Uma inscrição, artesanato ou colarzinho feito por um aborígene pode ser considerado arte? Pode-se argumentar que depois do penico de Duchamps tudo é permitido, o que ratifica a tese de que se Deus não existe tudo é permitido ou, como prefiro, deveria ser inventado. Mas, o que fez Duchamp era arte? Obviously not, é o que sempre digo, repetindo meu bulldog inglês, o pequeno Winston Churchill.
A discussão sobre o que é e o que não é arte é mais simples do que se supõe. Arte é o belo, o bom. O resto é a porcaria. Como identificar o belo, o bom? Coteje um quadro de Monet, para citar um pintor moderno, com um de Frida Kahlo. Monet é o belo, o bom; Frida, o feio, o mau. Não é difícil, viu? Se alguém que você conhece não conseguir fazer essa diferenciação, por amor cristão, tente explicar-lhe. Se a tentativa se revelar inútil não tema ser franco e diga, sem pudores: “entre mim e você há uma besta. E para lhe ajudar, digo logo: não sou eu”.
26 de julho de 2007
BRASIL: UMA MERITOCRACIA
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Apesar do achincalhe da malta ignara, sempre defendi ser este um país que premia os indivíduos de acordo com seus méritos. Sendo o principal deles, por exemplo, o mérito de ter um amigo influente.
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(Mais do mesmo: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/pela-imediata-legalizao-dos.html)
Apesar do achincalhe da malta ignara, sempre defendi ser este um país que premia os indivíduos de acordo com seus méritos. Sendo o principal deles, por exemplo, o mérito de ter um amigo influente.
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(Mais do mesmo: http://marconileal.blogspot.com/2007/05/pela-imediata-legalizao-dos.html)
DIÁLOGOS PALESTINOS (POR VOLTA DE 33 d.C.)
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— Que cara é essa?
— Você queria que eu estivesse como? Faz quatro dias que não aparece freguês! Quatro dias!
— Estranho. Que será que aconteceu?
— Sei lá. Só sei que desde que aquele sujeito com sotaque de Nazaré apareceu por aqui, os clientes sumiram.
— Que coisa!
— Pois é. Nunca mais vendi um pão!
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(Mais passagens em terceira classe para o Inferno, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)
— Que cara é essa?
— Você queria que eu estivesse como? Faz quatro dias que não aparece freguês! Quatro dias!
— Estranho. Que será que aconteceu?
— Sei lá. Só sei que desde que aquele sujeito com sotaque de Nazaré apareceu por aqui, os clientes sumiram.
— Que coisa!
— Pois é. Nunca mais vendi um pão!
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(Mais passagens em terceira classe para o Inferno, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)
Didática da Pedra (ou A Capitalização das Tragédias)
"ACESSE O SOPA DE TAMANCO, O ÚNICO BLOG QUE NÃO DECOLA NEM ATRASA."
Grandes frases avacalhadas - Almirantado
"QUESTÕES DESESPERADAS EXIGEM MEDIDAS DESESPERADAS."
Lord Horatio Nelson Jobim
PERGUNTA FEITA AOS CÉUS
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Os criadores daquele anúncio de cerveja que fala em "é ponto" - assim como seus parentes em primeiro, segundo e terceiro graus, a recepcionista, o motorista, os contínuos e os diretores da agência que criou a campanha - continuam soltos ?
Os criadores daquele anúncio de cerveja que fala em "é ponto" - assim como seus parentes em primeiro, segundo e terceiro graus, a recepcionista, o motorista, os contínuos e os diretores da agência que criou a campanha - continuam soltos ?
Upload divino
O presidente do nosso querido Brasil, durante a posse do ministro Nelson Tom Jobim, saiu-se com uma franqueza napoleônica:
"Quando o avião fecha a porta eu entrego minha sorte a Deus. E entrego porque estou na mão de um comandante, de uma máquina ultramoderna, de controladores de vôo, mas também das intempéries que os seres humanos nem sempre podem controlar".
"Nem sempre"? É bem verdade que os chineses afirmam estar tentando alguma coisa na linha da chuva artificial, mas nada comparável ao que, nos arcanos da mente executiva, ora se desenha.
Para o Ministério da Chuva, será nomeado alguém com longa história de mãos molhadas, encontrável na lista do mensalão;
Para o Ministério do Terremoto, ninguém melhor do que Roberto Jefferson;
Para o Ministério da Ressaca, pela segunda vez um estrangeiro de boa cepa (o primeiro é o titular de Longo Prazo): Larry Rohter;
Para o Ministério do Tornado, Camila Pitanga, posto que detém um tufão nos quadris;
Para o Ministério da Seca, tantos são os maconheiros de São Sebanistão, que será melhor organizar um reality show para sacar o melhor candidato.
"Quando o avião fecha a porta eu entrego minha sorte a Deus. E entrego porque estou na mão de um comandante, de uma máquina ultramoderna, de controladores de vôo, mas também das intempéries que os seres humanos nem sempre podem controlar".
"Nem sempre"? É bem verdade que os chineses afirmam estar tentando alguma coisa na linha da chuva artificial, mas nada comparável ao que, nos arcanos da mente executiva, ora se desenha.
Para o Ministério da Chuva, será nomeado alguém com longa história de mãos molhadas, encontrável na lista do mensalão;
Para o Ministério do Terremoto, ninguém melhor do que Roberto Jefferson;
Para o Ministério da Ressaca, pela segunda vez um estrangeiro de boa cepa (o primeiro é o titular de Longo Prazo): Larry Rohter;
Para o Ministério do Tornado, Camila Pitanga, posto que detém um tufão nos quadris;
Para o Ministério da Seca, tantos são os maconheiros de São Sebanistão, que será melhor organizar um reality show para sacar o melhor candidato.
COMO DIRIA NÉLSON RODRIGUES, "AOS CRETINOS FUNDAMENTAIS, NEM ÁGUA !"
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Um belo dia, você, coberto de trapos, com a voz trêmula, apoiado num cajado comprado em Islamabad, tentará reunir jovens aspirantes ao jornalismo à sombra de uma árvore, numa cidadezinha do interior do Brasil, para contar vantagem a eles.
Ninguém prestará atenção, é claro. Você,então, se dirigirá para o melhor de todos os ouvintes : o vento (acabo de cometer uma injustiça : o melhor de todos os ouvintes é a parede. Mas tudo bem).
Contar vantagem para o vento e as paredes é o que faz todo dinossauro que se preze. Você, íntimo do vento e das paredes, segue adiante.
Tenho uma vantagem a contar : já vi um jogo da seleção brasileira, diante da TV, em companhia do grandesíssimo cronista Nélson Rodrigues. Detalhe : um minuto antes do começo do jogo, Nélson Rodrigues não sabia contra quem a seleção ia jogar. Quando a TV repetiu um gol da seleção, ele pensou que o placa já estava dois a zero.
Assim:
"Nélson parece distante da disputa que se desenrola,ali,diante de nós,no vídeo da TV,entre a seleção brasileira e o escrete peruano. Faz ao repórter uma pergunta incrível : “Quem é o nosso adversário hoje ? “. Informo que é o Peru.
Fique registrado para a posteridade que o maior cronista do futebol brasileiro não precisava necessariamente saber quem era nosso adversário.
Quando Zico faz um a zero,aos trinta e quatro minutos do primeiro tempo,Nélson interrompe a entrevista para inaugurar,aos brados,uma nova expressão exclamativa :
- Que coisa beleza ! Que coisa beleza !
Depois,pede à família : “Pessoal,com licença dos nossos visitantes,vamos fechar essa máquina porque já estou começando a ficar nervoso”. Aos não iniciados nas sutilezas do dialeto rodrigueano, esclareça-se que “fechar a máquina” significa desligar a televisão – o que,aliás,não foi feito. Nélson dispara,então,um julgamento entusiasmado sobre o escrete dirigido por Cláudio Coutinho :
- Mas esses rapazes são uns gênios ! Uns gênios !
O repórter seria novamente surpreendido. Nélson já perguntara quem era “nosso adversário”. Agora,ao ver o replay do gol recém-marcado, toma um susto : “Mas já houve dois gols ? “. Digo a ele que não : é apenas a repetição do primeiro gol. O placar é um a zero. O gênio da raça concorda com um “ah,sim !”. Teria dois outros motivos para vibrar : o mineiro Reinaldo – que entraria no lugar de Nunes - faria dois gols,aos 20 e aos 40 minutos do segundo tempo,para fechar o placar : Brasil 3 x O Peru.
(Corro à banca no dia seguinte para comprar o jornal. O que diabos Nélson Rodrigues teria escrito sobre o jogo que eu não o deixara ver ? Eis :
- Vejam vocês como o futebol é estranho – às vezes maligno e feroz.Mas não quero ter fantasias esplêndidas.O jogo Brasil x Peru,ontem,no Mário Filho,não assustou a gente.Diz o nosso João Saldanha : “O Brasil fez seu jogo,jogo brasileiro”. Vocês entendem ? Não há mistério.O brasileiro é assim.Quando um de nós se esquece da própria identidade,ganha de qualquer um.Outra coisa formidável : na semana passada,um craque nosso veio me dizer : “Nélson,é preciso que você não se esqueça : ao cretino fundamental,nem água”. O jogo foi lindo”.
Penso com meus botões que Nélson não precisou esperar pelo início do jogo para escrever a crônica. Com certeza, despachou o texto para o jornal antes da chegada do repórter intruso. Os “idiotas da objetividade” se encarregariam de registrar,nas páginas esportivas,o jogo real. Porque o jogo de Nélson seria lindo de qualquer maneira. E aos cretinos fundamentais ? "Aos cretinos fundamentais, nem água".
(Aqui, o texto completo: http://www.geneton.com.br/archives/000012.html)
Um belo dia, você, coberto de trapos, com a voz trêmula, apoiado num cajado comprado em Islamabad, tentará reunir jovens aspirantes ao jornalismo à sombra de uma árvore, numa cidadezinha do interior do Brasil, para contar vantagem a eles.
Ninguém prestará atenção, é claro. Você,então, se dirigirá para o melhor de todos os ouvintes : o vento (acabo de cometer uma injustiça : o melhor de todos os ouvintes é a parede. Mas tudo bem).
Contar vantagem para o vento e as paredes é o que faz todo dinossauro que se preze. Você, íntimo do vento e das paredes, segue adiante.
Tenho uma vantagem a contar : já vi um jogo da seleção brasileira, diante da TV, em companhia do grandesíssimo cronista Nélson Rodrigues. Detalhe : um minuto antes do começo do jogo, Nélson Rodrigues não sabia contra quem a seleção ia jogar. Quando a TV repetiu um gol da seleção, ele pensou que o placa já estava dois a zero.
Assim:
"Nélson parece distante da disputa que se desenrola,ali,diante de nós,no vídeo da TV,entre a seleção brasileira e o escrete peruano. Faz ao repórter uma pergunta incrível : “Quem é o nosso adversário hoje ? “. Informo que é o Peru.
Fique registrado para a posteridade que o maior cronista do futebol brasileiro não precisava necessariamente saber quem era nosso adversário.
