15 de agosto de 2007

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 5

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Desprendo os dedos do teclado. É imperativo. Sinto que vacila a velha máquina, antes tão fiel, tão submissa, tão ingenuamente certa do que fazia. Vacilam os tipos, vacilam as palavras que não querem ser mais usadas, porque aprenderam que nunca foram ou serão ouvidas. Esmaecidas e exaustas, as teclas parecem implorar:

-Deixa-nos em paz. Não vês que perdemos a voz ?

Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 4

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Ir aos poucos, com lucidez e cálculo, e sem qualquer arroubo, cortando as pontes atrás de si : um prazeroso, estimulante exercício.

Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 3


Tudo - pessoas, acontecidos e lembranças - vai se tornando cada vez mais remoto. Eu próprio : pode haver coisa mais remota ?

Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2


Velho desejo meu: evitar o futuro. Estou quase conseguindo.

Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Como me alegra apito de navio se despedindo ! É como se eu estivesse dentro dele.

Joel Silveira, datilografado por GMN

Reencarnação

É por estas e outras que eu prefiro não acreditar em reencarnação. Nasceu hoje o filho de Carolina Dieckmann, aquela. Morreu hoje Joel Silveira. Do the math.

Doutor Silveira no inferno

- Vocês têm mesmo o tal caldeirão da danação eterna e coisa e tal?

- Inclusive patenteado.

- Perdeu o poder amedrontador. O aquecimento global, meu filho, fez um... como dizem os banqueiros, fez um downgrade nos títulos de longo prazo da traquitana. A piada mais fácil seria o caldeirão de um certo Hulk, mas televisão é covardia.

- Que diabos...?!

- E o enxofre? Tem enxofre? Não pode ser mais fétido que um lixão. Que o Senado Federal.

- ...Você é insolente, hein?

- Para meditar ainda mais: o Cérbero aquele é páreo para os pitbulls devoradores de bebês.?

- Basta! Cala e não bufa!

- No Brasil dizem que Deus é brasileiro. Eu digo que no Brasil o Diabo ainda está tentando juntar a papelada para pedir asilo.

TEORIA ANTROPOLÓGICA SOBRE O COMPORTAMENTO DOS POLÍTICOS

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A evolução humana pode ser dividida em dois grandes períodos históricos, a saber: ADS e DDS. Ou seja, Antes da Ducha de Sanitário e Depois da Ducha de Sanitário. No princípio, nossos ancestrais faziam suas necessidades por toda parte, sem preocupação com o asseio e, muitas vezes, melando outros indivíduos. O que leva a crer que o comportamento dos políticos é atávico e se origina naquele ponto de nossa história.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/breve-histria-da-humanidade-uma.html)

DPJN

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— Ando pensando muito sobre eles...
— Eles quem?
— Nossos filhos...
— Ué? Mas se a gente nem tem filhos!
— Mas vai ter. Ou não vai ter? E por acaso o fato de a gente não ter filhos impede que se pense sobre eles? É cada uma...
— Ai, já sei! Tu tá com DPJN de novo, né?
— DPJN?

— Depressão Pós-Jornal Nacional. Todo dia é isso agora. Tu não pode mais ver o Jornal Nacional que fica aí, pensativo, mais imprestável que cinco congressistas.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/filhos.html)

DO SUBDESENVOLVIMENTO

(Em homenagem ao diplomata anônimo)
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Para mim, a maior prova de que o Brasil é o país do futebol não é a grande difusão que o esporte tem por aqui e sim o fato de que, por estas terras ingratas, se o indivíduo ironiza Mainardi ou Olavo de Carvalho, é imediatamente considerado petista e se, pelo contrário, mete o pau no PT ou critica o governo, faz parte do complô da grande mídia para derrubar o Lula. Ou seja, o brasileiro é um ser politicamente tão maduro quanto um integrante da Gaviões da Fiel.

A VIDA IMITA O POETA NA MORTE DE JOEL SILVEIRA: O AGENTE FUNERÁRIO CHEGOU NA HORA. E A PLACA DO CARRO ERA LFR 1236

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Faz pouco tempo, o Sopa de Tamanco publicou um belo poema de Lawrence Ferlinghetti. O poeta diz, com outras palavras, que o mundo é um belo lugar, mas um dia, cedo ou tarde, ele virá : o agente funerário sorridente.

E o agente veio. Acabo de sair da casa de Joel Silveira. Não quis ver a saída do corpo. A Santa Casa de Misericórdia avisou que o agente chegaria às duas horas. Pensei comigo: "Com a pontualidade brasileira, ele vai chegar lá para as quatro da tarde".

Engano. Nem uma hora e cinquenta e nove minutos nem duas horas e um : eram duas em ponto quando o agente apertou a campainha, no apartamento de Joel Silveira, no sexto andar de um prédio da rua Francisco Sá, em Copacabana.
O agente encenava, sem suspeitar, o poema de Lawrence Ferlinghetti.
Era como se dissesse: tudo pode atrasar no Brasil, mas a morte, quando vem, chega exatamente na hora, sem tolerância. Nem um segundo de atraso.

Desci do sexto andar. Lá embaixo, tive o gesto inútil de observar a placa da Kombi branca da Santa Casa de Misericórdia: LFR 1236. A Kombi trazia, nas laterais, o nome da Santa Casa e o telefone: 0800 257 007.

Joel tinha inveja de um personagem de Victor Hugo que, minutos antes de ser guilhotinado, dizia, resignado, que estava pronto para a execução,mas "gostaria de ver o resto". Ou seja: o personagem gostaria de descrever a própria morte.

Que palavras Joel usaria ?

Quanto a nós, discípulos e aprendizes, já não há o que fazer, além de anotar a placa da Kombi : LFR 1236, três letras e quatro números amargamente inúteis.

É assim que uma vida se acaba, exatamente no meio de agosto.

O poema de Ferlinghetti:


''The World is a beautiful place to be born into
If you don't mind happiness not always being so very much fun

If you don't mind a touch of hell now and then just when everything is fine

because even in heaven they don't sing all the time

(...) Yes, the world is the best place of all

for a lot of such things as making the fun scene

and making the love scene

and making the sad scene

and singing low songs and having inspirations

and walking around

looking at everything

and smelling flowers

and goosing statues

and even thinking and kissing people and

making babies and wearing pants

and waving hats and

dancing and going swimming in rivers

on picnics in the middle of the summer as just generally ''living it up''


Yes, but then right in the middle of itcomes the smiling mortician''




Joel Silveira: frases que ficam (VIII)

"Eu não entendo o fenômeno do Paulo Coelho. O Bill Clinton lê, o Chirac leu, o mundo inteiro lê e eu tentei ler, mas vomitei. Eu acho horroroso. Mandaram um exemplar para mim, mas mandei devolver porque não quero infectar minha biblioteca. Eu considero isso a sub-sub-sub-literatura, mas ele vende até na Tailândia".

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (VII)

"Não entendo o fenômeno João Gilberto: é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria, porque, como sou repórter, gosto de saber das coisas. Mas confesso que não consigo."

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (VI)

"Não existe nada mais grotesco do que um sujeito barrigudo e suado tocando cavaquinho”.

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (V)

"Eu incluiria o turista numa Galeria Internacional do Ridículo.Porque o turista é de um ridículo sem par. De bermuda, cheio de máquinas penduradas no pescoço,suando em bicas, é roubado a toda hora nos restaurantes. Ridículo é também o velho que quer parecer moço - aquele que pinta cabelo, rebola e faz uma operação plástica por mês".

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (IV)

"Não quero parecer ranzinza, mas alguém pode me dizer para que servem os alpinistas? Por que aqueles idiotas não pegam um avião para olhar as montanhas do alto,em vez de tentar a subida ridiculamente amarrados em cordas? Eu jamais compraria um carro de um alpinista. Não se pode confiar em seres que não têm senso de ridículo".

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (III)

"O Brasil tem somente dois grandes autores, dignos de serem chamados de escritores: Machado de Assis e Graciliano Ramos. O resto é o resto. Conversava muito com Graciliano, sempre amargo, gostava muito de uma cachacinha. Era uma figura fabulosa. Depois da morte dele, entramos na entressafra literária. Há um ou outro que tenha publicado um bom livro, mas não um conjunto de obras como tinham Graciliano, Machado de Assis, José Lins do Rêgo. Jorge Amado não. Jorge Amado é uma porcaria, sempre foi. Fui amigo do Jorge, depois rompemos. Não gostava da sua maneira de agir, ele não era imoral, era amoral".

