avaliações de outrora da CIA sobre nosso querido Brasil.
"Jango era isso." "Brizola era aquilo."
Hmmm.
O SOPA DE TAMANCO aprecia o sistema que disciplina o acesso a documentos federais naquele grande país do Norte. Postou mais de uma vez nossa serva louvação. Os comedores de cheesburger nos ajudam a escrever nossa alegada História.
Não obstante, temos de atalhar: notícia mesmo, quiçá manchete, seria a divulgação dos nossos católicos documentos federais.
Para não ir muito longe, tão longe quanto o Araguaia: o que não escrevem os itamaratianos sobre, ahn, Chávez e Chapolin Morales?
"Jango era isso." "Brizola era aquilo."
Hmmm.
O SOPA DE TAMANCO aprecia o sistema que disciplina o acesso a documentos federais naquele grande país do Norte. Postou mais de uma vez nossa serva louvação. Os comedores de cheesburger nos ajudam a escrever nossa alegada História.
Não obstante, temos de atalhar: notícia mesmo, quiçá manchete, seria a divulgação dos nossos católicos documentos federais.
Para não ir muito longe, tão longe quanto o Araguaia: o que não escrevem os itamaratianos sobre, ahn, Chávez e Chapolin Morales?
Isso aqui, ô ô
Traveco brasileiro vence o certame internacional de trans-es na Espanha.
Notícia do Terra. (O site do concurso não está atualizado...)
Enfim uma razão para ufanar.
E para mencionar entrevista feita pelo "Globo" com Will Self, autor britânico.
Self teve um lampejo sintético digno de um Quintana ao contrário.
Resposta dele sobre em que pensa quando ouve falar em "Brasil: "Travestis derrubando a floresta tropical".
Notícia do Terra. (O site do concurso não está atualizado...)
Enfim uma razão para ufanar.
E para mencionar entrevista feita pelo "Globo" com Will Self, autor britânico.
Self teve um lampejo sintético digno de um Quintana ao contrário.
Resposta dele sobre em que pensa quando ouve falar em "Brasil: "Travestis derrubando a floresta tropical".
Fundação Tamanco lança campanha de combate à pirataria, também, no parlamento
Chega de suplentes... Clamamos pelo originais, os legítimos, aqueles senadores que foram eleitos pelo povo. Esses, sim, queremos ver à frente do Conselho de Ética.
Sibá, o Marujo, de primeira viagem, é suplente da ministra Marina, do Meio Ambiente.
Wellington, o Salgado, suplente do ministro Hélio, das Comunicações.
E o senador Adelmir, próspero comerciante brasiliense, que assumiu interinamente, é reserva de Paulo Octavio, atual vice-governador do Distrito Federal.
O senador Demóstenes, titular, já disse que aceita a empreitada, por que não deixá-lo honrar o voto do povo goiano?
Tudo bem que um cedezinho original de Bruno & Marrone custe os olhos da cara num shopping center, mas como querem que o povo deixe de comprar o dvd pirata do novo filme do Shrek, no barzinho da esquina, por um preço dez vezes menor, se o bom exemplo não vem de cima? O sacrifício deve ser geral.
Portanto, a Fundação Tamanco deixa clara a necessidade de se fazer uma campanha, com urgência urgentíssima, para usar termos dos nobres parlamentares, em prol do fim da pirataria, em todos os níveis das camadas sociais. Nosso sonoro SIM aos originais, aos legítimos, aqueles que são como aquelas sandálias, que não mancham e nem soltam as tiras.
Sibá, o Marujo, de primeira viagem, é suplente da ministra Marina, do Meio Ambiente.
Wellington, o Salgado, suplente do ministro Hélio, das Comunicações.
E o senador Adelmir, próspero comerciante brasiliense, que assumiu interinamente, é reserva de Paulo Octavio, atual vice-governador do Distrito Federal.
O senador Demóstenes, titular, já disse que aceita a empreitada, por que não deixá-lo honrar o voto do povo goiano?