Quando Zico faz um a zero,aos trinta e quatro minutos do primeiro tempo,Nélson interrompe a entrevista para inaugurar,aos brados,uma nova expressão exclamativa :
- Que coisa beleza ! Que coisa beleza !
Depois,pede à família : “Pessoal,com licença dos nossos visitantes,vamos fechar essa máquina porque já estou começando a ficar nervoso”. Aos não iniciados nas sutilezas do dialeto rodrigueano, esclareça-se que “fechar a máquina” significa desligar a televisão – o que,aliás,não foi feito. Nélson dispara,então,um julgamento entusiasmado sobre o escrete dirigido por Cláudio Coutinho :
- Mas esses rapazes são uns gênios ! Uns gênios !
O repórter seria novamente surpreendido. Nélson já perguntara quem era “nosso adversário”. Agora,ao ver o replay do gol recém-marcado, toma um susto : “Mas já houve dois gols ? “. Digo a ele que não : é apenas a repetição do primeiro gol. O placar é um a zero. O gênio da raça concorda com um “ah,sim !”. Teria dois outros motivos para vibrar : o mineiro Reinaldo – que entraria no lugar de Nunes - faria dois gols,aos 20 e aos 40 minutos do segundo tempo,para fechar o placar : Brasil 3 x O Peru.
(Corro à banca no dia seguinte para comprar o jornal. O que diabos Nélson Rodrigues teria escrito sobre o jogo que eu não o deixara ver ? Eis :
- Vejam vocês como o futebol é estranho – às vezes maligno e feroz.Mas não quero ter fantasias esplêndidas.O jogo Brasil x Peru,ontem,no Mário Filho,não assustou a gente.Diz o nosso João Saldanha : “O Brasil fez seu jogo,jogo brasileiro”. Vocês entendem ? Não há mistério.O brasileiro é assim.Quando um de nós se esquece da própria identidade,ganha de qualquer um.Outra coisa formidável : na semana passada,um craque nosso veio me dizer : “Nélson,é preciso que você não se esqueça : ao cretino fundamental,nem água”. O jogo foi lindo”.
Penso com meus botões que Nélson não precisou esperar pelo início do jogo para escrever a crônica. Com certeza, despachou o texto para o jornal antes da chegada do repórter intruso. Os “idiotas da objetividade” se encarregariam de registrar,nas páginas esportivas,o jogo real. Porque o jogo de Nélson seria lindo de qualquer maneira. E aos cretinos fundamentais ? "Aos cretinos fundamentais, nem água".
(Aqui, o texto completo: http://www.geneton.com.br/archives/000012.html)
QUE COISA PATÉTICA....
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É tradição, blá-blá-blá-blá-blá-blá, mas, com toda honestidade, existe coisa mais ridícula do que um ator virar para outro numa noite de estréia e dizer "merda!" para desejar boa sorte ?
Quem foi o merda que inventou essa história ?
Imagine-se a cena em outra situação: um repórter se vira para o editor na hora do fechamento de uma página e diz : "Merda! "
Um médico olha para o ventre aberto de um paciente na hora da operação e exclama para o assistente: "Merda!". Um piloto encara o co-piloto na hora da decolagem e suspira: "Merda!".
Receberiam voz de prisão na hora.
É tradição, blá-blá-blá-blá-blá-blá, mas, com toda honestidade, existe coisa mais ridícula do que um ator virar para outro numa noite de estréia e dizer "merda!" para desejar boa sorte ?
Quem foi o merda que inventou essa história ?
Imagine-se a cena em outra situação: um repórter se vira para o editor na hora do fechamento de uma página e diz : "Merda! "
Um médico olha para o ventre aberto de um paciente na hora da operação e exclama para o assistente: "Merda!". Um piloto encara o co-piloto na hora da decolagem e suspira: "Merda!".
Receberiam voz de prisão na hora.
DIAGNÓSTICO : GENTALHA
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Sérgio Augusto:
"Não tenha dúvida: a mídia é a maior responsável pela patética e jeca vassalagem a celebridades que, a partir da década de 1990, virou um flagelo mundial. O jeca é uma cortesia de Paulo Francis, que sentia furibundo desprezo pela fama imerecida, por celebridades forjadas pela mídia, criaturas que são-famosas-porque-sçao-famosas, que nada fizeram de meritório para o destaque que a imprensa lhes dá. Ou então fazem coisas que a imprensa, por uma questão de decoro, deveria ocultar de seus leitores ( Se você pensou em Narcisa Tamborindeguy e quejandos, meus parabéns). "Sabe porque os editores de jornais e revistas dão tanta luz a essa gentalha ? ", comentou comigo Paulo Francis, pouco antes de morrer. "Porque todos eles, com raras exceções, são jecas e deslumbrados, que ainda ontem só andavam de ônibus, vestiam terno da Ducal, achavam o fino tomar vinho rosé e comeram o seu primeiro patê aos vinte e cinco anos".
(Trecho de "Assim Rasteja a Humanidade", artigo publicado no livro "As Penas do Ofício", Sérgio Augusto, Editora Agir. Bela leitura).
Sérgio Augusto:
"Não tenha dúvida: a mídia é a maior responsável pela patética e jeca vassalagem a celebridades que, a partir da década de 1990, virou um flagelo mundial. O jeca é uma cortesia de Paulo Francis, que sentia furibundo desprezo pela fama imerecida, por celebridades forjadas pela mídia, criaturas que são-famosas-porque-sçao-famosas, que nada fizeram de meritório para o destaque que a imprensa lhes dá. Ou então fazem coisas que a imprensa, por uma questão de decoro, deveria ocultar de seus leitores ( Se você pensou em Narcisa Tamborindeguy e quejandos, meus parabéns). "Sabe porque os editores de jornais e revistas dão tanta luz a essa gentalha ? ", comentou comigo Paulo Francis, pouco antes de morrer. "Porque todos eles, com raras exceções, são jecas e deslumbrados, que ainda ontem só andavam de ônibus, vestiam terno da Ducal, achavam o fino tomar vinho rosé e comeram o seu primeiro patê aos vinte e cinco anos".
(Trecho de "Assim Rasteja a Humanidade", artigo publicado no livro "As Penas do Ofício", Sérgio Augusto, Editora Agir. Bela leitura).
E AGORA ? PARA ONDE VAI O PAÍS ?
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Confirmado pelas agências de notícias: a Soul Funk, banda que acompanha Júnior, o irmão de Sandy, foi desfeita.
Vai fazer uma falta.....
Confirmado pelas agências de notícias: a Soul Funk, banda que acompanha Júnior, o irmão de Sandy, foi desfeita.
Vai fazer uma falta.....
Vem aí a paravaia?
Da newsletter do prefeito Cesar Vaia, hoje:
'Ontem a assessoria íntima de Lula informou que ele não virá à festa de encerramento do PAN, mas virá a festa de Abertura do Para-Pan dia 12 de agosto na Arena Olímpica do Rio!'
'Ontem a assessoria íntima de Lula informou que ele não virá à festa de encerramento do PAN, mas virá a festa de Abertura do Para-Pan dia 12 de agosto na Arena Olímpica do Rio!'
PÍLULAS DE VIDA DOUTOR SILVEIRA - 2
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Pergunto eu: sob o ponto de ecológico e levando em conta o equilíbrio do meio ambiente, o que é mais necessário? Um urubu ou um cantor baiano ?
Joel Silveira, datilografado por GMN
Pergunto eu: sob o ponto de ecológico e levando em conta o equilíbrio do meio ambiente, o que é mais necessário? Um urubu ou um cantor baiano ?
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 1
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São irrerversíveis os efeitos colaterais que pode causar a indiscriminada produção de má literatura.
Joel Silveira, datilografado por GMN
São irrerversíveis os efeitos colaterais que pode causar a indiscriminada produção de má literatura.
Joel Silveira, datilografado por GMN
DOIS MILÊNIOS ATRÁS, NA PALESTINA...
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— Quantos?
— Quinze. E vocês?
— Trezentos e vinte e quatro. Ganhamos de novo.
— Droga!
— Vamos mais uma?
— Vamos. Mas agora Jesus pesca do nosso lado.
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(Mais diálogos tendentes a espicaçar a ira de Bento XVI, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)
— Quantos?
— Quinze. E vocês?
— Trezentos e vinte e quatro. Ganhamos de novo.
— Droga!
— Vamos mais uma?
— Vamos. Mas agora Jesus pesca do nosso lado.
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(Mais diálogos tendentes a espicaçar a ira de Bento XVI, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/pequenos-incidentes-ocorridos-na.html)
25 de julho de 2007
Acepipes do Planalto Central
O presidente do nosso querido Brasil, pouca gente sabe, tem uma bagagem gastronômica que, em vôos comerciais, demandaria fortunas para ser devidamente liberada no check-in.
Da cozinha presidencial saem iguarias capazes de fazer o Renato Machado agredir o Ed Motta na fila do Bob's.
São clássicos secretos, mas o SDT conseguiu contratar, como Pessoa Jurídica, um contínuo da Kroll.
Disfarçado de bolinho de bacalhau, o espião freelance elencou e documentou as seguintes delícias concebidas e executadas nas madrugadas insones das lides executivas:
Sushi de sermão;
Massas falidas;
Steak Martar sobre Leito Esplêndido;
Mousse de Ananac;
Brigadeiro frito.
Da cozinha presidencial saem iguarias capazes de fazer o Renato Machado agredir o Ed Motta na fila do Bob's.
São clássicos secretos, mas o SDT conseguiu contratar, como Pessoa Jurídica, um contínuo da Kroll.
Disfarçado de bolinho de bacalhau, o espião freelance elencou e documentou as seguintes delícias concebidas e executadas nas madrugadas insones das lides executivas:
Sushi de sermão;
Massas falidas;
Steak Martar sobre Leito Esplêndido;
Mousse de Ananac;
Brigadeiro frito.
Especulações mediúnicas - Fairey F III-D "Lusitânia"
- O que Sacadura Cabral e Gago Coutinho diriam numa hora dessa?
- Nada.
- Nada.
A longa marcha da apoplexia
Estamos indo bem. A apoplexia, o mais novo esporte nacional, acaba de chegar à torcida do Corinthias. Os neurastênicos pardos ibge mostram o seu valor. É isso: vamos deixar a apoplexia trabalhar. A calmaria só nos trouxe degredados e doenças venéreas.
PERSONAL THINKER
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Estou pensando em patentear a idéia de "personal thinker" e explorar esse promissor ramo do empreendimento cérebro-desportivo. Não no Brasil, evidentemente, onde já alcançamos um nível de desenvolvimento neuronial que dispensa a ocupação com ninharias como o pensamento abstrato e o raciocínio lógico, preferindo aplicar-nos a práticas mais desafiadoras: eliminar participantes de reality shows pelo telefone ou escrever letras de música popular usando apenas três vogais e alguns gemidos, por exemplo.
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Estou visando, isso sim, nações exóticas e de insuficiente capacidade intelectual que, em pleno século XXI, diante de todos os avanços feitos pelo homem nas artes e na indústria, ainda se dedicam a atividades atrasadas e lúridas como a filosofia e a ciência.