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam (II)

"Eu não sou víbora coisa nenhuma. Eu me chateio com isso. Víbora tem veneno. Eu nunca ataquei ninguém em 70 anos de jornalismo. Quando não gostava de alguém eu a tratava de uma maneira sarcástica, bem-humorada".

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

Joel Silveira: frases que ficam

"Até hoje, acho que o Brasil só tem três grandes prosadores realmente digno deste nome: Machado, Graciliano e Monteiro Lobato, o resto é segundo time. Guimarães Rosa eu acho que é truque. Ele é o Joyce cabloco. Inventou uma língua que ninguém fala".

Joel Silveira, ou o mundo que acaba não com uma explosão, mas com um lamento

Parece que nasci lendo Joel Silveira. Não lembro quando comecei e o fato é que seus livros me acompanham, quero dizer, eu acompanho seus livros. As histórias que escreveu estão gravadas em minhas retinas ainda não fatigadas. Seu humor era um modelo de estilo que em vão tentei imitar. Ele era pessoal até a medula sem nunca, pelo que eu me lembre, usar o “Eu” (e digo logo que não vejo qualquer problema no uso do “Eu” num texto, desde que bem escrito, né?). O texto dele era reconhecível a quilômetros.

A história que imediatamente lembro e divulgo à boca grande ao surgir o nome do jornalista numa conversa é aquela em que ele, logo depois de ser escolhido enviado especial à Itália para cobrir a segunda guerra, vai conversar com Chatô, o dono dos Diários Associados. E daí Chatô diz: “Ô seu Joel o senhor vai lá cobrir a guerra, mas, não vá me morrer, hein, seu Joel! Repórter é para mandar notícias, não para morrer! (não lembro se foram exatamente essas palavras, mas assim fica bom).

Recorrendo outra vez à minha memória, que é péssima e estou sem acesso aos meus livros, tem outra história fantástica, quando Joel e um colega jornalista foram entrevistar, nos anos 1950 se não me engano, um ditador de um país da América Central, que acho que a República Dominicana. À espera do ditador na monumental sala, os dois são extremamente bem-tratados, com quitutes, acepipes e bebida farta. Eis que chega o ditador, todo afagos e sorrisos, e a conversa avança. Lá pelas tantas, entra sala adentro em desabalada carreira uma criança lépida e fagueira. Abraçou o ditador, que se abria mais ainda em sorrisos e afagos. Assim que a criança deixou o recinto, Joel, querendo ser gentil, lascou essa:

- ¿Su nieto, presidente?

O ditador, com cara de general em campo de batalha, levantou-se, olhou para Joel e torpedeou:

- Mi hijo!

Mal a frase saiu da boca, o homem já ordenava aos jornalistas que deixassem o recinto, a conversa acabava ali. O ditador admitia poucas coisas, o que não incluía ser chamado de avô do filho.

Joel fica pelo texto, pelo humor, pelo trabalho notável como jornalista, pela vida, pela ética, pelo uísque, que volta a ser compartilhado com Rubem Braga.

(Especial sobre Joel Silveira em Bruno Garschagen)

MAINARDI E O PORCO

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— O Astrogildo não é um porco qualquer, mulher. Ele curte Pink Floyd e abana o rabo quando declamam Baudelaire. Se bem que ele prefere Verlaine. Pela musicalidade. Né, Astrô? Gute, gute, gu!
— Alcides, você vai sair com esse bicho daqui agora! Agora, tá ouvindo? Onde é que tu conseguiu essa... essa coisa?
— Rifa. Sortearam lá na repartição. Queriam fazer churrasco, mas eu não deixei. Me apeguei ao bichinho. Ele não é a cara do Diogo Mainardi? Gute, gute, gu!
— A cara, eu não sei. O espírito, certamente. Ai, não chega perto! Sai com esse bicho daqui! Sai!
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/sensibilidade.html)

ANIMAIS

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Talvez por ter sido criado por minha mãe, para quem o chiuaua é uma violenta criatura da floresta, não tenho assim muita intimidade com mamíferos que não sejam de nossa espécie — exceção feita aos advogados.
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/flfi.html)

TEMPOS ATRÁS, NA PALESTINA

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— Sr. Pedro?
— Pois não.
— Polícia.
— Polí... Mas... Não me diga que...
— Problemas com seu imposto. Houve um conflito de informações com relação à fonte pagadora. Nos acompanhe, por favor.
— Já disse mais de mil vezes. Jesus me fez pescar, tirar o dinheiro de dentro de um peixe e...
— Por aqui, senhor Pedro.
— Eu juro!
— Por favor...
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)

Lembranças insensatas

Só estive uma única vez com o grande repórter Joel Silveira. Uma tarde solar, no apartamento dele, levado obviamente pelo também repórter Geneton Moraes Neto, a quem Joel sempre se referia como "essa coisa obsessiva", numa singela (auto)homenagem a todos os animais em extinção que vivem de e para (apenas) o ofício do jornalismo. Não fiz nenhuma pergunta a Joel Silveira, mas passei todas as horas azuis rindo, com suas histórias bem-humoradas. Nunca tinha me visto, mas me recebeu como se fosse a pessoa mais importante do planeta. Quando ainda bebia, soube, ficava rico, o que jamais foi, e distribuía fartas gorjetas com garçons e taxistas. Um boêmio generoso. Lamento apenas não ter tido a oportunidade de contribuir com essa suave insensatez alcoólica. Em homenagem ao "sargento" Joel Silveira (que detestava homenagens), um belo poema do grande poeta pernambucano Carlos Pena Filho (1929-60).

TESTAMENTO DO HOMEM SENSATO (Carlos Pena Filho)

Quando eu morrer, não faças disparates
nem fiques a pensar: “Ele era assim...”
Mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.


Aceita o que te deixo,
o quase nada destas palavras que te digo aqui:
Foi mais que longa a vida que eu vivi,
para ser em lembranças prolongada.


Porém, se um dia, só, na tarde em queda,
surgir uma lembrança desgarrada,
ave que nasce e em vôo se arremeda,


deixa-a pousar em teu silêncio,
leve como se apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais que distante, breve.

Grandes filmes repatrocinados

'JULES E JIM E GILLES, UMA MULHER PARA TRÊS.'

'Banco do Brasil. O banco que está ao seu lado. E ao lado dele. E daquele ali também.'

Grandes provérbios avacalhados

'TRÊS É DEMAIS.'

'Banco do Brasil. O banco do ménage a trois'

Reciclagem de piadas

Com a aprovação do troca-troca partidário com preservativo - os tais 30 dias para pular cerca - impõem-se repetir o achado steppleano acerca da atualização do jargão jornalístico político.

A saber:

Swinger = deputado. 'O swinger Valdemar Costa Neto, ex-PL, atual PR, está flertando com o PSOL.'
Câmara = Bahamas. 'A Bahamas dos Swingers decidiu instalar uma CPI dos blogs.'

JOEL SILVEIRA MORREU

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Eis uma notícia que eu não gostaria de dar : a morte do maior repórter brasileiro.

Joel Silveira morreu dormindo às oito horas da manhã desta quarta-feira, em casa, na rua Francisco Sá, em Copacabana. Nasceu em Sergipe, no dia 23 de setembro de 1918. Tinha oitenta e oito anos, portanto. Vivia no Rio desde 1937. Com a saúde debilitada, deixou instruções: não queria velório. Pediu para ser cremado o mais rápido possível.

Disse-me, por telefone, há poucos dias :"Geneton, estou morrendo. É o fim". Há dez dias, em casa, tinha disposição para conversar.

O que fica ? Um excepcional trabalho jornalístico: os textos de Joel sobre a guerra são clássicos. Páginas como a descrição do encontro com Getúlio Vargas, idem ( ver trecho abaixo).

O Joel que fica é o repórter talentosíssimo, o precursor brasileiro do chamado "novo jornalismo", a "víbora" divertida e ferina.