Tudo bem que um cedezinho original de Bruno & Marrone custe os olhos da cara num shopping center, mas como querem que o povo deixe de comprar o dvd pirata do novo filme do Shrek, no barzinho da esquina, por um preço dez vezes menor, se o bom exemplo não vem de cima? O sacrifício deve ser geral.
Portanto, a Fundação Tamanco deixa clara a necessidade de se fazer uma campanha, com urgência urgentíssima, para usar termos dos nobres parlamentares, em prol do fim da pirataria, em todos os níveis das camadas sociais. Nosso sonoro SIM aos originais, aos legítimos, aqueles que são como aquelas sandálias, que não mancham e nem soltam as tiras.
Para Mangabeira Unger planejar
A Barra da Tijuca se notabiliza pela grande concentração de deliqüentes de grife. Misóginos assumidos, ricos e fascistóides, gostam de espancar empregadas domésticas, prostitutas, comerciárias, gente simples. As pessoas interessadas em tornar o Brasil menos brasileiro precisam apresentar sugestões ao secretário de Planejamento de Longo Prazo, o professor Mangabeira Unger. Por exemplo: por que não entregar a Barra da Tijuca para ser administrada pelo Sendero Luminoso (da fase Fujimori), ou pela Farc colombiana, ou ainda pelos guerrilheiros maoístas do Nepal? É uma proposta que deveria ser examinada sintonizada com o conceito de alternância de poder, próprio das democracias consolidadas.
Vamos lá, Mangabeira, se os irlandeses da Serasa vão decidir, a partir de agora, se o trabalhador brasileiro pode ou não comprar um fogão a crédito, o que impede de entregar um bairro de cafajestes ao rígido código de conduta dos "manos" senderistas ou farquistas? Faz parte da globalização, um outro mundo é possível, uma experiência administrativa que servirá de modelo para todo o país.
Especulações mediúnicas - O trezoitão
“Tenho a impressão de estar pairando sobre um mar de esterco.”
Getúlio Vargas
Bilhetes renânicos ainda inéditos
"Gaba, mon semblable, mon frère. Qual a melhor coffeeshop de Amsterdão? Tenho de viajar durante o recesso. Preciso da sua ajuda. R."
Chanchadas literárias - transfer Barão de Itararé
"Ou se restaura a moralidade ou nos empanturremos todos de churrasco"
ORAÇÃO DE UMA PALAVRA SÓ, A SER RECITADA TODO DIA, EM FRENTE AO ESPELHO: "PATÉTICO!"
Joel Silveira conta que, um dia, estava na redação. Datilografava uma reportagem qualquer, concentrado, com ar grave, como se estivesse escrevendo "A Montanha Mágica". O balé dos dedos sobre o teclado produzia barulho, chamava a atenção.
De repente, Nélson Rodrigues pára diante da mesa de Joel, fica observando em silêncio aquele espetáculo e pronuncia apenas uma palavra, antes de seguir adiante:
- Patético !
Eis uma excelente maneira de começar o dia. Olhar-se no espelho, fitar o fundo dos olhos e dizer, em voz baixa, para não chamar a atenção dos vizinhos:
-Patético !
Não existe exercício melhor de auto-avaliação.
Cumprido este ritual, o terráqueo estará pronto para enfrentar um novo dia, livre do terrível pecado da pretensão descabida, a ilusão de importância, a auto-suficiência cega.
A palavra de ordem,então, é "patético!".
É a salvação em vida, a senha que abre todas as portas, a fórmula da felicidade.
Acabou em churrasquinho
A dona-de-casa, o aposentado, o servidor fantasma, o paspalho Pasquale, todos estão inconformados com o desfecho dos casos Renan e Roriz. Os leitores também. Então, por favor, não queremos mais ler a palavra "pizza" quando se referirem à impunidade que reina no Congresso Nacional. Sem querer sugerir modismos vocabulares, mas não seria mais adequado, a partir de agora, se falar ou escrever assim: "o caso Renan acabou em churrasco" ou "as investigações sobre Roriz terminaram em churrasquinho"? Pode até parecer implicância, mas, sinceramente, é justo deixar a atualização do idioma apenas com a língua suja dos traficantes cariocas, dos fardões mofados ou de redatores sem imaginação?