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(Mais informações sobre esta imperdível oportunidade de negócios, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/personal-thinker.html)
Estou pensando em patentear a idéia de "personal thinker" e explorar esse promissor ramo do empreendimento cérebro-desportivo. Não no Brasil, evidentemente, onde já alcançamos um nível de desenvolvimento neuronial que dispensa a ocupação com ninharias como o pensamento abstrato e o raciocínio lógico, preferindo aplicar-nos a práticas mais desafiadoras: eliminar participantes de reality shows pelo telefone ou escrever letras de música popular usando apenas três vogais e alguns gemidos, por exemplo.
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Estou visando, isso sim, nações exóticas e de insuficiente capacidade intelectual que, em pleno século XXI, diante de todos os avanços feitos pelo homem nas artes e na indústria, ainda se dedicam a atividades atrasadas e lúridas como a filosofia e a ciência.
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(Mais informações sobre esta imperdível oportunidade de negócios, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/personal-thinker.html)
Grandes canções avacalhadas - Waldir Alexandre Pires
Como una ola en el mar
'Nada de lo que es, sera
Lo nuevo se espera cada nuevo dia
Todo pasa, todo siempre pasara
La vida viene en olas como el mar
Nunca existio el infinito
Eso que se ve, no es
Igual que la gente cambia en un segundo
Todo cambia
El tiempo y todo en el mundo
Y si pretendes fingir
Es mentirte a ti mismo
Ahora, hay tanta vida alla afuera
Y aqui dentro
Siempre como una ola en el mar
Como una ola en el mar
Como una ola en el mar'
'Nada de lo que es, sera
Lo nuevo se espera cada nuevo dia
Todo pasa, todo siempre pasara
La vida viene en olas como el mar
Nunca existio el infinito
Eso que se ve, no es
Igual que la gente cambia en un segundo
Todo cambia
El tiempo y todo en el mundo
Y si pretendes fingir
Es mentirte a ti mismo
Ahora, hay tanta vida alla afuera
Y aqui dentro
Siempre como una ola en el mar
Como una ola en el mar
Como una ola en el mar'
ENQUANTO ISSO, DOIS MIL ANOS ATRÁS, NA PALESTINA...
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— A herança veio em boa hora!
— Finalmente a gente vai poder reformar a casa, hein?
— Sonhei minha vida toda com isso, mulher.
— Graças a Deus!
— Pobre menina.
— Sim, pobre. Mas nos deixou ricos.
— Bom, vamos acompanhar o cortejo até o cemitério?
— Vamos, sim. Ué, mas que tumulto é aquele?
— Tem um cabeludo se aproximando ali do caixão.
— Que será que ele vai fa... Filho da p...!
.
(Mais blasfêmias que resultem em castigos eternos, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/h-dois-mil-anos-na-palestina-1.html)
— A herança veio em boa hora!
— Finalmente a gente vai poder reformar a casa, hein?
— Sonhei minha vida toda com isso, mulher.
— Graças a Deus!
— Pobre menina.
— Sim, pobre. Mas nos deixou ricos.
— Bom, vamos acompanhar o cortejo até o cemitério?
— Vamos, sim. Ué, mas que tumulto é aquele?
— Tem um cabeludo se aproximando ali do caixão.
— Que será que ele vai fa... Filho da p...!
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(Mais blasfêmias que resultem em castigos eternos, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/h-dois-mil-anos-na-palestina-1.html)
O TAMANQUEIRO PERGUNTA: QUEM LÊ TANTO BLOG ?
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Nélson Rodrigues ( sempre ele!) dizia que a vida é a busca desesperada por um ouvinte.
Fico pensando: para que diabos serve um blog ?
O co-tamanqueiro Amin Stepple atualiza para os anos 2000 a velha pergunta:
quem lê tanto blog ?
Cravo na opção "a" : fazer blog é a maneira mais curta de encontrar um ouvinte (um que seja !).
Mas, para bípedes que, como o abaixo assinado, terminaram tombando no jornalismo por falta de aptidão para o exercício de outras tarefas mais nobres, escrever para um blog traz uma compensação extra.
Que é a seguinte: em um blog, cada um é dono absoluto do próprio nariz.
Noviços em jornalismo podem ficar chocados, mas juro por Nossa Senhora do Perpétuo Espanto que o que vou contar agora é fato confirmadíssimo: em pelo menos doze situações diferentes, num curto espaço de tempo, editores acrescentaram INFORMAÇÕES ERRADAS a textos enviados por este repórter a redações. Não estou falando em intervenções comésticas no texto. Estou falando de ERROS que foram publicados com meu nome.
Não há outro nome: são assassinos.
Tal absurdo não acontece num blog ou num site.
Resumo da ópera: o bom do blog não é encontar um ouvinte (um que seja!). É não encontrar jamais, sob hipótese alguma, um editor ou copidesque.
Já vale a viagem.
Nélson Rodrigues ( sempre ele!) dizia que a vida é a busca desesperada por um ouvinte.
Fico pensando: para que diabos serve um blog ?
O co-tamanqueiro Amin Stepple atualiza para os anos 2000 a velha pergunta:
quem lê tanto blog ?
Cravo na opção "a" : fazer blog é a maneira mais curta de encontrar um ouvinte (um que seja !).
Mas, para bípedes que, como o abaixo assinado, terminaram tombando no jornalismo por falta de aptidão para o exercício de outras tarefas mais nobres, escrever para um blog traz uma compensação extra.
Que é a seguinte: em um blog, cada um é dono absoluto do próprio nariz.
Noviços em jornalismo podem ficar chocados, mas juro por Nossa Senhora do Perpétuo Espanto que o que vou contar agora é fato confirmadíssimo: em pelo menos doze situações diferentes, num curto espaço de tempo, editores acrescentaram INFORMAÇÕES ERRADAS a textos enviados por este repórter a redações. Não estou falando em intervenções comésticas no texto. Estou falando de ERROS que foram publicados com meu nome.
Não há outro nome: são assassinos.
Tal absurdo não acontece num blog ou num site.
Resumo da ópera: o bom do blog não é encontar um ouvinte (um que seja!). É não encontrar jamais, sob hipótese alguma, um editor ou copidesque.
Já vale a viagem.
NÃO ADIANTA NEM TENTAR
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É perda de tempo: Vossa Senhoria não vai encontrar um blog mais variado, mais atualizado e mais atento do que este.
Pode conferir.
Aqui no Sopa de Tamanco, Vossa Senhoria será sempre encaminhada para os melhores blogs ( vá, mas faça o favor de voltar). Conhecerá com quantos paus se dá uma tamancada. Nossas antenas estão ligadas dia e noite.
Então, neste momento grave da vida nacional, o Sopa de Tamanco convoca os tamanqueiros a botar a boca no trombone: toda propaganda é pouca.
Se cada internauta trouxer outro para visitar o Sopa de Tamanco, em breve o Brasil sairá do fundo do poço.
Palavra do Comitê Central.
É perda de tempo: Vossa Senhoria não vai encontrar um blog mais variado, mais atualizado e mais atento do que este.
Pode conferir.
Aqui no Sopa de Tamanco, Vossa Senhoria será sempre encaminhada para os melhores blogs ( vá, mas faça o favor de voltar). Conhecerá com quantos paus se dá uma tamancada. Nossas antenas estão ligadas dia e noite.
Então, neste momento grave da vida nacional, o Sopa de Tamanco convoca os tamanqueiros a botar a boca no trombone: toda propaganda é pouca.
Se cada internauta trouxer outro para visitar o Sopa de Tamanco, em breve o Brasil sairá do fundo do poço.
Palavra do Comitê Central.
AINDA QUERO SER TONI MARQUES (OU GRANDES FRASES AVACALHADAS - VERSÃO PIRATA)
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"Governar é construir estradas por onde passarão aviões."
"Governar é construir estradas por onde passarão aviões."
Washington Luís, ex-presidente e avenida
QUE BADERNA É ESSA ?!
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Quer saber ?
(É só clicar aqui, no blog de Homero Fonseca:
http://www3.interblogs.com.br/homerofonseca/artigos.kmf?cod=6313180)
Quer saber ?
(É só clicar aqui, no blog de Homero Fonseca:
http://www3.interblogs.com.br/homerofonseca/artigos.kmf?cod=6313180)
Separatismo, já
O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial. Já que estamos perdoando dívidas de países pobres como Angola, Bolívia e outros, por que não ceder o Rio de Janeiro à Colômbia? Melhoraria a imagem externa do Brasil e nos livraríamos do custo social e político das mais de 700 maravilhosas favelas. E ainda permaneceríamos brilhando nos livros de geografia como o quinto país do mundo em extensão territorial. Não é uma boa, Cauê?
Aviso aos apopléticos de saguão e de quadra
A demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, o Brasil ainda suporta. Já a separação da dupla Sandy e Junior poderá nos levar a uma prolongada guerra civil. Comecem a estocar ração.
Por falar em Freyre...
Sinal dos tempos: antigamente a classe média, em busca de entendimento sobre o Brasil, lia Gilberto Freyre. Hoje, assiste a Regina Casé dizendo que cultura é o funk.
Por falar em Francis...
... ontem não pude deixar de pensar: ainda bem que Paulo Francis morreu. Chamam a morte de desgraça. Eu penso nela como a dádiva de não ver, não ouvir, não falar, não sentir. Pensei isso hoje, novamente, ao escrever sobre Mário Covas. E, já que o pensamento era bom, ainda que sofrido, pensei em Gilberto Freyre - só porque vi na televisão, outro dia, uma entrevista com ele.
Por que passo a palavra
Passo palavra porque gente como Antônio Fernando Borges, citando Eça de Queirós, tem algo melhor a dizer:
”O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas idéias aumenta a cada dia. A ruína econômica cresce, cresce, cresce… A agiotagem explora o juro.
A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do país. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte: O pais está perdido!”
Eça é de Queiroz - e o ano é 1871.
É Tetra! É tetra!
Erga a mãozinha para os céus, com os dedinhos abertos. Agora, encolha apenas o polegar, também conhecido como dedão. Ou o dedinho (mínimo), caso você seja um viciado na mitologia Lulista.
Pronto?
O que você tem em mãos é o pedido formal, dadas as condições, para que o Brasil exija a separação do continente americano e viaje, por mar, é claro, até a África, para se juntar aos países do Quarto Mundo.
Pronto?
O que você tem em mãos é o pedido formal, dadas as condições, para que o Brasil exija a separação do continente americano e viaje, por mar, é claro, até a África, para se juntar aos países do Quarto Mundo.
O Boiadeiro de Garanhúns
Hoje pela manhã, em Congonhas, cenas explícitas de histeria coletiva. Umas velhas patuscas que, no século passado, seriam viúvas machadianas (mas não da aristocracia, claro), aplaudiram quando a moça informou que todos os vôos estavam cancelados. Entre elas, diziam coisas inteligentes e profundas, cheias de lógica e nexo, como especialistas em vôo que são. "O aeroporto tem que fechar", "É uma vergonha a falta de gruvin".
Gênios que exemplificam bem a raça. Povo, não no sentido pejorativo possível da palavra, guiado pela propaganda oficial do Boiadeiro de Garanhuns.
Gênios que exemplificam bem a raça. Povo, não no sentido pejorativo possível da palavra, guiado pela propaganda oficial do Boiadeiro de Garanhuns.
Al-Qaeda ao carajo!