Joel foi mestre e amigo. A morte é, como sempre, uma piada de péssimo gosto. O Joel de nossas lembranças vai ser sempre este:

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O DINOSSAURO JOEL SILVEIRA EVOCA O POETA : "DEUS EXISTE,MAS NÃO FUNCIONA"

Eis a víbora : esparramado numa poltrona na sala deste apartamento na rua Francisco Sá,quase no limite entre Copacabana e Ipanema, Joel Silveira acompanha com um certo ar de enfado o telejornal da TV a cabo.O peso dos oitenta e três anos é visível no olhar mortiço. O aparente cansaço diante do desfile de horrores planetários e provincianos no telejornal não impede o velho repórter de soltar imprecações contra –por exemplo – o Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Quando o presidente FHC aparece no no vídeo,Joel não resiste :

- É o tipo do presidente que sabe falar mas não sabe dizer .Fala mas não diz.Nunca vi falar tanto,sobre qualquer assunto.Aparece mais na TV do que anúncio de Coca-Cola.Tenho a impressão de que todo dia,ao acordar,logo de manhã,Fernando Henrique se vira para um assessor e pergunta : “Por favor,qual é o mote de hoje ?”. O assessor diz -por exemplo- “indústria siderúrgica”.E aí ele se dana a falar sobre indústria siderúrgica o dia todo.Um dia depois,muda de mote.Assim por diante,até o fim dos tempos.

Desde o ano passado , Joel brinda os leitores da “Continente Multicultural” com as tiradas ferinas do “Diário de uma Víbora”. Não foi por acaso que Joel recebeu de Assis Chateaubriand o título de “víbora” : um de seus esportes prediletos sempre foi destilar veneno e ironia em doses industriais. Em artigo que entrou para a história do jornalismo brasileiro, pintou,com palavras elegantes e irônicas,um retrato devastador das grã-finas paulistas,na década de quarenta.

Num país em que tantos títulos são injustamente atribuídos , o rótulo inventado por Chateaubriand para definir Joel é um exemplo de justiça. Além do apelido de “víbora”,Joel carrega também um título que o acompanha há décadas – o de “maior repórter brasileiro”. Se algum entrevistador fizer menção a este título honorífico ,Joel balançará a cabeça como se estivesse contrariado com o possível exagero,mas,na hora de dormir,quando for trocar confidências com o travesseiro,terá de admitir que a homenagem não soa de forma alguma despropositada. Pouquíssimos repórteres já cultivaram, como Joel,uma paixão tão inabalável pela reportagem. Nunca quis ocupar os cargos –eventualmente bem pagos – que se ofereciam,tentadores,na retaguarda das redações. Sempre fez a opção preferencial pelo “mundo exterior” . Porque desde cedo aprendeu que a boa reportagem precisa ser caçada na rua,feito touro bravio. Faz mea culpa quando se lembra dos períodos de tempo que extraviou na retaguarda das redações,como burilador de textos escritos por outros repórteres :

- Os chefes mandavam que eu transformasse cinco laudas em dez linhas. Tinha de cumprir a ordem. Eu deveria ser preso : já fui assassino de textos alheios.


Poucos terão –como Joel - um texto que reúne com tanta maestria Jornalismo e Literatura. A nossa víbora descreveu assim a cena que viveu depois de sair do Palácio do Catete,no Rio de Janeiro,ao fim de uma tentativa frustrada de entrevista com Getúlio Vargas :

- "Lá para a meia-noite,entrei no Danúbio Azul,um bar que não existe mais numa Lapa que também não existe mais; e lá fiquei até que a manhã me fosse encontrar – uma das mais radiosas manhãs de abril já neste mundo surgidas,desde que existem mundo e manhãs de abril".

Pergunta-se : em que jornal ou revista se lêem hoje textos dessa qualidade ? A resposta é um silêncio ensurdecedor.Joel pode exercer aqui e ali um lirismo que já rendeu páginas memoráveis,mas nunca abandonou o gosto pela maledicência.Adora falar mal de da fauna humana – aí incluídos personagens perfeitamente inofensivos,como,por exemplo,os alpinistas,os turistas e os tocadores de cavaquinho.É pura implicância.Cheio de certeza,constata :

-“O cúmulo do ridículo, beirando o grotesco,é um marmanjo, gordo e barrigudo, tocando cavaquinho”....

Adiante ,pergunta,a sério : -Pode existir coisa mais idiota do que um alpinista ? Por que é que eles não pegam um avião,meu Deus do céu ? Por que não vão de helicóptero ? Pra que subir naquelas montanhas,se eles poderiam ver tudo da janela de um avião,no maior conforto ?

Provoco a víbora. Quero saber quem ele não levaria sob hipótese alguma para uma ilha deserta,se fosse condenado a passar o resto da vida isolado do mundo :

- Eu não levaria João Gilberto de forma nenhuma,com aquele violãozinho,uma coisa horrorosa. Aliás,o melhor talvez fosse deixá-lo numa ilha deserta,sem violão ! Assim,eu poderia ir embora. Não entendo o fenômeno João Gilberto : é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria,porque ,como sou repórter, gosto de saber das coisas.Mas confesso que não consigo.

Joel nunca morreu de amores por um ex-colega de redação que entraria para a galeria dos brasileiros notáveis do Século Vinte : - Eu nunca disse que não gostava de Nélson Rodrigues.Apenas convivi pouco com ele. Fomos colegas de redação.Gosto da peça “Vestido de noiva”,mas a verdade é não nos entrosávamos. Uma vez,eu estava escrevendo alguma coisa - escrevo depressa na máquina, porque no fundo sou mesmo é um bom datilógrafo.De repente, Nélson Rodrigues caminha em minha direção,fica parado diante de mim com um cigarro pendendo na boca e exclama: “Patético !”. Em seguida,foi embora,em silêncio. Quando acabei de escrever, fui até a mesa de Nélson – que batia à máquina com dois dedos – e fiz a mesma coisa. Fiquei em silêncio vendo-o escrever.Depois,disse,simplesmente : “Dramático ! ”. Fui embora. Nosso único diálogo resumiu-se a estas duas exclamações – “patético” e “dramático”.

Depois de seis décadas de jornalismo, que outros tipos a víbora Joel incluiria na galeria nacional do ridículo,além dos tocadores de cavaquinho gordos e alpinistas ?

- Eu incluiria o turista numa Galeria Internacional do Ridículo.Porque o turista é de um ridículo sem par. De bermuda, cheio de máquinas penduradas no pescoço,suando em bicas, é roubado a toda hora nos restaurantes. Ridículo é também o velho que quer parecer moço- aquele que pinta cabelo, rebola e faz uma operação plástica por mês.

Joel vai fazendo confidências nesta tarde em Copacabana. Diz,por exemplo,que ouviu uma confissão de fraqueza de um dos maiores cronistas já surgidos no Brasil,Rubem Braga - um amigo do peito que até hoje lhe dá saudade. Os dois – Joel e Braga – foram correspondentes de guerra na Europa. Joel resolveu dar de presente a Rubem Braga um exemplar de um livro clássico de Stendhal – “O Vermelho e o Negro” . Semanas depois,Braga confessa a Joel que não conseguira de forma alguma passar da página noventa e dois do livro.O motivo :

- Rubem me disse que tinha interrompido a leitura porque o livro tinha personagem demais.E ninguém ficava parado....

Joel confessa que nunca conseguiu chegar ao final de “Os Irmãos Karamazov”,a obra-prima de Dostoievski. Agnóstico,alista-se entre os que concordam sem vacilar com o que disse o poeta Murilo Mendes :

-Deus existe,mas não funciona.

Cinco da tarde. É hora de dar um descanso ao guerreiro.Depois de tanta pergunta,peço que a víbora responda a um mini-interrogatório.
São apenas cinco as dúvidas que quero tirar. É claro que ele aceita a proposta.Lá vai:

1 GMN : Quem foi a celebridade mais idiota que o senhor conheceu ?
Joel : “Deus me perdoe,mas foi o Papa Pio XII.Fui a uma audiência com ele no Vaticano.Diante do nosso grupo ,ele disse :”Brasileiros ? O português é uma bela língua. “Sabia” é do verbo saber. “Sábia” é uma mulher inteligente.”Sabiá” é um pássaro”. Que idiotice !”.

2GMN : Se fosse escrever uma autobiografia,que fato vexaminoso o senhor faria questão de esconder ?
Joel : “Uma vez,em Roma,depois da guerra,vi Ernest Hemingway tomando conhaque sozinho num bar que ele costumava freqüentar.Fiquei em dúvida sobre se deveria abordá-lo.Fui ao banheiro remoendo a dúvida.Quando voltei,ele já tinha ido embora.É um dos meus grandes fracassos profissionais.O pior que poderia acontecer seria levar um soco de Hemingway.Nesse caso,pelo menos o lead estaria garantido”.

3GMN : Se o senhor fosse nomeado ditador de Sergipe,qual a primeira providência que tomaria ?
Joel : “Proibir a entrada de João Gilberto no Estado. Já seria um bom começo.Não existe nada tão chato quanto a Bossa-Nova”.