SÉRGIO AUGUSTO CHUTA A CANELA DOS BLOGS, "PLATAFORMA DA GRAFOMANIA EGÓLATRA E ONFALOCÊNTRICA"
Sérgio Augusto, provavelmente o melhor jornalista cultural desta República Federativa, dribla um, dribla dois, entra na área, finta o zagueiro, encara o goleiro e dispara:
"Quanto aos blogs, ainda os vejo como uma plataforma da grafomania ególatra e onfalocêntrica (ônfalo é umbigo em grego). São tantos blogs — alguns bons, ótimos, mesmo — que não dá tempo de acompanhá-los. Mas a maioria é feita por gente medíocre, vaidosa, semi-analfabeta e ressentida com a falta de oportunidade na chamada mídia mainstream"
A entrevista de SA aqui:
(é só clicar no ícone:
http://www.digestivocultural.com/entrevistas/entrevista.asp?codigo=10)
CONSTATAÇÃO À MODA DOS MUROS DE PARIS, 1968
A humanidade só será feliz no dia em que o último criador de passarinho for pendurado nas tripas do penúltimo.
'Blair não é meu poodle'
Presidentes não são chegados a dar entrevista. Estão certos. Mas deveriam manter um canal de comunicação com o populacho consumidor de notícia no YouTube ou na sua versão menos infantil, o LiveLeak.
Dentre os presidentes que aí estão, Bush só não dá menos entrevistas que Lula. Agora, como Lula, quando resolve abrir a boca diante de um repórter, sai de baixo!
Não é que ele, Bush, deu uma entrevista ao "The Sun"? Está referendada a figura do presidente-tablóide.
Primor de título: 'Blair não é meu poodle, diz Bush'
Línqui.
Dentre os presidentes que aí estão, Bush só não dá menos entrevistas que Lula. Agora, como Lula, quando resolve abrir a boca diante de um repórter, sai de baixo!
Não é que ele, Bush, deu uma entrevista ao "The Sun"? Está referendada a figura do presidente-tablóide.
Primor de título: 'Blair não é meu poodle, diz Bush'
Línqui.
Das conseqüências
A cada concordância errada de Lula & seus asseclas o Brasil fica mais próximo das Trevas.
Das liberdades
Neguinho entra no meu espaço chutando a porta, xingando a mãe, arrotando e fazendo o que não se deve pelos cantos. E diz:
- Você me censurou! Você é contra a liberdade de expressão!
Não sou. Você é livre para fazer o que quiser em seu espaço, em sua casa. Até sou capaz de entender o prazer dos cantos e das palavras de baixo calão.
Mas, sob meu teto, ainda mando eu. Isso, sim, é que é liberdade!
- Você me censurou! Você é contra a liberdade de expressão!
Não sou. Você é livre para fazer o que quiser em seu espaço, em sua casa. Até sou capaz de entender o prazer dos cantos e das palavras de baixo calão.
Mas, sob meu teto, ainda mando eu. Isso, sim, é que é liberdade!
Das culpas
A barbárie não é escolha dos portugueses ou do Império da vez; a barbárie é escolha nossa.
Simples assim.
Simples assim.
INTERNAUTAS, CORREI EM BUSCA DE "O NARIZ DO MORTO": "Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados...."
O Sopa de Tamanco faz a boa ação do dia: convoca os internautas para um momento de enlevo literário.
Você conhece Antônio Carlos Vilaça? Já ouviu falar de um livro chamado "O Nariz do Morto" ?
Se a resposta for "não", é hora de tirar o atraso. Antônio Carlos Vilaça, morto há dois anos, era uma figura raríssima : não é exagero dizer que ele entregou a vida à literatura e à contemplação. Não cultuava bens materiais. Converteu-se à vida religiosa, mas, diante do silêncio de Deus, voltou às lides terrenas. Vivia de favor. Numa sociedade que glorifica a mediocridade em último grau, era uma espécie de pária.