O presidente do nosso querido Brasil está desperdiçando a oportunidade bolivariana que o nobre esporte bretão lhe dá: selar a paz no céu de anil convocando, para o lugar de Nelson Tom Jobim, o técnico Jorvan Vieira.
REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE IMITADOR DE PAULO FRANCIS, JÁ!
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Dentre as deficiências do Estado brasileiro que se perpetuam ao longo dos tempos, creio que a mais grave é o governo não ter ainda, desde a última década, regulamentado a profissão de imitador de Paulo Francis.
É revoltante ver diariamente, em colunas espalhadas de Norte a Sul do país, heróicas e bravas hordas de imitadores de Paulo Francis, sofrendo para procurar citações eruditas no Google, buscando de maneira tocante afetar inteligência e conhecimento, sem que nenhum tipo de apoio governamental lhes seja prestado.
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(Mais sobre esta nobre causa, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/pela-imediata-regulamentao-da-profisso.html)
Dentre as deficiências do Estado brasileiro que se perpetuam ao longo dos tempos, creio que a mais grave é o governo não ter ainda, desde a última década, regulamentado a profissão de imitador de Paulo Francis.
É revoltante ver diariamente, em colunas espalhadas de Norte a Sul do país, heróicas e bravas hordas de imitadores de Paulo Francis, sofrendo para procurar citações eruditas no Google, buscando de maneira tocante afetar inteligência e conhecimento, sem que nenhum tipo de apoio governamental lhes seja prestado.
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(Mais sobre esta nobre causa, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/pela-imediata-regulamentao-da-profisso.html)
A obscuridade verbal é a casamata dos imbecis
Rindo, T. S. Eliot contava a história de haver conseguido aprovar sua tese de filosofia se valendo de um texto propositadamente ininteligível. É muito comum na área jurídica, onde a maioria dos profissionais NÃO sabe escrever, o advogado escrever petições que nem ele sabe o que quer dizer. O juiz, com receio de parecer ignorante, concede qualquer coisa - isso quando entende o que foi pedido, claro.
O que quero dizer é que a obscuridade verbal é a casamata dos imbecis. São eles que lapidam a arte de fazer firulas incompreensíveis na esperança de: 1) provarem uma tese tosca (quando tese há); 2) parecem inteligentíssimos. Não canso de imaginar um concurso no qual o vencedor seria aquele que conseguisse equilibrar, o maior tempo possível, um livro do Chacal na ponta do nariz. Chacal, você sabe, é o “artista da poesia” carioca cujos livros não ficam em pé, assim como sua poesia.
(Texto completo aqui)
O que quero dizer é que a obscuridade verbal é a casamata dos imbecis. São eles que lapidam a arte de fazer firulas incompreensíveis na esperança de: 1) provarem uma tese tosca (quando tese há); 2) parecem inteligentíssimos. Não canso de imaginar um concurso no qual o vencedor seria aquele que conseguisse equilibrar, o maior tempo possível, um livro do Chacal na ponta do nariz. Chacal, você sabe, é o “artista da poesia” carioca cujos livros não ficam em pé, assim como sua poesia.
(Texto completo aqui)
O mundo não é chato. E Caetano? Chato pacas!
Talvez chegue o dia em que o “subintelectual de miolo mole” Caetano Veloso – para usar uma expressão de José Guilherme Merquior – seja avaliado pelo que realmente é, e não pelo que parece ser. Num país em que Cazuza é tido como “poeta” – e, assim, é colocado na altura de W. B. Yeats, W. H. Auden, João Cabral de Melo Neto e Fernando Pessoa –, não impressiona que intelectuais, à moda José Miguel Wisnik e Marilena Chauí, tenham o prestígio de artista e que artistas, a exemplo de Chico Buarque e do próprio Caetano, sejam vistos como intelectuais. Uma coisa os une nessa oposição combinada: as idéias fora do lugar.
O próprio Caetano admite, o que é comovente, “nunca antes ter havido no Brasil uma figura popular com tanta pinta de intelectual quanto” ele. A modesta confissão está no texto “Discretamente aqui”, de 1972, incluído na coletânea O Mundo Não É Chato, que li para elaborar um texto para a revista Primeira Leitura e que acabou não vingando por lá. “Como Glauber (mais ou menos involuntariamente), tornei-me uma caricatura de líder intelectual de uma geração. (…) Na sua miséria, a intelectualidade brasileira viu em mim um porta-estandarte, um salvador, um bode expiatório”.
Não se engane com esse aparente dar de ombros. Caetano aproveitou o cavalo passar selado e montou. Foi essa miséria intelectual brasileira que o aceitou como um compositor popular que também “pensava”, algo ainda inconcebível no país. E a classe média inculta, ávida por ícones naqueles anos 60 e 70, o transformou num deus pop. Que muitas escolas e universidades passem para os alunos letras do compositor junto com a poesia de Camões, Olavo Bilac e Drummond, como se fossem equivalentes, é um sintoma do nivelamento por baixo, da confusão que se faz entre cultura e entretenimento, já identificada pelo poeta Bruno Tolentino na antológica entrevista à Veja.
(Texto completo aqui)
O próprio Caetano admite, o que é comovente, “nunca antes ter havido no Brasil uma figura popular com tanta pinta de intelectual quanto” ele. A modesta confissão está no texto “Discretamente aqui”, de 1972, incluído na coletânea O Mundo Não É Chato, que li para elaborar um texto para a revista Primeira Leitura e que acabou não vingando por lá. “Como Glauber (mais ou menos involuntariamente), tornei-me uma caricatura de líder intelectual de uma geração. (…) Na sua miséria, a intelectualidade brasileira viu em mim um porta-estandarte, um salvador, um bode expiatório”.
Não se engane com esse aparente dar de ombros. Caetano aproveitou o cavalo passar selado e montou. Foi essa miséria intelectual brasileira que o aceitou como um compositor popular que também “pensava”, algo ainda inconcebível no país. E a classe média inculta, ávida por ícones naqueles anos 60 e 70, o transformou num deus pop. Que muitas escolas e universidades passem para os alunos letras do compositor junto com a poesia de Camões, Olavo Bilac e Drummond, como se fossem equivalentes, é um sintoma do nivelamento por baixo, da confusão que se faz entre cultura e entretenimento, já identificada pelo poeta Bruno Tolentino na antológica entrevista à Veja.
(Texto completo aqui)
Cahiers du Tamancô
Como o salmão, os travestis, os transpositores do Rio São Francisco e o ministro Nelson Jobim, os críticos de cinema lutam contra a Mãe Natureza.
Eles tentam nos dar elementos para que não nos entreguemos ao sono.
Para o público que pode pagar nos grandes centros, as salas têm poltronas cada vez mais confortáveis. Assim, a luta deles é ainda mais vã.
Porém no cerne da coisa está Édipo.
Por que as mulheres, no atacado, não aspiram à crítica de cinema? Porque a sala de cinema compete com elas. É, também, uma luta perdida. Ou uma ação entre amigas, que não pode degenerar em espinafração ou rasgação de seda.
A sala de cinema, o que é, com sua designação doméstica, "sala"? Trata-se de um lugar escuro em que uma história é contada.
Ora, lugar escuro em que uma história é contada se chama quarto. Ou cômodo ou sala ou puxado ou aglomeração subnormal, dependendo do IBGE.
A função da sétima arte, portanto, é colocar o joãozinho e o juquinha na cama.
E irritar ou maravilhar as mulheres; por competição, no primeiro caso, ou por identificação, no segundo.
Eles tentam nos dar elementos para que não nos entreguemos ao sono.
Para o público que pode pagar nos grandes centros, as salas têm poltronas cada vez mais confortáveis. Assim, a luta deles é ainda mais vã.
Porém no cerne da coisa está Édipo.
Por que as mulheres, no atacado, não aspiram à crítica de cinema? Porque a sala de cinema compete com elas. É, também, uma luta perdida. Ou uma ação entre amigas, que não pode degenerar em espinafração ou rasgação de seda.
A sala de cinema, o que é, com sua designação doméstica, "sala"? Trata-se de um lugar escuro em que uma história é contada.
Ora, lugar escuro em que uma história é contada se chama quarto. Ou cômodo ou sala ou puxado ou aglomeração subnormal, dependendo do IBGE.
A função da sétima arte, portanto, é colocar o joãozinho e o juquinha na cama.
E irritar ou maravilhar as mulheres; por competição, no primeiro caso, ou por identificação, no segundo.
QUERO SER TONI MARQUES (OU GRANDES FRASES AVACALHADAS - GENÉRICO)
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"ALEA JACTO EST"
"ALEA JACTO EST"
Caio Júlio Explodo César
MÃO SANTA É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ (EXCETO, TALVEZ, SAÚDE, EDUCAÇÃO, SANEAMENTO, ESTRADAS...)
"É bem provável que os materialistas históricos, os donos de planos de saúde e outros menos apegados às coisas do espírito nunca tenham passado por semelhante processo. Quanto a mim, já de natural ansioso, os dias que precederam a ida ao bordel me deixaram num estado mais lamentável que o do Piauí".
(Mais analogias lisonjeiras e homenagens a outros varões de Plutarco, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/confisses-sexuais-de-uma-besta-quadrada_18.html)
Enriqueça seu vocabulário aeroportuário
Agora que o ministro Nelson Tom Jobim tornará a surfar a wave do governo do nosso querido Brasil, convém o noticialismo financeiro prestar atenção redobrada ao seu rico vocabulário.
Uma das missões do neoministro: abrir o capital da Infraero.
Donde para sempre pegará mal a redação do que deverá ser rotina: "As ações da Infraero tiveram forte queda...".
A saída será suavizar:
"No mercado financeiro, faltou grooving às ações da Infraero"
"Em dia nervoso, o mercado amanheceu despachando para a área de escape as ações da Infraero"
"Os acionistas da Infraero protestaram, na tarde de ontem, contra o que chamam de 'caixa-preta' da governança corporativa da empresa".
Uma das missões do neoministro: abrir o capital da Infraero.
Donde para sempre pegará mal a redação do que deverá ser rotina: "As ações da Infraero tiveram forte queda...".
A saída será suavizar:
"No mercado financeiro, faltou grooving às ações da Infraero"
"Em dia nervoso, o mercado amanheceu despachando para a área de escape as ações da Infraero"
"Os acionistas da Infraero protestaram, na tarde de ontem, contra o que chamam de 'caixa-preta' da governança corporativa da empresa".
Grandes frases avacalhadas
"Se eu perder este trem-bala,
que talvez saia agora,
às onze horas,
só amanhã de manhã."
que talvez saia agora,
às onze horas,
só amanhã de manhã."
Adoniran Barbosa
OS SUSPEITOS DE SEMPRE
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Ficou pronto o projeto para a criação do trem bala entre São Paulo e Rio. Preço: 17 bilhões de reais. A viagem por terra entre as duas cidades poderá ser feita num piscar de olhos : 85 minutos.
Que bom.
Há, óbvio, um preço extra a pagar : diante do tamanho da obra, as empreiteiras - envolvidas em dez de cada dez casos de corrupção - devem estar esfregando as mãos, soltando fogos (superfaturados, claro) e babando na gravata.