4GMN : Qual a cena mais grotesca que o senhor já testemunhou ?
Joel : “Não precisa ir longe.Basta desembarcar num boteco qualquer do Rio numa noite de sábado.Repito : não existe nada mais grotesco do que um sujeito barrigudo e suado tocando cavaquinho”.

5GMN : De quem o senhor não compraria um carro usado ?

Joel : “Não quero parecer ranzinza,mas alguém pode me dizer para que servem os alpinistas ? Por que aqueles idiotas não pegam um avião para olhar as montanhas do alto,em vez de tentar a subida ridiculamente amarrados em cordas ? . Eu jamais compraria um carro de um alpinista.Não se pode confiar em seres que não têm senso de ridículo”.
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(outros diálogos com a víbora Joel Silveira aqui: http://www.geneton.com.br/archives/000104.html)

A nova estética: FILHISMO

Da Folha de São Paulo:
"Badalado nome do chamado "cinema de autor", Karim Aïnouz ("Madame Satã", "O Céu de Suely"), 36, conta que havia parado de ver TV há anos, por razões "ideológicas marxistas".Diretor de filmes absolutamente distantes da linguagem melodramática da televisão, Aïnouz se surpreendeu com o convite para a direção do seriado "Alice", do canal HBO, que será veiculado no Brasil e na América Latina em 2008.Para encarar o projeto, decidiu ver novela. "Assisto a "Paraíso Tropical" todos os dias. Sei tudo o que acontece com a Paula e a Taís", conta, rindo. "Sempre digo que meus filmes não são de história. Meu desafio agora com "Alice" é narrar, fazer as pazes".


Vem aí uma nova escola cinematográfica: o FILHISMO. São os cineastas que tentam imitar os telenlatados caça-níqueis de Daniel Filho. Pelas declarações do cineasta cearense, já surgiu o primeiro candidato da nova geração a seguir os passos de Filho: ele próprio, Karim Ainouz. A nova estética, FILHISMO, certamente será inspirada e mixada dos abomináveis filmes iranianos (onde nada acontece) e das novelas globais (onde tudo acontece, inclusive nada). Enquanto a nova safra de filmes do movimento FILHISMO não chega às telas, o blog permanece aguardando a reação do cineasta pernambucano Claudio de Assis, que levou uma supertamancada de Daniel Filho, o rei dos telenlatados. Vai ficar quietinho, Claudio de Assis? Vamos ter que recorrer a Frei Caneca para defendê-lo da queimação de filme de Filho? O espaço continua aberto para a sua defesa. "Quem não reaje rasteja" é a lição de "Baixio das Bestas", esse sim um filmaço para assistir sábado à noite, ao lado da "patroa" e da amante.

Ordem, progresso e lágrimas

Os descendentes dos degradados somos todos lacrimosos. É a alma lírica, essa "alegria sem dia seguinte", a manhã de sol que eternece os corações aloprados da mãe-gentil, o homem cordial farrista com o dinheiro público, os ufanistas da Lei de Gerson (quem foi o criador da publicidade? Não daria uma "bela reportagem"?), a síndrome godardiana de chorar na televisão. São os fotogramas em sépia do álbum puído da nação-chanchada.

É por isso que o brigadeiro Jorge Kersul se emociona na TV e chora copiosamente ao defender os bravos soldadinhos da Aeronáutica. No Brasil é assim: militar também derrama lágrimas no Congresso. É por isso que o campeão mundial de vôlei Ricardinho chora diante das câmeras. No Brasil é assim: levantador também derrama lágrimas fora da quadra. A comoção toma conta do país. Choramos todos por injustiças (reais ou ficcionais) contemporâneas ou atávicas. Como se fôssemos um produto fílmico da saudosa Pelmex mexicana. Como no poema de Drummond, perdemos o bonde e a esperança. Voltaremos todos pálidos para casa. Em algum final de tarde da História, tentamos sair das comédias da Atlântida e não encontramos a porta buñuelesca da saída. Como no final da paródia "Matar ou Correr", o máximo que conseguimos foi atrasar e fraudar o relógio na tentativa de evitar a pontualidade fatídica do trem. Ineludivelmente, sentimentais e farsantes.

Um fantasma ronda...

É fácil entender a globalização: quando a casa cai na América de Bush quem sofre são os sem-teto do Brasil de Lula.

Grandes frases avacalhadas

- A BOLSA DE VALORES OU A VIDA!

14 de agosto de 2007

ABERTA A TEMPORADA NACIONAL DA IMPLICÂNCIA

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Diante do espanto provocado por pronúncias esquisitas ("dizoito", "murango", culégio"), o Sopa de Tamanco declara oficialmente aberta a temporada nacional da implicância. A partir de hoje, os tamanqueiros se dedicarão em tempo integral ao saudável exercício de listar as idiotices que merecem ser combatidas com doses maciças de implicância, três vezes ao dia.

Um exemplo ?

Por que diabos nove em cada dez frases pronunciadas em solo de São Paulo começam com a palavra "então" ?

DÚVIDA NORDESTINA

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Depois de anos & anos no Rio, confesso esta fraqueza: nunca entendi por que os cariocas dizem "murango". O certo não é morango ? E por que diabos dizem "culégio" ? O certo não é colégio ?

Pior do que "murango" e "culégio", só o "dizoito" que tanto atormenta os tímpanos do co-tamanqueiro Amin Stepple.

DAS DELÍCIAS DA ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA

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Só depois que passei a comer soja numa quantidade razoável foi que desvendei o grande mistério da levitação. Afinal de contas, a quantidade de gases que a fermentação do dito grão provoca seria capaz de fazer subir pelos ares até um elefante, quanto mais um faquir. Isso, se o animal conseguisse ficar na posição do lótus, claro.
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Sem dúvida esta é a maior razão por que o incenso é tão popular na Índia. De outra forma, seria impossível respirar no país.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/vegetarianismo.html)

PEQUENO DICIONÁRIO PEDAGÓGICO. VERBETE DE HOJE: ADOLESCÊNCIA

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Adolescência é a fase da vida em que usamos tanto de racionalidade e bom senso quanto o Departamento de Defesa americano.

ESCOLHAS SALOMÔNICAS

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— Entre Emir Sader e Olavo de Carvalho, você fica com quem?

— Com o suicídio.

Grandes diálogos eletrizantes

Fernand:
- O que aconteceu com sua misericórdia?

Edmond Dantes:
- Eu sou um conde, não um santo.


Luiz Paulo Conde de Monte Cristo

Reconfigurando o espaço vital


O SDT orgulhosamente apresenta o protótipo masculino do novo assento ergonomicamente correto a ser adotado pelas nossas queridas companhias aéreas.
O protótipo foi denominado Vamos Nelson Jobim.


Grandes idéias desperdiçadas

Finalmente o Executivo apresenta uma idéia que, colocada em prática, trará muita prosperidade ao nosso querido Brasil.

O recall de políticos.

A idéia está escondida numa fala do ministro Hélio de Costas, acerca da condição de intocável dos sábios das agências reguladoras:

"Eu, como senador, acho que esse procedimento em que você fica impedido de trocar um colaborador de cinco anos é complicado. Evidentemente, tem que haver um dispositivo em que se você chegou à conclusão de que um dirigente não esta correspondendo, faz um 'recall' dele. Cabe ao congresso essa discussão", afirmou Costa.

A idéia só sairá do papel, porém, se os pardos IBGE tiverem o direito de escolher, pelo voto, os integrantes das massas que compõem a Esplanada dos Mistérios.

'O PMDB do Rio de Janeiro iniciou na manhã de hoje o recall de 35 integrantes de Furnas da cota do partido.
Como os brinquedos chineses da Mattel, os integrantes são pintados com alto teor de concentração de chumbo, e os kits que os acompanham contêm pequenos ímãs que podem ser engolidos ou aspirados pelos eleitores mais distraídos.'

A DOCE ILUSÃO : PUBLICAR LIVROS

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O Departamento de Blogs do planeta Terra funciona assim : um cita o outro - que cita o outro, numa corrente sem fim. O blog Todoprosa.com.br traz um link para uma radiografia do mercado editorial. O Sopa de Tamanco pede licença para repetir o link.

Por trás de toda discussão, fica no ar uma pergunta: por que, afinal, um autor novo tenta a todo custo publicar um livro por uma grande editora, se um número equivalente de leitores pode, em tese, ser atingido via Internet ? Não é mais fácil,mais prático, mais rápido e menos dispensioso expor um texto num blog ou num site ?