O livro "O Nariz do Morto", obra-prima, foi relançado há pouco.
Correi, incréus, à primeira livraria física ou virtual, para encomendar um exemplar.
É leitura de primeiríssima qualidade. Mas, como é hábito na Brasilândia, circula num clube fechado.
Eis uma pequena mostra do texto de Antônio Carlos Vilaça:
"Ó dias, ó noites, ó vermes, que perfurais em nós a essência nossa. Que essência ? Que vermes ? Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados, terras absurdas e quietas, colinas, mausoléus ,incógnitas e nós, bichos da terra, pitorescos, à procura".
"A vida é numerosa. E então os sinos súbito anunciam em nós a morte,que virá. A morte vem.Cada dia, a morte vem".
"A fé religiosa como que me assaltou.Vi-me subjugado pelo entusiasmo. A vida de rapaz que amava as letras e sabia de cor os seus poetas preferidos,a vida simples, descuidada, solitária,tantas vezes,de um rapaz estudioso (e reto) ganhou esse frêmito novo e desconhecido, essa audácia, essa loucura, essa vibração absurda".
"Eu gostava das sublimidades.Eu queria as grandezas. Eu sonhava com alturas límpidas. Eu queria as nuvens. Muito menos, o duro chão dos homens".
"Ó paredes, dizei-me. "Eu quero a estrela da manhã !". Dizei-me o endereço dela. Ó sala capitular, ó claustros, ó antifonários com iluminuras, ó sinos brônzeos, estatuazinhas , capitéis, afrescos, casulas, pesadas estalas, pedras, faces, madeiras e ouro, tapetes, cálices, relicários , retábulos e móveis, crucifixos e virgens, falai ! Um sussuro que nos chegue. Que monólogo é este, dia e noite entretido ? Sombras, sombras, sussurai-me, segredai-me. Todo esse passado, esse peso, essa pátina, pureza, pecado".
"O homem morre para sempre. O abismo da morte não devolve ninguém. E então, lentamente, fui percebendo que só nos resta uma atitude, menos que atitude, uma postura - a tranquila dignidade de quem sabe e não se desespera".
"Ó interminável estrada, ó ruas do mundo, ó caminhos da vida, ó rio dos homens por onde incessantemnte rolamos como gloriosos destroços !".
"Ó caminhante sombrio e só ! Sempre sentiste o efêmero de tudo. Nunca pousaste, nem repousaste em nada. Nunca tiveste sossego. Fosto sempre um peregrino em perigo".
"Isto é apetecível, uma casa, com mulher e meninos, para a noite do homem. Nunca terás isto, ó incauto viajante, ó ser noturno, abandonado e trágico, nunca terás o limpo sossego dos homens. Não o terás, porque o recusas, ó louco, ó orgulhoso, ó só. Não conhecerás nunca a meiga tranquilidade dos serões sem agitação : viverás como um condenado, sem casa, entregue à nostalgia do paraíso absurdo, sem chave, sem nada. Caminharás sem fim. Nunca chegarás".
Você conhece Antônio Carlos Vilaça? Já ouviu falar de um livro chamado "O Nariz do Morto" ?
Se a resposta for "não", é hora de tirar o atraso. Antônio Carlos Vilaça, morto há dois anos, era uma figura raríssima : não é exagero dizer que ele entregou a vida à literatura e à contemplação. Não cultuava bens materiais. Converteu-se à vida religiosa, mas, diante do silêncio de Deus, voltou às lides terrenas. Vivia de favor. Numa sociedade que glorifica a mediocridade em último grau, era uma espécie de pária.
O livro "O Nariz do Morto", obra-prima, foi relançado há pouco.
Correi, incréus, à primeira livraria física ou virtual, para encomendar um exemplar.
É leitura de primeiríssima qualidade. Mas, como é hábito na Brasilândia, circula num clube fechado.