É só dar uma vasculhada nos arquivos : não há roubalheira de grande monta em que não esteja atolada até o pescoço uma dessas empreiteiras que usam propina como ingrediente de cimento. Há décadas e décadas é assim.
Se um investigador com cachimbo e cachecol quadriculado sobre os ombros ordenasse algo como "procurem os suspeitos de sempre", lá estariam, na primeiríssima fila, donos, diretores e, especialmente, tesoureiros de empreiteiras; congressistas e governantes. Noventa e cinco por cento dos casos seriam resolvidos.
Vejam-se os túneis de São Paulo. Quem pagou aos corruptos ? As empreiteiras, claro.
Mas justiça se faça: há algo menos confiável do que elas.
Faça as contas:
Em que você confia menos?
a) uma cédula de dezessete reais e meio
b) o mugido de um boi da fazenda do presidente do Senado
c) as lágrimas de Joaquim Roriz
d) o orçamento de uma empreiteira para uma obra pública
Ficou pronto o projeto para a criação do trem bala entre São Paulo e Rio. Preço: 17 bilhões de reais. A viagem por terra entre as duas cidades poderá ser feita num piscar de olhos : 85 minutos.
Que bom.
Há, óbvio, um preço extra a pagar : diante do tamanho da obra, as empreiteiras - envolvidas em dez de cada dez casos de corrupção - devem estar esfregando as mãos, soltando fogos (superfaturados, claro) e babando na gravata.
É só dar uma vasculhada nos arquivos : não há roubalheira de grande monta em que não esteja atolada até o pescoço uma dessas empreiteiras que usam propina como ingrediente de cimento. Há décadas e décadas é assim.
Se um investigador com cachimbo e cachecol quadriculado sobre os ombros ordenasse algo como "procurem os suspeitos de sempre", lá estariam, na primeiríssima fila, donos, diretores e, especialmente, tesoureiros de empreiteiras; congressistas e governantes. Noventa e cinco por cento dos casos seriam resolvidos.
Vejam-se os túneis de São Paulo. Quem pagou aos corruptos ? As empreiteiras, claro.
Mas justiça se faça: há algo menos confiável do que elas.
Faça as contas:
Em que você confia menos?
a) uma cédula de dezessete reais e meio
b) o mugido de um boi da fazenda do presidente do Senado
c) as lágrimas de Joaquim Roriz
d) o orçamento de uma empreiteira para uma obra pública
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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A verdade é que nunca vi no circo um gato fazer as disciplinadas tolices que um leão faz.
Joel Silveira, datilografado por GMN
A verdade é que nunca vi no circo um gato fazer as disciplinadas tolices que um leão faz.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 1
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Jamais consegui me alegrar com o lúgubre hino de Sergipe, embora ele comece assim: "Alegrai-vos, sergipanos...."
Joel Silveira, datilografado por GMN
Jamais consegui me alegrar com o lúgubre hino de Sergipe, embora ele comece assim: "Alegrai-vos, sergipanos...."
Joel Silveira, datilografado por GMN
Os ricos e o paraíso nacional
Se os jornais argentinos recorrem ao surrealismo para explicar aos seus leitores o Brasil e o caos aéreo, o jornal francês Le Figaro (edição de ontem), eterno porta-voz da direita francesa, assegura que "o Brasil governado pelo ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva é o “paraíso dos ricos”. O Figaro informa que São Paulo já tem sete shoppings de luxo e em breve terá mais três, com helipontos para conforto dos milionários. Destaca que, se a economia cresceu 3,7% no ano passado, o segmento de luxo registrou expansão de 32%: “as fortunas brasileiras souberam tirar proveito da política econômica do governo Lula. Para conter a inflação, ele tem mantido as taxas de juros em níveis astronômicos, fazendo a alegria do setor financeiro”.
Ao contrário da classe operária, são os ricos que desfrutam do paraíso brasileiro para inveja da direita francesa. Como têm à disposição a frota de helicópteros e jatinhos executivos, o Brasil surrealista, analisado pelos argentinos, não os interessa nem os incomoda. A massa bruta, anestesiada com o bolsa-família, se mantém obviamente alheia aos problemas estruturais e de gestão do país. A classe média, orfã e fora do jogo político, vive calcinados dias de pânico e apoplexia.
Para o paraíso ficar ainda mais aprazível só faltaria garantir o terceiro mandato. Dinheiro não seria problema para investir na aventura constitucional . Mas aí aparece, de vez em quando, um poema sonoro no Maracanã, uma falta de grooving em São Paulo, um atentado lingüístico grampeado de um aloprado, uma ministra excitando lubricamente passageiros refugados, um grupo de exportadores incomodado com a vertigem do dólar, e pode estragar a festa do "queremismo". Os ricos das páginas do Le Figaro estão se perguntando, desde já: será que acharemos no ABC outro mano metalúrgico tão altruísta? Afora Adão e Eva, se desconhece quem tenha sido expulso do paraíso. Portanto, é claro que os milionários da era daslu-lulista já iniciaram a busca. Frei Betto bem que poderia prestar-lhes uma consultoria.
DIÁLOGOS IMPROVÁVEIS - PALESTINA, HÁ DOIS MIL ANOS
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— Mulher, cheguei! Mulher! Mas o que é isso?!
— O que é isso pergunto eu! Tu tá enxergando, homem?!
— Não é incrível? Foi um tal de Jerúsio que apareceu na estrada. Cuspiu, passou as mão assim, ói. Fiquei curado.
— Que... que coisa boa!
— Maravilhosa, né? Agora me diga: que faz o vizinho ali no canto do quarto, nu, estirando a língua pra mim?
(Mais palavras vãs capazes de atrair a ira do Senhor dos Exércitos, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/h-dois-mil-anos-na-palestina-1.html)
— Mulher, cheguei! Mulher! Mas o que é isso?!
— O que é isso pergunto eu! Tu tá enxergando, homem?!
— Não é incrível? Foi um tal de Jerúsio que apareceu na estrada. Cuspiu, passou as mão assim, ói. Fiquei curado.
— Que... que coisa boa!
— Maravilhosa, né? Agora me diga: que faz o vizinho ali no canto do quarto, nu, estirando a língua pra mim?
(Mais palavras vãs capazes de atrair a ira do Senhor dos Exércitos, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/h-dois-mil-anos-na-palestina-1.html)
24 de julho de 2007
Cesar Malévolo vai para o trono ou não vai?
Do jornal 'O DIA':
O prefeito Cesar Maia criticou nesta terça-feira a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acidente da TAM e às vaias recebidas na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Na mala direta distribuída aos assinantes de seu ex-blog, Cesar diz que a vaia e a tragédia 'auto-atocaiaram' Lula e o levaram à 'clandestinidade'. "A adversidade o colocou na clandestinidade. E o despachou para os seus nichos, de AeroLula, num contraponto triste com a pequena burguesia que rejeita, por autodefesa', conclui.
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O prefeito Cesar Maia criticou nesta terça-feira a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao acidente da TAM e às vaias recebidas na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Na mala direta distribuída aos assinantes de seu ex-blog, Cesar diz que a vaia e a tragédia 'auto-atocaiaram' Lula e o levaram à 'clandestinidade'. "A adversidade o colocou na clandestinidade. E o despachou para os seus nichos, de AeroLula, num contraponto triste com a pequena burguesia que rejeita, por autodefesa', conclui.
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O prefeito do Rio, Cesar Maia, comprova a tese de que não existe vacância de poder. Com a morte de ACM, assume, a cada dia, a personalidade malvada do ex-senador baiano. E promete honrar, com profissionalismo, a vaga deixada por ACM. Despachar para a "clandestinidade" o presidente Lula é pra quem entende dos traçados da malvadeza. Se se candidatar ao governo da Bahia, Cesar Maia será eleito sem dificuldade. Cesar Maia só precisa de parte da sigla: CM. E provar aos órfãos baianos que pode ser tão "coronel" quanto o seu inspirador. Na campanha eleitoral, um bom slogan: CM, a maldade continua. Cesar Malévolo vai longe.
Eu queria ter escrito isso
Indivíduos inteligentes costumam maldizer sua pátria. É natural. Quando leio ou ouço alguém que respeito falar mal do Brasil compreendo e faço coro. Você me verá fazer o mesmo aqui. Não quer dizer que os outros países sejam a Bahamas da civilização artística e intelectual, muito embora não consigamos nem ombrear a medianidade de um Estados Unidos, para citar um país civilizado descoberto na mesma época que a nossa.
Você encontra críticas violentíssimas de intelectuais americanos, ingleses, italianos, espanhóis, franceses contra suas pátrias. O que isso representa? Insatisfação crônica? Antinacionalismo forçado? Nada disso. É um amor profundo, um amor desmedido, que não aceita a mediocridade, a burrice monumental, a ignorância satisfeita, a palidez intelectual. E esse amor, como qualquer amor, cobra o empenho, o esforço, a melhora, o desenvolvimento. A crítica ao próprio país carrega consigo um amor incompreendido pela malta, que não é senão a razão, os alicerces que sustentam e justificam a crítica.
PS: A crítica, no caso da literatura, revela um amor, igualmente desmedido, pela literatura. E esse amor não admite, como é próprio dos amores intensos, o mau escritor, a má literatura.
Fonte: BG
Você encontra críticas violentíssimas de intelectuais americanos, ingleses, italianos, espanhóis, franceses contra suas pátrias. O que isso representa? Insatisfação crônica? Antinacionalismo forçado? Nada disso. É um amor profundo, um amor desmedido, que não aceita a mediocridade, a burrice monumental, a ignorância satisfeita, a palidez intelectual. E esse amor, como qualquer amor, cobra o empenho, o esforço, a melhora, o desenvolvimento. A crítica ao próprio país carrega consigo um amor incompreendido pela malta, que não é senão a razão, os alicerces que sustentam e justificam a crítica.
PS: A crítica, no caso da literatura, revela um amor, igualmente desmedido, pela literatura. E esse amor não admite, como é próprio dos amores intensos, o mau escritor, a má literatura.
Fonte: BG
A SAÍDA ? ONDE FICA A SAÍDA ?
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Tom Jobim (acho que era ele) dizia que a saída para o Brasil era o aeroporto.
Não é não.
Tom Jobim (acho que era ele) dizia que a saída para o Brasil era o aeroporto.
Não é não.
CELERITAS ET VERITAS
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O presidente afirmou em seu programa de rádio que não há possibilidade de a verdade sobre o acidente com o avião da TAM não aparecer.
Em não aparecendo, ele certamente tomará medidas drásticas, como cortar o ponto dela ou mesmo demiti-la, muito embora alguns queiram insinuar maldosamente que a dita não é funcionária deste governo.
(Mais palavras eficazes acompanhadas por ações idem, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
O presidente afirmou em seu programa de rádio que não há possibilidade de a verdade sobre o acidente com o avião da TAM não aparecer.
Em não aparecendo, ele certamente tomará medidas drásticas, como cortar o ponto dela ou mesmo demiti-la, muito embora alguns queiram insinuar maldosamente que a dita não é funcionária deste governo.
(Mais palavras eficazes acompanhadas por ações idem, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
Grandes frases avacalhadas
"Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes ranhuras.
O beijo ainda é um sinal, perdido embora,
da ausência de comércio,
boiando em tempos sujos."