Arrisco-me a dizer: autores preferem enfrentar a ciranda das editoras porque nada, nada, nada conseguiu, até hoje, substituir o "fetiche" do objeto-livro. Nada é tão prático, nada é tão portável, nada é tão "guardável". Um blog, neste caso, não serve como substituto. São duas "plataformas" distintas, para usar palavra tão de agrado dos comunicólogos.

Os textos que povoam a Internet podem até ficar estocados por décadas e décadas, ao alcance de qualquer busca do Google. Não são,portanto, tão perecíveis. O "problema" é que, independentemente desta eventual permanência, tudo o que circula na Internet carrega, tatuada na pele luminosa dos monitores, a marca da transitoriedade : tudo parece fugaz, rápido, fugidio. Já o livro sempre ostentou, por todos os séculos, uma nobreza que permanece intocada : a da permanência.

Quando desembarca numa biblioteca, um livro, por mais medíocre que seja, pode não sobreviver como obra literária, mas resistirá como objeto. Com cem por cento de probabilidade, terá uma vida incomparavelmente mais longa que a do autor. Um dia, quem sabe, um livronauta pousará na biblioteca para folhear aquelas páginas. Feitas as contas, a doce ilusão da permanência é que move um autor a enfrentar a empreitada de publicar um livro. É como se o eterno jogo de esconde-esconde com a morte pudesse ser, ilusoriamente, resolvido com uma arma de papel.

Eu me arrisco a dizer que todas as outras motivações são secundárias.

Quem entende como funciona a máquina de fazer livros pinta este retrato:

"Com o meu ponto de vista de quem trabalhou vários anos numa editora de grande porte, acho curioso que tanta gente boa tenha tanta vontade de ser editado por uma dessas ditas grandes casas editoriais. Porque, pela minha experiência, isso não ajuda em nada. Não sei se tem a ver com um desejo muito forte de reconhecimento, de ser notado pelo meio editorial, supostamente por especialistas (nhé!, duplo nhé!). Mas rola esse fetiche da distruibuição nacional, de ter os livros expostos em livrarias, essas coisas que não passam disso mesmo: fetiches. O resultado prático disso é o que vocês já podem imaginar: nenhum. Um autor brasileiro desconhecido que tem um livro lançado por uma grande editora não vende. As pessoas não compram, ora. Sei lá por quê, com certeza há vários motivos na psique do consumidor brasileiro de livros (essa figura misteriosa). Mas já vi investimentos razoáveis em marketing, anúncios, até resenhas boas, nada disso faz as vendas decolarem. Nada".

( aqui, o texto completo:http://terapiazero.blogspot.com/2007/08/divagaes-sobre-o-mercado-editorial.html)

Da sabedoria chinesa

"QUEM NÃO ECONOMIZA AGONIZA."

Mattel Kung

TV Tamanco - Zen e a arte de disputar prévias


"O VOLUNTARIADO OBRIGATÓRIO" DA PROFESSORA

Do blog de Antonio Fernando Borges:

"Foi com olhos de escândalo e ouvidos de incredulidade que testemunhei, dias atrás, a professora sugerir à entrevistadora num programa qualquer (o susto foi tão grande que nem guardei o canal): “Acho que os pais deveriam obrigar seus filhos, desde cedo, a prestarem algum tipo de trabalho voluntário à comunidade”.
Os grifos são meus; o espanto também. Pois, acima da própria idéia sinistra de colocar a família e a criança a serviço da coletividade, chocou-me na afirmação da entrevistada o paradoxo – um voluntariado obrigatório!! – que nem ela nem a repórter pareceram perceber".

(aqui: http://www.antoniofernandoborges.com/)

Por um novo jornalismo

O jornalismo perdeu muito com a tirania das perguntas excessivamente objetivas. Para se compreender a realidade brasileira é preciso usar uma taxa extra de nonsense, em especial quando se entrevista personalidades públicas e administrativas. Essa busca cartesiana pelos fatos tem confundido os leitores. Não faz mais sentido se perguntar às autoridades:"quando acaba a crise aérea?". Isso é uma bobagem. A pergunta deveria ser de outra natureza, mais inspirada, que sugerisse devaneios, coerentes com os desvios dos trópicos. Por exemplo: algum repórter, de preferência descendente de Silvio Caldas ou Orestes Barbosa, deveria, na próxima coletiva com o ministro Nelson Jobim, fazer-lhe apenas uma pergunta: "ministro, quando voltaremos a pisar nos astros distraídos?" O ministro, esqueceria a arrogância que lhe é característica, e responderia, solenemente: "minha vida era um palco iluminado, eu vivia vestido de doirado, palhaço das perdidas ilusões . . . Cheio dos guizos falsos da alegria, andei cantando a minha fantasia entre as palmas febris dos corações".

E quando se questionasse o presidente Lula sobre o avanço dos produtos têxteis chineses, que estão acabando com a indústria brasileira de confecções, o repórter formularia a pergunta, desta forma: "presidente, festa dos nossos trapos coloridos, a mostrar que nos morros mal vestidos, é sempre feriado nacional?" E o presidente, sempre muito perspicaz, "macunaímico" (leiam a reportagem com FHC na Piauí), responderia: "nossas roupas comuns dependuradas, na corda qual bandeiras agitadas, pareciam um estranho festival . . . "

Os jornais venderiam mais, os estudantes de jornalismo ganhariam novos temas para as dissertações e os aloprados do PT não cairiam em tentações totalitárias de amordaçamento da Imprensa. Isso é new journalism.

Estão apodrecendo a última florzinha

Existe no idioma português a palavra "dizoito"? Existe, sim. Dezoito entre dezoito repórteres e apresentadores da TV Globo falam "dizoito". Quanto significa "dizoito"? Seis vezes trezoitão, um "berro" fora de moda nas favelas dos meus amores? O "dizoito" Brumário? Sotaque de Madureira tem limite. Joga ovo podre neles, Boninho, e diz que é ludismo.

A Lei Afonso Arinos, aquela que pune atos de racismo, ainda está em vigor? Deveria ser aplicada com mais rigor, ampliando a pena do intelectual idiotizado ou o babaca de classe média que usasse, em entrevistas e textos, a expressão "neguinho". Além de exprimir um racismo latente, é de uma asneira vulgar e silvestre. Quando neguinho falar "neguinho", você saca a Lei Afonso Arinos e manda bala. Se você estiver de passagem pelo Rio de Janeiro, vai bem uma bala perdida, dessas em que "neguinho" fica bem branquinho no esgoto da Vila Dizoito.

SÍNDROME DE ALEXANDER POPE

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— Não quero enganar a senhora: é uma doença rara.
— E tem cura, doutor?
— Há uma chance. Segundo a literatura médica, a maioria dos pacientes, após algumas semanas de tratamento, ao entrar em contato com a poesia concretista ou alguma outra corrente poética do século vinte desaprende a fazer versos. Vou indicar a bibliografia completa dos irmãos Campos, Décio Pignatari, Arnaldo Antunes, letras de MPB, sobretudo poemas contemporâneos.
— Só isso?
— Não. Pop music também ajuda. Faça-o escutar alguma cantora americana de seios grandes e Jorge Vercilo, por exemplo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/no-consultrio-mdico.html)

SAUDADE DOS AVIÕES DA PANAIR

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Sou de um tempo em que ainda não era proibido respirar em vôos nacionais e que, para cruzar as pernas, não tínhamos que possuir nenhum tipo de experiência como iogue, o que me dá uma sensação esquisita de alheamento e inadaptação todas as vezes que me sento na poltrona de nossas atuais aeronaves.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/voar-voar-subir-subir.html)

CRIACIONISMO À BRASILEIRA

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Quanto ao empreiteiro responsável pelo projeto [de criação do homem], era, sem dúvida, um parente do Senhor e deu 10% ao Pai por fora. De resto, deve ter sido o mesmo empreendedor o responsável pelo surgimento da girafa, da coruja, da lesma, do cantor de axé music e de outras criaturas estranhas.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/criacionismo-brasileira.html)

O FIM DA LINHA

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O "relativismo cultural" tolera tudo. É tudo certo, tudo lindo, tudo explicável. Logo aparece um idiota para justificar qualquer coisa.

Mas ontem, em questão de minutos,diante de milhões de espectadores, em duas reportagens diferentes, duas entrevistadas, com aparência de classe média bem remediada, capricharam na pronúncia da palavra "esteje" . Uma das entrevistadas era, se não me engano, professora. Pode ?

Os vizinhos do cemitério de Santo Amaro, no Recife, sentiram um leve tremor sob os pés. Era meu professor de português, Manoel Torres, se revirando no túmulo.



PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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O Brasil está sempre "virando uma página da História". Só não dizem que a maioria é de páginas em branco.


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Eu nunca soube do caso de um maluco - e falo dos verdadeiros - que primasse pela modéstia. Mesmo nos doidos mais mansos, a loucura é fundamentalmente exibicionista.


Joel Silveira, datilografado por GMN

Dr. Júlio, os macacos estão brabos...!

Eu leio aqui e ali pessoas bradando em alta voz contra a propaganda do Estadão que estaria ridicularizando os blogueiros, chamando-os de macacos – chimpanzés, para ser mais exato. Que dizer?! Cada grito é uma prova de que o jornal está certo: os blogueiros têm o mesmo QI de um chimpanzé capaz de mexer mal e porcamente num computador. E o mau humor com que encaram a propaganda é apenas uma das provas disso.


O restante você lê aqui.

A NACIONALIDADE DE DEUS

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A meu ver, a maior prova de que Deus é brasileiro é a humanidade. Cheia de problemas e defeitos insanáveis, ela só pode ter sido fruto de um produto genuinamente nacional: a licitação pública fraudulenta.
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Isso, além daquele providencial descanso no sétimo dia, claro. Fosse Deus americano, o domingo não seria jamais dedicado ao ócio e, sim, a algo mais produtivo, como invadir e bombardear um país do Terceiro Mundo, por exemplo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/criacionismo-brasileira.html)

PÁSSARO? AVIÃO? NÃO, FOKKER 100

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Vocês, leitores aquinhoados pela sorte e que têm a satisfação de contribuir para a compra de ambulâncias para o nosso sistema público de saúde com o pagamento do IR, certamente fazem suas viagens Brasil afora — e quiçá até para a Europa ou outros lugares no estrangeiro, como o Amapá — a bordo de aviões. Quanto a mim, não tenho esse privilégio: quando preciso viajar, sou obrigado a me deslocar de Fokker 100 mesmo.
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Sendo assim, todas as vezes que quero visitar o Recife ou, mais precisamente, todas as vezes que a minha mãe me liga com voz de penitente dizendo que está com um sério problema no útero — o que sem dúvida é grave, posto que ela retirou o órgão em 1988 —, sou obrigado a pegar um dos vôos noturnos de nossas fantásticas companhias aéreas e passar pelo instrutivo treinamento para turista da Disney disponibilizado nas filas de embarque de nossos aeroportos. O qual, não tenho dúvidas, fariam Jó desacreditar do Senhor e abraçar com alegria o ateísmo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/voar-voar-subir-subir.html)

13 de agosto de 2007

Seria Paulo Francis um intelectualóide

Paulo Francis, que não teve filhos, costumava fazer um gracejo com sua condição invocando Brás Cubas: “não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. Daniel Piza, cuja entrada no jornalismo deve ao Francis, soltou essa em seu blog no Estadão:

Intelectualóides adoram citar a frase final de Brás Cubas, “não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”, inconscientes de que Machado de Assis – que queria ter filhos, mas provavelmente não podia por causa de doenças – estava ironizando a megalomania de um sujeito que não realizou nenhum sonho antes de morrer e precisa se justificar.

Para Piza, então, Francis é um intelectualóide? Hmmm.

NA PALESTINA, HÁ DOIS MIL ANOS

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— Qual era o nome desse demônio, Senhor?
— Legião.
— Porque eram muitos?
— Não, porque no século XX vai surgir uma banda horrível com esse nome.
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(Mais heresias, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)

DE ANIMAIS E POLÍTICOS

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A verdade é que nunca entendi exatamente o objetivo de se manter em casa um ser que anda de um lado a outro, balançando o rabo, soltando guinchos e fazendo cocô dentro de sapatos. Ora, quando quero ver espetáculo parecido, assisto à TV Senado.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/flfi.html)

Grandes questões questionáveis


Ainda sobre o poder afrodisíaco.
O que tornaria o nosso querido Distrito Federal mais calmo: uma boneca inflável ou uma fantasia de boneca inflável?
A fantasia custa apenas 350 libras.

Manual do guerreiro do apagão

E não é que o Saramago Coelho está se mostrando o mais politizado dos nossos beletristas?

Atacou o cantante Robert Charles diante da censura livresca e, segundo informa Lauro Jardim et caterva, desceu um ligeiro sarrafo em Cuba, em artigo no 'Nuevo Herald'.

Mais dia, menos dia, Saramago Coelho deixará o charme da world prose de lado e escreverá sobre o nosso querido Brasil!

O SDT aguarda loucamente a publicação de títulos como:

'O Saci de Portobello'

'Suélen decide morrer'

'Mais ou menos onze minutos'

'Na margem da Avenida Rio Branco eu sentei e chorei'

'As cachorras'

'O exu e a srta. Prym'

Noel Rosa remix


Como o ministro Helio de Costas quer porque quer uma telefônica tapuia, capaz de fazer frente às sanguinolentas empresas d'além mar, eis uma sugestão da Divisão de Telecom do SDT no sentido de aparelhar a futura empresa Tchau: o celular de US$ 1,3 milhão.

Grandes reclames de outrora - PanAm

CONAC DE ALCATRÃO DE SÃO JOÃO DA BARRA. O CONAC DO MILAGRE.

Branquinha espumante

Atenção, lulistas. A oportunidade chegou.

O racionamento de champagne vem aí.

Da pá virada cultural

Está no 'Estadão':

'Para se apresentar na Praça Mauá, em Santos, à meia-noite do dia 20 de maio, a cantora Beth Carvalho teria recebido R$ 52 mil (o cachê era inicialmente de R$ 50 mil).'

A dar crédito à imprensa, uma Beth cantando inteira em Santos equivale a meio FHC falando em qualquer lugar. Com uma diferença: o suado dinheiro do nosso querido contribuinte.

A poderosa ONG que financia o SDT está arrecadando fundos para impedir que tanto Beth quanto FHC exerçam a democracia bucal. Vamos pagar a cada um a TRM - Taxa de Referência do Mensalão - para que permaneçam calados.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2


Modesto como um pavão, o literato explica:

-Eu nunca disse que eu era o centro do universo! Meu umbigo é que é...


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA


Lá está no vídeo o imponente entrevistado com o intróito de sempre:

- Veja bem....

Ponho os óculos, olhos lá na frente, olho atrás, olho dos lados, olhos em cima e embaixo, e não vejo nada, absolutamente nada.


Joel Silveira, datilografado por GMN

UMA PENA NA MÃO E UM VAZIO DE IDÉIAS NA CABEÇA

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Não sei qual a relação de vocês com animais de estimação, amáveis leitores. No que diz respeito a mim, medroso, o mais próximo que me permito chegar de seres irracionais é ler as colunas que eles escrevem na Folha de São Paulo.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/flfi.html)

12 de agosto de 2007

Presentes de última hora


Libere o assassino cristão que existe dentro de sua alma.


Com Left Behind: Eternal Forces. O objetivo do jogo é matar quem não tem fé no alegado Jesus.


Aprovado e distribuído pelo Pentágono, para fins recreativos, aos militares comedores de cheesburger.

Presentes de última hora


Bloqueador de celular. Para a Secretaria de Administração Penitenciária que existe em você.

A US$ 55,45, aqui. Remessa internacional de grátis, dizem eles.

DE USOS E COSTUMES

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Algumas criaturas são sociáveis ao extremo, como o Duque de Osnabrück, cuja biografia registra ter feito sexo com um conviva masculino apenas para ser delicado com o hóspede. Como este se tornasse comensal habitual, o Duque acabou se casando com ele, episódio que deu origem ao célebre mote popular: “A gente quer ser gentil e acaba se f...”
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/08/bem-sucedida-visita-um-casal-de-amigos.html)

NUM MERCADO EM JERUSALÉM

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- E sal, vai levar também?
- Sim.
- A mesma quantidade de sempre?
- É. Duas mulheres de Lot.

PERGUNTA FEITA À TERRA

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Fernando Henrique não é aquele sobre quem já se disse que "não rouba, mas deixa roubar"?