Eis uma pequena mostra do texto de Antônio Carlos Vilaça:
"Ó dias, ó noites, ó vermes, que perfurais em nós a essência nossa. Que essência ? Que vermes ? Ó países em nós soterrados, ó escombros, ó múmias, ó gigantes mutilados, terras absurdas e quietas, colinas, mausoléus ,incógnitas e nós, bichos da terra, pitorescos, à procura".
"A vida é numerosa. E então os sinos súbito anunciam em nós a morte,que virá. A morte vem.Cada dia, a morte vem".
"A fé religiosa como que me assaltou.Vi-me subjugado pelo entusiasmo. A vida de rapaz que amava as letras e sabia de cor os seus poetas preferidos,a vida simples, descuidada, solitária,tantas vezes,de um rapaz estudioso (e reto) ganhou esse frêmito novo e desconhecido, essa audácia, essa loucura, essa vibração absurda".
"Eu gostava das sublimidades.Eu queria as grandezas. Eu sonhava com alturas límpidas. Eu queria as nuvens. Muito menos, o duro chão dos homens".
"Ó paredes, dizei-me. "Eu quero a estrela da manhã !". Dizei-me o endereço dela. Ó sala capitular, ó claustros, ó antifonários com iluminuras, ó sinos brônzeos, estatuazinhas , capitéis, afrescos, casulas, pesadas estalas, pedras, faces, madeiras e ouro, tapetes, cálices, relicários , retábulos e móveis, crucifixos e virgens, falai ! Um sussuro que nos chegue. Que monólogo é este, dia e noite entretido ? Sombras, sombras, sussurai-me, segredai-me. Todo esse passado, esse peso, essa pátina, pureza, pecado".
"O homem morre para sempre. O abismo da morte não devolve ninguém. E então, lentamente, fui percebendo que só nos resta uma atitude, menos que atitude, uma postura - a tranquila dignidade de quem sabe e não se desespera".
"Ó interminável estrada, ó ruas do mundo, ó caminhos da vida, ó rio dos homens por onde incessantemnte rolamos como gloriosos destroços !".
"Ó caminhante sombrio e só ! Sempre sentiste o efêmero de tudo. Nunca pousaste, nem repousaste em nada. Nunca tiveste sossego. Fosto sempre um peregrino em perigo".
"Isto é apetecível, uma casa, com mulher e meninos, para a noite do homem. Nunca terás isto, ó incauto viajante, ó ser noturno, abandonado e trágico, nunca terás o limpo sossego dos homens. Não o terás, porque o recusas, ó louco, ó orgulhoso, ó só. Não conhecerás nunca a meiga tranquilidade dos serões sem agitação : viverás como um condenado, sem casa, entregue à nostalgia do paraíso absurdo, sem chave, sem nada. Caminharás sem fim. Nunca chegarás".
ATENÇÃO, TORCIDA BRASILEIRA ! JOÃO SALDANHA MANDA LEMBRANÇAS!
Enquanto a seleção brasileira se prepara para, quem sabe, criar um novo vexame na Copa América, uma preciosidade: a transcrição completa de um depoimento de João Saldanha, o técnico que não tinha meias-palavras. Dizia, por exemplo, que, no futebol, existiam "corrupção, homossexualismo e tóxico".
Aqui, o dia em que o locutor-que-vos-fala interrogou o super-técnico:
( é só clicar no ícone : http://www.geneton.com.br/archives/000171.html)
PÍLULA DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
O problema da seleção é Galvão Bueno
Joel Silveira, datilografado por GMN
Torpedo de suicida

Um cara do telecatch americano matou mulher e filho e se matou. Antes de se matar enviou instruções pros colegas do seviço via SMS. A notícia está no site de fofocas da AOL.
Ponto pra "The Onion", a cebola que faz rir, com seu PowerPoint de despedida de suicida.
TV Tamanco - Quero a vida sempre assim
- Aí, doutor delegado. Na boa. Só fui sentar uns cascudos porque achei que a vagabunda fosse freira.
26 de junho de 2007
Grandes ditados avacalhados
"Dízimo, com quem andas? Eu te direi quem és."
Ministério do Planejamento
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