José Carlos Drummond de Andrade Pereira, "Sideração da poesia"
TV Tamanco - Atendendo a pedidos
Um usuário do SDT nos enviou vasta correspondência solicitando a postagem de Hermila Guedes. Como o pedido tem por objeto a co-musa do SDT, não teve discussão.
DE OBRAS E OBRADORES
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Não via no Brasil atitude tão enérgica [a de Lula com relação ao caos aéreo] desde que FHC fez sua maior obra. Não me refiro ao Plano Real, claro, nem, como poderiam pensar os mais malevos, estou utilizando a palavra “obra” em sentido escatológico.
Muito menos aludo à imensurável contribuição do ex-presidente para o progresso das artes e das ciências — particularmente do solipsismo, do sofismo e da tautologia —, mas ao grande impulso que deu à nação quando nos informou, durante sua administração, que não éramos mais um país “subdesenvolvido” e sim “em desenvolvi mento”.
Lance magistral com que, permutando quatro letras do alfabeto, tirou em segundos milhões de pessoas da linha de pobreza. E muitas outras ainda teriam saído da miséria se houvessem lido jornal por aqueles dias. Por aí temos uma idéia de como é perverso o analfabetismo.
(Mais substâncias de odor repulsivo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
Não via no Brasil atitude tão enérgica [a de Lula com relação ao caos aéreo] desde que FHC fez sua maior obra. Não me refiro ao Plano Real, claro, nem, como poderiam pensar os mais malevos, estou utilizando a palavra “obra” em sentido escatológico.
Muito menos aludo à imensurável contribuição do ex-presidente para o progresso das artes e das ciências — particularmente do solipsismo, do sofismo e da tautologia —, mas ao grande impulso que deu à nação quando nos informou, durante sua administração, que não éramos mais um país “subdesenvolvido” e sim “em desenvolvi mento”.
Lance magistral com que, permutando quatro letras do alfabeto, tirou em segundos milhões de pessoas da linha de pobreza. E muitas outras ainda teriam saído da miséria se houvessem lido jornal por aqueles dias. Por aí temos uma idéia de como é perverso o analfabetismo.
(Mais substâncias de odor repulsivo, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
No tabuleiro do baiano tem...
Da Folha de São Paulo:
"(...) Num comercial do Itaú Bankline, feito pela agência de publicidade África e que vem sendo veiculado na TV, outro cantor interpreta uma versão modificada de "Pela Internet", canção de Gil que já havia sido tema de propaganda do banco antes que o compositor integrasse o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.O uso da música de Gil e a semelhança entre a voz que interpreta a canção e a sua, no entanto, dão margem a questionamentos éticos, dizem especialistas ouvidos pela Folha."
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"(...) Num comercial do Itaú Bankline, feito pela agência de publicidade África e que vem sendo veiculado na TV, outro cantor interpreta uma versão modificada de "Pela Internet", canção de Gil que já havia sido tema de propaganda do banco antes que o compositor integrasse o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.O uso da música de Gil e a semelhança entre a voz que interpreta a canção e a sua, no entanto, dão margem a questionamentos éticos, dizem especialistas ouvidos pela Folha."
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Por que tanta polêmica? Se tudo se resume a uma questão de notas. As notas do banco entram na conta do ministro e as notas do ministro ajudam a engordar a conta do banco. E a ética? A ética se come com caruru e vatapá no webtabuleiro da baiana.
Apopléticos de norte a sul, uni-vos
Os jornais argentinos falam que o Brasil vive um momento de surrealismo com o seu apagão aéreo, tal a confusão reinante nos aeroportos e no desencontro das informações sobre os acidentes. Mas a nossa escrita automática, por enquanto, é apenas onomatopéica atonal: pan, pan, pan, tam, tam, tam, top, top, top, etc etc etc. Esses argentinos só entendem de Perón e Maradona. O que os jornais argentinos ainda não perceberam é que a apoplexia aos poucos vai tomando conta do país e se tornando usual. Veja o tal do Bernadinho na quadra. Apoplexia pura. Os comentaristas esportivos analisando e narrando jogos e competições. Apoplexia total. E os passageiros refugados pelas companhias aéreas no saguão dos aeroportos. Cenas de apoplexia explícita. A avidez dos banqueiros pelos juros. Apoplexia argentária. Os freudianos brasileiros precisam explicar à Imprensa argentina o que está acontecendo. O Brasil hoje não é um cão andaluz para ser dissecado por Breton. É um caos psicanalítico.
Chanchadas literárias - transfer Drummond
"Perdi o avião e a esperança. Voltei chamuscado para casa"
Passo a palavra
Rafa,
Gostaria muito de estar errado, mas o clima de incompetência e descaso geral é avassalador. Parece que respondendo ao desafio do Stanislaw - ou instaura-se a moralidade, ou nos locupletemos todos -, nos locupletamos com gosto e sem o menor pudor. Um exemplinho?
Um ano atrás, voltava eu da ilha de Itamaracá em Pernambuco, quando o ônibus parou na frente de um presídio. As mulheres dos internos entraram no ônibus e duas delas se sentaram na minha frente:
- Fulana,- uma questionava a outra abismada- como é que você consegue ter 3 bolsas de auxílio?
- Ah, Sicrana, como você é boba… Pra quem você pediu as suas bolsas?
- Pro município.
- Viu? Aí é que você errou. Você precisa pedir uma bolsa para cada um dos governos. Uma pro município, uma pro estado e outra pro federal.
- Ah… por quê?
- Por quê? Ora, porque, assim, eles não têm como dizer que o governo está te dando muita grana. E o seu marido? Quando foi preso, ele estava trabalhando?
- Não.
- Deu mole, Sicrana. Como o meu estava trabalhando, eu ainda recebo o salário dele.
- Pôxa, você deve estar tirando um bom dinheiro.
- É, com mais o vale gás que eu ganho por conta das crianças, dá até pra viver direitinho.
O restante você lê aqui.
EFICIÊNCIA E CONTROLE
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Eficaz como os persas diante de Alexandre e célere como uma flecha — no caso, a flecha de Zenão de Eléia —, nosso intrépido presidente levou apenas uma semana e não mais que 200 cadáveres para anunciar as medidas que debelarão de vez o apagão aéreo, atuando antes que outros mortos exibicionistas se aproveitassem da situação para passar a falsa idéia de que o governo perdeu o controle sobre uma atividade que é monopólio do Estado: o assassinato em massa.
(Mais sobre atitudes enérgicas e lépidas, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
Eficaz como os persas diante de Alexandre e célere como uma flecha — no caso, a flecha de Zenão de Eléia —, nosso intrépido presidente levou apenas uma semana e não mais que 200 cadáveres para anunciar as medidas que debelarão de vez o apagão aéreo, atuando antes que outros mortos exibicionistas se aproveitassem da situação para passar a falsa idéia de que o governo perdeu o controle sobre uma atividade que é monopólio do Estado: o assassinato em massa.
(Mais sobre atitudes enérgicas e lépidas, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/07/em-defesa-do-enrgico-presidente-lula.html)
O Dossiê Ignorável
O nosso querido Brasil tem zero vocação para o épico, para o trágico e para o lírico. No fim, o prosaico sempre vence. Mesmo no desastre TAM-Congonhas.
Agora temos, diz Josias de Souza, o senador Renão Calheiros apresentando ao mundo sua mais nova sofrida defesa, elaborada por advogados. A peça é intitulada "O Dossiê Ignorado".
O vitimismo grandiloqüente é do menos. O que a Comissão de Críticos do SOPA DE TAMANCO aprecia é a peça ter título. "O Dossiê Ignorado". É uma aspiração, "abissolutamente", aos píncaros de Dan Brown e Alexandre Von Baumgarten. Como deve ter sido o papo que resultou no batismo da criança?
- Vamos chamar de "O Código Calheiros"?
- Negativo. A imprensa cairá em cima da gente, dizendo que é ficção.
- Ah, é...
- Tem que ser alguma coisa bem real. "Dossiê" sempre funciona.
- "Dossiê Murici"? ! "A Verdade sobre O Dossiê"?
- ...
- "Dossiê de um Destemido"? "O Mais Patriota dos Dossiês"? "Dossiê contra a Esquizofrenia"?
- Vou ignorar suas sugestões. Brainstorming com gente ignorante é inviável.
- Já sei! Já sei! "O Dossiê Ignorado"! "O Dossiê Ignorado".
- "O Dossiê Ignorado"...? Até que não é mau.
Agora temos, diz Josias de Souza, o senador Renão Calheiros apresentando ao mundo sua mais nova sofrida defesa, elaborada por advogados. A peça é intitulada "O Dossiê Ignorado".
O vitimismo grandiloqüente é do menos. O que a Comissão de Críticos do SOPA DE TAMANCO aprecia é a peça ter título. "O Dossiê Ignorado". É uma aspiração, "abissolutamente", aos píncaros de Dan Brown e Alexandre Von Baumgarten. Como deve ter sido o papo que resultou no batismo da criança?
- Vamos chamar de "O Código Calheiros"?
- Negativo. A imprensa cairá em cima da gente, dizendo que é ficção.
- Ah, é...
- Tem que ser alguma coisa bem real. "Dossiê" sempre funciona.
- "Dossiê Murici"? ! "A Verdade sobre O Dossiê"?
- ...
- "Dossiê de um Destemido"? "O Mais Patriota dos Dossiês"? "Dossiê contra a Esquizofrenia"?
- Vou ignorar suas sugestões. Brainstorming com gente ignorante é inviável.
- Já sei! Já sei! "O Dossiê Ignorado"! "O Dossiê Ignorado".
- "O Dossiê Ignorado"...? Até que não é mau.
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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Conviver com o fracasso como se fosse um sucesso. Muitos conseguem.
Como eu os invejo !
Joel Silveira, datilografado por GMN
Conviver com o fracasso como se fosse um sucesso. Muitos conseguem.
Como eu os invejo !
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 1
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Para que se saiba como ando em matéria de amizade, basta dizer que já perdi de vista o meu amigomais próximo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Para que se saiba como ando em matéria de amizade, basta dizer que já perdi de vista o meu amigomais próximo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
A ÁREA DE ESCAPE
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Há uma grande coincidência entre o Brasil e a pista do Aeroporto de Congonhas: nenhum dos dois tem área de escape.
Curioso.
Há uma grande coincidência entre o Brasil e a pista do Aeroporto de Congonhas: nenhum dos dois tem área de escape.
Curioso.
Ajudando Larry Rother a arrumar a bagagem
O correspondente do New York Times, Larry Rother, logo vai deixar o país. Calma! Não é uma nova tentativa de expulsão pelo governo brasileiro. Apenas o jornalista deve caçar outros pinguços em outras regiões do planeta. Como Larry Rother está de malas arrumadas, alguns diplomatas poderiam dedicar parte do tempo ocioso a imaginar o que diria o presidente Lula na despedida ao americano que escreveu uma longa reportagem explicando aos leitores do influente jornal a paixão lulista sobre o etanol que passarinho não bebe. Imagine.
"E aí, Larry, vamos tomar a saideira?"