PIAUÍ - 2.OU: FERNANDO HENRIQUE : "A PARADA DE SETE DE SETEMBRO É UMA PALHAÇADA" ;"COLLOR EMBOLSOU E PRONTO"; "O INÍCIO DE SERRA NÃO FOI BRILHANTE"

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Quanto à revista Piauí, outro pequeno reparo : há uma discrição, uma elegância, uma timidez exagerada na apresentação das matérias. É óbvio que ninguém espera que a Piauí berre nas bancas como um tablóide sensacionalista inglês. Mas uma boa chamada com declarações feitas por Fernando Henrique Cardoso na no perfil assinado por João Moreira Sales certamente chamaria a atenção de leitores distraídos, aqueles que precisam ser conquistados quando passam os olhos nas capas dependuradas nas bancas:

"A PARADA DE SETE DE SETEMBRO É UMA PALHAÇADA"

"Em que momento nos sentimos uma nação ? Talvez só no futebol. O carnaval é uma celebração. A parada de sete de setembro é uma palhaçada. Quem se sente irmanado no Brasil ? O Exército -e talvez só ele. Os americanos têm os seus founding fathers. Pode ser uma bobagem,mas organiza a sociedade. A França tem os ideais da Revolução. O Brasil não tem nada"

"COLLOR SEQUER PAGOU IMPOSTOS SOBRE AS SOBRAS DE CAMPANHA: EMBOLSOU E PRONTO"

"Li que Collor sequer pagou os impostos sobre as sobras de campanha. Embolsou e pronto. Como pode ? O pessoal do meu partido diz que o que ele fez é menos grave que os escândalos do PT. Isso lá é desculpa ? O problema do Brasil não é nem o esfacelamento do Estado. É algo anterior : é a falta de cultura cívica. De respeito à lei. Sem isso, como fazer uma nação ?".

"INÍCIO DE SERRA NÃO FOI BRILHANTE"

"Serra seria um bom presidente. Quebra lanças. Aécio é mais conservador, acomoda mais. Isso dito, politicamente Aécio é fortíssimo. Pode ser menos preparado que Serra, mas é popularíssimo. Não precisa provar mais nada.Serra precisa. O governo dele em São Paulo é que decidirá- e o início não foi brilhante"

"ERA MELHOR LULA DIZER :FULANO ME AJUDOU A COMPRAR O APARTAMENTO"

"Não acredito que Lula tenha práticas de enriquecimento pessoal. O que há é que ele é um pouco leniente (...) Era melhor ele dizer : fulano me ajudou a comprar o apartamento; o partido me deu tal dinheiro. Lula não pensa em dinheiro. Ele gosta de poder. Gosta de vida boa".


PAUSA NAS TAMANCADAS. VIDA LONGA ÀS REVISTAS PIAUÍ E ROLLING STONE !

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A raça dos jornalistas adora dar diagnósticos "catastrofistas". Já se escreveu mil e uma vezes que a grande reportagem morreu.

É verdade que Dona Reportagem anda problemas de saúde. Os jornais já não dão a ela o espaço merecido. Já não investem como antes em repórteres que poderiam - e deveriam - passar semanas a fio apurando uma grande história. Em nome da tal da objetividade, houve, sim, um empobrecimento assustador do texto jornalístico. Mas as notícias sobre a morte da reportagem são exageradas.

Dois exemplos:

1. A edição brasileira da revista Rolling Stone tem publicado reportagens de "fôlego", nada parecidas com os despachos telegráficos estampados nos nossos jornais. A Rolling Stone brasileira não é boa. É ótima. Caminha, célere, para se transformar em leitura habitual de quem quiser saber o que vai pelo ar, além de aviões com reverso travado. A nova edição traz - entre tantas outras coisas - uma reportagem especial sobre o Líbano ; perfis da super-jogadora de futebol Martha e de Céu, bela novidade da música brasileira ; uma extensa matéria sobre as andanças de Caetano Veloso às voltas com platéias jovens; o tráfico de fósseis do sertão nordestino para o exterior etc.etc. O cardápio, como se vê, é extremamente variado. Bola na rede.

2.A revista Piauí vai se firmando, também, como refúgio da chamada "grande reportagem". Ou seja: aqueles textos que vão fundo, esmiuçam os personagens, dissecam um assunto. A nova edição, a de número onze, é leitura para horas e horas. Lá estão um belo relato sobre as peregrinações de Fernando Henrique Cardoso por universidades do exterior ; retratos de personagens interessantes como o "guru" Mangabeira Unger, o dramaturgo Roberto Athayde, o "agitador" Bruno Maranhão, militante do MLST. Leitor, faço um pequeno reparo : não há qualquer motivo para que os textos que abrem a revista, na seção Esquina, não sejam assinados. Quem lê quer saber o nome de quem escreve. Como se diz lá no Piauí, "what is the point? ". Por que omitir os autores ? Os textos da seção Talk of The Town da revista New Yorker, uma das inspirações da Piauí, são assinados. "Detalhes tão pequenos" não comprometem, no entanto,o acerto geral. Bola na rede.

Carpideiras, recolham os lenços, por enquanto. Os sinais vitais de Dona Reportagem estão parcialmente preservados. É o que nos mostram a Piauí e a Rolling Stone.

Quando eu crescer, quero trabalhar numa revista dessas.

TV Tamanco - Feliz Dia dos Pais

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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Além de pretensiosa, "Eu" é uma das palavras mais feias e mais ocas do nosso vocabulário.

Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Do compadre, tirando lentamente os olhos do jornal ( que é que ele teria lido ?):

-Brasileiro tem mania de inventar coisas, mas, em compensação, desinventa com a mesma facilidade....


Joel Silveira, datilografado por GMN

11 de agosto de 2007

FILOSOFIA DOS HORMÔNIOS

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Uma mulher de TPM joga por terra toda a dialética hegeliana com um simples esgar e, sorrindo sarcasticamente, desmonta uma por uma as categorias kantianas, além de um ou outro móvel que esteja ao alcance de sua mão.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/tpm.html)

NOSTALGIA

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Quando examino a atual literatura brasileira, sou invariavelmente acometido por uma intensa saudade da Inquisição e seu profilático Index.

Vozes na cabeça - O Congo boliviano fica no Panamá?

O presidente do nosso querido Brasil, Alejandro Inácio Lula da Silva, mostrou o quanto é afeito aos assuntos daquele grande país de comedores de cheesburger. Redimiu o Reagan e o primeiro assessor de imprensa da delegação americana no Pan.

Ontem, ao explicar o porquê de ter errado duas vezes - "Errare humanum est" - o nome de seu anfitrião, saiu-se com seu habitual a-culpa-é-dos-outros:

"Tem muita gente falando. Se só um falar, eu vou para o caminho certo."

Modos que ir para o "caminho certo" é saber com que presidente Alejandro Inácio está falando? E quem seria o "um" a "falar"? Ele mesmo, Alejandro Inácio? Mangabeira do Abismo Unger? Excelso Amorim? Marco Aurélio Iaiá Garcia?

O SDT já avisara ao presidente Alejandro Inácio no sentido de usar um ponto eletrônico, doravante chamado de conference-cola, para que em seus iluminados ouvidos soprem os sábios do protocolo de Tião.

A MÚLTIPLA ESCOLHA

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Os jornais publicam uma foto de uma noite de autógrafos que há de provocar devaneios existenciais nos leitores. Você preferiria:
a) passar quarenta e cinco anos ardendo no fogo do inferno
b) penar durante cinquenta horas a bordo de um barco sacolejante
c) perder-se numa mata infestada de mosquitos e cascavéis
d) ir a uma livraria em que uma ex-Big Brother, sob os olhares do Alemão e de uma matilha de sub-celebridades, autografa a grande obra que realizou: as fotos em que aparece pelada.

Peço trinta dias para estudar a resposta.

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2

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Quando eu morrer, gostaria que enrolassem meu corpo na bandeira do Kiribati - e me cremassem enrolado nela. A bandeira é muito bonita. E, pensando bem, no fundo eu sempre me senti um tanto kiribitano - ou é kiribitanês ?

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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Ou tombam logo essa tal da Bossa-Nova ou a dita desmorona de vez. Dia destes vi o intragável João Gilberto assoviando e sussurando na televisão. Tudo nele era rachadura, infiltração e goteira.


Joel Silveira, datilografado por GMN

Um aristocrata em Barueri

O bom gosto e a riqueza dos móveis e equipamentos da mansão do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia comprova que ele teve uma boa consultoria na escolha do mobiliário. Qual teria sido o arquiteto/decorador do colombiano? É um assunto para Caras, Casa e Jardim, Casa Decor ou para Contigo? Como se dizia nas velhas escolas de jornalismo, essa pauta daria uma "bela reportagem".

Não se pode nem mais rir

Da internet:
A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, entrou hoje (10), na Justiça Criminal do Rio de Janeiro, com pedido de interpelação para que o ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) José Carlos Pereira confirme ou desminta acusações que teria feito contra ela ao jornal O Globo.