"Pô, Larry, foi mal. Mas eu pensei que você também era colega"
"Tudo bem, Larry, você ficou. Mas nunca confiei em ninguém que tomasse menos de meio litro por dia"
"Ok, Larry, aprenda. Beber é uma virtude. Se embriagar, canalhice"
"Tchau, Larry. Mas não se esqueça de mandar aquele bourbon para mim"
"Larry, você já escreveu de ressaca? É duro, não é? Imagine governar de ressaca!"
"Puxa, Larry, como vocês são caretas e puritanos. Não entendo como gostam mais de sangue do que de uísque"
"Aonde chega o cinema americano, chegam os seus produtos. O uísque chegou aqui. Você é contra Hollywood, Larry?"
"Quero que você saiba o seguinte, Larry. Bush é o que é hoje porque deixou de beber"
"Desce aí, Juliana, uma estupidamente gelada para o Larry".
"É isso, Larry, vou sentir saudades. O brasileiro é sentimental e enche logo a cara"
"Larry, sinceramente, você nunca entendeu o Brasil. Cachaça aqui é água"
"Virou as costas, Larry, vou logo pedir uma nova inscrição"
"O teu vôo parte de Congonhas, Larry?"
Top-top, seu deficiente!
Do Estadão:
'O ministro do Planejamento de Longo Prazo, Mangabeira Unger, foi flagrado ontem num ato nada oficial. Por volta de 21 horas (portanto, fora do expediente), a bordo do carro oficial, estacionou numa vaga para deficientes de um shopping de móveis e decoração de Brasília. Flagrado pelo repórter fotográfico do Estado, ele ainda tentou despistar, fingindo rumar para outro veículo. O ministro não quis falar com a reportagem e pouco depois o carro saiu da vaga proibida e foi buscá-lo.'
Qual destas obras do sábio Mangabeira do Abismo se aplica ao flagrante:
* A Segunda Via: Presente e Futuro do Brasil?
* Paixão: um Ensaio Sobre a Personalidade?
* Democracia Realizada: a Alternativa Progressista?
'O ministro do Planejamento de Longo Prazo, Mangabeira Unger, foi flagrado ontem num ato nada oficial. Por volta de 21 horas (portanto, fora do expediente), a bordo do carro oficial, estacionou numa vaga para deficientes de um shopping de móveis e decoração de Brasília. Flagrado pelo repórter fotográfico do Estado, ele ainda tentou despistar, fingindo rumar para outro veículo. O ministro não quis falar com a reportagem e pouco depois o carro saiu da vaga proibida e foi buscá-lo.'
Qual destas obras do sábio Mangabeira do Abismo se aplica ao flagrante:
* A Segunda Via: Presente e Futuro do Brasil?
* Paixão: um Ensaio Sobre a Personalidade?
* Democracia Realizada: a Alternativa Progressista?
23 de julho de 2007
Grandes momentos da psicologia aplicada
Está no G1: psicólogo da TAM criticou agressividade de parentes de vítimas daquilo que, nunca antes no nosso querido Brasil, tinha acontecido.
Estão no SDT pérolas da sabedoria dos psicólogos aeronáuticos:
- Minha senhora, às vezes um avião é apenas um charuto.
- Em vez de pensar no seu ente querido, acompanha o meu raciocínio: os homens são mais morais do que pensam e muito mais imorais do que imaginam.
- O senhor devia saber que a neurose é a inabilidade de tolerar ambigüidade, viu?
- O que esta mulher está querendo?
- Aeronáutica é destino.
Estão no SDT pérolas da sabedoria dos psicólogos aeronáuticos:
- Minha senhora, às vezes um avião é apenas um charuto.
- Em vez de pensar no seu ente querido, acompanha o meu raciocínio: os homens são mais morais do que pensam e muito mais imorais do que imaginam.
- O senhor devia saber que a neurose é a inabilidade de tolerar ambigüidade, viu?
- O que esta mulher está querendo?
- Aeronáutica é destino.
DAS GRANDES CONSTATAÇÕES A QUE CHEGA A CIÊNCIA
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Segundo sociólogos, antropólogos e outros acadêmicos de ego um pouco menor, a humanidade pode ser dividida em três grandes grupos, de acordo com o seu caráter: as pessoas de bom coração, as pessoas que fingem ter bom coração e as heroínas de telenovela. Sendo que, das três, as heroínas de telenovela são as únicas que não soltam pum.
(Mais sobre este profundo e essencial assunto, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/06/das-vantagens-e-desvantagens-de-se.html)
Segundo sociólogos, antropólogos e outros acadêmicos de ego um pouco menor, a humanidade pode ser dividida em três grandes grupos, de acordo com o seu caráter: as pessoas de bom coração, as pessoas que fingem ter bom coração e as heroínas de telenovela. Sendo que, das três, as heroínas de telenovela são as únicas que não soltam pum.
(Mais sobre este profundo e essencial assunto, aqui: http://marconileal.blogspot.com/2007/06/das-vantagens-e-desvantagens-de-se.html)
O JÚRI CHEGA AO VEREDITO
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O Brasil poderia oferecer ao mundo uma nova figura jurídica: o conceito de "culpa coletiva" dos governantes.
Já se disse que o subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos.
A incompetência também: não nasce da noite para o dia.
O Brasil não tem competência gerencial.
É simples assim: todos os presidentes, todos os governadores, todos os prefeitos são, sim, culpados por cada vida estupidamente perdida em tragédias como esta de Congonhas.
A estupidez vai além dos aviões de carreira. Por que ninguém nunca se preocupou - por exemplo - em dotar o Brasil de uma rede de transporte ferroviário ? Por que jogaram os trens no lixo ? Por que preferiram optar pelas estradas mas permitem que elas se transformem em crateras intransitáveis ? Por que deixaram que a cidade de São Paulo cercasse aos poucos o Aeroporto de Congonhas, a ponto de um posto de gasolina funcionar a metros da pista ? Por que gastaram milhões para transformar os aeroportos em shopping centers mas se descuidaram do principal ?
A lista daria para encher uma enciclopédia. É cansativa. É estúpida. É chata.
Mas passa por todos os níveis: municipal, estadual, federal.
O veredito para todos é simples: culpados. Ponto.
O Brasil poderia oferecer ao mundo uma nova figura jurídica: o conceito de "culpa coletiva" dos governantes.
Já se disse que o subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos.
A incompetência também: não nasce da noite para o dia.
O Brasil não tem competência gerencial.
É simples assim: todos os presidentes, todos os governadores, todos os prefeitos são, sim, culpados por cada vida estupidamente perdida em tragédias como esta de Congonhas.
A estupidez vai além dos aviões de carreira. Por que ninguém nunca se preocupou - por exemplo - em dotar o Brasil de uma rede de transporte ferroviário ? Por que jogaram os trens no lixo ? Por que preferiram optar pelas estradas mas permitem que elas se transformem em crateras intransitáveis ? Por que deixaram que a cidade de São Paulo cercasse aos poucos o Aeroporto de Congonhas, a ponto de um posto de gasolina funcionar a metros da pista ? Por que gastaram milhões para transformar os aeroportos em shopping centers mas se descuidaram do principal ?
A lista daria para encher uma enciclopédia. É cansativa. É estúpida. É chata.
Mas passa por todos os níveis: municipal, estadual, federal.
O veredito para todos é simples: culpados. Ponto.
TV Tamanco - Chega de linguarudos republicanos
Em pista fechada não entra mosquito nem milícia bolivariana.
Arte? Deus me livre! Prefiro Pós-Modernismo
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Dizem alguns místicos e supersticiosos que, assim como a moral pública e o hábito de desejar bom-dia aos vizinhos, houve um tempo em que existiu também no mundo algo que levava o estranho nome de “arte”.
A se crer nesses espiritualistas, a “arte” teria sido cultivada até mais ou menos o final do século XIX, meados do século XX, quando deu lugar a outras formas de expressão, ainda hoje de objetivo não definido, qual sejam colocar fuscas no teto do Masp, jogar tintas aleatoriamente em quadros, inventar e aplicar vocábulos em frases sem encadeamento lógico, pop music e peças de Gerald Thomas.
(aqui, o texto completo: http://marconileal.blogspot.com/2007/06/arte-deus-me-livre-prefiro-ps.html)
Da tragédia à "carteirada"
"Todas as pessoas influentes no avião foram identificadas...queremos agilidade", disse o pai de uma das vítimas do acidente.
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Se confirmada a denúncia de familiares das vítimas, o Brasil se supera em crueldade e indiferença. O tradicional e autoritário "sabe com quem está falando?" acaba de ser levado ao outro lado da vida. É a divisão de classes entre os mortos. Primeira classe, executiva, econômica? Nessa trama inimaginável de filme de terror, quem são os roteiristas mórbidos e classistas? Quem são os autores da segmentação dos cadáveres em subclasses? A denúncia não será apurada? Ou ficará no perverso top, top, top? O IML é estadual, o governador José Serra vai ficar em silêncio? Já se sabe que é inútil e demais pedir respeito aos vivos, mas se poderia pelo menos tentar impedir que os mais vivos e os vivaldinos desrespeitassem os mortos e os seus familares.
Títulos interativos
Da 'Folha':
23/07/2007 - 09h12
Passageiro questiona freios e é retirado de vôo da TAM
Do SDT:
Freios questionam passageiro e são retirados de vôo da TAM
TAM questiona freios é é retirada de vôo de passageiro
Vôo questiona TAM e é retirado de passageiro de freios
Passageiro questiona TAM e é retirado de vôo de freios
TAM questiona passageiro e é retirada de freios de vôo
23/07/2007 - 09h12
Passageiro questiona freios e é retirado de vôo da TAM
Do SDT:
Freios questionam passageiro e são retirados de vôo da TAM
TAM questiona freios é é retirada de vôo de passageiro
Vôo questiona TAM e é retirado de passageiro de freios
Passageiro questiona TAM e é retirado de vôo de freios
TAM questiona passageiro e é retirada de freios de vôo
Videopopulismo de elite
Hoje tem debate dos pré-candidatos democratas dos comedores de cheesburger.
A CNN fechou com o YouTube o mecanismo de envio de videoperguntas por parte do comedor de cheesburger comum.
Evidentemente a CNN filtrou a coisa, para evitar a maluquice habitual quando se trata do trinômio ser humano-câmera-tela.
Hmmm.
Marketing de "novas mídias" à parte, o que aconteceria no nosso querido Brasil caso adotássemos o videopopulismo de elite em 2010?
A CNN fechou com o YouTube o mecanismo de envio de videoperguntas por parte do comedor de cheesburger comum.
Evidentemente a CNN filtrou a coisa, para evitar a maluquice habitual quando se trata do trinômio ser humano-câmera-tela.
Hmmm.
Marketing de "novas mídias" à parte, o que aconteceria no nosso querido Brasil caso adotássemos o videopopulismo de elite em 2010?
Povo de merda
Marco Aurélio Garcia é flagrado fazendo o que fez e o povo acha que a culpa é do jornalista. Povo de merda.
Que verdade, seu idiota?!
Lula disse, sobre o acidente da TAM, que a verdade virá à tona. Que verdade, seu idiota? A morte de 200 pessoas pode ser atribuída à entrada de um urubu na turbina. Não importa. Isso não anula a incapacidade e a covardia do presidente quando o assunto é problema. De qualquer natureza. Se ficar comprovado que o acidente foi culpa de imperícia do piloto ou de falha no reverso, nada disso faz doer menos a morte de 200 pessoas. A verdade, presidente de merda, é que 200 pessoas morreram, o sistema aeroviário do Brasil está uma droga, você loteou cargos na Infraero e, pior, é um covarde ególatra, viciado em poder, que não consegue sequer aceitar uma vaia no Maracanã!
O GRANDE AVISO : "NÃO SEGURA"
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Um piloto, em plena atividade, aparece no telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, edição de sábado passado, para dizer, com todas as letras, que a pista do mais movimentado aeroporto do Brasil,o de Congonhas, "não segura" avião em dia de chuva.
Repita-se :"Não segura".
Nunca se viu aviso tão claro.
Um piloto, em plena atividade, aparece no telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional, edição de sábado passado, para dizer, com todas as letras, que a pista do mais movimentado aeroporto do Brasil,o de Congonhas, "não segura" avião em dia de chuva.
Repita-se :"Não segura".
Nunca se viu aviso tão claro.
PÍLULA DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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O confrade explica-se:
- Burro não sou. Uma besta quadrada, talvez.
E arremata:
-Um dia, você irá saber a profunda diferença que existe entre uma coisa e outra.
Joel Silveira, datilografado por GMN
O confrade explica-se:
- Burro não sou. Uma besta quadrada, talvez.
E arremata:
-Um dia, você irá saber a profunda diferença que existe entre uma coisa e outra.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA
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Passei anos e anos procurando levar este país a sério, para, no final das contas ( e da vida), chegar à conclusão de que tudo não passou de uma estúpida perda de tempo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
Passei anos e anos procurando levar este país a sério, para, no final das contas ( e da vida), chegar à conclusão de que tudo não passou de uma estúpida perda de tempo.
Joel Silveira, datilografado por GMN
PESQUISA CONFIRMA: 98% DAS CHAMADAS FEITAS EM CELULAR SÃO INÚTEIS. USAR TELEFONE NA RUA É A ARTE DE "FALAR TOLICES COM AR IDIOTA"
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Ivan Lessa, direto de Londres:
"Que temos nós contra o celular?
Resposta simples: não é só implicância com essas pessoas todas falando tolices com aquele ar idiota pelas ruas, aparentemente em animado papo com elas mesmas, como se fossem, não só tolas, mas também loucas varridas.
Sabemos, conforme as pesquisas e o bom senso ditam, que 98% de todas as chamadas são absolutamente inúteis, desnecessárias, queimação de dinheiro.
Sabemos mais – e nesse ponto reside nossa atitude superior --, muito mais.
Sabemos que esse papo todo é a maneira da humanidade dar o seu grito de solidão, proclamar às margens de suas dependências o insuportável de seu silêncio interior, a falta de assunto de sua alma".
(Aqui, o texto completo :http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070723_ivanlessa.shtml)
Ivan Lessa, direto de Londres:
"Que temos nós contra o celular?
Resposta simples: não é só implicância com essas pessoas todas falando tolices com aquele ar idiota pelas ruas, aparentemente em animado papo com elas mesmas, como se fossem, não só tolas, mas também loucas varridas.
Sabemos, conforme as pesquisas e o bom senso ditam, que 98% de todas as chamadas são absolutamente inúteis, desnecessárias, queimação de dinheiro.
Sabemos mais – e nesse ponto reside nossa atitude superior --, muito mais.
Sabemos que esse papo todo é a maneira da humanidade dar o seu grito de solidão, proclamar às margens de suas dependências o insuportável de seu silêncio interior, a falta de assunto de sua alma".
(Aqui, o texto completo :http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070723_ivanlessa.shtml)
De ojos bien cerrados
O presidente da nossa querida vizinha bolivariana disse, em seu programa de rádio "Alô, Lula", que não tem esse negócio de gringo falar mal da Venezuela enquanto na Venezuela estiver. A ira chaveira se deu depois que um mexicano de alta plumagem espinafrou o governo durante visita.
Sempre refletindo sobre o porvir, numa prática condenada pelos consultores psiquiátricos que sangram a folha de pagamento do SOPA DE TAMANCO, estamos imaginando o triunfo da revolução bolivariana. Ela nos encheria de folhas de coca, alfajores, fuzis russos, uísques paraguaios e temores de que jamais poderíamos espinafrar a América Bolívar em segurança. Tampouco seríamos capazes de fugir, nem ao modo Brizola, nem ao modo Cindacta. Caray.
Sempre refletindo sobre o porvir, numa prática condenada pelos consultores psiquiátricos que sangram a folha de pagamento do SOPA DE TAMANCO, estamos imaginando o triunfo da revolução bolivariana. Ela nos encheria de folhas de coca, alfajores, fuzis russos, uísques paraguaios e temores de que jamais poderíamos espinafrar a América Bolívar em segurança. Tampouco seríamos capazes de fugir, nem ao modo Brizola, nem ao modo Cindacta. Caray.
Da série 'Saudades antecipadas do Pan'
Diz o G1, d'après Estadão:
'Relatórios elaborados pelos pilotos que voaram no país nos últimos dias apontam que praticamente todos eles passaram a adotar procedimentos de segurança equivalentes aos das rotas para a África, considerada a região mais perigosa do mundo.'
Diz o SDT, d'après o então assessor da delegação americana:
- Não estamos no Congo?
'Relatórios elaborados pelos pilotos que voaram no país nos últimos dias apontam que praticamente todos eles passaram a adotar procedimentos de segurança equivalentes aos das rotas para a África, considerada a região mais perigosa do mundo.'
Diz o SDT, d'après o então assessor da delegação americana:
- Não estamos no Congo?
22 de julho de 2007
Pesquisa e goza
Na 'Tribuna do Norte', a ministra Relaxa Suplicy veio com essa:
“O turista japonês não procura mar e sol. Ele procura belezas naturais. Então, é um turismo onde tentaremos vender Foz do Iguaçu. Ele está interessado em música também. Aliás, música, para nós, não é difícil, porque o Brasil todo tem a oferecer isso. O turista alemão está interessado em ecoturismo; o italiano busca mar e sol; o escandinavo mar e sol. E isso vai possibilitar à Embratur fazer uma campanha focada”.
Hmmm.
Os japoneses gostam de ir ao Havaí, onde adoram promover cerimônias de casamento; a Los Angeles e a Nova York - as duas últimas têm tudo, menos natureza. A música de que tanto gostam está nos celulares e nos personal video recorders. Já os alemães, bem, aqueles que visitam São Sebanistão gostam das moças da Mab's, na Avenida Atlântica; os que gostam do nosso querido Nordeste vão atrás das dimenores; os demais vão para a Turquia e adjacências, pegar sol a preços muito mais convidativos. Idem, os escandinavos. Vão ao Mediterrâneo e ao Sudeste Asiático pagando pacotes cujos valores mal dariam para empatar as tarifas hoteleiras do nosso querido Brasil
Noutras palavras, a distinta Relaxa Suplicy, egrégia integrante do Conac, vai ter de rebolar.
“O turista japonês não procura mar e sol. Ele procura belezas naturais. Então, é um turismo onde tentaremos vender Foz do Iguaçu. Ele está interessado em música também. Aliás, música, para nós, não é difícil, porque o Brasil todo tem a oferecer isso. O turista alemão está interessado em ecoturismo; o italiano busca mar e sol; o escandinavo mar e sol. E isso vai possibilitar à Embratur fazer uma campanha focada”.
Hmmm.
Os japoneses gostam de ir ao Havaí, onde adoram promover cerimônias de casamento; a Los Angeles e a Nova York - as duas últimas têm tudo, menos natureza. A música de que tanto gostam está nos celulares e nos personal video recorders. Já os alemães, bem, aqueles que visitam São Sebanistão gostam das moças da Mab's, na Avenida Atlântica; os que gostam do nosso querido Nordeste vão atrás das dimenores; os demais vão para a Turquia e adjacências, pegar sol a preços muito mais convidativos. Idem, os escandinavos. Vão ao Mediterrâneo e ao Sudeste Asiático pagando pacotes cujos valores mal dariam para empatar as tarifas hoteleiras do nosso querido Brasil
Noutras palavras, a distinta Relaxa Suplicy, egrégia integrante do Conac, vai ter de rebolar.
DA SÉRIE INÚTEIS DÚVIDAS DOMINICAIS
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a) "Imagine"
b) "Garota de Ipanema"
c) "Asa Branca"
d) "Carinhoso"
Qual dessas será a trilha sonora do inferno ?
a) "Imagine"
b) "Garota de Ipanema"
c) "Asa Branca"
d) "Carinhoso"
Qual dessas será a trilha sonora do inferno ?
TV Tamanco - Propagandas pela culatra
Difícil acreditar que os comedores de cheesburger queriam ATACAR a pornografia com ISTO...
TV Tamanco - Dança do PT
A TV Tamanco estréia mundialmente sua primeira produção. As verbas foram captadas graças à Fundação Bruna Surfistinha.
O médico e o monstro
Na edição deste domingo, o NYT faz um perfil de um pré-candidato republicano, o médico texano Ron Paul, que nunca será presidente dos comedores de cheesburger, felizmente.
Infelizmente também, porque ele é um jeca ao mesmo tempo careta e libertário - e, assim, divertido. Virou sensação, lembra a revista, em sites e publicações dos quais ele não tem conhecimento.
A frase sobre os Estados Unidos e suas aventuras geopolíticas é uma delícia: "Não importa o quanto você ame o império: ele é insustentável."
Infelizmente também, porque ele é um jeca ao mesmo tempo careta e libertário - e, assim, divertido. Virou sensação, lembra a revista, em sites e publicações dos quais ele não tem conhecimento.
A frase sobre os Estados Unidos e suas aventuras geopolíticas é uma delícia: "Não importa o quanto você ame o império: ele é insustentável."
NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO ESPANTO, ROGAI POR NÓS
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O site da BBC Brasil exibe imagens de um robô que os japoneses criaram : a máquina imita os movimentos de uma criança.
Ah, Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, respondei : cópia de criança ? Para quê ? Já não basta o original ?
(aqui: http://www.bbc.co.uk/portuguese/)
O site da BBC Brasil exibe imagens de um robô que os japoneses criaram : a máquina imita os movimentos de uma criança.
Ah, Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, respondei : cópia de criança ? Para quê ? Já não basta o original ?
(aqui: http://www.bbc.co.uk/portuguese/)
PÍLULAS DE VIDA DO DOUTOR SILVEIRA - 2
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Ah, o desprezo e o sonolento tédio com que os gatos nos olham....
Joel Silveira, datilografado por GMN
Ah, o desprezo e o sonolento tédio com que os gatos nos olham....
Joel Silveira, datilografado por GMN
PÍLULAS DE VIDA DE DOUTOR SILVEIRA 1
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O mundo ideal seria aquele em que não houvesse qualquer notícia. Um mundo sem manchetes. Que beleza!
Joel Silveira, datilografado por GMN
O mundo ideal seria aquele em que não houvesse qualquer notícia. Um mundo sem manchetes. Que beleza!
Joel Silveira, datilografado por GMN
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