Quando aparece um sujeito bem-humorado como o brigadeiro J. Carlos Pereira logo é demitido do governo e processado. O brigadeiro não resolveu a crise aérea, nem poderia, de acordo com os relatos que ele tem feito, mas é um grande frasista, criou a "teoria dos pepinos", tão boa quanto a da batata machadiana. Teve ainda momentos dignos da melhor fase do Barão de Itararé: "só não caem os aviões que estão em terra". "Tudo que sobe cai. Tudo que entra sai". Diante do baixo astral reinante, o brigadeiro manteve a serenidade e a leveza de quem sabe que todo (o) governo é pesadão, complicado. O blog se solidariza com o brigadeiro J. Carlos e vai lhe mandar uma caixa de charutos Cohiba, melhor marca do que a do charuto que a diretora da Anac aparece fumando na tal fotografia.

As jamaicadas de Lula

As duas ou três jamaicadas de Lula em Kingston. Diante da primeira-ministra jamaicana, o presidente Lula disse que no dia em que o mundo experimentar uma boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado. Lula, segundo o correspondente americano Larry Rother, entende bem do assunto. Mas falar em cachaça na terra da maconha, cultivada e cultuada pelos rastas e pelas gangues urbanas que aterrorizam a capital da Jamaica? E os óculos escuros da primeira-ministra jamaicana? Fotofobia, apenas?

Lula elogiou Geisel na Jamaica. A velha história do Proálcool. Geisel, estadista? De recuo em recuo, chegaremos aos óculos escuros de Médici e ao seu milagre econômico. FHC, preguiçoso e malvado, disse recentemente que não se deve levar muito a sério o que Lula diz: "não tem correspondência com a realidade". Lula voltou também a elogiar aos usineiros: "os empresários sabem que muitas vezes foram tratados com marginais, o governo tinha vergonha de discutir com eles. Os empresários agora estão crescendo muito e virando personalidades internacionais". Nunca "neste país" os escravagistas históricos e contemporâneos receberam tantos afagos e loas como agora. Por onde Joaquim Nabuco, que não ressuscita?

Por fim, o presidente Lula deu uma de Conselheiro Acácio caribenho, ao defender que os biocombustíveis não levarão à fome: "nossa inteligência só existe porque comemos". O homem estava inspiradíssimo na terra de Bob Marley e Pete Tosh. Esse reggae...

10 de agosto de 2007

ALEGRIA DE GENETON...

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"A artista baiana [Ivete Sangalo] permaneceu por nada menos do que cinco meses no topo do ranking de discos mais vendidos no Brasil. Nesta semana, o disco da cantora aparece em quarto lugar".
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(Fonte: Folha Online)

... DURA POUCO

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"O topo da lista [agora] é ocupado pela trilha sonora internacional da novela "Paraíso Tropical", seguida pela coletânea de músicas de Amaury Jr. Depois vem a dupla Bruno & Marrone, que faz dobradinha na lista com seus dois volumes do "Acústico 2" --o volume um está na terceira posição e o dois, na quinta".
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(Fonte: Folha Online)

CONVERSA DE CACHORRO

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— Não acho um trabalho digno. Au. É aviltante. Au-au. Deviam colocar homens pra fazer isso.
— Pra vigiar nossas casas?
— Claro. Au. Por que nós temos que sofrer feito gente, quando podemos usar seres inferiores no serviço?
— Creio que o amigo ficou hidrófobo. Colocar animais como os humanos pra tomar conta de nossas famílias seria cometer cachorricídio. São seres sem o mínimo senso moral, au-au.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/vigias-um-dilogo-swiftiano.html)

Ontologia da greve

Ensino médio
Sociologia e filosofia se tornam obrigatórias


"No funcionalismo, paralisar as atividades é uma idéia inata. Suspenso, logo existo. Vamos à greve."

"Os companheiros do Campo Semântico Majoritário não podem abrir mão do platonismo por nada deste e - presumivelmente, ou não - do outro mundo! A greve, companheiros, não passa de um instrumentalismo desprovido de qualquer lógica modal."

"Se me permitem o aparte, a manifestação do companheiro da Democracia Ateniense Socialista seria relevante, não fosse monista. Esta discussão está eivada de não-cognitivismo. Perdemos o foco enquanto nos mantemos abraçados a uma ética normativa meramente pragmática."

"Peralá! Ofensa pessoal, não. Ofensa pessoal, não!"

Do nosso cancioneiro - Monocultura

Você pensa que etanol é água?

Etanol não é água, não.

Etanol vem dos milicos,

e água vem do ribeirão.

A IMPRESCINDÍVEL CONTRIBUIÇÃO DA BARATA VOADORA PARA A EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

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Para Camus, o único problema verdadeiramente digno de ser averiguado é o do suicídio. Humildemente, ouso discordar do filósofo. Para mim, o único problema realmente grave é o da barata. Mais precisamente, o da barata voadora.

Não sei vocês. Quanto a mim, a simples presença de uma barata voadora no cômodo onde estou, me faz entrar num profundo estado de impotência, o que me leva a repensar os fundamentos da existência e a necessidade de manter-me vivo.

É certo que a barata, em si, não me estimula tanto a capacidade questionadora. Já a barata em mim me transforma num bravo Kant. E, se é voadora então, me desperta não só à reflexão como provoca ridículos gritos de desespero e relativa atividade intestinal, associados a uma inaudita vontade de deslocamento.
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(Texto completo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/barata-e-evoluo-da-espcie.html)

A CHATICE DESIMPORTANTE

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QUATRO ASSUNTOS CHATOS MAS IMPORTANTES:

1.COTAÇÃO DO DÓLAR
2.QUALQUER COISA SOBRE PROGRAMAS DE COMPUTADOR, SOFTWARES & BICHOS AFINS
3.PRESERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA
4.DEFESA DO CONSUMIDOR


QUATRO ASSUNTOS CHATÍSSIMOS E DESIMPORTANTES:

1.DISCUSSÃO SOBRE BEIJO GAY EM NOVELA
2.PSEUDO-CELEBRIDADE FALANDO SOBRE EDUCAÇÃO DOS FILHOS
3.VIAGEM DE GRUPINHO FOLCLÓRICO PARA SE APRESENTAR NA EUROPA
4.AS METÁFORAS FUTEBOLÍSTICAS DO PRESIDENTE




Nossos ídolos ainda são os mesmos



"Hay que endurecer, pero sin perder La Fuerza jamás."

(via)

Do nosso cancioneiro - Vitaminas

"Laranja madura,
na beira da estrada,
tá bichada, Zé,
ou tem senador no pé."

Grandes frases avacalhadas - Mortgage

"A CASA DE UM HOMEM É SEU CASTELO DE CARTAS MARCADAS."

George W. Puxa!

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA 2.OU: O SALÁRIO BRUTO, O SALÁRIO LÍQUIDO E O SALÁRIO GASOSO

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Os salários do povaréu, no Brasil, se dividem em três partes : a bruta, a líquida e a gasosa , prevalecendo esta última.


Joel Silveira, datilografado por GMN

PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA

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O ideal na vida seria ser o único passageiro de um trem sem maquinista que, a duzentos quilômetros por hora, corresse em direção a lugar nenhum.


Joel Silveira, datilografado por GMN

MIGRAÇÃO NA ERA GLACIAL

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— O pior de tudo é a fome. Será que você não me descola uma raiz aí, não?
— Tô zerado. Já comi até a dos meus molares. Ih, olha aí, caiu mais um dos nossos companheiros. Não agüentou, coitado, morreu de fome e frio. Também, uma caminhada dessas!
— Tive uma idéia! Vamo escrever alguma frase inteligente num papel e amarrar no corpo dele, só de sacanagem, pra quando um arqueólogo no futuro encontrar o sujeito. Que tal: “Saiu da vida pra entrar na pré-história”?
— Seu burro, a gente ainda não conhece a escrita. Sabe o que isso significa?
— Que a gente não sabe escrever. Vai acabar virando jornalista...
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(Mais, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/h-quinze-mil-anos.html)

Erramos: Cartilhas do pequeno tucano

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O ombudsman do Sopa de Tamanco manda avisar ao sr. Toni Marques que o post anterior contém um erro escandaloso. Faltou uma informação crucial ao texto, a saber: a de que são necessários quatro FHCs para apertar o interruptor e perceber que não era a lâmpada que estava queimada e sim o país que passava por um apagão energético havia alguns meses.